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SorrisoIncógnito

Todo o sorriso é apaixonante devido ao incógnito que o ofusca! SORRIR_um estado de espírito...

29
Set20

Faceweek*

Maria

Há muito tempo mesmo que não sai esta rubrica. E quando escrevi o ultimo post estava longe de pensar que haveria uma pausa de tanto tempo pelo motivo que foi.

Primeiro todo o tempo de teletrabalho que não inspirou. Depois voltei ao trabalho mas ao fim de duas semanas recebi o tal telefonema e fui fazer uma cirurgia.

Mais uns dias sem pôr os pés na empresa [mas sem inspiração para  blog também] por ter ficado de baixa e quando voltei à carga a inspiração continuou a não chegar e levei com todo o trabalho que desde Março andava a ser feito aos "remendos". Mais todo o trabalho que está a acontecer, quando meio mundo parece parado e ainda assim Graç'à Deus isto não pára. Mas calma. Para isto não dar o "tilt", alguma coisa foi ficando para trás. Infelizmente entre as redes sociais e o blog ficou o blog. Não por não ser a prioridade, que o é, mas por actualizar as redes ser outra facilidade. E facilidade é a palavra chave que tenho procurado todos os dias.

Adiante.

Vou partilhar aqui alguns looks usados nos últimos tempos e que gostei mais.

Quase nada de novidades, visto que fiz algumas compras online mas poucas e pouco fui a lojas. E vocês, o que compraram mais durante estes tempos e optaram mais pelo online?

Uns looks ainda de fim de verão e de seguida uns mais à Outono.

IMG_20200928_155312.jpg

Coisas novas: o top verde e amarelo da @H&M comprado nos fins dos saldos. Os calções de ganga básicos da @Primark. O vestido das riscas oferecido. E o vestido verde que adoro, comprado na minha última ida à @Primark.

IMG_20200928_155651.jpg

Os calções brancos são muito parecidos, mas não são os mesmos. Uns são bem antigos e os outros comprei-os na @Lefties por serem parecidos com os outros e eu adorar o modelo.

IMG_20200928_160027.jpg

IMG_20200928_164345.jpg

Nestas últimas fotografias como podem ver a minha juba está a gritar para ir ao corte, visto que o faço normalmente no fim do verão mas ainda não deu.

Um dia destes no instagram falava sobre eu não ter um estilo único. Como podem ver nas fotografias depende do dia. Uso cada vez mais sapatilhas, mas isso não quer dizer que tanto dê para uns jeans, como para calças de tecido ou blazer.

E falou-se também por lá sobre pessoas como eu que não escolhem previamente o outfit do dia seguinte e os outros que, eu admiro, conseguem deixar do dia anterior a roupa pronta para vestir na manhã seguinte e que devem poupar imenso tempo com isso. Vocês a que "grupo" pertencem?

 

Podem sempre acompanhar todas as novidades pelo Facebook. Ou pelo Instagram - @sorrisoincognito 》

01
Jun20

Efeitos colaterais de uma quarentena

Maria

Não sei se será o melhor título.

Poderia ser "efeitos secundários de uma quarentena", no entanto, sinto que estes efeitos a que me refiro nem sempre estão em segundo plano. Adiante.

Vivi 67 dias de quarentena. Confinamento. O que quiserem. Saindo à rua por raras excepções e pelo menor tempo possível. Isso, ficarão histórias para contar.

Primeiro estranhei, depois entranhei. Como quase tudo na vida. Novo. 

Na verdade a minha quarentena não foi assim tão má e não deprimi, foi o que mais temia sempre. Porque uma pessoa sabe que um pé, neste tipo de confinamento está sempre ali na corda bamba entre o vai ficar tudo bem e o isto vai descambar e eu vou atrofiar e vamos lá rezar a todos os santinhos a ver se a sanidade mental não se vai pelas costuras. Foi mais ou menos assim. Graç'à Deus nunca senti isso e a coisa fez-se mais ou menos bem.

Vir trabalhar fez-me super bem. Mas... há sempre um "mas". Primeiro tive medos até os partilhei por aqui. Muitas vezes por saber exactamente que, não ficará tudo bem para todos e isto está, longe de "acabar".

E nós vamos/estamos bem diferentes. Não necessariamente para aquilo que de início idealizamos. O desconfinar é um processo e tanto. Mas desconfinar da pessoa que éramos é outro processo. O sermos melhores, mais resilientes. Mais solidários, mais próximo do próximo (não necessariamente fisicamente)... não é algo que de repente quem não costumava ser, passará a ser.

