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SorrisoIncógnito

Todo o sorriso é apaixonante devido ao incógnito que o ofusca! SORRIR_um estado de espírito...

02
Abr20

Bom dia!

Maria

 

IMG_20200402_102001_655.jpg

 

É mais um dia a ACREDITAR que tudo vai ficar bem. Mas acreditar mesmo.
A fazer por isso. Cheios de força. Essa mesma FORÇA que nos vai fazer voltar mais nós. Mais conscientes. RESILIENTES. Melhores pessoas. A olhar o próximo e a diminuir a proporção do nosso UMBIGO.
A tornar as coisas mais claras. Mais leves. Mais nós pessoas e menos coisas. De coisas sem interesse. Estamos sempre a aprender. O que é preciso é estarmos prontos ❣

01
Abr20

To listening ♥ Andrà tutto bene ♥

Maria

 

Cities are vacant like they've never been Everyone's scared of what blows in the wind The plans we all had Have all gone down the drain Our lives were postponed But I know in the end we'll be alright We stand together as one

People are lining in grocery stores Silence is screaming the fear in their hearts Don't give up your faith, no Don't let your light fade Together we'll get through the dark of these days

Two or three months They're saying on TV Be safe in your shelters and soon we'll be free One day we'll remember the hardest of times When distance meant love and it kept us alive

Andrà tutto bene Vai ficar tudo bem Everything will be alright

Andrà tutto bene Tout ira bien Everything will be alright

To doctors and nurses And all those who fight The heroes that save us By risking their lives We'll give them our love, yeah We'll shout to the skies Brothers and sisters We're here by your side

Take care of our loved ones Be strong and be brave Your kindness is something that cannot be paid And when this is over the memories will shine Of those who passed on and those who stood in line

A few more months The anchorman said Divided we fight but united we stand One day we'll remember the hardest of times When distance meant love and it kept us alive

Andrà tutto bene Vai ficar tudo bem Everything will be alright

Andrà tutto bene Tout ira bien Everything will be alright

Andrà tutto bene Alles wird gut Andrà tutto bene Todo estará bien Everything will be alright

 

Tão bem conseguida. Tão boa de ouvir. Sintam a letra. Sintam cada palavra! Vai ficar tudo bem 

Que Abril venha com esperança, resiliência, fé e sorrisos.

30
Mar20

Vai ficar tudo bem!

Maria

Estamos a passar por algo que nem nos nossos pesadelos a seguir a um filme de terror estaríamos a ponderar sequer algum disse que fosse possível. De todo. Acredito. A todos.

Mesmo a esses que ainda assobiam para o ar como se não fosse nada com eles, como se não seja importante a vida do próximo, a luta do próximo, a ajuda, a dificuldade, a fé... do próximo. Até que, só quando lhe for mesmo próximo,ou bater à porta vá ter consciência deste inimigo invisível. Que não seja tarde demais. Mas que se for para escolher, que haja a frieza e o poder de decidir por quem fez as escolhas certas ao invés de quem optou por ser um estupor, mais uma vez na vida.

Adiante.

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No dia 13 decidi a minha quarentena voluntária. Ainda que à espera da validação do tele-trabalho, onde no dia 16 tive que passar no escritório buscar as minhas coisas para seguir com o tele-trabalho e desde então, não mais saí de casa a não ser para ir à farmácia comprar a minha bomba. Tentei fazer tudo direitinho. Incluindo o ensinar aos meus pais que não podem mesmo sair. Por muito que isto custe, por muito que possamos achar que se vai só ali. Por muito que se acha que se consegue tomar todas as medidas necessárias e nada falha. Pode falhar. E eu quero tentar que não falhe. Por mim, mas muito mais por eles. Pelos meus. E por aqueles que sofrem tanto com isso. Por quem está na linha da frente a dar o tudo e mais alguma coisa, sem o maior apoio que é a família perto. E falo muito dos médicos, enfermeiros, pessoal da saúde mas não só, falo das forças de segurança, falo dos farmacêuticos, dos transportes de mercadoria que nos trazem bens essenciais, dos bombeiros, dos que doam comida, dos que se disponibilizam a ajudar os idosos, os que não conseguem, os que têm dificuldades. Esses todos. Que tentam fazer o bem. Por quem não vê os filhos já há tempo suficiente, por quem não pode ir dormir a casa. Por quem não tem conseguido ter tempo quase para comer como para dormir. E não digo descansar, digo dormir mesmo, de conseguir fechar os olhos e conseguir não ficar com a mente a trabalhar.

