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SorrisoIncógnito

Todo o sorriso é apaixonante devido ao incógnito que o ofusca! SORRIR_um estado de espírito...

30
Abr19

Nunca és demasiado velho para experimentar coisas novas.

Maria

Nunca digas nunca.

A idade é um número da tua cabeça. Ou da dos outros. O espírito de uma pessoa é que conta.

O meu Pai fez setenta anos anteontem. Dei-lhe umas sapatilhas. Ele nunca andou de sapatilhas. É vê-lo. Tal e qual um puto a receber as suas primeiras sapatilhas.

Primeiro claro resmungou, do género "olha agora depois de velho vou andar de sapatilhas"

Depois "isto afinal anda-se bem".

Como gosto de dar presentes que gostem. E que usem. E surpreender é sempre bom. E faço sempre por os ver sentir-se bem e jovens de espírito. É tão bom.

09
Jan19

Aos quase, quase 30 e tal...

Maria

janeiro aniversario.png

 

Não posso deixar de sorrir. Na verdade sou uma trintona e estou muito bem assim. A idade é apenas uma questão de números quando o teu espírito é que te faz o ser.

Aos quase "30 e tal..." continuo a afirmar cada vez mais o que gosto e o que não gosto. 

E continuo a gostar bem mais de pessoas bem dispostas, cada vez mais e só. Não gosto de pessoas sisudas. Gosto de pessoas de sorrisos. São sempre mais bonitas. Não gosto de pessoas negativas. Continuo a gostar muito de Licor Beirão, de After Eight e do [meu] F.C. Porto. Não gosto de distâncias. Cada vez suporto menos a saudade mesmo que a traga todos os dias ao peito. Gosto de pessoas que assumem falhar. Não que venham à partida já para falharem, mas de pessoas que ao magoarem, assumem o que fazem. Continuo a gostar de pessoas que me conhecem às dez da manhã, cinco da tarde e onze da noite. Aqui e acolá. Sozinhas ou acompanhadas. Cada vez menos tenho paciência para aturar quem se troca todo das pernas para me cumprimentar quando acompanhados, para quem me manda sms que não interessam e para quem me quer fazer gastar tempo com o que quer que seja. Gosto (muito) de dançar. Amo os meus. Gosto dos meus Amigos. Muito. Cada vez irrito-me mais com pessoas mal educadas, mal intencionadas. Não tenho paciência. Não "papo grupos". Gosto de pessoas que se dão, que se importam, que fazem por estar. Gosto de noitadas caseiras com os amigos. Gosto mais de sapatilhas que em todos os "vintes". Os 30 já foram e continuo a gostar muito do meu cabelo comprido sem coragem para o cortar. Gosto cada vez mais de massa fusilli e começo a ter saudades das minhas aulas de fitness. Babo-me com o sorriso do meu sobrinho, amo-o de coração. Gosto do pôr-do-sol. Da cidade do Porto. Gosto das minhas sobrinhas emprestadas. Das minhas afilhadas mais fofas. Não gosto da falta de trabalho. Gosto de sentir a Madeira e tenho-lhe imensas saudades e não vejo a hora de voltar. Não gosto de me inspirar quando o meu estado de alma não é dos melhores, mas continuo a admitir que é quando saem os melhores textos. Gosto das minhas melhores amizades. Gosto do frio na barriga das alturas. Gosto de barba de três dias. Gosto de ir ao cinema apesar de ir cada vez menos. Continuo a gostar de rapar a massa de bolos. Continuo a não conseguir comprar uma pizza congelada para uma refeição rápida sem lhe acrescentar algum ingrediente que tenha em casa. Não gosto de conduzir em dias de chuva. Gosto de jantaradas. De boas conversas. De gargalhadas. Gosto de gomas. Não gosto de pessoas que falam muito dos outros. Que julgam apenas pelo que ouvem. Gosto do meu blog. De escrever. Muito! De pessoas que me trouxe. Desta partilha. Não gosto que se achem superiores. Não gosto de quem brinca com os sentimentos dos outros. Não gosto de pessoas mal amadas. Continuo a não gostar de nabos e repolho e grelos e…quase tudo o que é verde. Gosto de pessoas felizes. Pessoas felizes não se metem na vida dos outros. Gosto de caipi black. Não gosto de andar sozinha. Gosto de pessoas que não são impostas. Quando não dou resposta a alguém não vale a pena insistir. Amo os meus pais e adoro leva-los comigo para todo o lado. Gosto muito do verão mas também gosto das folhas caídas no chão e das cores do Outono. Não gosto do frio. Mas mil vezes frio a chuva e nevoeiro. Gosto de pessoas que trouxe para a minha família mas não gosto de todos que são da minha família. Continuo a gostar muito de ovo estrelado no pão. Gosto quando as pessoas usam comigo a expressão "tão eu". Gosto de lareiras e um copo de vinho tinto maduro. Continuo a não gostar de whisky. Gosto de vestidos e saltos altos, de malas, relógios e anéis. Adoro anéis. Não gosto da minha cor lula deslavada de inverno. Gosto do calor. Sou muito mais do calor. Da minha pele no verão. De unhas pintadas. Continuo a panicar com dentistas e trovoada. Gosto de cães. Continuo a ter trauma por gatos. Gosto daquele [meu] lugar à beira rio plantado. Gosto de bolo do caco e poncha regional sem gelo. Gosto de camisas brancas e vestidos pretos. Não gosto de despedidas. Não gosto de limonada. Continuo a gostar do meu corpo, mesmo com oque o tempo me trouxe, as rugas, a flacidez, a celulite e os quilos a mais. Gosto de futebol, de gelados no inverno e de beijos na boca. Gosto de fotografias a preto e branco. Não gosto de ir à cabeleireira. Gosto de dar sangue. Gosto de Morenos. Gosto das amigas que me ligam às duas da manhã para dizer que conheceram “O” e me fazerem rir de sono à gargalhada. Gosto da #MAriaTexuga que sou. Continuo a gostar muito de comer. Daqueles "ajuntamentos" à mesa. Não estou por estar. Não vou por ir. Gosto de pessoas de opinião própria. De pessoas que se conseguem rir delas próprias. Gostar mesmo, gosto de pessoas que se dão num todo para muito tempo. Inteiras. As metades não prestam. Com o tempo acabam por se desfazerem. Desiludem-me. Deixei de fazer fretes. De acreditar em quem já desiludiu. De correr atrás de quem não anda para a frente. Gosto de abraços sentidos. Cada vez mais, mesmo sendo eles, cada vez menos. Gosto de quando me apetece. Gosto de ronhonhó. Gosto de seguir a minha vontade. De não ir a favor da corrente. Mas de ir. Com a certeza de que é aquilo que quero.  Gosto de tomar conta das minhas pequenas lá em casa. Gosto de ser reservada. Mas nem sempre dá jeito. Não gosto de muros. Gosto da capacidade de me rir de mim própria. Gosto do meu humor. Da criança que alimento em mim. E até do meu mau feitio. Gosto de partilhar. Sorrisos. Gosto da pessoa que sou. Gosto [-me].