IMG_20200601_141215_734.jpg

 

Mas quero aqui começar uma nova fase na minha vida.

Queria muito que Junho fosse um mês que me fizesse um bocadinho mais feliz.

Entendedores entenderão.

Acordo super bem disposta, ando super bem disposta. Rio imenso. Apetece-me ser feliz. Ser mesmo melhor pessoa, mas depois há alturas do dia que sou tipo invadida por um mal estar pessoal (não de saúde), mas que não me sinto bem, que não me acredito no - tudo vai ficar bem - que me dá medo, que me deixa frustrada por estar desiludida com algumas pessoas, por continuar às vezes a ter esperança em que sejam comigo como sou com eles. Por ter alguma coisa mal resolvida e que de quando em vez "assombra-me". Por ter o calcanhar de Aquiles a jeito de me magoar. E não quero. Por ter coisas menos boas que não me largam e eu estou cada vez a deixar que me irritem.

Queria muito que Junho fosse uma motivação. A minha continuação num foco que me desliguei e que abandonei o barco não à deriva mas ali a uma rocha perto. Queria muito voltar a ter esperança em pessoas. E estou ansiosa por abraçar pessoas que estou a sentir demasiado a falta de as sentir, que me fazem super bem e que são necessárias para o meu bem estar. E para naturalmente não deixarem a minha sanidade mental pela hora da morte. Estou a precisar de rir com essas pessoas. De desabafar. De olhar só nos olhos porque elas saberão o que eu preciso. E estou aqui de corpo e alma para os meus, para lhes passar esta energia e boa disposição que ainda se sobrepõe aos dias menos bons. E às horas que amolecem.

Junho acredito em ti. E em mim ♥

15
Mai20

Cenas de uma quarentena!

E a sanidade mental?

Maria

IMG_20200515_144643_789.jpg

Às vezes dá medo. Às vezes custa mesmo acreditar que tudo vai ficar bem, até porque, nós sabemos que não ficará para todos, tudo bem

Às vezes dá medo. Mesmo ali por trás do enorme sorriso com que abres a porta assim que sais do quarto pela manhã para enfrentar o mundo. Nem que seja esse mundo que fica fora de portas, mas que ajudas a segurar aqui dentro de casa junto com os teus. Ou pelo menos por eles. Por nós. Pelo outro.

Às vezes dá medo. Como as coisas se processam agora rápido demais. Como se perdem vidas, como se magoam pessoas, como nos sentimos incomodados com um simples passo fora de casa. Como não sabemos bem lidar com os outros. Como olhamos de cabeça baixa para os outros.

Às vezes dá medo. Saber que nada será assim como sempre foi. E que para chegar lá perto sabemos nós o que caminho que temos a percorrer, as pessoas que não vamos ver e as pessoas que se vão afastar.

Às vezes dá medo. As histórias que nos chegam. As vidas que se continuam a perder. E o esforço que continua a ser feito.

Às vezes dá medo. Mas temos que começar a enfrentar, fora de portas o inimigo invisível. Com cuidados. Mas na fé e na esperança, ainda que com medo.

Às vezes dá medo. Toda esta saudade de gente, de normalidade, de querer ir passear, de férias, de ir jantar, de conviver, de reencontros, de visitar família, mas sobretudo de abraços sentidos.

Foram dois meses daqui. A olhar pela janela e a tentar acreditar vai ficar tudo bem. Mesmo que, com medo e a saber que não vai ficar assim tão bem para todos.

Voltaremos. Ainda a medo. Voltaremos a tentar ser fortes. A tentar manter a normalidade. Convictos que isto vai passar e na esperança de também nós fintarmos esta ameaça invisível que está por aí, em todo lado. A tentar continuar a proteger os nossos. Com essa força que nos fará ser mais nós.  E que sejamos mais conscientes. Resilientes. Melhores pessoas - a olhar o próximo e a diminuir a proporção do nosso umbigo.

Estamos sempre a aprender. E esta é mais uma fase de aprendizagem que ficará na nossa história. Na minha. Na tua. Na dos nossos.

Hoje ao 63º dia, é talvez o meu último dia de teletrabalho e segunda-feira provavelmente já sairei de casa a tentar voltar à normalidade que tanta falta me faz. A tentar voltar a uma rotina fora de portas. A tentar ir - mesmo que em dias com medo. Eu sei, mas também sei que o importante agora é ir, mesmo com medo.

