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SorrisoIncógnito

Todo o sorriso é apaixonante devido ao incógnito que o ofusca! SORRIR_um estado de espírito...

18
Mar15

Um murro no estômago!

Maria

Vídeo  - Para quem não viu, obrigatório ver!

«Viver Debaixo da Ponte», mais do que uma mera expressão, resume a vida de Fernando e Juan, dois homens que o destino juntou às portas de Lisboa, onde o Tejo desagua, num dos concelhos mais ricos do país.

Diariamente, são milhares os carros que lhes «passam por cima da cabeça», sem se aperceberem da existência deles. Há três anos que sentem na pele o que é viver ao relento, sem água, sem luz e com a comida e o dinheiro que cada dia “desenrasca”. Mas é neste sítio, improvável e duro, que têm tudo o que lhes resta para lá das memórias.

E é aqui que têm aquilo a que chamam lar.

Durante um mês, a TVI acompanhou os dias e noites destes dois homens que lutam por um amanhã melhor e que não se desculpam com as circunstâncias da vida que os empurrou para este lugar, onde é tão fácil desistir. 

Esta é, acima de tudo, uma história de dignidade.

Juan e Fernando são parte dos números e o rosto da pobreza em Portugal. São apenas dois nomes, de tantos, que enchem esta Europa de pessoas sem um lar. É aqui, em Espanha ou na Grécia...
 
São dois rostos, duas vidas, que ficaram reféns de uma crise. Juan é cubano e está há dez anos em Portugal.
 
Fernando, na idade em que a reforma deveria ser um conforto de uma vida, vive com pouco mais de cem euros garantidos por mês de uma pensão.

Daqui.

 

Quando vi a resportagem virei-me para a minha mãe e disse-lhe "a sério que às vezes lamentamo-nos do que temos?" ao que a minha mãe respondeu "Há gente com tão, mas tão pouco e outros que se queixam do tanto que têm ser sempre insuficiente".

Apraz-me dizer que a Tvi já fez saber que depois da reportagem receberam inúmeros contactos de pessoas a quererem ajudar o Sr. Fernando e o Ruan. Eu nunca duvidei que Portugal, apesar dos pesares, é feito de muita gente com um enorme coração que vê na partilha e na ajuda, alguma coisa que nos faz ser melhores. Sem olhar a quê e a quem. E sem precisar de estandartes em nós mesmos para o fazer saber.

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