Esta sou eu - "olha-me aquela trintona". Oh yeah! It's me and I'm ok about that! - é mais ou menos isto. Sentido. Em bom! 

22
Nov18

A dois meses dos 30 e tal...

Maria

Assim como foi quase inevitável não pensar " É pá estou quase nos 30", agora quatro anos depois é também quase inevitável não pensar estou quase nos trinta e cinco. t r i n t a e c i n c o! Continuo a não estar triste com isso. Nada disso. Mas é algo incontornável e por isso pensa-se.

Eu gosto de fazer anos. Gosto de comemorar o meu aniversário. Aquele ano que a vida me dá é uma nova oportunidade, é uma bênção.

Continua a ser inevitável não pensar nas coisas se elas tivessem sido diferentes. Eu não sou de me arrepender mas tenho consciência que alterei muitos planos que tracei inconscientemente quando nada o fazia prever. Daí a ser inevitável pensar se as escolhas tivessem sido outras. Será que estava mais feliz? Ou não? Será que ainda aqui morava ou teria mudado de terrinha, de país quem sabe? Será que o meu trabalho era o mesmo ou que estava desempregada como infelizmente tantos? Será que tinha filhos? Será que já estava divorciada? É inevitável não me lembrar de conversas de há anos atrás em que imaginávamos um futuro, em que os 30 estavam lá longe (muito longe, fará os 34 e os 35!), lá na idade adulta, de responsabilidades, de outras vidas, de famílias, de caminhos traçados, de quase acabadinhos de todo(ahah).

