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SorrisoIncógnito

Todo o sorriso é apaixonante devido ao incógnito que o ofusca! SORRIR_um estado de espírito...

30
Mar20

Vai ficar tudo bem!

Maria

Estamos a passar por algo que nem nos nossos pesadelos a seguir a um filme de terror estaríamos a ponderar sequer algum disse que fosse possível. De todo. Acredito. A todos.

Mesmo a esses que ainda assobiam para o ar como se não fosse nada com eles, como se não seja importante a vida do próximo, a luta do próximo, a ajuda, a dificuldade, a fé... do próximo. Até que, só quando lhe for mesmo próximo,ou bater à porta vá ter consciência deste inimigo invisível. Que não seja tarde demais. Mas que se for para escolher, que haja a frieza e o poder de decidir por quem fez as escolhas certas ao invés de quem optou por ser um estupor, mais uma vez na vida.

Adiante.

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No dia 13 decidi a minha quarentena voluntária. Ainda que à espera da validação do tele-trabalho, onde no dia 16 tive que passar no escritório buscar as minhas coisas para seguir com o tele-trabalho e desde então, não mais saí de casa a não ser para ir à farmácia comprar a minha bomba. Tentei fazer tudo direitinho. Incluindo o ensinar aos meus pais que não podem mesmo sair. Por muito que isto custe, por muito que possamos achar que se vai só ali. Por muito que se acha que se consegue tomar todas as medidas necessárias e nada falha. Pode falhar. E eu quero tentar que não falhe. Por mim, mas muito mais por eles. Pelos meus. E por aqueles que sofrem tanto com isso. Por quem está na linha da frente a dar o tudo e mais alguma coisa, sem o maior apoio que é a família perto. E falo muito dos médicos, enfermeiros, pessoal da saúde mas não só, falo das forças de segurança, falo dos farmacêuticos, dos transportes de mercadoria que nos trazem bens essenciais, dos bombeiros, dos que doam comida, dos que se disponibilizam a ajudar os idosos, os que não conseguem, os que têm dificuldades. Esses todos. Que tentam fazer o bem. Por quem não vê os filhos já há tempo suficiente, por quem não pode ir dormir a casa. Por quem não tem conseguido ter tempo quase para comer como para dormir. E não digo descansar, digo dormir mesmo, de conseguir fechar os olhos e conseguir não ficar com a mente a trabalhar.

Não está fácil.

A viagem para o trabalho já foi suficientemente esquisita, mesmo aqui #umbocadinhoabaixodoPoloNorte numa aldeia perdida, mas que sempre havia trânsito e hoje nem isso. Quase ninguém. Mas o chegar lá doeu cá dentro. Deve ter sido por isso que me sinto particularmente mais sensível hoje.

Não somos de beijos, mas somos de abraços, de bater no ombro, de passar a mão na cabeça. Lá no trabalho parecemos mesmo irmãos, e hoje quando os vi senti que quando o meu boss um dia me disse que eu sou a filha que nunca tiveram, aquilo tinha sentido. Em 13 anos só fico sem lá ir duas semanas nas ferias grandes e quando volto a subir as escadas a reacção efusiva juntamente com um abraço de saudades é inevitável. Hoje foi só o Mariiiiia e ficamos ali à distância a sentir a necessidade que uma pessoa tem nem que seja de pôr a mão no ombro a dizer "saudades pá"! E é ali que damos por garantido que não somos muito e somos na loucura bem menos que o que pensamos alguma vez ser. E que de repente há abanões que nos abalroam e nos dão a noção que se calhar apesar do cliché que é dizer que há tantos pormenores aos quais não ligamos, agora vem a vida e te põe ali de joelhos  mais perto do chão para percebemos que é muito fácil não teres os pés no chão por mais que sintas todos os dias que os tens.

Vida esta hein?

