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SorrisoIncógnito

Todo o sorriso é apaixonante devido ao incógnito que o ofusca! SORRIR_um estado de espírito...

27
Mai22

A peça chave pode estar no calçado, certo?

Maria

Apesar de ultimamente, as sapatilhas fazerem parte do meu dia-a-dia de quase todo o ano, é na primavera e verão que não as dispenso.

Para mim é o calçado mais confortável, leve, versátil e que dependendo da cor e estilo podem ser a chave de todo o conjunto que decidimos usar.

Por norma sou muito mais de cores neutras, que se adaptem fácil a todos os looks mas também gosto de ter aqueles pares que marcam pela diferença. Um estilo ou uma cor mais arrojada para marcar essa diferença.

Encontrei isso mesmo na minha ultima compra na Escapeshoes. 

20220525_123558.jpg

 

Acho que desde os meus tempos de adolescência não usava Converse All Star. E quem não teve umas, cheias de histórias para contar?

O que eu não tive foi umas na cor vermelha e foram essas mesmo que optei por comprar agora e trazer essa irreverência da juventude e que me divirto a completar looks, porque são umas sapatilhas super confortáveis,  muito versáteis  mesmo, principalmente para conjuntos mais leves e dias mais solarengos que são estes.

IMG_20220525_122839.jpg

 

Adoro a cor. O detalhe. A diferença. (Não concordam?)

Querem umas iguais ou escolher outro modelo ou outro cor das várias disponíveis, estão à espera de quê?

Tenho um código para partilhar com vocês de 10% desconto "LOVESHOES" (desconto não acumulável).

Recebem a vossa encomenda em um dia útil em Portugal ContinentalTêm 30 dias para troca gratuita e não pagam portes acima dos 50€.

Espreitem já a @EscapeShoes e escolham o vosso modelo de eleição para esta estação e arrasem!

Aproveitem e boas compras!

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10
Mai22

365 Dias: Naquele dia!

Maria

Após ter visto o primeiro filme 365 DNI em 2020 e ter comentado aqui, voltou a estar nas bocas do Mundo e não pelas melhores razões.

Vejamos, chegou ao número 1 dos mais vistos em PT na Netflix e tal como o primeiro, não pela sua qualidade, mas por tantas criticas à sua volta.

 

Fui ver. Assim como o anterior. E além do actor principal, Maximo interpretado por Michele Morrone, jeitoso, bad boy em bom para alegrar as vistinhas, eis que o melhor deste filme é... é mesmo o "jardineiro" Nacho interpretado por Simone Susinna, outro pedaço de mau caminho, lindão e que consegue virar todas as atenções para ele e esquecer o mau do filme.

Escrevi assim no primeiro: "Nem sei bem por onde começar,  não querendo fazer spoilers mas dar dicas, aquilo só vale a pena pelo jeitoso do protagonista, e mesmo assim... É um drama erótico, diz. Mas... há umas cenas calientes um bocadinho forçadas por um enredo que não me cativou lá grande coisa. " Acrescem agora que, é tudo um bocado forçado, a personagem principal Laura, passa a maior parte das cenas com cara de enjoada e sortuda de um raio que só lhe caiem aos pés jeitosos daqueles, mas que faz as cenas de um jeito em nada cativante, com pouco glamour para um filme que quer parecer sexy, intimo, caliente e fica à margem.

Estão a ver um 50 sombras de Grey ao que o queriam "colar"? Nada a ver. É fracote.

Mas gajas que me lêem, os homens dão nas vistas, ai isso dão! Só. 

07
Abr22

Não sou nem nunca serei uma fashion blogger, muito menos em... #23

[Moda]

Maria

IMG_20220407_204824_643.jpg

 

Portugal.

Inverno.

Sandálias.

Eu sei que acabamos de aterrar na primavera e também tenho bem presente que sou do Norte mas... Não consigo entender o uso de sandálias no Inverno. Não consigo.

Às vezes parece que habito num outro planeta dentro do meu país, quando vejo tantas fotografias por essas redes sociais e internet de mulheres com sandálias. Até pode estar sol, mas hoje saí de casa com 3ºC só por acaso. Sandálias? Bahh

É por estas e por outras que, como vocês sabem, não sou e nunca serei uma Fashion Blogger.

28
Mar22

Dos Óscares em pleno 2022

Maria

IMG_20220328_124940_412.jpg

 

Não é sobre limites de humor, é muito mais sobre posições que se toma perante as mesmas situações.