Era e é. Acima dos trinta já foste.

Mas depois chegamos cá. Chegam os trinta. Os trinte e um e mais... e a coisa não é bem assim. Eu pelo menos não a sinto.

Não me venham com tretas, dizer que tenho 29 anos não é a mesma coisa que dizer que tenho 30. O Karma é bem diferente. Não digo que seja pior ou melhor, diferente apenas.

E eu rio-me imenso com as observações feitas há uns anos atrás. Aquela ingenuidade de pensar que a norma será dentro daquele "espaço" dado pela vida. Pelo futuro mais ou menos alinhavado - ainda bem - a rascunho.

Agora que os 30 passaram. Chegando aos trinta e tal não sinto aquele peso da fase, até porque me sinto bem conforme estou. Agora a dois meses dos trinta e tal... é pá dá saudade de muita coisa que ficou para trás ao mesmo tempo que tantas outras parece que pertencem a um passado longínquo. Agora a dois meses dos 30 e tal há objectivos que não vou cumprir que gostava de ter feito e outros há que cumpri que não idealizei. Tenho a noção que depois dos 18 isto passou mesmo a correr. Mesmo. Não encontrei o príncipe encantado, não construi a minha própria família, ainda não fui mãe. Não estou monetariamente estável,  não entrei numa igreja vestida de branco e saí de aliança na mão. Há coisas que nunca sonhei e me passam ao lado, logo não me fazem falta mas outras há que a dois meses dos trinta e cinco me fazem falta. Aos quase trinta e cinco noto mais a idade que os que amo têm, inevitavelmente mais velhos e isso sim, começa a ganhar imenso peso. Mas a vida é isto. Não me sinto pior que os vintes, pelo contrário. É certo, não tenho o mesmo corpo, tenho muito mais rugas, flacidez, marcas, celulite. Tenho mais uns dez quilos que quando cheguei aos trinta. Sou muito mais #MariaTexuga. Mas estou muito mais bem resolvida. Confiante e segura. Sorrio imenso. Estou serena. Continuo a gostar mais de me ver com a pele morena que com esta cor lula deslavada, mas isso já acontecia nos vinte! E sou uma apaixonada pela vida. E o melhor de ter esta capacidade de me rir de mim própria é lembrar-me vezes sem conta de conversas, expressões, de ideias, ideais, de quando andava bem longe dos trinta's e saber que agora que aqui estou tudo é tão diferente. Tudo é tão sentido de maneira diferente e que independentemente de tudo, não há um peso. Aos trinta e tal mudam os anos a mais. E há sim, a essência da idade e a experiência. 

Digo eu, solteiríssima e que muitas vezes só observo mentes pequeninas de amendoim ao me olharem de cima a baixo fazendo teias de enredos naquelas cabeças sobre o (ainda) estar solteira.

  Esta sou eu - "olha-me aquela trintona". Oh yeah! It's me and I'm ok about that! - é mais ou menos isto. Sentido. Em bom! 

 

Podem sempre acompanhar todas as novidades: Facebook - @sorrisoincognitoblog e Instagram - @sorrisoincognito

22
Jan18

Happy Birthday ❤

Maria

22. aniversário.jpg

 

TO ME ♥

Os 30, ali no ponto (dizem!),já passaram. O trinte e um em que me meti também já. Os 32 acho que nem dei conta. Os 33 passaram a correr mas fizeram-me sentir, apesar dos pesares, muito bem comigo mesma. Agora é sempre a subir e a superar (o "no ponto") eu espero.

Que este seja um bom ano e que venham muitos mais que eu cá aguento!

Para gostar de uma segunda-feira só mesmo uma de festa!

Gosto de fazer anos. Gosto de comemorar estar aqui. Eles passam? Sim. Eu vivo! ❤

De coração cheio e com muitos sorrisos!

🎂🤞

16
Jan18

Aos quase, quase 30 e tal...

