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SorrisoIncógnito

Todo o sorriso é apaixonante devido ao incógnito que o ofusca! SORRIR_um estado de espírito...

06
Mar19

Até podem ter um boss melhor que o meu mas com mais sentido de humor não é fácil. #8

Maria

De manhã no trabalho eu com um ataque de tosse, até que o boss diz:

- Esse pigarro ainda é do nó na garganta, Maria?

Nó na garganta? Pergunto eu, completamente a leste...

- Sim, ainda deves andar com nó na garganta desde sábado!!

...

...

(referia-se claro ao clássico, o que eu faço com uma pessoa destas!!)

05
Mar19

Doze anos sem pertencer aos "quadros" do desemprego...

Maria

20190305_224119_0001.png

 

Se alguém me dissesse lá nos inícios, que este dia ia chegar, eu não acreditaria.

Não foi fácil e nem o é. Por mais que já seja rotina, que já lá tenha tanto "Eu". Continua a haver dias nada fáceis.

Atentem numa coisa, isto é um abre olhos para aqueles que começam num trabalho novo e é difícil, às vezes as coisas depois descomplicam um pouco. 

Continuo a lembrar-me como se fosse hoje a primeira vez que pisei aquela empresa. Consigo lembrar-me de logo no primeiro dia ter a noção de como aquilo seria passageiro, não passaria de um novo emprego que tinha aparecido por acaso mas que não era lugar para eu aguentar ficar.

Lembro-me tanto das primeiras peripécias. Lembro-me de cá chegar e chorar a dizer que não aguentava uma semana. Uma semana que passei quase sempre a chorar com os nervos, o stress e as peripécias. Quem diria. Estou lá há doze anos!

Lembro-me de poucos dias depois de lá ter começado a trabalhar o encarregado me dizer "em três tempos se não fores embora, ou tens uma panca como nós ou vais ficar com uma", hoje acredito que já tinha mas cada vez a panca dá sinais de piorar. Efeitos colaterais. Nada a fazer. O encarregado já foi embora mas agora afirmo, foi das coisas mais acertadas que me disse.

Lembro-me de não ter achado nada piada a só haver homens na empresa, não tinha ninguém com quem dar dois dedos de conversa feminina. E vinha de uma empresa equilibrada em géneros. Mas com o tempo percebi que foi a melhor coisa que me podia ter acontecido, uma pena não haver um achado no meio deles que me despertasse a alma, mas não. Ligações unicamente profissionais nestes doze anos. 

Tenho mil e duas peripécias sempre para contar desta empresa que já me trouxe tanta coisa boa e algumas menos boas, o que é perfeitamente natural. Quem me segue há mais tempo conhece bem algumas peripécias que vos conto porque na sua maioria são mesmo de arrancar risadas. 

São doze anos e isto realmente, tem dias que é de loucos.

Já chorei, mas já dei tanta risada boa, tanto com os funcionários, como com o boss, com os clientes (esta foi óptima), com os fornecedores ou mesmo com outros indivíduos que me aparecem à frente. Estou mais que atrofiada é certo. Fazer o quê?!

Continuo a agradecer por nos dias que correm, nesta crise que parece que ganhou raízes, ter trabalho. Continuo a agradecer as oportunidades que me vão sendo dadas. Continuo a resmungar todos os dias para sair da cama pela manhã, queixo-me pela cabeça massacrada com que chego muitas vezes ao fim do dia, bato o pé pelas vezes que ganho um cabelo branco por aturar gente que me tira do sério, dias há em que me revolto por ter tanta coisa nos meus ombros que às vezes me tira o sono, mas caramba, se ficasse em casa, se não tivesse trabalho, se fizesse parte da enorme lista de desempregados do país, aí sim o atrofio seria muito maior.

Como eu agradeço por ter trabalho. Dia após dia. Do muito que vem um dia ou outro que me apetece queixar... e ao ver tanta coisa ao meu redor não tenho de quê... as coisas vão-se ajeitando. Por mais que tenha dias na corda-bamba.

