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SorrisoIncógnito

Todo o sorriso é apaixonante devido ao incógnito que o ofusca! SORRIR_um estado de espírito...

11
Dez19

Murro no estômago

Maria

Quando penso que, para concorreres a um concurso público tens que dar registo criminal... e neste país podes ser preso por roubares uma merda insignificante num supermercado... podes estar em prisão preventiva vários dias/meses sem na verdade terem provas concretas para te condenarem...

...e depois há médicos que não detectam más formações GRAVES em bebés.

E eu fico com o coração pequenino e o estômago apertado por achar que em pleno 2019 isto continua a acontecer e pior que isso, os responsáveis não são responsabilizados.

Nem após uma queixa, nem duas, nem três, nem várias queixas de erros MUITO GRAVES na saúde e vida de terceiras pessoas. Mais, pessoas que depois levam toda uma vida de anos e anos atrás de uma justiça cuja a nossa justiça não dá. Que país, que respeito, que sensibilidade e que sentido é este?!

Das reportagens que tenho acompanhado por exemplo na Tvi é com cada murro no estômago que não sei o que pensar disto. Do que fazem. E do que é a vida. Do que é a nossa vida nas mãos de outras pessoas. Do que nos podem fazer na vida.

19
Abr19

O resto da tua vida

Maria

 

"Este País é dos Sacanas"

Quem o disse foi a tia Dulce do Carlos Coutinho Vilhena, segundo ele próprio diz.

Partimos por aí. Eu já tinha micado umas coisas do Carlos, mas não sou fã e nem posso dizer que conheço o seu trabalho. De todo. E fiquei a conhecer isto quando um amigo meu me disse "tens que ver isto e acho que vais gostar". Contou-me por alto e aguçou-me a curiosidade. Tive que ver. O como gostei do que vi partilho.

Gosto de histórias reais. Gosto de partilhas deste género. A vida não é cor-de-rosa. A de ninguém. E talvez por isso explique, tantas e tantas vezes, o nosso completo espanto quando alguém muito famoso acaba com a vida.

Nós nunca sabemos o que lá vai dentro. Da vida de cada um. E isso é o que torna isto interessante. Estes documentários reais são um novelo de lã no qual nem sempre podemos imaginar a obra que dão. E isto merece ser partilhado. Primeiro pela história do João André, mais conhecido pelo Kiko dos Morangos com Açúcar mas que é o João. Aquele nome que não diz nada a quem só lhe conhece o rosto. Mas há vida para além do que se vê.

E há actores que por muitas personagens que fazem  e pelo sucesso que alcançam ficam, o seu verdadeiro nome é que é conhecido. Outros há que ficam perdidas numa personagem meia eterna a muitos...

O Carlos teve sentido, no que há partida, pelo seu ponto humorístico passaria pelo "gozo" de "aquele tipo dos morangos, o Kiko, agora é entregador de pizzas?" ao "este tipo é o João André". E isto merece ser visto

Hoje é o primeiro dia, do resto da tua vida!

Capítulo I _ a descoberta:

Capítulo II _ o passado

Continua e acredito que depois de verem estão tão curiosos quanto eu.

A vida real é isto. E pode acontecer a qualquer um de nós.

O importante é não desistir.  É o desenrascar. Não deixar de ser quem são. Ser humildes. Seguir os sonhos nem que seja por outros caminhos. E o acreditar que o melhor está para vir.

26
Out18

E vocês, de que se queixam?

Maria

#HistóriaComFinalFeliz

[ clicar link para ver o vídeo ]

 

 

É mais uma entrevista daqueles murros no estômago (alguém viu a reportagem Tvi no passado domingo à noite?), mas que têm mesmo que ser vistos e partilhados. Mesmo. Mesmo.

O Nuno Santos diz que partilha a sua história para de qualquer forma nos ajudar, motivar e inspirar a fazer coisas.

E eu acho que somos todos um ovo podre se não formos abalroados pela sua história e tirar tudo de positivo que ela transmite.

O Nuno há cerca de dez anos teve um cancro muito agressivo e venceu-o, mas o facto de ter ficado com mazelas voltou a dar-lhe imensas dores de cabeça, ou no caso, de perna. 

Em 2014 parti a prótese da anca, tive de ser operado 3 vezes, infecções graves e uma enorme fraqueza quase me levaram desta para pior. 
Sendo o meu pior ano, 2014, decidi que era altura de começar a gravar as minhas aventuras, tanto na saúde como na minha vida activa e aventureira.
De momento estou perante a decisão de remover por completo a perna esquerda para ter melhor qualidade de vida, mais liberdade, mais VIDA.
Não está nada fácil, mas isto vai ao sitio.