Maria

Não posso deixar de sorrir. Aos quase "30 e tal..." recebi uma mensagem de um amigo a dizer "ninguém diz que estás a ficar "quarentona" (?!para lá se caminha) mais pareces uma miúda de escola". Na verdade sou uma trintona e estou muito bem assim. A idade é apenas uma questão de números quando o teu espírito é que te faz o ser.

Aos quase "30 e tal..." continuo a afirmar cada vez mais o que gosto e o que não gosto. 

E continuo a gostar bem mais de pessoas bem dispostas, cada vez mais e só. Não gosto de pessoas sisudas. Gosto de pessoas de sorrisos. Não gosto de pessoas negativas. Continuo a gostar muito de Licor Beirão, de After Eight e do [meu] F.C. Porto. Não gosto de distâncias. Cada vez suporto menos a saudade mesmo que a traga todos os dias ao peito. Gosto de pessoas que assumem falhar. Não que venham à partida já para falharem, mas de pessoas que ao magoarem, assumem o que fazem. Continuo a gostar de pessoas que me conhecem às dez da manhã, cinco da tarde e onze da noite. Aqui e acolá. Sozinhas ou acompanhadas. Cada vez menos tenho paciência para aturar quem se troca todo das pernas para me cumprimentar quando acompanhados, para quem me manda sms que não interessam e para quem me quer fazer gastar tempo com o que quer que seja. Gosto (muito) de dançar. Amo os meus. Gosto dos meus Amigos. Muito. Cada vez irrito-me mais com pessoas mal educadas, mal intencionadas. Não tenho paciência. Não "papo grupos". Gosto de pessoas que se dão, que se importam, que fazem por estar. Gosto de noitadas caseiras com os amigos. Gosto mais de sapatilhas que em todos os "vintes". Os 30 já foram e continuo a gostar muito do meu cabelo comprido sem coragem para o cortar. Gosto cada vez mais de massa fusilli e começo a ter saudades das minhas aulas de fitness. Babo-me com o sorriso do meu sobrinho, amo-o de coração. Gosto do pôr-do-sol. Da cidade do Porto. Gosto das minhas sobrinhas emprestadas. Das minhas afilhadas mais fofas. Não gosto da falta de trabalho. Gosto de sentir a Madeira e tenho-lhe imensas saudades e não vejo a hora de voltar. Não gosto de me inspirar quando o meu estado de alma não é dos melhores, mas continuo a admitir que é quando saem os melhores textos. Gosto das minhas melhores amizades. Gosto do frio na barriga das alturas. Gosto de barba de três dias. Gosto de ir ao cinema apesar de ir cada vez menos. Continuo a gostar de rapar a massa de bolos. Continuo a não conseguir comprar uma pizza congelada para uma refeição rápida sem lhe acrescentar algum ingrediente que tenha em casa. Não gosto de conduzir em dias de chuva. Gosto de jantaradas. De boas conversas. De gargalhadas. Gosto de gomas. Não gosto de pessoas que falam muito dos outros. Que julgam apenas pelo que ouvem. Gosto do meu blog. De escrever. Muito! De pessoas que me trouxe. Desta partilha. Não gosto que se achem superiores. Não gosto de quem brinca com os sentimentos dos outros. Não gosto de pessoas mal amadas. Continuo a não gostar de nabos e repolho e grelos e…quase tudo o que é verde. Gosto de pessoas felizes. Pessoas felizes não se metem na vida dos outros. Gosto de caipi black. Não gosto de andar sozinha. Gosto de pessoas que não são impostas. Quando não dou resposta a alguém não vale a pena insistir. Gosto muito do verão mas também gosto das folhas caídas no chão e das cores do Outono. Não gosto do frio. Mas mil vezes frio a chuva e nevoeiro. Gosto do meu cabelo. Gosto de pessoas que trouxe para a minha família mas não gosto de todos que são da minha família. Gosto quando as pessoas usam comigo a expressão "tão eu". Gosto de lareiras e um copo de vinho tinto maduro. Continuo a não gostar de whisky. Gosto de ter deixado fumar. Gosto de vestidos e saltos altos, de malas, relógios e anéis. Adoro anéis. Gosto do calor. Sou muito mais do calor. Da minha pele no verão. De unhas pintadas. Continuo a panicar com dentistas. Gosto de cães. Continuo a ter trauma por gatos. Gosto daquele [meu] lugar à beira rio plantado. Gosto de bolo do caco e poncha regional sem gelo. Gosto de camisas brancas e vestidos pretos. Não gosto de despedidas. Não gosto de limonada. Gosto de futebol, de gelados no inverno e de beijos na boca. Gosto de fotografias a preto e branco. Não gosto de ir ao cabeleireiro. Gosto de dar sangue. Gosto de Morenos. Gosto das amigas que me ligam às duas da manhã para dizer que conheceram “O” e me fazerem rir de sono à gargalhada. Continuo a gostar muito de comer. Daqueles "ajuntamentos" à mesa. Não estou por estar. Não vou por ir. Gosto de pessoas de opinião própria. De pessoas que se conseguem rir delas próprias. Gostar mesmo, gosto de pessoas que se dão num todo para muito tempo. Inteiras. As metades não prestam. Com o tempo acabam por se desfazerem. Desiludem-me. Deixei de fazer fretes. De acreditar em quem já desiludiu. De correr atrás de quem não anda para a frente. Gosto de abraços sentidos. Cada vez mais, mesmo sendo eles, cada vez menos. Gosto de quando me apetece. Gosto de ronhonhó. Gosto de seguir a minha vontade. De não ir a favor da corrente. Mas de ir. Com a certeza de que é aquilo que quero. Gosto de ser reservada. Mas nem sempre dá jeito. Não gosto de muros. Gosto da capacidade de me rir de mim própria. Gosto do meu humor. Da criança que alimento em mim. E até do meu mau feitio. Gosto de partilhar. Sorrisos. Gosto da pessoa que sou. Gosto [-me].