NADA DESCULPA UMA AGRESSÃO. De todo. Mas há piadas só muito estúpidas. Há piadas que podem ser ditas no teu grupo de amigos, ou sentados no sofá lá de casa que de todo são para ser ditas em televisão. Em televisão tem que se dar o exemplo - quantas vezes ouvimos isto?

Mas depois o humor desculpa tudo.

Só que não. Eu rio-me com piadas muitas vezes ditas de mau gosto, mas dirigidas num todo. Agora a uma pessoa em específico que passa por uma doença que a fragiliza numa gala perante todo um mundo é ultrapassar aquilo que é óbvio. E parvo. Tanto ou mais que com a agressão. 

Que situação deplorável!

18
Mar22

Do (meu, teu, nosso) Porto

Maria

[imagem aqui]

É claro que fiquei triste com a derrota ontem do Porto e com a eliminação da Liga Europa.

Primeiro porque acho mesmo que o Porto tinha todas as hipóteses de passagem. Depois não vi em nenhum jogo um Lyon superior que nos pudesse amedrontar.

Depois desta vez não consigo concordar com as escolhas do Sérgio. Sou a primeira  a dizer que está a ser uma gestão do car@lho para os pôr a jogar ao nível que estão a jogar, tendo jogos durante a semana e ao fim-de-semana. Mas... Não sendo a Liga Europa o nosso principal objectivo, era um objectivo ponto (um Porto não pode só ter como objectivo o campeonato). Não venham com blá blá blá de encher chouriços a dizer que não interessava porque interessava sim, porque tínhamos - temos - equipa, temos equipa para futebol internacional, sempre demos cartas a nível Europeu e temos prestígio para lá estar e não estamos habituados a menos que isso e além de interessar, o dinheiro pelos vistos faz falta ao clube, por isso tinha que ser dar tudo. 

O onze inicial, estava longe de ser o onze que previ. Loooonge. E das duas uma, ou o Sérgio quis entrar a poupar jogadores só porque não fazia intenção de os meter lá dentro de campo mesmo, ou então achou que aquilo estava ganho mesmo trocando jogadores essenciais e entrar com jogadores que não têm estado a jogar na equipa principal, muito menos a ser habituais jogadores de inicio, muito menos neste onze.

Quando se muda quase tudo numa equipa ou o jogo já não interessa ou até assim está ganho - só que não.

É que fizemos tudo ao contrário, quando vimos as coisas a andar para trás, vai de meter os jogadores  que deviam estar a ser poupados para darem tudo no "sprint final" com substituições bem tardias.

Eu não percebo nada de futebol, podem dizer e a minha opinião vale o que vale, mas acho que teria sido mais eficaz ter entrado de inicio com a equipa habitual e poupa-los assim que desse. E se não desse é um jogo de cada vez, certo?! Para domingo logo se via.

Mas eu não percebo nada de futebol, só gosto muito de futebol. E que não fomos eficazes não fomos. Ponto.

Sou Porto , sempre fui e sempre serei, independentemente de quem lá esteja a usar o nosso emblema, mas se há coisa que não dá, é para concordar sempre com tudo. E a minha opinião vale o que vale. Mas que ficamos aquém do que devíamos ficar ficamos.

Ah e grande golo de Pepê, pena não ter significado grande coisa.

Lyon 1 x 1 F.C. Porto (2º jogo dos oitavos-de-final da Liga Europa - eliminados )

28
Jul21

Maior e vacinada

Maria

Passamos toda uma vida a usar a expressão e só agora faz sentido.

Tomei hoje a segunda dose da vacina à COVID-19. E sim já sei que ainda não tenho certificado vacinação válido, só daqui a 14 dias (mesmo sem partilha de fotografia da toma nas redes sociais). E é isto que muitas pessoas ainda não assimilaram. Mas é preciso porque senão continuam a ser "travadas" ao apresentar o certificado em qualquer sítio que o solicite, antes do tempo.

Na primeira dose tive zero sintomas (não conta o ter o braço dorido no dia e na primeira noite pós toma) e espero sinceramente que esta dose seja igual. A não ser que seja certo fazer crescer os seios e isso já são outros quinhentos :)

Se me perguntarem se estive sempre certa do que queria, não. Mas as dúvidas são apenas as normais e não lhes dei muita margem.

