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SorrisoIncógnito

Todo o sorriso é apaixonante devido ao incógnito que o ofusca! SORRIR_um estado de espírito...

19
Abr21

Do(s) Foco(s)

Quando um Smartwatch e uma aplicação são o teu "PT"!

Maria

A última vez que por aqui escrevi sobre foco... foi a 9 de Maio de 2020. Coisa pouca portanto e como podem ver todo este tempo interregno foi basicamente uma nódoa negra em termos de exercício físico. Os treinos foram-se desde então (em aula) e os treinos em casa, como já disse muitas vezes são raríssimos e passaram a zero. Salvavam-se as caminhadas que, no inverno e morando eu numa aldeia não há muitas hipóteses para o fazer de noite em segurança.

Ali no fim de Fevereiro, fim-de-semana, bom tempo, e um Smartwatch novo para explorar resolvi voltar. E podia voltar meiguinha mas não. No sábado foram precisamente 5km em e no domingo 6km em 1.07h.

Na segunda-feira acordei toda partida. Não me lembrava de semelhante malha no corpo e todo o tempo parada foi sofrido ao longo do dia com todo um humor a resmungar comigo mesma.

Mas foi precisamente aí que decidi que estava na hora de voltar a entrar no foco. Andava a sentir falta de exercício físico, as aulas deixaram de estar nos planos mais próximos e a mudança de hora só vem ajudar. Para não falar que a balança precisa de me mostrar números mais simpáticos e eu andava a sentir-me não só pesada, como inchada.

Motivação:

Eu tenho que ter motivações para entrar nestes desafios e não desistir à primeira. Para criar uma rotina que me incentive a continuar e a praticar mais, ou a evoluir naquilo a que me proponho.

Desta vez a motivação foi como disse acima, um relógio novo, um Smartwatch. Ofereceram-me no aniversário e fiquei muito contente e estou bem satisfeita com ele. O meu é o Amazfit GTS 2 Mini. Utiliza a aplicação Zeep. Que é de sempre das melhores coisas que nos podem motivar como já anteriormente tinha partilhado. Teres aplicações que consultes e vejas os teus números, os resultados dos treinos, o tempo em exercício, as calorias queimadas, o percurso realizado com o recurso ao gps... é algo que me motiva a tentar ser melhor a cada treino. Incentiva-me a querer fazer mais. E isso é óptimo para manter o foco. Well... desta vez com a minha amiga que tem um relógio igual e que começamos a treinar juntas, o que também ajuda.

Não vou para já falar de valores de balança porque, muito sinceramente confesso que o meu peso não sofreu grande alteração, mas em termos de volume sim. Sinto-me menos inchada e começo a sentir as pernas mais firmes (dentro do seu caos ahah).

Eu não sou fã de corrida por motivos de saúde e afins que não vale a pena estar a falar mas sou muito fã de caminhadas em ritmo acelerado. E foi a isso que me propus.

Ainda não consegui fazê-lo durante a semana, espero que esteja para breve, mas para já ao fim-de-semana sempre que possível há caminhada. E se quando voltei, fazer 5/6kms por dia (ao fim-de-semana) já estava ali no topo reparei nos números que (por isso sou fã destes registos motivadores) cada vez mais a meta passou a ser outra.

Senão vejamos com os dados relativos ao mês de Março que agora partilho com vocês com 75 Kms feitos:

Screenshot_20210419-124426_Zepp.jpg

 

Em cada exercício é possível ter acesso às calorias perdidas, ao ritmo de treino, número de passos, altitude que alcançamos, frequência cardíaca, trajecto percorrido... uma pessoa tenta ter diferentes trajectos com diferentes dificuldades também entre eles e isso depois reflecte-se nos tempos, é normal que quando há muitas subidas o tempo não será o mesmo que quando o trajecto é mais plano. A meta passou a ser, tentar sempre fazer 10kms. Sim eu disse isto 10kms. Nem sempre há tempo para tanto mas uma pessoa tenta e podem ver no gráfico que não se tem falhado muito.