20200515_122652.jpg

 

Coragem Maria, coragem. Tu sabes, a vida não é fácil para quem mora ali um bocadinho abaixo do Pólo Norte - mas desta vez - a acreditar que vai #ficartudobem - a vida não tem sido fácil para ninguém, por este mundo fora principalmente àqueles que continuam lá, na linha da frente. Por todos nós. E depois por eles.

Sanidade mental desse lado, como está a correr isso?

13
Mai20

Dúvidas existenciais! #20 (em quarentena)

Dia 61

Maria

Pois que, diz que são 61 dias de quarentena. Mais coisa menos coisa de dias em teletrabalho. Cerca de dois meses em casa com pouquíssimas saídas à rua.

Eis que, ao 61º dia acordo com uma mensagem da ARS Norte a informar que se eu precisar de apoio psicológico entrar em contacto.

Importa dizer que o meu colega de trabalho, também é psicólogo.

Eu cá não acredito em coincidências e vocês? 

06
Mai20

Cenas de uma quarentena!

Dia 54

Maria

IMG_20200506_095740_355.jpg

 

Não fiz um único directo no instagram.

Não aderi ao TikTok e  não aderi ao Peoople.

Não fiz todos os dias exercício físico e não fiz um único vídeo de um dia em que fiz.

Passei muito mais tempo na cozinha.

Aderi ao "movimento" um bolo ao fim-de-semana e fiz muitos.

Engordei mais uns quilos.

Não fumei um único cigarro - o que tem ligação ao que constatei na afirmação anterior.

Levei isto do teletrabalho um bocado a sério e dei por mim a trabalhar ao fim-de-semana, assim como alguns dias depois das nove da noite.

Não tive/tenho falta de trabalho - graçá'Deus - e não trabalho nem com nada ligado à saúde, nem em materiais que se liguem a proteção e desinfeção e nem com bens alimentares - vá e trabalho maioritariamente com o estrangeiro, logo sim, durante toda esta quarentena não me falharam as relações intra-comunitárias e exportações.

Vesti calças de ganga em casa, poucas vezes é certo.

Um dia ou dois pus maquilhagem.

Fiz vídeo-chamadas para o trabalho com calças do pijama e mais arranjadinha para cima.

Queimei-me na cozinha - consequência de lá passar mais tempo.

Saí de casa pouquíssimas vezes. De quinze em quinze dias para ir ao trabalho e nesse giro aproveitar para fazer as compras para casa. Fui umas três vezes à farmácia. E parece que sempre que o fiz fui assaltar alguma coisa.

Comecei a beber vinho ao almoço. E mais vezes ao jantar. Nada que fosse costume. No geral, bebi mais vinho porque quase deixei de conduzir e esse foi o argumento que achei válido para o meu pai.

Vi séries. Temporadas completas e nunca de tarde (salvo o fim-de-semana) porque não furei o teletrabalho.

Nunca mais usei relógio e eles ainda estão pela hora antiga - isto pasma-me!

Fiz compras online.

Passei dias inteiros de pijama.

Em 54 dias evitei ao máximo mexer em dinheiro,, fui ontem a primeira vez ao multibanco.

Desde que estou em casa meti uma vez combustível no carro. Isto de ficar tanto tempo sem ir a umas bombas não me acontecia desde que ando de carro e é assustador, a minha conta deixou de ser assaltada todas as semanas, o que é assustador em bom diga-se. E agora que fui, está mais barato cerca de 0.20€ em litro. Tenho a sensação que acordo noutro tempo.

Alguém próximo ficou infectado pelo bicho.

No primeiro dia (anteontem) de desconfinamento na loucura fiz o meu primeiro passeio higiénico. Diga-se que aproveitei depois do jantar, para ir buscar o correio a casa de um familiar que não está e fui a pé, aproveitando para dar a volta ao "quarteirão". Soube bem. Até ver mais gente a fazer o mesmo e ir para casa.

Não pedi comida pela internet porque aqui não chega (ahah).

Não usei salto alto (só mesmo o do perfume da fotografia).

Agradeço por sentir que mesmo em 54 dias de quarentena sou uma privilegiada - tenho espaço lá fora, vivo no campo e respira-se ar mais puro ainda, tenho bons vizinhos e todos os dias falamos à varanda, aos portões, não estou sozinha, evito ao máximo ter que sair e posso e a nível de trabalho não fui afectada.

Pasmem-se eu respiro, e vocês, identificam-se?

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