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SorrisoIncógnito

Todo o sorriso é apaixonante devido ao incógnito que o ofusca! SORRIR_um estado de espírito...

23
Jun21

A vida é um lugar estranho e bom. Mesmo com dias de merda.

Maria

A Douro

 

É impossível não partilhar isto. Não escrever sobre isto. Não dizer duas ou três coisas que preciso.

Ainda que, não saiba o que dizer. Como o dizer. Ou se quero sentir o que vou sentir ao escrever. Mas partilhar em palavras aquilo que sinto sempre foi a minha melhor versão.

Perdi há duas semanas, uma das melhores pessoas da minha vida.

Do meu crescimento. Do meu sangue. Daquelas que partilhavam o mesmo lema de sorrir, todos os dias "no matter what". Daqueles que me ensinou que a criança dentro de nós é preciso mantê-la para bem da nossa [in]sanidade. Daqueles que me faziam sorrir quase todos os dias, ainda que há distância com as parvoíces que me enviava e que era constante no seu estado de boa disposição. Sempre pronto a ajudar. Sentido de família. Cheio de vida e onde estivesse não deixava ninguém indiferente. Com uma facilidade em fazer amigos em qualquer lado. Sempre na tanga a dar-nos aquela dificuldade em perceber se era "agora" que estava a falar a sério. A ver o copo sempre a transbordar.

[ Dá saudade. Dos encontros que já tínhamos meio definidos para juntar os estarolas. Dá saudade a cada fotografia. Dá saudade a cada canto da vossa casa. Dá saudade ao olhar para os miúdos. Para os teus pais. Dá aquele aperto, daquela mistura de saudade e de ainda estarMOS a tentar acreditar que aconteceu.

Há uma semana vi-te a ultima vez na despedida e por entre as lágrimas só me apeteceu dizer-te "vá deixa-te de tangas levanta-te daí". Porque tu eras assim. Os encontros de família não vão ser mais os mesmos. De todo.

Porque há dias de merda. e o dia em que partiste foi definitivamente um dia de merda. Sem tentar perceber o que pode explicar o inexplicável é tentar aceitar. 

Cada um sente a perda de alguém de diferentes formas. Nem todos nos tocam da mesma maneira e isso nunca se impõe. É simplesmente  sentido e verdadeiro o que cada um é na nossa vida.

O fugaz e inesperado, o que surge sem aviso prévio é ainda mais difícil. Os dias passam a dor não tem diminuído e o facto de muitas vezes não se conseguir exteriorizar coisas é ainda mais difícil. Dizemos sempre que o tempo ajuda. Mas o tempo aumenta a dor, as perguntas e o difícil que é não há nada a fazer. 

Entre o luto, os silêncios, as noites, as lágrimas, as recordações faz eco a tua gargalhada, a tua sempre grande e efusiva gargalhada. "Oh prima Oh prima" fica-me para sempre cá dentro. Muito mais nestes dias de merda que as tuas mensagens já não entram para me fazer soltar aquela gargalhada enquanto dizia "só tu!" ]

Há dias em que a Vida nos prova que é uma grande filha da puta. Que é injusta. Que leva os melhores de entre nós demasiado cedo.

 dia 9 foi um desses dias.

E eu só quero que estejas em paz ❤

 

 

Podem sempre acompanhar todas as novidades pelo Facebook. Ou pelo Instagram - @sorrisoincognito 》

03
Mai21

Todos os dias são dias da Mãe

Maria

Ontem foi o dia da Mãe no calendário, mas todos os dias o são.

Amo de coração a minha e não me sendo cliché - Ela é a melhor Mãe do Mundo.

Dia da Mãe

 

Nunca ninguém me verá aos olhos dela. Nem nunca ninguém me fará sentir o que sinto quando ela me olha. Parece que se precisar de alguma coisa, são aqueles olhos que me acalmam. 

Ensinou-me das melhores coisas do mundo. Sorrir sempre. E continua a ensinar-me que todos os dias são dias de luta e que o melhor é enfrenta-los com um sorriso. Que tem que se ser positiva porque depois se verá, o que tiver que ser será. Continua a ensinar-me que é bom manter contactos. Que a família é importante. Que não precisamos de andar aos abraços mas é preciso saber se está tudo bem com o outro. Que quando alguém tem alguma coisa, todos juntos fazem a diferença. E que não devemos esquecer ninguém. Mesmo que, por vezes tenhamos sentido que alguém se esqueceu de nós...