Se eu não acreditar na saúde, vou acreditar em quê? Se tiver um acidente ou se entrar de emergência num hospital, não vou estar a perguntar o que me vão dar como medicação, quero é que me ponham boa e é neles que vou confiar a vida logo - aqui não podia ser diferente.

Aqueles trinta minutos na zona de recobro é sinceramente a "pior" parte. Só porque estás ali e trinta minutos servem para pensares em muita coisa. Ou fazes "scroll" com o telemóvel, regra quase geral, ou senão ainda começas a panicar que já estás a sentir aquela dor de barriga, ou aquela fisgada na cabeça,  a ficar com os calores, ou como no meu caso a ter fome. É o meu efeito secundário para quase tudo - fome! Saí de lá com uma larica tanto da primeira vez como desta e a sorte é que fui recebida no trabalho com um croissant para reestabelecer energias. Cá rico!

IMG_20210728_115027_265.jpg

 

Há muitos "mi mi mi", diz que disse, fez que fez, aconteceu que não aconteceu. Há sintomas adversos, óbvio. Há efeitos secundários? Claro. Há quem os tenha há quem não os tenha? Como acontece com qualquer outro medicamento.

E desse lado, medos? Tomaram a vacinada ou não querem? Efeitos secundários?

É claro que o uso de máscara continua a ter que ser um acessório importante e diário, distância social, lavar bem as mãos, álcool gel sempre seguido. Tudo igual a "ontem", ok?

Partilhem coisas com esta mais recente "produto Pfizer" e mantenham-se saudáveis e protegidos!

Ah e usem a aplicação "SNS24" para facilitar coisas e além de ser prática e terem logo lá acesso ao certificado, ainda conseguem ter acesso ao vosso boletim de vacinas (o que para distraídos como eu é um achado) verem qual foi a primeira vacina que tomaram, a próxima e terem acesso às ultimas receitas. Espectáculo!

22
Fev21

Coisas que aprendi com relações falhadas

Maria

Todos temos relações falhadas. Uns mais que outros. Mas há sempre uma que falhou. De mais ou menos tempo, mas que em algum momento nos foi importante. Aprendemos com elas? Sempre! Mas nem sempre nos apercebemos logo da lição a tirar dali. Seja quem for que tenha falhado e seja quem for que a tenha dado como terminada.

[imagem retirada da internet]

 

  •  Vamos amar sempre muito aquela pessoa até todo o sempre - só que não.

na verdade quando estamos apaixonados, quando estamos numa relação e quando já amamos aquela pessoa, achamos que é para sempre. Às vezes não é, outras tantas mesmo deixando de se estar juntos o amor fica (pelo menos até alguém preencher um cantinho do que ficou).

  •  vai haver um momento, com outro alguém, que nos vai remeter a um outro momento passado no que falhou.

Pode não fazer mossa, mas vai lembrar.

  • Há um som de alerta que tem que estar pronto a tocar a qualquer momento e tu foge!

Sim. Na verdade se esse som soar foge, mas foge mesmo e nem tentes arranjar desculpas para o que quer que seja. Há coisas que não têm desculpa. E se aceitas que te agridam verbalmente, emocionalmente, psicologicamente ou fisicamente estás a cair num fosso que ficará para sempre aberto. Por muito entulho que lhe queiras pôr de forma a esquecer... não dá! Foge.

  • devemos ser minimalistas nesse sentido e deslargar tudo o que nos leva aquela relação.

Ou então arrumar numa "gaveta" em que só tenhamos acesso se realmente quisermos ter acesso e não uma que se anda a esbarrar dia sim, dia sim. Isso não vale. É jogo sujo com nós mesmos.

  • as redes sociais são um dano colateral irreversível.

Isto do irreversível é como quem diz, uma vez na internet para sempre na internet. Há pessoas que partilham tudo e mais alguma coisa que na volta há gente que muda mais vezes de fotografias com alguém que eu a mudar a roupa do armário na troca de estação. E isso não é bonito. É assim, cada qual faz o que quiser com quem quiser, é a minha opinião. Mas.. andar cá a pôr fotos e a tirar é aquela base... mais vale pensar duas vezes antes de partilhar.