Com isto dos registos conseguimos perceber que quando fazemos os mesmos percursos, já temos melhores tempos. Sem paragens. Só raras excepções em como disse percursos com subidas mais acentuadas. O facto de irmos duas pessoas com ritmos idênticos ajuda.

Importa dizer também que conheci caminhos que nem imaginava com paisagens no meu Douro bem bonitas. Mas quem me segue nas redes sociais já tem acompanhado.

É ou não é motivador? Eu acho que incentiva muito. Fica a dica.

Esta é a minha motivação, qual é a tua? Partilhem comigo o que usam para vos motivar :)

Podem sempre acompanhar todas as novidades pelo Facebook. Ou pelo Instagram - @sorrisoincognito 》

10
Nov20

De volta ao teletrabalho

Maria

Depois dos 67 dias em teletrabalho no início da pandemia se me dissessem que voltaria ao teletrabalho não acreditaria. Porque quis que aquilo tivesse sido um exemplo pontual. Porque quis muito pensar que as coisas fossem realmente melhorar. Porque quis muito acreditar que tínhamos tempo suficiente para "programar" um novo ataque/vaga. Porque quis acreditar que medos os há mas que não os varremos para debaixo do tapete e sim os enfrentamos. Porque quis muito acreditar em pessoas. Ter fé nelas. Achar que as pessoas não precisam ser obrigadas a fazer algo e a fazê-lo por si. Eu, numa pontada de loucura acreditei, até chegar aqui ao início desta nova vaga e ver que a inconsciência das pessoas é ainda surpreendente. Que conseguem ser piores que aquilo que uma pessoa pensa. Que conseguem mesmo perante uma pandemia dar voz ao seu umbigo e não pensar em comunidade, no próximo, nos amigos e na família. Sobretudo nos mais velhos. Nas "presas mais fáceis". Nos mais vulneráveis.

(aqui foi uma festa de anos que originou talvez o maior número de casos positivos ao mesmo tempo, isolamentos e pessoas que omitiram estar na dita festa... festa que originou com que familiares da pessoa que fez anos chegassem a estar internados - pessoas que perderam qualquer credibilidade como seres humanos para mim)

E isto, oh pá, isto é muito triste.

O caminho mais fácil é talvez apontar o dedo. A quem? Ao governo que numa visão ampla pode parecer quem está mais à mão de semear para ser escrutinado e por ser um alvo fácil de atacar. De apontar. De crucificar. E de dizer que não valem um chavo.

Sim, nós sabemos que isso é muito fácil de fazer. Principalmente por quem não dá "voz" ao seu direito de voto e deixa para os outros. Principalmente por aqueles que acham não ter que olhar para o que eu faço mas para o que os outros fazem..

Fácil.

Se calhar, a maioria dos que têm uma voz mais activa insultando o governo pela actual situação são mesmo aqueles que, no perímetro dos seus actos e valores, continuam a sair, a ir a festas, a abraçar os amigos e família. A não fazerem uso da máscara. A não manterem distâncias sociais. A não acharem que isso bate a qualquer porta (normalmente só à do vizinho). A não acharem necessário uma quarentena ou mesmo um isolamento porque não querem saber. A omitirem sinais.

Eu não quero com isto dizer que, concordo com todas as medidas e decisões que o governo toma, longe disso, mas continuo a achar que, por cada insulto que leio ao nosso governo a cada nova medida, algures por aí há uma criatura que infecta um membro da família pelos seus comportamentos inadequados e continua a assobiar para o lado.

Sim, há pessoas, jovens, adultos, que ainda continuam a assobiar para  ar.

E eu que concordei com o Costa quando ele disse que era melhor ele nos aconselhar a uma coisa que nos obrigar... não sei onde estava com a cabeça a achar que certas pessoas percebiam a mensagem.

Não perceberam.

E eu não percebo as festas. Não percebo os casamentos e que me desculpem quem casa, mas nesta altura não percebo. Não percebo as festas em família ou com amigos com grandes aglomerações. Mas não consigo mesmo entender as festas na rua (porque não conseguem fazer em sítios fechados muitas vezes) e onde todos se juntam para grandes brindes, danças, e chegas para cá.