Continua a dar-me lições de vida todos os dias. A ter a paciência que ainda me falta para muitas situações. A querer chegar a todo o lado e a olhar sempre primeiro para os outros. Tem um coração onde cabe tudo. 

Queria ser-lhe sempre melhor, mas sei que também falho. Queria poder dar-lhe mais, mas às vezes não dá. Queria olha-la com os olhos de Eu - Mãe, mas ainda não consegui. E sei que ela seria a melhor avó dos meus filhos. 

Às vezes as pessoas tocam em feridas que nem sabem. E há dias em que aquele colo de Mãe ainda continua a ser o único porto de abrigo. E o melhor.

Amo-te Mami. Que a vida te sorria.

Um beijinho a todas as mães. Àquelas que o sabem ser. Àquelas que o gostariam de ser. Àquelas que o são de coração. Àquelas que continuam a tentar. Àquelas que se orgulham em sê-lo.

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Um beijinho especial à minha Mãe ♥ para quem ontem fiz este bolinho cheio de amor!

21
Mar21

Do 21 de Março. Deste dia que sempre me é primavera

Maria

És e serás sempre a minha primavera que me começa desde que me conheço a 21 de Março.

Não são as datas. Mas é o teu dia.

Do melhor. Do melhor irmão que a vida me deu. Se não fosse esta pandemia talvez voltasse a estar contigo no teu dia de aniversário coisa que infelizmente não acontece há muito tempo, mas em breve espero que te esborrache num abraço sentido dos nossos ❤

Aqui, ali ou acolá, mas juntos mesmo com esta distância que nos separa.
Desejo-te um dia feliz! Uma vida feliz e mil sorrisos! Mais cedo ou mais tarde estamos juntos.
Parabéns Mano! Amo tu 

21
Dez20

Há impossíveis, nós sabemos que os há. E "está tudo bem"

Maria

IMG_20201221_101818_060.jpg

 

Nós sabemos que é um cliché dizer "não há impossíveis " porque na verdade Nós sabemos que os há ( e "está tudo bem"), mas queremos de alguma maneira acreditar sempre que conseguimos ultrapassa-los e sermos mais que isso. Que havemos de conseguir contornar a coisa. Que temos esperança nem que seja em última instância num milagre. E eles acontecem. Às vezes. Nas vezes que não acontecem... temos mesmo que fazer valer a pena sem esses impossíveis que não conseguimos inverter.
Na verdade podemos não conseguir que as coisas sejam feitas como amamos fazer, mas... temos que as amar da maneira que são feitas. Mesmo que o nosso coração não esteja em pleno, que seja em pleno que consigamos arranjar o melhor sorriso para estes dias ❤

17
Set20

Este país não é para velhos - o tanas!

Maria

[imagem retirada da internet]

Eu tenho uma ligação muito grande com a minha família. Sou muito família. Os meus são[-me] tudo e não é cliché.

Cheguei a não perceber porque as famílias não se dão. Porque não se falam. Porque embirram. Porque não convivem. Não é que agora não perceba. Mas o sangue não é tudo, assim como o amor. Tive que entender que podemos ter o mesmo sangue a correr nas veias mas somos pessoas diferentes, pensamos diferente, queremos diferente e deixamos muitas vezes as divergências quebrarem a ligação... outras vezes são após terceiros aparecerem que as ligações se fragilizam.

Mas no meio disto tudo, não sei se pelos valores que me passaram, se pelos ensinamentos que tive, se por infelizmente só ter conhecido uma avó e sentir que me faltou conhecer os outros... no meio disto tudo eu prezo muito a família. Os momentos em família. As conversas, as partilhas, as experiências que nunca vamos ter na vida. Os conhecimentos, as lendas, o antigamente...

Quando olho para o lado, talvez para outros com a minha idade, ou mais novos, não vejo isso. Não levam a família assim "tão a sério" e as ligações perdem-se... principalmente com os mais velhos.

Não sei se o facto de estar solteira influenciou, mas acho mesmo que não, sempre fui família e prezei muito as ligações familiares, mesmo quando estou acompanhada.