  • "Vou-te excluir do meu orkut" já dizia a música e na verdade é o melhor.

vamos sempre espreitar, "ficar à espera" de novidades, vamos reagir internamente ao que vamos dar de caras e isso, isso é passado e passado é lá trás. Ninguém quer ler palavras soltas ao vento para outro alguém que antes eram para nós, certo? Mas se a amizade boa ficou, onde se consegue separar as águas... isso são outros quinhentos.

  • acreditamos que não vamos voltar a ser felizes no Amor.

na verdade pode muito bem acontecer, é a vida. Mas as probabilidades de voltar a acontecer são do tamanho do nosso optimismo e no "deixa andar" estando abertos a... por isso o luto é necessário. E vamos andar a chafurdar na lama... Mas nada de encarnar a escuridão nos dias. Longe disso porque energias negativas atraem energias negativas (xô xô).

  • nunca voltar aos sítios onde já fomos felizes - o tanas.

devemos voltar sim onde quisermos se o lugar for mesmo importante para nós. Porque podemos voltar a ser felizes ali, sozinhos ou acompanhados. Há lugares que podem fazer-nos lembrar alguém, mas.. isso é só um pormenor, que não deve ser maior que a vontade de ir algum lugar que gostamos mesmo.

  • aprendemos com os erros.

e isso quer dizer que não voltamos a errar? Não, muito pelo contrário. Mas de certeza que alguma coisa aprendemos com aquela cabeçada.

  • dois olhares sobre a mesma coisa não vão sentir o mesmo nem tampouco tirar a mesma conclusão.

é a vida, se até no futebol conseguimos olhar para o mesmo lance e interpreta-lo cada um à sua maneira, muitas vezes claro está, puxando a brasa para a sua sardinha, num relacionamento a coisa não é assim tão diferente quando são duas pessoas, com diferentes pontos de vista, diferentes emoções, valores e atitudes. O bom é encontrar alguém que te ajude a suportar essa diferença e a contorná-la. Mas é por isso que às vezes as coisas falham ali mesmo em frente a um qualquer obstáculo.

  • O problema não és tu, sou eu!

Balebas. Balelas.

 

Podem sempre acompanhar todas as novidades pelo Facebook. Ou pelo Instagram - @sorrisoincognito 》

 ▪ Texto em destaque no SapoBlogs e na página do @SAPO

10
Fev21

Coisas que aprendi por entre os pingos da chuva desta pandemia.

Maria

Até à data, e com quase um ano de pandemia, duas vezes em teletrabalho (67 dias no primeiro, 50 dias no segundo), meses sem ver família que estamos habituados, meses sem sair com amigos, meses sem ir jantar fora, meses a arranjar-me só para ir às compras quando estritamente necessário e trabalho presencial na pior fase da pandemia - assim resumidamente em quase um ano passado das nossas vidas:

 

- concluímos à partida que sairíamos desta pandemia melhores pessoas, mais resilientes, mais atentos ao próximo, mais bem dotados de valores - mentira.

- houve uma altura em que açambarcaram tudo e mais alguma coisa, mas o papel higiénico ficará para toda a história.

- o teletrabalho é o caos. Psicologicamente terrível. Não conseguir "separar águas" em local físico. Nem horários. Nem desligar-me do trabalho quando tinha mesmo que ser. Saltar a parte de "levar trabalho para casa" para o "ter só trabalho em casa" efectivamente.

- perder o fio à meada e ver na balança uma inimiga. Dedicar-me mais à cozinha mas só para aprender a fazer bolos - quem passou pelo mesmo sabe - enraizou-se e faço muitos mais bolos agora que em todo o outro tempo que me conheço.

- descarregar stress em quem não se deve. Normalmente tenho uns vinte minutos de viagem do trabalho até casa. E quando estou num dia mau, tento que nesse tempo liberte os demónios até que quando estacione em casa, os problemas não passem a porta. Em teletrabalho o medo é não os conseguir mandar pela janela!!

- pessoas que não mais visitaram certa família, amigos, quem não tenha festejado datas importantes, quem não se pôde despedir num ultimo adeus de alguém próximo e que ficará para todo o sempre uma ferida irreparável (das feridas mais profundas desta pandemia). Quem tenha perdido o emprego, quem tenha visto a vida a dar uma volta e estar em dificuldades, há quem tenha perdido quase tudo. Há quem esteja na linha da frente há meses e que mesmo assim todos os dias tenha que sair de casa pronto para mais um dia de muita luta, desespero, e cansaço psicológico... enquanto ainda há quem faça festas, se junte com amigos e familiares sem máscara, quem visite a casa de outros para beber umas cervejas e zero distanciamento.