Eu que adoro festas. Sou tão de abraços e brindes. Jantaradas e saídas para conversetas e gargalhadas. Eu que adoro a minha família. Que sempre tivemos todas as desculpas do mundo para viver em convívios em casa uns dos outros. Eu que tenho família fora que não vejo quanto gostaria. Eu que tenho familiares a linha da frente que não abraço há meses e faz-me falta. Eu que não tenho estado com os meus amigos, que não vejo a minha melhor amiga há meses...

Eu que tenho a minha Mãe que foi operada e ficou ainda mais vulnerável e evito estar com ela sem máscara (mesmo dentro de casa usamos máscara durante quatro semanas) que comemos distanciados e que reduzi ao mínimo necessário qualquer saída em prol do outro... não consigo perceber as atitudes de certas pessoas.

Isto é triste.

Um dia destes entrei numa loja aqui à beira de casa, para ir buscar uma encomenda que tinha feito e vejo alguém na loja que sei que há pouco tempo tinha dado positivo (por causa da tal festa até) e pensei para os meus botões, qual a necessidade daquela pessoa estar ali, não trabalha, só costuma dar à língua aqui ali e acolá e não consegue manter o rabo em casa, acreditando que já tivesse passado a quarentena, mas que poderia manter-se resguardada visto que ver as novidades de uma loja de roupa não me parece um bem necessário. Sair por sair continua a ser o dia a dia de pessoas que não se interessam pelos outros. Mas que esperam que se interessem por elas quando forem entupir os hospitais por terem uma mentalidade de amendoim...

A culpa de estarmos como estamos é das pessoas que não tiveram actos conscientes. Perdão - que não tiveram e não têm.

 

Isto para dizer que estou desde sexta-feira em teletrabalho e do alto da minha janela, com um mundo meio virado do avesso, tento buscar a paz necessária para garantir a minha sanidade mental para conseguir fazer o meu trabalho, para conseguir proteger os meus, para tentar evitar entupir a linha da frente, para tentar organizar os meus medos, frustrações e ansiedades. Para tentar ser melhor pessoa, como sempre tento todos os dias. 

Não quero com isto dizer que agora vamos todos enfiar-nos dentro de casa e fazer de conta que não existe nada lá fora. Mas evitem saídas desnecessárias. Pessoas que raramente ficam doentes a precisar de cuidados hospitalares ainda consigo perceber a vossa estupidez mas isto está longe de acabar e os hospitais vão falhar ainda mais nas respostas. Porque eles tentam ser super-heróis, mas nós sabemos que os super-heróis às vezes só existem na nossa cabeça. E isto não é só Covid-19. Os serviços hospitalares são muito mais que isso...

Pensem um bocadinho. Se não for pedir muito.

Cuidem-se e cuidem dos outros antes deles precisarem mesmo  

01
Nov20

Sweet November

Maria

Novembro de há uns anos aqui passou a ser um mês agridoce. Das melhores lembranças às um bocadinho menos boas. Do aniversário de uma das pessoas mais importantes na minha vida ao cuticar feridas abertas de outrora. Novembro passou a ser um mês muito bom para ser um mês assim assim.

E chegamos a este Novembro de 2020, a este dia 1 longe do que habitualmente se faz, estar em família.  Com família,  com abraços,  conversas em dia, partilhas e gargalhadas. Hoje estamos longe disso e como se não bastasse, aqui #umbocadinhoabaixodoPóloNorte fazemos parte destes 121 concelhos com regras mais apertadas a partir já do dia quatro.

20200316_184748.jpg

[ da minha janela ]

Algum dia pensei escrever isto? Jamais!  Mas o caos lá fora assim obriga a este recolhimento obrigatório e sabe Deus, nos próximos dias mais o quê. Mas a pandemia está à nossa volta. A crescer tipo erva daninha de forma invisível e tão surpreendente como quando apareceu em Março mas agora com mais força e com um sistema de saúde de mangas arregaçadas mas a desfazer-se nas costuras para aguentar a pressão. E a nós cabe-nos fazer o melhor pelos da linha da frente e pelos que estão a lutar contra o "bicho" - ficar em casa. Reduzir contactos. Sair o menos possível. Ser cautelosos. Cuidadosos. E lembrar-nos sempre dos mais velhos.