Gosto imenso de quando se juntam e não me importa de ouvir contar certas histórias repetidamente. A velhice traz isso, do esquecer o que já se disse, do querer partilhar o que marcou, do querer lembrar o que já lá vai há muito. Nós lá chegaremos. E sinceramente acho que seremos pessoas mais solitárias que os velhos do nosso país neste momento, porque infelizmente cada vez mais eles são descartáveis porque o ser humano está mais egoísta e só pensa naquele que se move à volta do seu umbigo... um dia vai sentir-se na pele o que é ser-se velho e os olhares de "empata" que certas pessoas mandam.

Um dia destes, em família, ouvia uma história de há mais de uns cinquenta anos, de uma história de amor que não acabou, mas que passou para outro plano visto que infelizmente uma das pessoas já faleceu e perdi-me enquanto a ouvia...

Hoje ama-se menos, com menos respeito, com mais inseguranças e com menos valores. Com muitas expectativas em pouco empenho. Numa experiência que é viver muito o hoje, em que não se investe, não se trabalha no outro, em que o desistir é mais fácil.

Eu visito muito os meus tios e não visito mais a minha família porque a vida é assim... mas enriquece-me o tempo com eles. Gosto imenso de os fazer sorrir. De ser a palhaça com eles como sou com a minha afilhada de três anos. De lhes dar a minha companhia, de os abraçar (e como agora sinto essa falta) de os ver em pleno quando reunidos.Gosto muito da família que me calhou. E quando eles me agradecem por aparecer, sou eu que fico agradecida por ainda os ter e por os ver numa luta que é geral aos nossos idosos - a incerteza do amanhã, a conquista de um lugar bonito na vida de outros, o carinho, agradecimento e compreensão.

Este país é deles, antes de ser nosso.

30
Mar20

Vai ficar tudo bem!

Maria

Estamos a passar por algo que nem nos nossos pesadelos a seguir a um filme de terror estaríamos a ponderar sequer algum disse que fosse possível. De todo. Acredito. A todos.

Mesmo a esses que ainda assobiam para o ar como se não fosse nada com eles, como se não seja importante a vida do próximo, a luta do próximo, a ajuda, a dificuldade, a fé... do próximo. Até que, só quando lhe for mesmo próximo,ou bater à porta vá ter consciência deste inimigo invisível. Que não seja tarde demais. Mas que se for para escolher, que haja a frieza e o poder de decidir por quem fez as escolhas certas ao invés de quem optou por ser um estupor, mais uma vez na vida.

Adiante.

IMG_20200330_191822_968.jpg

 

No dia 13 decidi a minha quarentena voluntária. Ainda que à espera da validação do tele-trabalho, onde no dia 16 tive que passar no escritório buscar as minhas coisas para seguir com o tele-trabalho e desde então, não mais saí de casa a não ser para ir à farmácia comprar a minha bomba. Tentei fazer tudo direitinho. Incluindo o ensinar aos meus pais que não podem mesmo sair. Por muito que isto custe, por muito que possamos achar que se vai só ali. Por muito que se acha que se consegue tomar todas as medidas necessárias e nada falha. Pode falhar. E eu quero tentar que não falhe. Por mim, mas muito mais por eles. Pelos meus. E por aqueles que sofrem tanto com isso. Por quem está na linha da frente a dar o tudo e mais alguma coisa, sem o maior apoio que é a família perto. E falo muito dos médicos, enfermeiros, pessoal da saúde mas não só, falo das forças de segurança, falo dos farmacêuticos, dos transportes de mercadoria que nos trazem bens essenciais, dos bombeiros, dos que doam comida, dos que se disponibilizam a ajudar os idosos, os que não conseguem, os que têm dificuldades. Esses todos. Que tentam fazer o bem. Por quem não vê os filhos já há tempo suficiente, por quem não pode ir dormir a casa. Por quem não tem conseguido ter tempo quase para comer como para dormir. E não digo descansar, digo dormir mesmo, de conseguir fechar os olhos e conseguir não ficar com a mente a trabalhar.

Não está fácil.

A viagem para o trabalho já foi suficientemente esquisita, mesmo aqui #umbocadinhoabaixodoPoloNorte numa aldeia perdida, mas que sempre havia trânsito e hoje nem isso. Quase ninguém. Mas o chegar lá doeu cá dentro. Deve ter sido por isso que me sinto particularmente mais sensível hoje.