São doze anos de trabalho na mesma empresa. Como isto passa tão rápido, tão rápido mesmo, como isto é tão importante! Como me lembro tantas e tantas vezes disto quando pela manhã a caminho do trabalho venho a querer resmungar por ter precisado de uma grua para me tirar da cama. Mas... ainda bem. Continuo a chegar lá e a ter orgulho de ver que "aquilo" também já tem muito de mim.

Pensei não aguentar uma semana. Passaram doze anos!

É um exemplo de superar expectativas. De não desistir. De não ir pela primeira impressão. De superação.  É realmente, um abre olhos.

Amanhã lá estaremos.

26
Fev19

Peripécias... *24* _ no trabalho

Maria

 

Eu sabia que de tarde teríamos reunião com clientes na empresa. E sabia que viriam em carro alugado com motorista.

Chego do almoço e já estava o escritório aberto porque o carro dos meus colegas já estava no estacionamento, mas não estava mais nenhum carro, logo mais ninguém à vista.

Eu, como sempre a palhaça de serviço, abro a porta e começo a subir as escadas com um tom de voz quase à Cristina Ferreira a dizer "Hello meninos! Chegueeeeeei, cheguei chegando bagunçando a zorra toda" sem ainda ter vista para o piso superior onde pensava eu que estavam apenas os meus colegas a tomar café, pois ouvi a máquina. Até que, no cimo das escadas aparece um Sueco muito bem parecido, com um simpático sorriso, que me diz, esticando a mão, "Hello! Nice to meet you!" 

...

...

Pronto, e eu não caí pelas escadas abaixo porque já me bastou na semana passada e ainda estou negra, senão poderia muito bem ter sido o cenário (só pensei, mas onde raio se meteu o motorista a fim de me alertar para não acontecer toda uma cena?! Foi passear...)

(isto acontece só a mim?!)

22
Fev19

Karma is my middle name.8

Maria

Ontem de manhã partilhei uma fotografia do look do dia nas redes sociais, em que trazia um jumpsuit com rasgos e a primeira descrição na foto que me lembrei de pôr foi "caí nas escadas" mas ri-me sozinha e optei por não pôr. 

O que é que me aconteceu à tarde?

Isso mesmo, caí nas escadas (só a mim!!!). E ainda me dói, a perna, o ombro e a mão que esfolei.

Vocês que já se vão ambientando ao meu Karma, vou à Bruxa?

30
Jan19

Coisas que aprendi a trabalhar só com homens!

Maria

work.jpeg

 

- Os homens são mesmo uns criqueiros no que toca a estar doentes.

- a tampa da sanita (aquela saga) é um objecto no qual eles não tocam e a tocar nunca será para baixar.

- eles também ficam parados a olhar para o espelho da casa de banho.

- A caixa das bolachas tem sempre bolachas, mas nunca sabem como elas vão lá parar.

- Também são cuscos e também falam de bisbilhotices.

- As conversas deles juntos é mesmo isso que pensam, carros, futebol, mulheres, muito futebol e mulheres, vá e trabalho.

- Não são todos farinha do mesmo saco, naturalmente há os que cantam de galo e são provavelmente os que menos fazem. Os caladinhos às vezes enganam mesmo.

- Há os "pau para toda a colher". Fazem de tudo, são desenrascados, deitam a mão a tudo. Querem aprender de tudo. Fazem mais que o trabalho deles. Dão opinião. São confiantes. Põem a mão na massa. 

- Também há o que critica tudo do outro, o que opina sempre sobre o trabalho do outro. O que cusca sobre o outro e o que faz "queixinhas" - naturalmente - dos outros.

- Os homens percebem quando está sujo, mas nem sempre percebem quando está limpo.

- Há os que reparam quando cortas o cabelo, nem que seja só as pontinhas, e há os que não reparam de todo, mesmo quando mudas de morena para loira e em que percebem que alguma coisa está diferente mas não sabem bem o quê!