Ainda hoje cá na terrinha uma senhora idosa faleceu com covid-19 e foi levada para o cemitério sozinha porque quase toda a família está infectada. Que tristeza esta nos corações destas pessoas de não se poderem despedir e acompanhar estes últimos minutos da pessoa referência de família? É tão triste... e é preciso lembrar que cada um de nós é um agente de saúde pública e por não acontecer só aos outros, todos os cuidados são poucos...

E de repente "Sweet November" soa mesmo só a título de filme...

Cuidem-se e que Novembro consiga superar este caos e trazer-nos alegrias!

O mais doce possível Novembro a todos 🤞🙏🌈

 

27
Out20

Dois suspiros bem fundos por dia, não sabe o bem que lhe fazia...

Maria

Suspiros

 

Não tenho escrito como gostaria.

Não me lembra escrever tão pouco.

Não gosto de dizer que não tenho tempo. Que até falta mas, na verdade a inspiração anda pela rua da amargura.

Acho que quem me segue por aqui já se apercebeu disso há muito. Muitos deixaram de vir e eu percebo - está tudo certo.

Como já disse anteriormente vou actualizando mais as redes sociais por uma questão de ser mais prático. Mas espero sinceramente mudar isso e começar a partilhar mais por aqui como tanto gosto.

Eu sabia que Outubro seria assim. Um mês de correria. De força coragem e luta diária. Mas às vezes sinto que não pensei que seria tanto. Mas está tudo certo.

Há duas semanas vi-me acordar todos os dias às sete da manhã para antes de ir para um dia de trabalho deixar tudo feito em casa. Incluindo máquinas de roupa lavada e estendida. Eu. Quem diria. Não que não fizesse nada em casa, mas levantar-me cedo para o fazer nunca o tinha feito. De há duas semanas para cá nunca me dediquei tanto também à cozinha, mas continua tudo na mesma, gosto bem mais de comer que de cozinhar.

Na semana passada trabalhei em part-time porque não deu para mais e mesmo assim desdobrei-me o mais que pude. Sinto-me com vontade de fazer muito mais, mas cansada. 

No dia em que vos pedi energias positivas a minha Mãe estava a ser operada. Obrigada, está tudo a ficar certo, espero.

E então tudo ficou para segundo plano. Incluindo a escrita. Porque ora estou bem ocupada, ora estou cansada com sono e com vontade de dormir até 2021.

Acho que nunca tive os meus níveis de stress tão desorientados. Não me lembra de me desligar tanto de tanto. Não me lembra de psicologicamente me sentir tão cansada.

E depois ainda temos o mundo lá fora. Em plena pandemia. E ainda custa mais ver o meu norte com pouco norte. E claro nesta altura da pandemia todos conhecemos alguém que já foi apanhado pelo bicho.

Quero acreditar que tudo vai mesmo ficar bem. Mesmo sendo a expressão mais usada em 2020 quero continuar a acreditar nela com a mesma convicção que a pronunciei pela primeira vez.

Tenho cada vez mais saudades de certos abraços. De certos colos. De certos ombros. De chorar para acalmar. E está tudo certo.

Há alturas que tudo só vem para te fazer perceber ainda mais o que interessa. E quem.

Espero que desse lado esteja tudo bem, dentro do "bem normal" destes dias.

Sorrisos  

23
Jun20

Da vida...

Maria

IMG_20200623_005021_659.jpg

 

No entretanto que a vida nos dá, vive. Mas vive apaixonada/o por algo que te dê sentido. Para que valha a pena. Para que haja mais respostas que perguntas. Para que o sorriso possa ser transparente. Para que te faça sentido. E lembra-te. Isto faz todo o sentido. Rodeia-te de quem saberá estar lá a lembrar-te dia após dia que isto é do caraças e vale a pena. Mas acima de tudo, procura a cada dia a tua energia positiva para que seja essa energia a trazer-te sempre o sentido. Em cada momento. Único e fugaz. Sempre ❤💛💚💙

03
Jun20

"Daqui a três horas tens cirurgia", foi assim que aconteceu!