Não somos de beijos, mas somos de abraços, de bater no ombro, de passar a mão na cabeça. Lá no trabalho parecemos mesmo irmãos, e hoje quando os vi senti que quando o meu boss um dia me disse que eu sou a filha que nunca tiveram, aquilo tinha sentido. Em 13 anos só fico sem lá ir duas semanas nas ferias grandes e quando volto a subir as escadas a reacção efusiva juntamente com um abraço de saudades é inevitável. Hoje foi só o Mariiiiia e ficamos ali à distância a sentir a necessidade que uma pessoa tem nem que seja de pôr a mão no ombro a dizer "saudades pá"! E é ali que damos por garantido que não somos muito e somos na loucura bem menos que o que pensamos alguma vez ser. E que de repente há abanões que nos abalroam e nos dão a noção que se calhar apesar do cliché que é dizer que há tantos pormenores aos quais não ligamos, agora vem a vida e te põe ali de joelhos  mais perto do chão para percebemos que é muito fácil não teres os pés no chão por mais que sintas todos os dias que os tens.

Vida esta hein?

Aproveitei e fui às compras. Até porque a ultima vez que tinha ido, foi na loucura do papel higiénico, há cerca de duas semanas e meia que não ia. E só hoje vi todas as medidas que tiveram que implementar. Os seguranças à porta. A limitação de entrada de pessoas (se bem que tive a sorte de ir bem cedo e só estarem três/quatro pessoas dentro do hipermercado quando entrei, já quando saí...). Os avisos de não mexer nas coisas, de ver com os olhos. De não nos aproximarmos das pessoas. De esperar pela nossa vez lá atrás. De esperar que alguém saia para pores as compras no tapete... foi estranho. Nunca me senti invadida a fazer compras. Quase que sufocada a querer sair dali o mais depressa possível. Do ter medo de tocar no que quer que fosse e no ansiar que poderia já estar evoluído ao ponto de olharmos para uma coisa e ela ir parar ao carrinho por obra de quem quer que seja e não das nossas mãos. O andar com álcool atrás porque nunca encontrei gel (que não me custasse os olhos da cara). E assim que entrei no carro, senti-me tão impotente, medricas, parva, pequenina e foi ali que o eu mundo parece que desabou. Porque me lembrei desses estúpidos que saem à rua só porque sim, sem necessidade essencial para o fazerem e voltei a lembrar os vídeos que tenho visto que me cuticam o coração. O médico que foge do abraço do filho assim que o vê ao longe. Do José Alberto Carvalho que perdeu um ente querido e nos lembra, mais uma vez, como até isso nos tiraram, a despedida de um ente querido. Ou mesmo o vídeo de um hospital em Espanha onde os médicos estão já bastante cansados e a policia e bombeiros fizeram um ajuntamento em frente ao hospital a apitar e a bater-lhes palmas, numa de alento e apoio. Ou o vídeo do gnr que pára o carro em frente ao seu prédio e põe a música do "BAby shark" no qual dança cá fora, com a sua filha a ver pela janela e a rir-se no colo da mãe.

Isto esmaga-nos certo?

[Pelo menos a quem não acha de bom tom perante esta situação pegar no carro e ir passear ali para uma esplanada à beira mar. Ou furar a quarentena só porque vou ali à padaria ao lado de casa comprar uma raspadinha. Ou porque vou ali ao posto de abastecimento beber uma jeca já que os cafés, esses malucos, fecharam. Ou vou ali ao parque, que até por acaso está fechado com umas fitas, mas eu consigo dar a volta aquilo e até passo por cima e sigo caminho. Olhem e nesta parvoíce até vejam que não estou só e não sou o único - que gente é esta meu Deus?]

Caraças. E isto toca lá dentro de uma maneira incrivelmente avassaladora.

E hoje, talvez pelos dias de quarentena, sinto-me sensível.

E não é só porque pus ali a dar o concerto que passou ontem do Zambujo e do Miguel Araújo. É porque caraças isto é sério e está mesmo a acontecer. Ali, do outro lado da nossa porta. Não só da minha, mas da de todos. Isso mesmo, do outro lado da prta de cada um - por isso o fiquem em casa ok?!

Tão verdade como eu continuar a ir à varanda e a minha afilhada do outro lado, na varanda dela, me continue a pedir colo, que a vá buscar porque está presa. Tem dois anos. Caramba. Isto não devia estar a contecer. Mas está.