Não está fácil.

A viagem para o trabalho já foi suficientemente esquisita, mesmo aqui #umbocadinhoabaixodoPoloNorte numa aldeia perdida, mas que sempre havia trânsito e hoje nem isso. Quase ninguém. Mas o chegar lá doeu cá dentro. Deve ter sido por isso que me sinto particularmente mais sensível hoje.

Não somos de beijos, mas somos de abraços, de bater no ombro, de passar a mão na cabeça. Lá no trabalho parecemos mesmo irmãos, e hoje quando os vi senti que quando o meu boss um dia me disse que eu sou a filha que nunca tiveram, aquilo tinha sentido. Em 13 anos só fico sem lá ir duas semanas nas ferias grandes e quando volto a subir as escadas a reacção efusiva juntamente com um abraço de saudades é inevitável. Hoje foi só o Mariiiiia e ficamos ali à distância a sentir a necessidade que uma pessoa tem nem que seja de pôr a mão no ombro a dizer "saudades pá"! E é ali que damos por garantido que não somos muito e somos na loucura bem menos que o que pensamos alguma vez ser. E que de repente há abanões que nos abalroam e nos dão a noção que se calhar apesar do cliché que é dizer que há tantos pormenores aos quais não ligamos, agora vem a vida e te põe ali de joelhos  mais perto do chão para percebemos que é muito fácil não teres os pés no chão por mais que sintas todos os dias que os tens.

Vida esta hein?

Aproveitei e fui às compras. Até porque a ultima vez que tinha ido, foi na loucura do papel higiénico, há cerca de duas semanas e meia que não ia. E só hoje vi todas as medidas que tiveram que implementar. Os seguranças à porta. A limitação de entrada de pessoas (se bem que tive a sorte de ir bem cedo e só estarem três/quatro pessoas dentro do hipermercado quando entrei, já quando saí...). Os avisos de não mexer nas coisas, de ver com os olhos. De não nos aproximarmos das pessoas. De esperar pela nossa vez lá atrás. De esperar que alguém saia para pores as compras no tapete... foi estranho. Nunca me senti invadida a fazer compras. Quase que sufocada a querer sair dali o mais depressa possível. Do ter medo de tocar no que quer que fosse e no ansiar que poderia já estar evoluído ao ponto de olharmos para uma coisa e ela ir parar ao carrinho por obra de quem quer que seja e não das nossas mãos. O andar com álcool atrás porque nunca encontrei gel (que não me custasse os olhos da cara). E assim que entrei no carro, senti-me tão impotente, medricas, parva, pequenina e foi ali que o eu mundo parece que desabou. Porque me lembrei desses estúpidos que saem à rua só porque sim, sem necessidade essencial para o fazerem e voltei a lembrar os vídeos que tenho visto que me cuticam o coração. O médico que foge do abraço do filho assim que o vê ao longe. Do José Alberto Carvalho que perdeu um ente querido e nos lembra, mais uma vez, como até isso nos tiraram, a despedida de um ente querido. Ou mesmo o vídeo de um hospital em Espanha onde os médicos estão já bastante cansados e a policia e bombeiros fizeram um ajuntamento em frente ao hospital a apitar e a bater-lhes palmas, numa de alento e apoio. Ou o vídeo do gnr que pára o carro em frente ao seu prédio e põe a música do "BAby shark" no qual dança cá fora, com a sua filha a ver pela janela e a rir-se no colo da mãe.

Isto esmaga-nos certo?