Foi no início deste ano que o Nuno tomou uma das decisões mais difíceis da sua vida e enquanto ser humano.

Tem um humor que não é para todos, inspira qualquer um e dá-nos uma chapada de luva branca que nos deixa estupefactos com tanta coragem, positividade, vontade de viver.

Vejam o vídeo e acompanhem as partilhas da Nuno. Eu já tinha visto uma participação dele num vídeo da Helena Coelho e logo aí chamou a minha atenção pelo sorriso energia e boa onda que transmitiu.

Para quem quiser seguir o Nuno nas redes sociais sigam o facebook @nunossantossoficial ou o instagram @nunossantoss ou no Youtuber procurem mesmo por Nuno Santos. 

Não olhem para o Nuno com o ah e coisa e tal não tem uma perna... olhem como dass lá pro moço que tem uma força de viver brutal, uma coragem, um sentido de humor apurado, faz-nos rir, super activo e muitos de nós... ah e coisa e tal desculpas, só desculpas.

30
Set18

Um murro no estômago!

Maria

Há lugares que eu acho que todos devíamos visitar na vida. Uma vez que fosse.

E partilhar.

Não é para sentir pena das pessoas. É para quando muito, sentir pena de nós próprios quando nos queixamos de merdas insignificantes. Mas sim para dar valor. Para nos fazer sensíveis ao próximo.  Para ter um "cara a cara" com realidades tão diferentes. E com um amanhã do qual não sabemos o que esperar.

 

Estive esta tarde numa conversa com um senhor de 88 anos que não conheço de lado nenhum. Desabafava. Comovido. A mulher tem um cancro galopante. Apareceu há cerca de três meses e está a sentir-se muito sozinho. Ainda há pouco passeavam pelo Alentejo.. De lágrimas nos olhos contava. "Às vezes conhece-me outras vezes não, isto é triste"... "Queria que fosse eu e não ela" dizia-me. Enquanto ela nos olhava. "Leva-me a passear. Até já" disse ela.

Tudo naquele quarto quente, mas frio. 

Caraças, aqueles murros no estômago. Isto é amor. E a vida devia ser de amor.
E esta minha mania de dizer que não gosto de domingos. Hoje é domingo. Que bom 

[Isto aconteceu hoje, numa unidade de cuidados  continuados.]

06
Jun17

"Inimputáveis", outro murro no estômago...

Maria

Interesso-me por tudo o que seja do foro psicológico. Gosto de ver reportagens, entrevistas, ouvir psicólogos, psiquiatras. É um tema tão abstracto, tão meticulosamente complicado que me cutica a curiosidade de tentar perceber o que à primeira não dá para perceber.

"Inimputáveis", uma reportagem da Ana Leal da Tvi, num dos lugares mais inacessíveis a nós comuns cidadãos, a clínica psiquiátrica do estabelecimento prisional de Santa Cruz do Bispo. Onde esteve cerca de um mês para fazer esta reportagem. Ali estão indivíduos inimputáveis considerados perigosos.

Vamos lá ser sinceros, normalmente olhamos para estes casos e não conseguimos ver a doença para além do crime. Lê-se muito por aí "dá-se como tolinho e depois não tem pena" (mas se calhar não é bem assim). Sim numa primeiro impressão, muitos são os que pensam assim. A sociedade ainda é muito fechada quanto a doenças do foro mental e psicológico e como que de um assunto tabu, não se fala muito. É quase preferível não querer perceber estas pessoas que tentar entender o que está por detrás daquela atitude que tinha tudo para ser um crime praticado por um criminoso, mas no final foi praticado por um doente. Doente, isso mesmo, um individuo que praticou realmente um crime, mas que foi fruto da doença que padece, numa fase de descompensação da doença.

Na verdade, são pessoas com histórias de vida peculiares que no entanto são apenas e só julgadas por nós comuns cidadãos, ditos "normais" que não sabemos lidar com estas situações, não estamos preparados para os receber, para olhar para eles acima de os referenciar como "perigosos", as pessoas não os querem de volta à sociedade, as famílias esqueceram-nos. Ninguém faz questão de os ter na vida. As pessoas têm medo.

Infelizmente com esta reportagem podemos ter a consciência que, para dificultar todo este processo de reintegrar, reabilitar um doente inimputável, está não só uma sociedade que não os aceita, como uma falta de meios para os "proteger" cá fora no depois. E há depois? Se calhar, se houvesse mais ajudas, mais acompanhamento no após sair, mais ligação entre o tribunal - porque nestes casos, são inimputáveis a padecer de uma medida de segurança* em regime de internamento prisional - a saúde e em muitos casos a segurança social. Talvez pela falha destes três organismos não se interligarem para soluções, os casos de sucesso sejam menos que os que possivelmente poderiam ser.