Índice de sanidade mental de quarentena: é isto! 😔🙌

Coragem Maria, coragem. Vai ficar tudo bem!

21
Mar20

Da Primavera que sempre me chega hoje, 21 de Março!

Maria

És a minha primavera que me começa desde que me conheço a 21 de Março.

Não são as datas. Mas é o teu dia.

Programei estar talvez aí, hoje, por ser fim-de-semana, mas a vida é isto das voltas. Das incertezas e das maiores certezas que a vida é isto. 

Mas também é saudade. Muita. De nos ver juntos. De não ter esta distância que nos separa. De te poder abraçar e de rirmos ali juntos. 

Tenho saudades da nossa infância. De como nos gostávamos, protegemos e tentamos lidar sempre com a educação que tivemos com todas as dificuldades.

Crescemos juntos e fomos sempre muito amigos. Talvez nunca conseguisse entender como há irmãos que não se dão. Nós ainda hoje, falamos quase todos os dias, mesmo estando a milhas de distância.

Ensinaste-me a crescer rápido porque me levavas contigo para todo o lado. Os meus amigos foram em grande parte os teus amigos, logo pessoal mais velho que eu. E que hoje não mudaria nada.

Contigo aprendi a fazer a fazer costeletas às duas da manhã que fosse, porque não te deitavas sem petiscar alguma coisa, muito menos quando vínhamos da night. Agora entendem esta #MariaTexuga que gosta de comer antes de se deitar? 

Tenho saudade desse tempo. 

Aqui, ali ou acolá, mas juntos mesmo com esta distância que nos separa.
Desejo-te um dia feliz! Uma vida feliz e mil sorrisos! Mais cedo ou mais tarde estamos juntos.
Parabéns Mano! Amo tu 

31
Jan20

Do meu aniversário. Do meu dia.

Maria

Na semana passada, quarta-feira 22, foi um dia especial. É sempre. O dia do nosso aniversário. E eu gosto muito de fazer anos. Adoro O MEU dia e gosto sempre de acordar com o melhor dos sorrisos para o receber tal como partilhei aqui estampado no rosto. E é daqueles dias que não há margem para chatices, para energias más, para pensamentos negativos. Nada disso. Foi o meu dia. Como não ficar feliz com isso?

IMG_20200123_104334_775.jpg

 

Não trabalhei da parte da tarde, como é hábito e aproveitei só para ficar sentada ao almoço até tarde, na conversa com quem me fez companhia. E dar um giro. Ri muito até ouvir de quem estava comigo "porque sempre te ris ao telefone?". Eu sou assim. É um dia que gosto muito e partilho o meu melhor sorriso com quem partilha comigo algo nesse dia. O jantar foi em família com amigos que não são de sangue, mas são igualmente família. Foi tão bom e adoro aquele convívio com os meus amigos, as minhas pequenas e os meus pais. Adormeci de coração carregado, cansada, mas com aquela sensação que aproveitei muito bem o que me deram.

Não consegui partilhar isto antes porque ando cheia de trabalho.

Fotografias é que me perco sempre a absorver o momento e me esqueço de tirar. A única explicação que tenho é que, tudo foi tão preenchido e "saboreado" por mim, por nós, que os telemóveis foram secundários. 

Atendi todos os telefonemas e isso custou-me ser a ultima a jantar, mas poucas foram as mensagens que consegui ler no dia. Não é ser egoísta, mas tinha que aproveitar o dia, a festa e os meus, caso contrário não conseguiria aproveitar nada. Mas depois li todas as mensagens e eram muitas. E muitas foram as que me surpreenderam. E recebi muitas palavras de me deixar ciscos nos olhos.

é certo que não é preciso dias especiais para dizermos certas coisas a outras pessoas, mas fazê-lo nesses dias cutica lá dentro.

E hoje não tenho fotografias mas tenho uma memória fotográfica recheada. Cheia de emoções, um coração a transbordar e ainda parece que ouço o grito dos golos na minha cabeça.  Tenho uma felicidade em mim de ter momentos como este que me fazem ver o que vale realmente a pena. Aproveitar o momento com quem nos acrescenta é sem dúvida um mote para este novo ano meu.

Vocês que por aqui passam e ficam. Uns mais que outros vão fazendo parte.