- há quem diga que o nosso sistema de saúde não vale um chaveto e no fim disto tudo dirá o mesmo, incluindo que os médicos só estão a fazer o seu trabalho!

- há pessoas que ao mínimo sintoma vão fazer o teste, há quem nunca chegue a ligar para a saúde 24 porque isto passa e isto não é nada - relativizando tudo o que é parar grupos de contágio.

- há quem ainda não saiba aquela diferença do que é fazer quarentena, fazer isolamento voluntário ou profilático e quem não sabe para que servem na verdade as máscaras.

- encontramos meios de combater o vírus mas comprovamos bem cedo que para a estupidez não há cura.

- Quem, (ainda) não tinha pensado que este tipo de gente seria também capaz de tentar dar o seu punho na altura da vacinação?

- ainda , um ano depois, quem ache que isto não passa de uma gripezinha.

[- há mesmo um plano de vacinação? Dúvidas, dúvidas...]

- tenho medo do vírus, que tenho, mas tenho mais medo de pessoas.

 

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29
Jan21

Vai uma ajuda?

Maria

Como sabem há uns dias fiz anos e por norma costumo oferecer algo de mim para mim. Ora pois claro, também mereço e sou filha de Deus!

Como está tudo fechado e na verdade não me lembro de ir a uma loja, há que nos virar para a internet e compras online. Acho que neste último ano, todos nos habituamos mais isso. Assim de repente não tenho nada que precise (sem falar na parte de mudar de carro ou tentar comprar um T0 sem vender um rim) ou que me esteja a fazer muita falta mas... (há sempre um mas...) calçado nunca é demais para quem tem todos os dias que pensar no que vai usar. E isto de calçado é tipo a roupa, "tanto calçado mas nada para calçar".

Andei a espreitar a EscapeShoes até porque alguns saldos estão a acabar e os tamanhos também estão pela hora do já foste.

E gostaria de contar com a vossa ajuda, visto que estou ali indecisa entre as sapatilhas da Ruika lindas de morrer e umas galochas que não tenho nenhumas e são sempre um must-have!

Escapeshoes

 

Qual escolheriam?

Ou se espreitaram o site, qual o modelo que vos ficou no olho?

Se tiverem interesse, não se esqueçam de subscrever a newsletter deles e assim estão sempre a par das novidades (e descontos!).

Aproveitem e ajudem-me lá, deixando a vossa opinião!

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10
Nov20

De volta ao teletrabalho

Maria

Depois dos 67 dias em teletrabalho no início da pandemia se me dissessem que voltaria ao teletrabalho não acreditaria. Porque quis que aquilo tivesse sido um exemplo pontual. Porque quis muito pensar que as coisas fossem realmente melhorar. Porque quis muito acreditar que tínhamos tempo suficiente para "programar" um novo ataque/vaga. Porque quis acreditar que medos os há mas que não os varremos para debaixo do tapete e sim os enfrentamos. Porque quis muito acreditar em pessoas. Ter fé nelas. Achar que as pessoas não precisam ser obrigadas a fazer algo e a fazê-lo por si. Eu, numa pontada de loucura acreditei, até chegar aqui ao início desta nova vaga e ver que a inconsciência das pessoas é ainda surpreendente. Que conseguem ser piores que aquilo que uma pessoa pensa. Que conseguem mesmo perante uma pandemia dar voz ao seu umbigo e não pensar em comunidade, no próximo, nos amigos e na família. Sobretudo nos mais velhos. Nas "presas mais fáceis". Nos mais vulneráveis.

(aqui foi uma festa de anos que originou talvez o maior número de casos positivos ao mesmo tempo, isolamentos e pessoas que omitiram estar na dita festa... festa que originou com que familiares da pessoa que fez anos chegassem a estar internados - pessoas que perderam qualquer credibilidade como seres humanos para mim)

E isto, oh pá, isto é muito triste.

O caminho mais fácil é talvez apontar o dedo. A quem? Ao governo que numa visão ampla pode parecer quem está mais à mão de semear para ser escrutinado e por ser um alvo fácil de atacar. De apontar. De crucificar. E de dizer que não valem um chavo.

Sim, nós sabemos que isso é muito fácil de fazer. Principalmente por quem não dá "voz" ao seu direito de voto e deixa para os outros. Principalmente por aqueles que acham não ter que olhar para o que eu faço mas para o que os outros fazem..