Aproveitei e fui às compras. Até porque a ultima vez que tinha ido, foi na loucura do papel higiénico, há cerca de duas semanas e meia que não ia. E só hoje vi todas as medidas que tiveram que implementar. Os seguranças à porta. A limitação de entrada de pessoas (se bem que tive a sorte de ir bem cedo e só estarem três/quatro pessoas dentro do hipermercado quando entrei, já quando saí...). Os avisos de não mexer nas coisas, de ver com os olhos. De não nos aproximarmos das pessoas. De esperar pela nossa vez lá atrás. De esperar que alguém saia para pores as compras no tapete... foi estranho. Nunca me senti invadida a fazer compras. Quase que sufocada a querer sair dali o mais depressa possível. Do ter medo de tocar no que quer que fosse e no ansiar que poderia já estar evoluído ao ponto de olharmos para uma coisa e ela ir parar ao carrinho por obra de quem quer que seja e não das nossas mãos. O andar com álcool atrás porque nunca encontrei gel (que não me custasse os olhos da cara). E assim que entrei no carro, senti-me tão impotente, medricas, parva, pequenina e foi ali que o eu mundo parece que desabou. Porque me lembrei desses estúpidos que saem à rua só porque sim, sem necessidade essencial para o fazerem e voltei a lembrar os vídeos que tenho visto que me cuticam o coração. O médico que foge do abraço do filho assim que o vê ao longe. Do José Alberto Carvalho que perdeu um ente querido e nos lembra, mais uma vez, como até isso nos tiraram, a despedida de um ente querido. Ou mesmo o vídeo de um hospital em Espanha onde os médicos estão já bastante cansados e a policia e bombeiros fizeram um ajuntamento em frente ao hospital a apitar e a bater-lhes palmas, numa de alento e apoio. Ou o vídeo do gnr que pára o carro em frente ao seu prédio e põe a música do "BAby shark" no qual dança cá fora, com a sua filha a ver pela janela e a rir-se no colo da mãe.

Isto esmaga-nos certo?

[Pelo menos a quem não acha de bom tom perante esta situação pegar no carro e ir passear ali para uma esplanada à beira mar. Ou furar a quarentena só porque vou ali à padaria ao lado de casa comprar uma raspadinha. Ou porque vou ali ao posto de abastecimento beber uma jeca já que os cafés, esses malucos, fecharam. Ou vou ali ao parque, que até por acaso está fechado com umas fitas, mas eu consigo dar a volta aquilo e até passo por cima e sigo caminho. Olhem e nesta parvoíce até vejam que não estou só e não sou o único - que gente é esta meu Deus?]

Caraças. E isto toca lá dentro de uma maneira incrivelmente avassaladora.

E hoje, talvez pelos dias de quarentena, sinto-me sensível.

E não é só porque pus ali a dar o concerto que passou ontem do Zambujo e do Miguel Araújo. É porque caraças isto é sério e está mesmo a acontecer. Ali, do outro lado da nossa porta. Não só da minha, mas da de todos. Isso mesmo, do outro lado da prta de cada um - por isso o fiquem em casa ok?!

Tão verdade como eu continuar a ir à varanda e a minha afilhada do outro lado, na varanda dela, me continue a pedir colo, que a vá buscar porque está presa. Tem dois anos. Caramba. Isto não devia estar a contecer. Mas está.

Índice de sanidade mental de quarentena: é isto! 😔🙌

Coragem Maria, coragem. Vai ficar tudo bem!

21
Mar20

Da Primavera que sempre me chega hoje, 21 de Março!

Maria

És a minha primavera que me começa desde que me conheço a 21 de Março.

Não são as datas. Mas é o teu dia.

Programei estar talvez aí, hoje, por ser fim-de-semana, mas a vida é isto das voltas. Das incertezas e das maiores certezas que a vida é isto. 

Mas também é saudade. Muita. De nos ver juntos. De não ter esta distância que nos separa. De te poder abraçar e de rirmos ali juntos. 

Tenho saudades da nossa infância. De como nos gostávamos, protegemos e tentamos lidar sempre com a educação que tivemos com todas as dificuldades.

Crescemos juntos e fomos sempre muito amigos. Talvez nunca conseguisse entender como há irmãos que não se dão. Nós ainda hoje, falamos quase todos os dias, mesmo estando a milhas de distância.