[Pelo menos a quem não acha de bom tom perante esta situação pegar no carro e ir passear ali para uma esplanada à beira mar. Ou furar a quarentena só porque vou ali à padaria ao lado de casa comprar uma raspadinha. Ou porque vou ali ao posto de abastecimento beber uma jeca já que os cafés, esses malucos, fecharam. Ou vou ali ao parque, que até por acaso está fechado com umas fitas, mas eu consigo dar a volta aquilo e até passo por cima e sigo caminho. Olhem e nesta parvoíce até vejam que não estou só e não sou o único - que gente é esta meu Deus?]

Caraças. E isto toca lá dentro de uma maneira incrivelmente avassaladora.

E hoje, talvez pelos dias de quarentena, sinto-me sensível.

E não é só porque pus ali a dar o concerto que passou ontem do Zambujo e do Miguel Araújo. É porque caraças isto é sério e está mesmo a acontecer. Ali, do outro lado da nossa porta. Não só da minha, mas da de todos. Isso mesmo, do outro lado da prta de cada um - por isso o fiquem em casa ok?!

Tão verdade como eu continuar a ir à varanda e a minha afilhada do outro lado, na varanda dela, me continue a pedir colo, que a vá buscar porque está presa. Tem dois anos. Caramba. Isto não devia estar a contecer. Mas está.

Índice de sanidade mental de quarentena: é isto! 😔🙌

Coragem Maria, coragem. Vai ficar tudo bem!

23
Mar20

A minha rua é melhor que a tua* #10

Maria

Ouvi algures que estamos numa época em que "tu escolhes ser o vizinho que quiseres".

E automaticamente lembrei-me que nas grandes cidades, nos grandes prédios de vários apartamentos, ou mesmo em prédios mais pequenos as pessoas não se conhecem. Às vezes não sabem quem é o vizinho da frente e muito menos alguma vez falaram com o vizinho do lado. Alguns nunca se cumprimentam e muitas vezes nem ajudam a segurar a porta ou a fazer o elevador esperar porque não lhes está no sangue, acho eu.

Eu nunca vivi assim. Sou da aldeia. Todos se conhecem (acham que sabem o que é e o que não é). Grande parte cumprimenta-se. E muitos são os que estão lá para ajudar. Sem ser por força do intrometer-se onde não é chamado ou pela cusquice.

Para quem me segue não é segredo que A minha rua é melhor que a tua e que tenho os melhores vizinhos do mundo. E em tempo de quarentena é ver-nos todos os dias à varanda a perguntar está tudo bem? Sim, aqui é assim que nos tratamos. Que nos vemos uns aos outros. Que ansiamos por estarmos todos lá fora na rua sentados na conversa. Ora no meu passeio, ora no muro da casa da vizinha, ora no passeio da casa de outro. 

Na casa ao lado moram os meus compadres e por isso vejo a minha afilhada todos os dias, e já não sei bem o que lhe dizer assim que diz que quer que eu vá lá, ou que quer vir cá. Que quer o meu pai ou a minha Mãe e que ainda me diz "anda mainha busca-me que tou pesa".

Em tempo de quarentena isto alivia. Falar à distância de uma varanda. Saber deles. Aliviar o estar cá dentro nem que seja só mesmo para saber que graças a deus continua tudo bem. 

Há sempre um bom dia, boa tarde ou até boa noite. Um sorriso e um bater o pé com um rais'que parta isto. Mas aqui juntos, ainda que separados pelas casas, as varandas suportam-nos.

E desse lado, conhecem o vizinho da frente, ou quando estão à varanda nem sequer cumprimentam o do lado?

E Eu sei que muitos não sabem sequer o que isto é. Mas é isto que me faz gostar tanto de viver aqui. A minha rua é melhor que a tua. É isso.

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* [e tenho o melhor lugar para tele-trabalho a ver o melhor pôr do sol]

22
Mar20

Não há agasalho que nos proteja de pessoas frias. O resto dá-se um jeito

Maria

Às vezes ainda me surpreendo com as pessoas. Não devia.