Fácil.

Se calhar, a maioria dos que têm uma voz mais activa insultando o governo pela actual situação são mesmo aqueles que, no perímetro dos seus actos e valores, continuam a sair, a ir a festas, a abraçar os amigos e família. A não fazerem uso da máscara. A não manterem distâncias sociais. A não acharem que isso bate a qualquer porta (normalmente só à do vizinho). A não acharem necessário uma quarentena ou mesmo um isolamento porque não querem saber. A omitirem sinais.

Eu não quero com isto dizer que, concordo com todas as medidas e decisões que o governo toma, longe disso, mas continuo a achar que, por cada insulto que leio ao nosso governo a cada nova medida, algures por aí há uma criatura que infecta um membro da família pelos seus comportamentos inadequados e continua a assobiar para o lado.

Sim, há pessoas, jovens, adultos, que ainda continuam a assobiar para  ar.

E eu que concordei com o Costa quando ele disse que era melhor ele nos aconselhar a uma coisa que nos obrigar... não sei onde estava com a cabeça a achar que certas pessoas percebiam a mensagem.

Não perceberam.

E eu não percebo as festas. Não percebo os casamentos e que me desculpem quem casa, mas nesta altura não percebo. Não percebo as festas em família ou com amigos com grandes aglomerações. Mas não consigo mesmo entender as festas na rua (porque não conseguem fazer em sítios fechados muitas vezes) e onde todos se juntam para grandes brindes, danças, e chegas para cá.

Eu que adoro festas. Sou tão de abraços e brindes. Jantaradas e saídas para conversetas e gargalhadas. Eu que adoro a minha família. Que sempre tivemos todas as desculpas do mundo para viver em convívios em casa uns dos outros. Eu que tenho família fora que não vejo quanto gostaria. Eu que tenho familiares a linha da frente que não abraço há meses e faz-me falta. Eu que não tenho estado com os meus amigos, que não vejo a minha melhor amiga há meses...

Eu que tenho a minha Mãe que foi operada e ficou ainda mais vulnerável e evito estar com ela sem máscara (mesmo dentro de casa usamos máscara durante quatro semanas) que comemos distanciados e que reduzi ao mínimo necessário qualquer saída em prol do outro... não consigo perceber as atitudes de certas pessoas.

Isto é triste.

Um dia destes entrei numa loja aqui à beira de casa, para ir buscar uma encomenda que tinha feito e vejo alguém na loja que sei que há pouco tempo tinha dado positivo (por causa da tal festa até) e pensei para os meus botões, qual a necessidade daquela pessoa estar ali, não trabalha, só costuma dar à língua aqui ali e acolá e não consegue manter o rabo em casa, acreditando que já tivesse passado a quarentena, mas que poderia manter-se resguardada visto que ver as novidades de uma loja de roupa não me parece um bem necessário. Sair por sair continua a ser o dia a dia de pessoas que não se interessam pelos outros. Mas que esperam que se interessem por elas quando forem entupir os hospitais por terem uma mentalidade de amendoim...

A culpa de estarmos como estamos é das pessoas que não tiveram actos conscientes. Perdão - que não tiveram e não têm.

 

Isto para dizer que estou desde sexta-feira em teletrabalho e do alto da minha janela, com um mundo meio virado do avesso, tento buscar a paz necessária para garantir a minha sanidade mental para conseguir fazer o meu trabalho, para conseguir proteger os meus, para tentar evitar entupir a linha da frente, para tentar organizar os meus medos, frustrações e ansiedades. Para tentar ser melhor pessoa, como sempre tento todos os dias. 

Não quero com isto dizer que agora vamos todos enfiar-nos dentro de casa e fazer de conta que não existe nada lá fora. Mas evitem saídas desnecessárias. Pessoas que raramente ficam doentes a precisar de cuidados hospitalares ainda consigo perceber a vossa estupidez mas isto está longe de acabar e os hospitais vão falhar ainda mais nas respostas. Porque eles tentam ser super-heróis, mas nós sabemos que os super-heróis às vezes só existem na nossa cabeça. E isto não é só Covid-19. Os serviços hospitalares são muito mais que isso...

Pensem um bocadinho. Se não for pedir muito.

Cuidem-se e cuidem dos outros antes deles precisarem mesmo  

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