Maria

Está tudo bem. 🙌

IMG_20200603_085506_560.jpg


Ontem, ao meio dia quase me deu o piripaque quando me ligaram a dizer que às três ia fazer uma pequena cirurgia. Tinha sido adiada com isto do covides e eu estava nem aí. Engoli quase em seco, quase não consegui almoçar e lá fui eu. Coisa simples. Mas eu e hospitais não combinamos. Principalmente numa altura destas. Cheguei e a primeira coisa que me dizem é - vamos fazer o teste ao covides para saber se pode ir pro bloco. Quase paniquei ali, mas adiante. Deu negativo (e quase larguei ali os quilos a mais #sqn) 💪 e lá fui eu, para aquele bloco frio, tirar uma cena simples e rápido ali à beira do joelho. Mas isso é que é chato. O sítio de onde tirei, porque dói mexer o joelho e tenho que evitar dobrar ao máximo porque ninguém quer abrir pontos e eu sou pró nisso!

Posto isso, valha-nos nossa senhora do Benuron e foi logo quase uma caixa de palmiers e um gelado ( e os mimos que quiserem enviar são bem vindos! 😂).

Isto vai lá 🙌😅

(Obrigada a todas as mensagens,  principalmente nas redes sociais)

15
Mai20

Cenas de uma quarentena!

E a sanidade mental?

Maria

IMG_20200515_144643_789.jpg

Às vezes dá medo. Às vezes custa mesmo acreditar que tudo vai ficar bem, até porque, nós sabemos que não ficará para todos, tudo bem

Às vezes dá medo. Mesmo ali por trás do enorme sorriso com que abres a porta assim que sais do quarto pela manhã para enfrentar o mundo. Nem que seja esse mundo que fica fora de portas, mas que ajudas a segurar aqui dentro de casa junto com os teus. Ou pelo menos por eles. Por nós. Pelo outro.

Às vezes dá medo. Como as coisas se processam agora rápido demais. Como se perdem vidas, como se magoam pessoas, como nos sentimos incomodados com um simples passo fora de casa. Como não sabemos bem lidar com os outros. Como olhamos de cabeça baixa para os outros.

Às vezes dá medo. Saber que nada será assim como sempre foi. E que para chegar lá perto sabemos nós o que caminho que temos a percorrer, as pessoas que não vamos ver e as pessoas que se vão afastar.

Às vezes dá medo. As histórias que nos chegam. As vidas que se continuam a perder. E o esforço que continua a ser feito.

Às vezes dá medo. Mas temos que começar a enfrentar, fora de portas o inimigo invisível. Com cuidados. Mas na fé e na esperança, ainda que com medo.

Às vezes dá medo. Toda esta saudade de gente, de normalidade, de querer ir passear, de férias, de ir jantar, de conviver, de reencontros, de visitar família, mas sobretudo de abraços sentidos.

Foram dois meses daqui. A olhar pela janela e a tentar acreditar vai ficar tudo bem. Mesmo que, com medo e a saber que não vai ficar assim tão bem para todos.

Voltaremos. Ainda a medo. Voltaremos a tentar ser fortes. A tentar manter a normalidade. Convictos que isto vai passar e na esperança de também nós fintarmos esta ameaça invisível que está por aí, em todo lado. A tentar continuar a proteger os nossos. Com essa força que nos fará ser mais nós.  E que sejamos mais conscientes. Resilientes. Melhores pessoas - a olhar o próximo e a diminuir a proporção do nosso umbigo.

Estamos sempre a aprender. E esta é mais uma fase de aprendizagem que ficará na nossa história. Na minha. Na tua. Na dos nossos.

Hoje ao 63º dia, é talvez o meu último dia de teletrabalho e segunda-feira provavelmente já sairei de casa a tentar voltar à normalidade que tanta falta me faz. A tentar voltar a uma rotina fora de portas. A tentar ir - mesmo que em dias com medo. Eu sei, mas também sei que o importante agora é ir, mesmo com medo.