- Se há um rabo de saia na área que eles dêem conta percebe-se o "slow emotion" dos mesmos (e das máquinas)!

 

Podem sempre acompanhar todas as novidades pelo Facebook. Ou pelo Instagram - @sorrisoincognito 》

 ▪Texto em destaque na página do @SAPO

10
Jan19

Viver na aldeia, dizem, é chato!

Maria

Dizem.

Eu dou mais um exemplo de que, se calhar, não é bem assim.

Ontem durante a tarde mandaram-me um recado aqui na empresa, que ao fim da tarde, o dono de uma empresa vizinha fazia anos e ia fazer patuscada para passar lá.

Eu, quando acabei de trabalhar, e toda ranhosa que estava só queria ir embora. Meti-me no carro e ala que se faz tarde. Mas, ao passar em frente à empresa onde estavam todos fizeram-me paragem e nem pensar em ir embora sem petiscar nada. E foi assim que comi duas sandes com carne de espeto quentinha a fazer na hora e um copo de tinto. Até fui embora mais aconchegada.

Isto nas cidades não existe. E também não existe em todos os lados. Mas ainda existem vizinhos dos bons. Eu moro na melhor rua do mundo, mas às vezes também me convenço que trabalho num dos melhores sítios. Vizinhos bons e boas pessoas não vêm declaradas. E sabem tão bem.

18
Dez18

A obrigatoriedade das férias

Maria

Estou cansada.

Estamos a poucas semanas do fim do ano e posso dizer que estou mesmo cansada. Sinto que foi um ano cheio de altos e baixos no trabalho, mas muito bom para a empresa. Com a consequência de muito trabalho para mim. Muita papelada. Muitas burocracias. Muitos números. Muitos. Muitas dores de cabeça muitas horas perdidas em excel com fórmulas e mais fórmulas para ajustar números e reconcilia-los.

Cada um terá as suas dores de cabeça. E em todos os trabalhos as há. Mais ou menos. E tão por isso acho que esta é das melhores alturas do ano para se tirar férias. Para descansar mesmo. Para acalmar os cavalos e tentar desacelerar a mente. Para respirar fundo e para fazer nenhum. Que às vezes também é preciso. É em Janeiro que o ano me recomeça, ao contrário de todos aqueles que tiram férias durante o ano e sempre que voltam é recomeços. Setembro nunca me foi um mês de recomeço. Janeiro é. 

Estou na última semana de trabalho do ano. E ansiosa pelas férias. Não tenho nada de maior programado. Nem sequer vou ter cá os meus para poder gozar ainda melhor mas vou estar de férias. De inverno com as temperaturas baixinhas que começam a chegar e eu não vou ter horários. Vou descansar.

E acho que todos deviam ter férias. Continuo a saber de histórias de vida que realmente chocam qualquer um. Histórias que as greves a saber teriam vergonha do que provocam. E é triste. É triste que os direitos dos trabalhadores fiquem na consciência de quem não a tem e por isso não as dá. No privado pois claro.

As férias ajudam-nos a trabalhar melhor. A ser mais produtivos. A ser mais empenhados. A gostar de como nos compensam. Ajudam-nos a ser mais positivos, a restabelecer energias, foco e vontade de continuar.

Sempre que prejudicam um trabalhador. Que deixam esse trabalhador não se sentir capaz e  legitimo dos seus direitos. Sempre que o humilham, que não lhe dão valor. Que o ambiente de trabalho fica pesado. Ele não será o melhor trabalhador. Ninguém quer dar mais a quem é injusto. Só vão fazer com que não se anime no trabalho, não procure ser melhor, deixe andar no tanto faz até ao tanto fez. Não vos recompensará com o melhor que pode ser. POrque na verdade, ninguém gosta de trabalhar onde se sente injustiçado e se trabalha é porque na maior parte das vezes, a necessidade assim o obriga.