22
Dez17

A um mês dos 30 e tal...

Maria

"É inevitável não pensar. É pá estou quase nos 30. Não estou triste. nada disso. Dizem que é estar no ponto. Mas acho que é uma passagem. É inevitável não pensar nas coisas se elas tivessem sido diferentes. Se as escolhas tivessem sido outras. Será que estava mais feliz? Ou não? Será que ainda aqui morava ou teria mudado de terrinha, de país quem sabe? Será que o meu trabalho era o mesmo ou que estava desempregada como infelizmente tantos? É inevitável não me lembrar de conversas de há anos atrás em que imaginávamos um futuro, em que os 30 estavam lá longe (muito longe!), lá na idade adulta, de responsabilidades, de outras vidas, de famílias, de caminhos traçados. Não me venham com tretas, dizer que tenho 29 anos não é a mesma coisa que dizer que tenho 30. O Karma é bem diferente. Não digo que seja pior ou melhor, diferente apenas. Até porque me sinto bem conforme estou. Agora nos quase 30 é pá dá saudade de muita coisa que ficou para trás ao mesmo tempo que tantas outras parece que pertencem a um passado longínquo. Agora nos quase 30 penso que há objectivos que não vou conseguir cumprir que gostava de ter feito e outros há que cumpri que não idealizei. Tenho a noção que depois dos 18 isto passou mesmo a correr. Mesmo. Não encontrei o príncipe encantado, não construi a minha própria família, ainda não fui mãe. Não estou monetariamente estável,  não entrei numa igreja vestida de branco e saí de aliança na mão. Há coisas que nunca sonhei e me passam ao lado, logo não me fazem falta mas outras há que aos quase 30 me fazem falta. Aos quase 30 noto mais a idade que os que amo têm, inevitavelmente mais velhos e isso sim, começa a ganhar peso."

Daqui

O melhor de ter esta capacidade de me rir de mim própria é lembrar-me vezes sem conta de conversas, expressões, de ideias, ideais, de quando andava bem longe dos trinta's e saber que agora que aqui estou tudo é tão diferente. Tudo é tão sentido de maneira diferente e que independentemente de tudo, não há um peso. Aos trinta e tal mudam os anos a mais. Mas essência destas palavras que escrevi antes de entrar nos trinta, está lá. Tal e qual.

  - "olha-me aquela trintona". Oh yeah! It's me and I'm ok about that! - é mais ou menos isto. Sentido. Em bom!

15
Set17

Serenidade

Maria

Os trinta andam por aqui. E o que te trouxeram Maria?