Ensinaste-me a crescer rápido porque me levavas contigo para todo o lado. Os meus amigos foram em grande parte os teus amigos, logo pessoal mais velho que eu. E que hoje não mudaria nada.

Contigo aprendi a fazer a fazer costeletas às duas da manhã que fosse, porque não te deitavas sem petiscar alguma coisa, muito menos quando vínhamos da night. Agora entendem esta #MariaTexuga que gosta de comer antes de se deitar? 

Tenho saudade desse tempo. 

Aqui, ali ou acolá, mas juntos mesmo com esta distância que nos separa.
Desejo-te um dia feliz! Uma vida feliz e mil sorrisos! Mais cedo ou mais tarde estamos juntos.
Parabéns Mano! Amo tu 

31
Jan20

Do meu aniversário. Do meu dia.

Maria

Na semana passada, quarta-feira 22, foi um dia especial. É sempre. O dia do nosso aniversário. E eu gosto muito de fazer anos. Adoro O MEU dia e gosto sempre de acordar com o melhor dos sorrisos para o receber tal como partilhei aqui estampado no rosto. E é daqueles dias que não há margem para chatices, para energias más, para pensamentos negativos. Nada disso. Foi o meu dia. Como não ficar feliz com isso?

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Não trabalhei da parte da tarde, como é hábito e aproveitei só para ficar sentada ao almoço até tarde, na conversa com quem me fez companhia. E dar um giro. Ri muito até ouvir de quem estava comigo "porque sempre te ris ao telefone?". Eu sou assim. É um dia que gosto muito e partilho o meu melhor sorriso com quem partilha comigo algo nesse dia. O jantar foi em família com amigos que não são de sangue, mas são igualmente família. Foi tão bom e adoro aquele convívio com os meus amigos, as minhas pequenas e os meus pais. Adormeci de coração carregado, cansada, mas com aquela sensação que aproveitei muito bem o que me deram.

Não consegui partilhar isto antes porque ando cheia de trabalho.

Fotografias é que me perco sempre a absorver o momento e me esqueço de tirar. A única explicação que tenho é que, tudo foi tão preenchido e "saboreado" por mim, por nós, que os telemóveis foram secundários. 

Atendi todos os telefonemas e isso custou-me ser a ultima a jantar, mas poucas foram as mensagens que consegui ler no dia. Não é ser egoísta, mas tinha que aproveitar o dia, a festa e os meus, caso contrário não conseguiria aproveitar nada. Mas depois li todas as mensagens e eram muitas. E muitas foram as que me surpreenderam. E recebi muitas palavras de me deixar ciscos nos olhos.

é certo que não é preciso dias especiais para dizermos certas coisas a outras pessoas, mas fazê-lo nesses dias cutica lá dentro.

E hoje não tenho fotografias mas tenho uma memória fotográfica recheada. Cheia de emoções, um coração a transbordar e ainda parece que ouço o grito dos golos na minha cabeça.  Tenho uma felicidade em mim de ter momentos como este que me fazem ver o que vale realmente a pena. Aproveitar o momento com quem nos acrescenta é sem dúvida um mote para este novo ano meu.

Vocês que por aqui passam e ficam. Uns mais que outros vão fazendo parte.

Obrigada. OBRIGADA de coração às muitas mensagens que recebi. Às palavras que me deixaram, tanto aqui no blog como no mail, facebook e instagram. Obrigada por esses sorrisoincognitos e acima de tudo obrigada por me ajudarem a continuar a sorrir. Beijinho e mil sorrisos!

Venham mais. Sim, mais anos de sorrisos.  Estou feliz! Muito ❤

27
Dez19

Natal!

Maria

A esta hora já todos desembrulharam os presentes e já voltou quase tudo ao normal. Há o presente que adoraram assim como aquele que trocavam na hora, mas há talvez um que tenham mesmo que ir trocar. 

Eu passei o Natal com os meus pais. Alguns dizem, só os três ? sim e foi óptimo. Depois fui aos tios aos primos e acabei em casa dos compadres com as minhas pequenas que deram mais sentido à coisa.