21
Nov18

Dos pedidos para me seguirem no Instagram.

Maria

Lembram-se da história que partilhei convosco de uns clientes, que por acaso eram alemães e que, não por acaso, tive vontade de os fazer rolar escadas abaixo?

E que disse, QUE EU ATÉ SOU BOA PESSOA MAS que enquanto me lembrasse deles a vontade ia ficar?

Pois, primeiro recebi o pedido de um. Agora recebo o pedido do outro para me seguir no instagram.

...

WTF?!

Há gente que não tem mesmo amor pela vida.

20
Nov18

Quando todos vêem o que ninguém quer ver!

Maria

Foto: A Terceira Dimensão

[Foto: A Terceira Dimensão]

Não era a estrada que devia estar cortada. Quer dizer neste ponto de partida também. Mas, na verdade as pedreiras é que nunca deveriam ter escavado até deixarem a estrada naquele estado. Uma ponte desgovernada.

Como é possível alguém dizer que já se estava à espera mas mesmo assim não fazerem nada?

Que Portugal continua a ser este , bonito para Inglês ver (e agora morar) mas tão lento e feio no fazer acontecer em vez de esperar para ver?

Como é possível haver licenças para este tipo de estruturas que escavam tudo até não poder mais conscientes que estas coisas podem mesmo acontecer mais dia menos dia?

Como é possível dizerem que a estrada devia estar cortada (e chegando ao ponto que chegou, devia), minimizando assim a segurança dos trabalhadores daquelas pedreiras na iminência de desabarem?

É possível porque tal aconteceu. Alguém deixou acontecer. E agora?

A culpa não é de ninguém. As consequências vão morrer lá longe onde ninguém as sofre. E mal de quem lá foi. Outros dirão mal de quem sofre pelos que foram. 

Verdade nua e crua, tretas.

Cambada de incompetentes que deixam andar.

Sejam eles empresários, engenheiros, forças policiais, autoridade das condições de trabalho ou autarquias. Porque se tu não usas capacete na obra estás sujeito à multa do ACT mas depois podes escavar uma pedreira até ao limite de uma estrada numa altura como o que se vê e no problem!

Agora é mandar para lá a protecção civil para fazerem o "trabalho" deles a correr riscos porque se deixou chegar a este ponto.

Dois mortos confirmados e desconhecem número de desaparecidos.

Está certo.

(estas coisas dão-me cá uma urticária!)

06
Nov18

Eu até sou boa pessoa...(3) mas também tenho vontade de mandar pessoas...

Maria

...

Pelas escadas abaixo!

Atentem.

Ontem cá no escritório recebemos a visita de dois clientes. Alemães por acaso. Já aqui frisei mais que uma vez, por cá oferecemos sempre café e sorrisos.

Aí foi, ofereceu-se café antes mesmo da reunião. Preferiram cerveja. Ok. Alemães...

Qual não foi o meu espanto quando, a meio da reunião, um se levanta, vai ele próprio ao frigorífico e traz mais duas cervejas para eles.

Não é a questão das cervejas. É a questão da educação. Levantar-se sem pedir e ir ao frigorífico buscar o que quer que seja?

Oh pá, aquilo ferveu lá dentro. Não gosto nada de pessoas mal educadas. E assim que ferveu a vontade de o mandar escadas abaixo foi maior. Só para ver se ele subia com outra educação e podíamos começar do zero.

E não se trata de serem clientes, ou serem alemães - nunca me aconteceu tal mesmo com alemães. Foram pessoas mal educadas que aqui estiveram, ponto.

E não quero entrar pela parte de terem vindo ao meu pc e mexer sem autorização que aí apeteceu mesmo manda-lo pela janela.

Mesmo assim a vontade de rolarem escadas abaixo ficou. E enquanto me lembrar deles, fica.

Mas acreditem, eu até sou boa pessoa. E gosto de educação, simples não?!

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