Obrigada. OBRIGADA de coração às muitas mensagens que recebi. Às palavras que me deixaram, tanto aqui no blog como no mail, facebook e instagram. Obrigada por esses sorrisoincognitos e acima de tudo obrigada por me ajudarem a continuar a sorrir. Beijinho e mil sorrisos!

Venham mais. Sim, mais anos de sorrisos.  Estou feliz! Muito ❤

27
Dez19

Natal!

Maria

A esta hora já todos desembrulharam os presentes e já voltou quase tudo ao normal. Há o presente que adoraram assim como aquele que trocavam na hora, mas há talvez um que tenham mesmo que ir trocar. 

Eu passei o Natal com os meus pais. Alguns dizem, só os três ? sim e foi óptimo. Depois fui aos tios aos primos e acabei em casa dos compadres com as minhas pequenas que deram mais sentido à coisa.

Mas há mesas que juntaram imensa gente mas se calhar faltava lá o pai ou a mãe, um irmão uma irmã um filho talvez e com certeza por isso, apesar de muita gente faltava-lhes quase tudo. Eu graças a Deus posso ter eles comigo. Mas nunca o deixei de aqui partilhar que quando não tenho todos comigo falta-me o Natal. O sentido. O propósito. A essência . E falta também quase tudo. E trocava todas as prendas por os ter ali à volta da mesa. Pelas gargalhadas, pelos brindes, pelas conversas...

Falta tantas vezes tanto no Natal e só ligamos se não se comprou tudo o que se queria, se aquele presente se atrasou ou se aquela pessoa se esqueceu de nos dar um miminho. E falta-nos então o essencial.

Não vejo o Natal como sendo a noite da troca de presentes, quando muito em pequena. Quando muito quando era na casa da avó e isso infelizmente já foi há muitos muitos anos. Mas mesmo assim, sempre foi [-me] a noite da família. Não tinha outro sentido. Não tem. No dia que tiver outro sentido perdi-me.

Continuo a achar um perfeito disparate comprar umas meias ou umas cuecas pela inevitável situação de ter que dar alguma coisa.

O Natal não é isto.

Às vezes não compreendem quando digo que em minha casa muitas vezes não há quase presentes debaixo da árvore. 

Mas, quem olha para o Natal como eu olho sentirá o porquê.

Durante anos vivi um Natal em casa da avó que era o típico Natal dos filmes. Cozinha cheia. Miúdos. Família. O Pai Natal a chegar com os sacos. Crianças. Presentes. 

A avó partiu e tudo mudou. Tudo. Menos os valores que ela sempre nos passou. Que o Natal era aquele sentimento ali à mesa, a família junta. O amor. Que o estar presente é TUDO!

Após isso, tudo ficou muito mais claro para mim. Os natais começaram a ser bem diferentes. Cada um para seu lado cada vez mais. E os presentes deixaram até de ter sentido tantas vezes.

Acredito que há casas que sejam mais felizes pela troca de presentes. A minha é muito mais feliz com a troca de gargalhadas, de conversas, de brindes. Se isso me falta. Tudo o resto falta e um presente é apenas um objecto embrulhado com cor que não me tem brilho.

Isto é [-me] o Natal.

Quando não consigo passar o Natal com quem quero à mesa. Tudo o resto que pintam não faz assim tanto sentido.  

Eu já passei Natais de casa cheia. Já passei Natais apenas com os meus pais (e graças a Deus). Já passei a noite da consoada de Natal num avião - a caminho dos melhores. Eu quero é que eles me tenham sentido. Com a família. Com os meus mais certos. E pouco ligo quando não recebo nada. Mas continua a doer quando não tenho os meus comigo. Muito. Quando eles faltam. Não há natal. Muito menos presente que me valha.

O início de Dezembro é sempre angustiante para mim. Ansiosa sempre por tentar perceber como vai ser uma vez mais o Natal.

Até que as coisas se decidam.

Este ano, infelizmente não consegui ter os meus comigo. As minhas metades. E foi, mais uma vez isso que me fez olhar para o Natal deste ano com menos sentido. Um dia quase como os outros. 

É por isso que digo muitas vezes, Natal é quando o "homem" quiser. E eu vou contar os dias para que, independentemente do dia em que calhar, haja um natal onde quer que seja, mas com eles. Apenas com eles há natal. Dos bons. Sem silêncios que magoam e ciscos nos olhos. Com gargalhadas boas e abraços.  Sentidos ♡

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