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SorrisoIncógnito

Todo o sorriso é apaixonante devido ao incógnito que o ofusca! SORRIR_um estado de espírito...

29
Abr14

Ninguém mais que os que vão gostavam de ficar...

Maria

Ontem mais um amigo comunicou que já já no próximo fim-de-semana vai para fora. Suíça, mais concretamente. Isto está vazio de tudo e a cada dia mais. Nada muito pensado, mais uma decisão em cima do joelho de quem está um bocadinho (grande) farto disto aqui, deste país que tinha tanto para nos dar ao invés de nos tirar. Hoje de madrugada partiram mais três primos meus rumo a Inglaterra, onde trabalham, vieram cá aproveitar uns diazinhos de férias, todos na casa dos vinte e poucos. Ontem um amigo voou para Berlim com 27 anos a ver se a coisa corre melhor que o que corria cá, com pouco mais do ordenado mínimo ao fim do mês e um curso superior na estante de casa. O meu irmão que os meus pais não vêem há uns bons meses tenta vir cá, mas depois quando se vive fora e já não se é sozinho, já tem que se administrar tudo, férias ao mesmo tempo, escola do miúdo, despesas… um amigo voltou para os Açores depois de vir cá passar o fim-de-semana. A minha madrinha não pôde abrir a sua casa na Páscoa como tanto gosta, porque aos quarenta e tal anos teve que se mandar à vida, também está lá em Inglaterra. No interior é pior. Troquei palavras com outro amigo que conta os dias para voltar a casa só lá para Agosto, também ele na Suíça. Falei com a minha cabeleireira de quem tenho saudades que também ela, de um momento para o outro com o homem e três filhos rumou à Suíça, “este país não é para quem quer ter três filhos e uma boa infância” disse-me ela antes de partir, agora diz ela que está lá bem, bem melhor que aqui e aqui agora só para férias e para ver os seus. Outro amigo actualizou à pouco o seu facebook com um "de viagem Lisboa - Cabo Verde até já familia e amigos". Um colega veio da Bélgica porque o trabalho acabou mas não vê a hora de voltar, diz que a partir de que pôs os pés fora, viu que cá não fazia falta nenhuma, só aos seus, mas isso é como todos. E tantos tantos mais que o fazem (já nem vou falar da minha ultima relação). Todos os dias. Todos os dias o café fica sem mais um. Nota-se tanto aí que tudo está tão diferente que acaba por muitas vezes nem apetecer sair de casa para encontrar tudo vazio. A maior parte foi-se. E tudo vai ficando tão vazio. É tanta coisa que se perde. É vazios que se criam nas páginas do nosso livro e que nada vai fazer com que se possa mais tarde escrever. Mas a verdade é que da maneira que isto está, Portugal vai acabar a escrever sozinho o livro da sua história, porque não é o querer abandona-lo é o ter oportunidades melhores fora e muitas vezes não é para melhorar apenas a qualidade de vida, é para ter vida e poder dar-lhe qualidade. Ninguém mais que os que vão gostavam de ficar, mas o dia-a-dia tira-lhes isso. E isto dói-me porque não só fico escassa dos meus cá, como tenho a consciência que eu posso ser a próxima. E isso dói-me caramba. Porque não quero.

03
Out13

5 coisas que me irritam (assim muito)!

Maria
  1. O boss chegar cinco minutos antes do horário de saída e com 1367 perguntas para fazer;
  2. Os espalha notícias, o leva e traz constante, que por norma já o ditado diz, quem conta um conto acrescenta um ponto;
  3. Comerem de boca aberta, que por consequência fazem barulhos estranhos, principalmente as pessoas que usam prótese dentária não pararem de a fazer balançar na boca;
  4. Ficar sem bateria no telemóvel, quando por norma mais preciso dele, sem acesso a outro meio de comunicação qualquer;
  5. Insónias! Passar a noite acordada só porque sim ou a pensar no que não devia e adormecer a uma hora de ter que me levantar.

Inspira-me #16

(mas haveria muito mais...)