Ouvir coisas como "tenho medo de mim mesmo" é aquele murro no estômago de alguém ter a consciência dentro da sua própria insanidade do que padecem. Sabem que medicados estão bem, mas é apenas e só a medicação que controla o individuo porque continuam a ser pessoas que, caso não tomem a medicação podem reincidir e voltarem a cometer os erros que cometeram antes, matar, violar...

Alguns estão lá há mais de vinte anos e têm a consciência que podem não voltar a sair de lá, mas têm também a consciência que cá fora não têm nada à espera. Outros continuam a viver na esperança de não serem esquecidos por aqueles que na verdade já nem se interessam se existem.

Há uma quinta-feira por mês que uma voluntária, vai buscar aqueles que principalmente não têm visitas, não têm ninguém cá fora e vai dar uma volta com eles, têm dez horas "livres". É completamente frustrante ver o brilho no olho de quem vê e sente o ar cá fora. E falam sobre isso, ainda que retraídos, com muitos "ses" por detrás das suas conversas e com muitas emoções lá dentro.

"As lágrimas que não se choram enferrujam o coração" - disse a voluntária a um dos que levou. Fazendo deles pessoas de sentimentos e emoções retraídas em corpos presos a doenças mentais, atrasos mentais, bipolares, esquizofrenias...

Não deixem de ver a reportagem que está dividida em duas partes. A primeira parte deu no domingo à noite, a segunda na segunda-feira à noite e seguiu-se ontem na Tvi24 uma análise a toda esta reportagem, entre a jornalista Ana Leal, a psiquiatra forense Sofia Brissos a qual não deixa de fazer denotar a sua esperança sempre em que estas pessoas sejam aceites na sociedade e possam voltar a ela, que não tenham a ideia pré-concebida de que ao irem ali parar não saiam mais dali. E a Directora Adjunta da prisão, Dra Otília Barbosa, a qual adorei ouvir, que cuidadosamente explicou dúvidas e que com certeza teria muito a contar desta tão extensa experiência com casos tão delicados, tão tabus da sociedade e tão "inaceitáveis" da mesma.

Tirem as vossas próprias conclusões. O que me surpreende é a capacidade que têm de dentro da sua própria loucura reconhecerem-na.

para quem não viu, obrigatório ver:

1ª parte aqui

2ª parte aqui

Quem viu, qual a ideia com que ficaram? olham para estas pessoas cm um olhar diferente do que olhavam antes da entrevista, ou apenas querem olhar mas na prática continuam a achar que estas pessoas devem mesmo é manterem-se afastadas da sociedade (porque acho que esta é a ideia comum dos casos) para não serem um perigo para os outros e para elas próprias?

A meu ver, o olhar sobre estes casos, depois de ver a entrevista é diferente.

Vejam a história do Vicente (o "homem invisível"), há mais de trinta anos internado e quando saiu quis voltar para a clínica porque ele próprio teve a noção que não sobrevivia cá fora e nem tinha lugar na sociedade...

Outra observação importante: nós não temos nenhum criminoso a cumprir sequer 25 anos de prisão que é a pena máxima em Portugal, mas temos ali pessoas que já ultrapassaram esse tempo cumprindo medida de segurança que são prorrogadas a cada avaliação do doente.

 

* "é a medida que o tribunal aplica, a estas pessoas que absolveu porque considerou inimputáveis e portanto sujeitou a uma medida de segurança e tratamento por considerar que existia o perigo de voltarem a praticar factos identicos aos que estiveram em causa naquele julgamento" - Dra Otília Barbosa

 

07
Jan16

Pessoas que sorriem são mais bonitas!

Maria

" Começou a cair.
Como se estivesse colado com a cola que usava na escola, aquela amarela. Passei a escova e caiu.
Foi um segundo. Tremi toda! Um arrepio que veio da cabeça até à barriga... Nem sei explicar bem. Senti algo a descolar mas não queria olhar! Eu sabia que, a sensação estranha quando passei a escova, não era só uma sensação. Baixei os olhos, não queria ver-me no espelho não estava com coragem...e bato os olhos no tapete. Caiu.
A primeira mecha cai, como a confirmação mais que confirmada, de tudo o que já sabes mas que até este dia parece uma meia verdade... ou uma meia mentira.
É um soco. É tudo de uma agressão tamanha para o que é ser Mulher... Há muitos segundos como este, que apetece tanto, com todas as forças, apetece desabar. Tanto!Descolar, deixar cair...
Muitos segundos. Segundos depois, dizem, o mais importante é não me cortar por dentro, não nos deixar cortar na alma.
É o tempo de munir-me dos meus, de amor e agir. Seguir, levantar a cabeça com ou sem cabelo e, por mais que doa, seguir em frente.
Ele a seu tempo volta a crescer. Ali, onde as ondas do mar ganham força e renascem todos os dias.