20200515_122652.jpg

 

Coragem Maria, coragem. Tu sabes, a vida não é fácil para quem mora ali um bocadinho abaixo do Pólo Norte - mas desta vez - a acreditar que vai #ficartudobem - a vida não tem sido fácil para ninguém, por este mundo fora principalmente àqueles que continuam lá, na linha da frente. Por todos nós. E depois por eles.

Sanidade mental desse lado, como está a correr isso?

13
Mai20

Dúvidas existenciais! #20 (em quarentena)

Dia 61

Maria

Pois que, diz que são 61 dias de quarentena. Mais coisa menos coisa de dias em teletrabalho. Cerca de dois meses em casa com pouquíssimas saídas à rua.

Eis que, ao 61º dia acordo com uma mensagem da ARS Norte a informar que se eu precisar de apoio psicológico entrar em contacto.

Importa dizer que o meu colega de trabalho, também é psicólogo.

Eu cá não acredito em coincidências e vocês? 

16
Abr20

Sanidade mental em tempos de quarentena!

Maria

Foi no dia 13 de Março que decidi a minha quarentena voluntária, mas foi no dia 16 de Março que fui buscar as trouxas ao trabalho para começar o teletrabalho por cá, em casa. Há um mês. Escrevi aquele texto que nunca sonhei na vida escrever. E mais, agora um mês depois tudo estar mais ou menos no mesmo ponto. Em casa a trabalhar com o escritório aqui montado. Sem saber quando volto e sem saber quando isto acaba. A diferença é que um mês depois temos quase 600 mortos e mais de 18.000 infectados confirmados.

Num mês, fui duas vezes ao trabalho e nessas duas vezes aproveitei para ir ao supermercado fazer compras cá para casa. No trabalho continua quase tudo igual. E digo quase porque continua-se a trabalhar, para o estrangeiro, não com o movimento num outro ano normal nesta altura, mas a agradecer todos os dias a coisa não ter descarrilado, até à data muito.

Trabalhar em casa não é de todo uma cena maravilhosa, mas agradeço ter que sair o mínimo possível de casa e faço a minha parte no que diz respeitar a quarentena.

Há dias melhores que outros. A parte de ter bastante trabalho ocupa-me basicamente quase o dia todo e isso é óptimo. No entanto há dias menos bons. Por já estar nisto algum tempo. Por ter saudades de muita coisa, principalmente de ouvir presencialmente as minhas pessoas, família e amigos. Pelos abraços. Pelos beijos das minhas pequenas. Pelas jantaradas e confidencias com a minha melhor amiga enquanto brindamos, pelo pegar no carro e ir dar uma volta. Por espairecer fora de portas. Por ter falhado o aniversário da minha afilhada de quatro anos. E tivemos a Páscoa e o que me faz falta desta época é mesmo o sentar-me à mesa com a família, nesta casa ou naquela e aquele convívio. A sorte é que ainda moro na melhor rua do mundo, com os melhores vizinhos e aqui leva-se muito à letra ir para a varanda conversar.

E por talvez, há um mês não fumar. E quem é que vai deixar de fumar, logo numa altura de confinamento em que te apetece bufar a toda a hora por tudo e por nada? Não fumar nesta situação é do caraças. Acreditem. Eu não disse que deixei de fumar, que isso é todo um processo que nunca sei se vai começar e ter pernas para andar - quando quem me segue há mais tempo sabe que já parei algumas vezes de fumar e uma das vezes durou 22 meses. Mas não fumo há um mês. Ainda não me apeteceu cortar os pulsos, nem subir paredes e acho que ainda não comecei a delirar mas... acredito que contribui bastante para ter níveis de sanidade mental a oscilar muito diariamente.

IMG_20200416_105429_228.jpg

 

Coragem Maria, coragem. Tu sabes, a vida não é fácil para quem mora ali um bocadinho abaixo do Pólo Norte - mas desta vez - a acreditar que vai #ficartudobem, logo #ficaemcasa!

Sanidade mental desse lado, como está a correr isso?

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