Isso mesmo, serenidade. Os dias têm sido, dentro do caos e da intensidade, cada vez mais serenos, de bem com a vida e a relativizar. Procurar diminuir o stress, relaxar e ficar naqueles momentos só meus. Têm trazido paz. Têm acalmado o burburinho cá dentro. O tempo vai sempre passar. A correr. Mas a correria não nos deixará aproveitar o tempo. Quero aproveitar mais. Não sei quanto tempo mas quero qualidade. Não me quero chatear com coisas banais. Dar importância a quem não a tem. Não quero rugas pesadas, quero sorrisos e expressões.

Estou melhor que nos "vinte's"... sinto-me bem. Sem pressões. Sem pressas. Sem querer tudo ou nada. Sem exageros e todos os que me apeteçam. Continuo a não ter medo de cair. Mesmo que já não use e abuse dos saltos. Cada vez consigo dizer mais "não".  Foi-se a paciência de fazer fretes.

Acordar resolvida. De bem com tudo o que se vai encaixando. E até com tudo o que parece não ter jeito para se encaixar. Quero rir cada vez mais da minha "trenguice", das falhas que continuo a ter e de saber que vou continuar a falhar. E a tentar lidar com isso. Isto porque na verdade quero tentar ser sempre melhor.

Quero arranjar sempre desculpas para sorrir. Ver o copo meio cheio. Julgar menos e perceber mais que cada um tem a sua história que nunca vamos saber razões e não encontramos todas as respostas. Mas nem por isso se acabam as perguntas. Aquele sorriso nos lábios. Quero!

  

20170915_140526.jpg

 

Hoje defino-me assim mesmo. Em paz. O branco me caracteriza com apontamentos coloridos que fazem da vida o equilíbrio.

22
Jan17

Happy Birthday ♥

Maria

22. aniversário.jpg

TO ME

Os 30, ali no ponto (dizem!),já passaram. O trinte e um em que me meti também já. Os 32 acho que nem dei conta. Agora é sempre a subir e a superar (o "no ponto") eu espero. Que este seja um bom ano e que venham muitos mais que eu cá (espero e) aguento!

Gosto de fazer anos. Gosto de comemorar estar aqui. Eles passam? Sim. Eu vivo! :)

De coração cheio e com muitos sorrisos!

:) :) :)

21
Jan17

Aos quase 33!

