Saltar para: Post [1], Comentários [2], Pesquisa e Arquivos [3]

SorrisoIncógnito

Todo o sorriso é apaixonante devido ao incógnito que o ofusca! SORRIR_um estado de espírito...

11
Abr14

Um medo que tenha conseguido ultrapassar.

Maria

Faz hoje um ano que o Sapo inspirou-me a revelar um medo que tenha conseguido ultrapassar. E eu falei.

Nós podemos achar-nos felizes com aquilo que temos, mesmo sabendo que há algo que nos podia fazer ainda mais. Eu acho que durante uns anos senti-me feliz como estava. Eu tinha emprego, ainda que seja o que seja. Eu tinha uma família que amo que tem os seus problemas mas que é uma família. Eu tinha amigos que podem ser chamados disso, amigos. Eu fazia dentro dos meus possíveis o que eu queria. Eu tinha o meu espaço. Tinha as minhas coisas. Tinha o meu sorriso. Não tinha um amor, não tinha um companheiro, não tinha uma relação. Não era isso que me fazia infeliz, mas fazia falta umas vezes mais que outras.

Durante anos o meu grande medo foi amar. Dar de mim. Abraçar isso a que chamam amor.

Há alguns anos atrás um amor foi também um grande desgosto de amor. E há idades que tudo nos marca. Que um pequeno problema passa a grande obstáculo. E isso abriu feridas que demorei anos a fechar. Abriu medos que ainda constam ainda que mais arrumados. Desde esse grande amor abrir-me a alguém ficou fora de questão e o amo-te deixou de existir no meu vocabulário. Fiquei mais fria mais distante das relações. Fechei-me. Mesmo a amigos, confiar em alguém deixou de ser a mesma coisa. Não quis saber de relações, e chamar alguém de namorado nem em sonhos. Assumir o que quer que fosse também não. E o admitir que podia haver ali qualquer coisa era para malucos. E não foi assim tão pouco tempo, aliás agora que relembro esse tempo parece-me demasiado para uma vida, mas foi o necessário. E agora também não acho que tenha sido um amor assim tão grande, mas foi talvez a primeira desilusão com alguém. Eu não sou fácil de sentimentos. Aprendi a amar-me depois disso, tanto que, cá dentro admito que pensei que ninguém era capaz de me amar como eu logo ninguém me merecia nem eu merecia esse alguém. E foi um medo que durante todos esses anos me fez passar por períodos difíceis, tristes, sozinhos e sem conteúdo amoroso. Não vou dizer que nesse período não me envolvi com ninguém, mentiria, mas nada com importância. Ninguém que me conseguisse dar a mão em público, ninguém que conseguisse entrar no meu Mundo e nos meus como minha relação. Ninguém que eu admitisse o que quer que fosse. Ninguém que me conseguisse roubar um amo-te, impensável. Na verdade não amei, não me deixei ir, nunca. Até ao dia. Até ao dia que achei crucial baixar os braços que faziam uma barreira entre mim e o mais além. Em que decidi que se calhar estava na hora de tentar respirar fundo e ultrapassar esse medo. Em que decidi que este iceberg podia derreter e mostrar que lá dentro não é só gelo. Até ao dia que tentei aprender que o passado é passado e o presente é para se viver. Até ao dia em que decidi não desconfiar tanto de quem se mantem a nosso lado e que isso pode ser uma oportunidade de ser mais feliz. E foi a partir desse dia que ainda com as pernas a tremer e o coração a bater a 300 que decidi dar-me uma oportunidade a ir além do medo. Ir além do medo que eu tinha de amar. Hoje sei que fiz a melhor opção, que sou ainda mais feliz que o que era e que tenho alguém a meu lado que me preenche, aquele bocadinho que sempre fez falta mas que nem sempre lhe dei atenção. E agradeço também a quem está a meu lado porque foi a ajuda que precisei. É por ser a pessoa espectacular que é comigo que me ajudou a perder um dos meus grandes medos.

 

Não é preciso dizer nada, pois não?!

3 comentários

Comentar post

Sobre mim

foto do autor

Espreitem Como eu Blog

Expressões à moda das “tripas” do Porto!

Sigam-me

<>

<>

Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

Sorriso desde 11/02/09

<>

<>

Twita-me

<>

<>

Pesquisar

Arquivo

    1. 2020
    2. J
    3. F
    4. M
    5. A
    6. M
    7. J
    8. J
    9. A
    10. S
    11. O
    12. N
    13. D
    1. 2019
    2. J
    3. F
    4. M
    5. A
    6. M
    7. J
    8. J
    9. A
    10. S
    11. O
    12. N
    13. D
    1. 2018
    2. J
    3. F
    4. M
    5. A
    6. M
    7. J
    8. J
    9. A
    10. S
    11. O
    12. N
    13. D
    1. 2017
    2. J
    3. F
    4. M
    5. A
    6. M
    7. J
    8. J
    9. A
    10. S
    11. O
    12. N
    13. D
    1. 2016
    2. J
    3. F
    4. M
    5. A
    6. M
    7. J
    8. J
    9. A
    10. S
    11. O
    12. N
    13. D
    1. 2015
    2. J
    3. F
    4. M
    5. A
    6. M
    7. J
    8. J
    9. A
    10. S
    11. O
    12. N
    13. D
    1. 2014
    2. J
    3. F
    4. M
    5. A
    6. M
    7. J
    8. J
    9. A
    10. S
    11. O
    12. N
    13. D
    1. 2013
    2. J
    3. F
    4. M
    5. A
    6. M
    7. J
    8. J
    9. A
    10. S
    11. O
    12. N
    13. D
    1. 2012
    2. J
    3. F
    4. M
    5. A
    6. M
    7. J
    8. J
    9. A
    10. S
    11. O
    12. N
    13. D
    1. 2011
    2. J
    3. F
    4. M
    5. A
    6. M
    7. J
    8. J
    9. A
    10. S
    11. O
    12. N
    13. D
    1. 2010
    2. J
    3. F
    4. M
    5. A
    6. M
    7. J
    8. J
    9. A
    10. S
    11. O
    12. N
    13. D
    1. 2009
    2. J
    3. F
    4. M
    5. A
    6. M
    7. J
    8. J
    9. A
    10. S
    11. O
    12. N
    13. D