Que possamos juntas enfrentar com força, paz, esperança e amor todos os passos deste caminho.
Sou cada uma de vocês

Confia. "

Não há como não partilhar, daqui.

 

 [ Obrigatório ver o vídeo ]

 

Fica-se sem palavras, ciscos nos olhos, um murro no estômago. Silêncio. Transmites perfeitamente a agressão tamanha para o que é ser Mulher. No entanto a tua força é ao mesmo tempo transmitida. Talvez seja isso que me faz achar que este vídeo nos abalroa. Não dá como não sentir, como não passar a palavra, como não partilhar. Por todos, por todas as mulheres, por todos aqueles que estejam a passar pelo mesmo. Quando alguém inspira força há que partilhar. Força a todos.

A beleza é tão subjectiva. Digo sempre que pessoas que sorriem são mais bonitas. E como já aqui tinha dito, tu és uma delas. Que a vida te sorria também!

Muita Força Sofia Ribeiro!

 

18
Mar15

Um murro no estômago!

Maria

Vídeo  - Para quem não viu, obrigatório ver!

«Viver Debaixo da Ponte», mais do que uma mera expressão, resume a vida de Fernando e Juan, dois homens que o destino juntou às portas de Lisboa, onde o Tejo desagua, num dos concelhos mais ricos do país.

Diariamente, são milhares os carros que lhes «passam por cima da cabeça», sem se aperceberem da existência deles. Há três anos que sentem na pele o que é viver ao relento, sem água, sem luz e com a comida e o dinheiro que cada dia “desenrasca”. Mas é neste sítio, improvável e duro, que têm tudo o que lhes resta para lá das memórias.

E é aqui que têm aquilo a que chamam lar.

Durante um mês, a TVI acompanhou os dias e noites destes dois homens que lutam por um amanhã melhor e que não se desculpam com as circunstâncias da vida que os empurrou para este lugar, onde é tão fácil desistir. 

Esta é, acima de tudo, uma história de dignidade.

Juan e Fernando são parte dos números e o rosto da pobreza em Portugal. São apenas dois nomes, de tantos, que enchem esta Europa de pessoas sem um lar. É aqui, em Espanha ou na Grécia...
 
São dois rostos, duas vidas, que ficaram reféns de uma crise. Juan é cubano e está há dez anos em Portugal.
 
Fernando, na idade em que a reforma deveria ser um conforto de uma vida, vive com pouco mais de cem euros garantidos por mês de uma pensão.

Daqui.

 

Quando vi a resportagem virei-me para a minha mãe e disse-lhe "a sério que às vezes lamentamo-nos do que temos?" ao que a minha mãe respondeu "Há gente com tão, mas tão pouco e outros que se queixam do tanto que têm ser sempre insuficiente".

Apraz-me dizer que a Tvi já fez saber que depois da reportagem receberam inúmeros contactos de pessoas a quererem ajudar o Sr. Fernando e o Ruan. Eu nunca duvidei que Portugal, apesar dos pesares, é feito de muita gente com um enorme coração que vê na partilha e na ajuda, alguma coisa que nos faz ser melhores. Sem olhar a quê e a quem. E sem precisar de estandartes em nós mesmos para o fazer saber.

08
Out14

Owen e Haatchi

Maria

Ontem com aquele ar meio pesadão lá em casa, a história do Owen e Haatchi e da amizade incondicional entre eles tocou mesmo cá dentro. Há histórias de vida do caraças, esta, é a junção de duas histórias de vida que não devem perder.

[carregar na imagem para ver vídeo]

 

Owen, are people like you and your parents who do believe in a better world. With good heart. Courage. And to believe that animals can be our best friends.

31
Mar14

Manuel Forjaz em Alta Definição!

Maria
Acabei por ver ontem à noite a entrevista no Alta Definição a Manuel Forjaz. Aquele murro no estômago foi tão sentido que tive uma noite péssima entre o não conseguir dormir e andar ali às voltas a pensar numa doença de um fdp de um bicho que anda por aí.

Manuel Forjaz tem cancro do pulmão há cinco anos e luta com uma vontade de querer viver mais um pouco. De uma inteligência bem notória e vontade de aprender, talvez isso lhe traga o entendimento e percepção como diz do amanhã ser provavelmente curto mas que seja o melhor possível.Há milhares de pessoas que sofrem infelizmente desta doença, a melhor maneira de lutar com ela é não deixá-la ser o único ponto da vida.

"Eu provavelmente morrerei da doença, mas o que nunca acontecerá, é a doença matar-me"

Manuel Forjaz

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