Mas há mesas que juntaram imensa gente mas se calhar faltava lá o pai ou a mãe, um irmão uma irmã um filho talvez e com certeza por isso, apesar de muita gente faltava-lhes quase tudo. Eu graças a Deus posso ter eles comigo. Mas nunca o deixei de aqui partilhar que quando não tenho todos comigo falta-me o Natal. O sentido. O propósito. A essência . E falta também quase tudo. E trocava todas as prendas por os ter ali à volta da mesa. Pelas gargalhadas, pelos brindes, pelas conversas...

Falta tantas vezes tanto no Natal e só ligamos se não se comprou tudo o que se queria, se aquele presente se atrasou ou se aquela pessoa se esqueceu de nos dar um miminho. E falta-nos então o essencial.

Não vejo o Natal como sendo a noite da troca de presentes, quando muito em pequena. Quando muito quando era na casa da avó e isso infelizmente já foi há muitos muitos anos. Mas mesmo assim, sempre foi [-me] a noite da família. Não tinha outro sentido. Não tem. No dia que tiver outro sentido perdi-me.

Continuo a achar um perfeito disparate comprar umas meias ou umas cuecas pela inevitável situação de ter que dar alguma coisa.

O Natal não é isto.

Às vezes não compreendem quando digo que em minha casa muitas vezes não há quase presentes debaixo da árvore. 

Mas, quem olha para o Natal como eu olho sentirá o porquê.

Durante anos vivi um Natal em casa da avó que era o típico Natal dos filmes. Cozinha cheia. Miúdos. Família. O Pai Natal a chegar com os sacos. Crianças. Presentes. 

A avó partiu e tudo mudou. Tudo. Menos os valores que ela sempre nos passou. Que o Natal era aquele sentimento ali à mesa, a família junta. O amor. Que o estar presente é TUDO!

Após isso, tudo ficou muito mais claro para mim. Os natais começaram a ser bem diferentes. Cada um para seu lado cada vez mais. E os presentes deixaram até de ter sentido tantas vezes.

Acredito que há casas que sejam mais felizes pela troca de presentes. A minha é muito mais feliz com a troca de gargalhadas, de conversas, de brindes. Se isso me falta. Tudo o resto falta e um presente é apenas um objecto embrulhado com cor que não me tem brilho.

Isto é [-me] o Natal.

Quando não consigo passar o Natal com quem quero à mesa. Tudo o resto que pintam não faz assim tanto sentido.  

Eu já passei Natais de casa cheia. Já passei Natais apenas com os meus pais (e graças a Deus). Já passei a noite da consoada de Natal num avião - a caminho dos melhores. Eu quero é que eles me tenham sentido. Com a família. Com os meus mais certos. E pouco ligo quando não recebo nada. Mas continua a doer quando não tenho os meus comigo. Muito. Quando eles faltam. Não há natal. Muito menos presente que me valha.

O início de Dezembro é sempre angustiante para mim. Ansiosa sempre por tentar perceber como vai ser uma vez mais o Natal.

Até que as coisas se decidam.

Este ano, infelizmente não consegui ter os meus comigo. As minhas metades. E foi, mais uma vez isso que me fez olhar para o Natal deste ano com menos sentido. Um dia quase como os outros. 

É por isso que digo muitas vezes, Natal é quando o "homem" quiser. E eu vou contar os dias para que, independentemente do dia em que calhar, haja um natal onde quer que seja, mas com eles. Apenas com eles há natal. Dos bons. Sem silêncios que magoam e ciscos nos olhos. Com gargalhadas boas e abraços.  Sentidos ♡

31
Jul19

Dias especiais ❤

Maria

Lomogram_2013-08-23_06-17-48-.jpg

 

Há onze anos que me és mais um pedaço também de mim, que te olho como sendo meu. Que te amo com todo o coração e mais algum, que te sinto saudade a cada dia. Que me orgulho do sorriso lindo que tens. Que me fazes apaixonar mais um bocadinho cada vez que me contas as tuas traquinices. Que me babo de orgulho a olhar para ti pelo menino amigo, educado, encantador, simpático e amoroso que te tornaste.