Maria

Gosto de pessoas bem dispostas, cada vez mais e só. Não gosto de pessoas sisudas. Gosto de pessoas de sorrisos. Não gosto de pessoas negativas. Continuo a gostar muito de Licor Beirão, de After Eight e do [meu] F.C. Porto. Não gosto de distâncias. Cada vez suporto menos a saudade. Gosto de pessoas que assumem falhar. Pessoas que ao magoarem, assumem o que fazem. Continuo a gostar de pessoas que me conhecem às dez da manhã, cinco da tarde e onze da noite. Aqui e acolá. Sozinhas ou acompanhadas. Gosto (muito) de dançar. Amo os meus. Gosto dos meus Amigos. Muito. Cada vez irrito-me mais com pessoas mal educadas, mal intencionadas. Não tenho paciência. Não "papo grupos". Gosto de pessoas que se dão, que se importam, que fazem por estar. Gosto de noitadas caseiras com os amigos. Gosto mais de sapatilhas que em todos os "vintes". Os 30 já foram e continuo a gostar muito do meu cabelo comprido. Gosto cada vez mais de massa fusilli e começo a ter saudades das minhas aulas de fitness. Babo-me com o sorriso do meu sobrinho, amo-o de coração. Gosto do pôr-do-sol. Da cidade do Porto. Gosto das minhas sobrinhas emprestadas. Da minha afilhada. Não gosto da falta de trabalho. Gosto de sentir a Madeira e tenho-lhe imensas saudades. Não gosto de me inspirar quando o meu estado de alma não é dos melhores, mas continuo a admitir que é quando saem os melhores textos. Gosto das minhas melhores amizades. Gosto do frio na barriga das alturas. Gosto de ir ao cinema. Continuo a gostar de rapar a massa de bolos. Continuo a não conseguir comprar uma pizza congelada para uma refeição rápida sem lhe acrescentar algum ingrediente que tenha em casa. Não gosto de conduzir em dias de chuva. Gosto de jantaradas. De boas conversas. De gargalhadas. Gosto de gomas. Não gosto de pessoas que falam muito dos outros. Que julgam apenas pelo que ouvem. Gosto do meu blog. De escrever. Muito! De pessoas que me trouxe. Desta partilha. Não gosto que se achem superiores. Não gosto de quem brinca com os sentimentos dos outros. Não gosto de pessoas mal amadas. Continuo a não gostar de nabos e repolho e grelos e…quase tudo o que é verde. Gosto de pessoas felizes. Pessoas felizes não se metem na vida dos outros. Gosto de caipi black. Não gosto de andar sozinha. Gosto de pessoas que não são impostas. Quando não dou resposta a alguém não vale a pena insistir. Gosto muito do verão mas também gosto das folhas caídas no chão e das cores do Outono. Não gosto do frio. Mas mil vezes frio a chuva e nevoeiro. Gosto de pessoas que trouxe para a minha família mas não gosto de todos que são da minha família. Gosto quando as pessoas usam comigo a expressão "tão eu". Gosto de lareiras e um copo de vinho tinto maduro. Continuo a não gostar de whisky. Gosto de vestidos e saltos altos, de malas e anéis. Gosto do calor. Da minha pele no verão. De unhas pintadas. Não gosto de dentistas. Gosto de cães. Continuo a ter trauma por gatos. Gosto daquele [meu] lugar à beira rio plantado. Gosto de bolo do caco e poncha regional sem gelo. Gosto de camisas brancas e vestidos pretos. Não gosto de despedidas. Não gosto de limonada. Gosto de futebol, de gelados no inverno e de beijos na boca. Gosto de fotografias a preto e branco. Não gosto de ir ao cabeleireiro. Gosto de dar sangue. Gosto de Morenos. Gosto das amigas que me ligam às duas da manhã para dizer que conheceram “O” e me fazerem rir de sono à gargalhada. Gosto de comer. Não estou por estar. Não vou por ir. Gosto de pessoas de opinião própria. De pessoas que se conseguem rir delas próprias. Gostar mesmo, gosto de pessoas que se dão num todo para muito tempo. Inteiras. Deixei de fazer fretes. De acreditar em quem já desiludiu. De correr atrás de quem não anda para a frente. Gosto de abraços sentidos. Cada vez mais, mesmo sendo eles, cada vez menos.

16
Jan17

Aos quase 33!

Maria

"É inevitável não pensar. É pá estou quase nos 30. Não estou triste. nada disso. Dizem que é estar no ponto. Mas acho que é uma passagem. É inevitável não pensar nas coisas se elas tivessem sido diferentes. Se as escolhas tivessem sido outras. Será que estava mais feliz? Ou não? Será que ainda aqui morava ou teria mudado de terrinha, de país quem sabe? Será que o meu trabalho era o mesmo ou que estava desempregada como infelizmente tantos? É inevitável não me lembrar de conversas de há anos atrás em que imaginávamos um futuro, em que os 30 estavam lá longe (muito longe!), lá na idade adulta, de responsabilidades, de outras vidas, de famílias, de caminhos traçados. Não me venham com tretas, dizer que tenho 29 anos não é a mesma coisa que dizer que tenho 30. O Karma é bem diferente. Não digo que seja pior ou melhor, diferente apenas. Até porque me sinto bem conforme estou. Agora nos quase 30 é pá dá saudade de muita coisa que ficou para trás ao mesmo tempo que tantas outras parece que pertencem a um passado longínquo. Agora nos quase 30 penso que há objectivos que não vou conseguir cumprir que gostava de ter feito e outros há que cumpri que não idealizei. Tenho a noção que depois dos 18 isto passou mesmo a correr. Mesmo. Não encontrei o príncipe encantado, não construi a minha própria família, ainda não fui mãe. Não estou monetariamente estável,  não entrei numa igreja vestida de branco e saí de aliança na mão. Há coisas que nunca sonhei e me passam ao lado, logo não me fazem falta mas outras há que aos quase 30 me fazem falta. Aos quase 30 noto mais a idade que os que amo têm, inevitavelmente mais velhos e isso sim, começa a ganhar peso."

Daqui

Aos quase 33 apenas mudam os anos a mais. A essência das palavras está lá. Tal e qual.

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