18
Dez12

Do trabalho

Maria

Há coisas que me tiram do sério e muito antes de ficar contente porque é a ultima semana de trabalho do ano e que para a semana vou estar em casa no dolce fare niente, muito antes de poder gozar essa ideia, tenho um ano de trabalho para fechar. E esta é aquela semana em que tudo acontece, em que o stress é grande, em que tudo parece que corre contra a maré, em que a papelada é mais que muita, em que me encontro sozinha porque vailásaberporquê acham que esta merda não existe ou que eu tomo conta dela. É semana de concursos públicos, logo de me chatear com a porra das plataformas electrónicas que são uma valente chacha. É semana de querer desejar bom natal aos clientes mas ainda não tive tempo para me dedicar a isso. É semana de querer ver o boss longe só numa de não lhe dizer umas coisinhas que cá estão entaladas e imagine-se ele faz-nos a vontade e cadê ele? Não sei. Mas pronto depois inspiro e expiro e lembro-me que só trabalhando vale a pena e que é assim que tenho o dinheiro ao fim do mês. E que com certeza há muitos em piores trabalhos que o meu e que pior ainda, há muitos que não têm trabalho.

Agora vou ali esfolar-me mais um bocadinho, bom dia!

21
Nov12

Em dia Mundial da Televisão o irónico é,

Maria

Saber que para todos os efeitos vivemos num país de terceiro Mundo. Vivemos pois. Um país em que, nos dias de hoje tem zonas habitáveis que não apanham o sinal de televisão ou se apanham é porque as pessoas tiveram que gastar pipas de massa e mesmo assim continuam mal servidos chama-se o quê?

Eu mesma lá em casa deixei de ter Tv no quarto e depois de quase vintes anos a ter a coisa custou um bocado, cheguei a pensar fazer meninos que era como antigamente faziam, não tinham televisão faziam meninos, mas também fica caro, logo fiquei só mesmo pela ideia. E não está fácil. Sinto-me triste, triste por viver num país que incentivou ao aumento de natalidade desta forma e mesmo assim a coisa parece que piorou drasticamente. As pessoas estão tristes porque os “cães grandes” lembraram-se de tirar a única companhia que certas pessoas tinham, que era ver televisão. A sério, agora que escrevo sobre isto ainda acho mais triste aquelas pessoas que vivem principalmente em aldeias isoladas e que as notícias estavam atrás de um visor que de uma ou outra forma dava cor aos dias delas. E depois inventaram um tal de TDT que serviu para gamar (sim gamar descaradamente) dinheiro aos portugueses por um serviço de péssima qualidade. Gosto muito quando vou à padaria da terrinha e a tv está sempre em modo “encravado”, não é de quando em vez, é sempre. E isto é por todo o lado. E lá na terrinha toda a gente se queixa que os aparelhos não valem um corno, e que “dão chuva” e que encravam e que se desligam e que não apanham bem, e que tiveram que comprar antenas novas e blá blá blá que não se aguenta. E isto deixa-me triste. E envergonhada mais um bocadinho pelas medidas e leis que um país como o meu se lembra, que não lembra a ninguém. Isto é típico de quem vive de aparências, crise é crise mas vamos gastar o dinheiro em merdas que não prestam e não servem para nada.

Tenho dito, posto isto, é tudo por agora.

14
Nov12

Uma coisa que me tenha provocado nervosismo recentemente?

Maria

O Herpes labial que tenho que em quatro semanas acaba de aparecer pela terceira vez e me deixa os nervos em franja logo com o herpes mais activo. Se me consigo acalmar? Conseguiria mas não é a mesma coisa. E isto não vai com o raio que o parta e enerva-me cada vez mais. Quem sofre disto é que sabe e desta vez veio em estilo Hulk o poderoso e invencível. Estou a modos que não m'aguento, insuportável, c-u-i-d-a-d-o!!!

E triste, triste mesmo.

Inspira-me #7

10
Abr12

De cabelos em pé!

Maria

Após quatro dias de (borga, noite, poucas horas de cama) dolce fare niente, levantar cedinho custa como um raio, mesmo que seja terça, mais me parece segunda, logo tem karma de segunda-feira! Levantar-me com chuva torrencial, sair de casa e apanhar quinhentas e trinta e duas molhas, a correr de saltos, não é o começo de dia que ninguém sonha, de todo! Mas o melhor, o melhor mesmo é em cinco minutos de conversa com alguém antes de ir trabalhar, diz-nos o que sabe da nossa vida, morando quase do outro lado do mundo e estando cá apenas há uns quatro dias, sendo a primeira vez que me aparece à frente. Ninguém merece. Ninguém merece que haja pessoas que vivam a nossa vida quase mais que nós mesmos. Que eu já esteja habituada a esta cusquice alheia, mas porra, a milhas de distância chegar cá e saber dizer-me que sabe isto e aquilo, oh pá!!!

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