Enquanto há todo um esforço para não se sair de casa.

Enquanto uns fazem tele-trabalho. E empresas fecham.

Enquanto uns têm que fechar os seus próprios projectos, lojas, empreendimentos, o pão de cada dia.

Enquanto uns fazem isolamento/quarentena voluntária.

Enquanto uns não visitam a família.

Enquanto uns adiam casamentos, batizados, festas comemorativas...

Enquanto uns não festejam o aniversário com a família e amigos. 

Enquanto uns ficam isolados e completamente sozinhos em casa.

Enquanto as escolas fecham e todas as crianças vão para casa.

Enquanto pára o futebol.

Enquanto uns dão concertos a partir de casa para animar a malta.

Enquanto uns dão aulas de fitness, exercício físico, zumba, o que seja - de casa - para nos manter activos de casa.

Enquanto há pessoas que gostavam de ficar com os seus em casa e arriscam todos os dias a ir trabalhar para os restante de nós termos o necessário.

Enquanto uns arriscam a vida para agarrarem a vida de outros - Obrigada!.

Enquanto uns não conseguem fazer a ultima cerimónia merecida a um ente querido.

Enquanto há pessoas que têm família internadas que já não visitam alguns dias...

Enquanto há pessoas que se disponibilizam a ajudarem os mais necessitados e os mais idosos.

Há outros que num dia de sol, vão passear para as marginais, para as praias, para o calçadão, para o raio que as parta porque isso não vale e pode ser evitado sem custo. Sim sem custo, poupem-me - a mim e a todos aqueles que adotaram o #ficaemcasa.

IMG_20200322_223836_770.jpg

 

Em tempos escrevi - Não há agasalho que nos possa proteger de pessoas frias. Distantes. Amargas. De pessoas que não olham para o lado, que não sentem os outros, que não se dão. Pessoas que não sabem sorrir. Ajudar. Ver além do seu mundo.

E é tão isto. Enquadra-se. Não se entende essas pessoas. Não se entende como fazem isto. Não percebo pessoas - destas. Não consigo.

20
Mar20

Desafio de escrita dos pássaros #2.8

Maria

» Foi tão bom, não foi «

desafio passaros.JPG

Na verdade isto de estar em quarentena depena-nos a alma, deixa-nos assim meio que inocentes e à nora, de repente o telefone tocou com sinal de mensagem. A minha professora de ginástica a dizer que ia fazer uma aula em directo para o grupo para quem quiser fazer. 

Primeiro pensamento: Boa, alguma coisa para fazer diferente nestes dias "tão o mesmo".

Segundo pensamento: Bem é uma aula de ginástica. Localizada. Uma horinha... hummm que animação (menos um bocadinho).

Terceiro pensamento: Se calhar dizia que não posso, não estou. Ah mas agora estamos em casa não dá essa desculpa. Se calhar finjo que não vi a mensagem! - ahh mas vi e ficou lá marcado que eu vi. Se calhar arranjo outra desculpa qualquer...

Quarto pensamento: Deixa-te de merdas e vai mexer masé esse rabo, que sempre a comer quando tal rebolas mesmo.

E assim foi. Há hora marcada lá estava eu a aderir ao grupo quase das primeiras com um entusiasmo meio forçado, parecia que um lado dizia "Boa, vais mexer esse corpo" - e por outro lado "não me apetece mexer o lombo!". Mas na verdade foi uma hora bem preenchida, quase nem deu para respirar e aquilo era tão rápido que até parecia que estávamos lá na sala a ter uma aula normal.

Já depois de alongarmos a professora chegou-se mais e disse "Foi tão bom, não foi?". Respondemos todas que sim, mas foi quando depois de um banho quente me deitei na cama e pensei cá para mim, olha ainda bem que fiz, soube-me pela vida!

Às vezes é isto, só damos valor depois de fazer. E na verdade se não chegarmos a fazer, não chegamos a saber o que perdemos.

Vejam os meus textos  aqui.

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