Estás um crescido. Eu uma tia babada. Queria dar-te o maior abraço até continuares a dizer "isso é um bocadinho chato" ou "já chega, não achas que estás a exagerar?". Continuo a acreditar que pode ser que um dia, os astros se cruzem e a gente comemore junto. Até lá, é como se estivesse aí do teu lado, cantei os Parabéns com o mesmo entusiasmo e os olhos ficaram cheios de ciscos. Tudo porque te quero o melhor do mundo.

Amo-te meu pequeno. Dez anos de ti. Como eu te Amo. Como te tenho saudade todos os dias.

Parabéns meu bem ♥ sê feliz meu {sempre} pequeno!

23
Jul19

Faceweek*

Maria

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Aqui ficam alguns looks usados na semana passada. A saia verde é das últimas compras que fiz e foi uma das peças com mais sucesso. Esta é a tal saia verde plissada da @Stradivarius que foi outra paixão à primeira vista, muito mais pela cor, mas que adorei assim que vesti (isto depois de procurar noutras lojas porque na primeira que vi de entre tantas de tantas cores que há, só existia uma verde tamanho XS! Consegui experimenta-la sem respirar). Mas fica bem, é super confortável e saí da minha zona de conforto ao usar saias com aquele tamanho que para mim nem é carne nem é peixe e que provavelmente já jurei que nunca usaria, no entanto já estou a morder o mindinho porque além de usar, gosto! Nada como experimentar. O top/blusa que estou a usar com os calções de ganga é das minhas preferidas dos últimos tempos, já foi comprado há dois anos mais ou menos, mas continuo a adorá-la como no primeiro dia. Houve uma altura, que simplesmente não servia, os botões quase não apertavam e ali na cintura onde se nota que ajusta não dava. Quando a consegui vestir novamente até senti um brilhozinho nos olhos.

No fim de semana anterior fui à cabeleireira, mas cortei só um pouco ao comprimento. Apesar disso partilhei esta fotografia nas redes sociais, no instagram do blog até apostas recebi e recebi tantas mensagens mesmo dos meus amigos pelo corte radical que acharam que fiz. Pelo menos fiquei a saber a reacção positiva quando fritar a pipoca de vez e cortar assim curto.

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Quanto à dita à la Maria leva cada facada que nem vos passa. Depois de um sábado perdida nas festas entre farturas e churros e ainda uma ida ao Mac, tive um domingo daqueles que parece que uma pessoa não se levanta da mesa em família. Ali bem a Douro com aqueles assados imperdíveis (e não dignos de uma qualquer dieta) no forno a lenha. Arroz maravilhoso, anho divinal e batatinhas de chorar por mais. Acompanhar um tinto maduro e fiquei ali top (pelas ruas da amargura quanto a descer umas gramas). Uma delícia de almoço.

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Mas as caminhadas continuam, com algumas falhas que isto é a realidade, mas lá me continuo a perder por estas paisagens ao fim do dia. E continua óptimo para o corpo e mente!

Podem sempre acompanhar todas as novidades: 

 

30
Mai19

Desde pequenina a cruzar os dedos e a pedir às estrelas ☆

Maria

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Quando estamos à espera de notícias tão importantes, podemos ser as pessoas mais positivas do mundo, que dias há temos todos os medos e mais alguns. Os dias parece que nunca mais passam. As horas na cama são uma eternidade. Desabafamos com quem conseguimos, mas sempre pouco do que deveríamos fazer. E parece que mesmo não querendo, a nossa vida fica ali meio que em suspenso. Numa corda bamba em que a possibilidade em te conseguires equilibrar está em pé de igualdade com a possibilidade de te destrambelhares toda por ali abaixo. Eu não sou das que pensa que as coisas só acontecem aos outros, mas na verdade, enquanto nada nos toca (ou aos nossos) tudo é um mar de rosas e a gente nem dá conta, às vezes. Já quando chega um safanão, ficamos ali rés-bés campo de Ourique com a certeza que vai ali existir um ponto de viragem, que (esperamos) seja para o bem. Por nós, ou pelos nossos!

Nunca fui muito negativa. Tento sempre ver o lado bom das coisas e protejo-me com o melhor que sei que tenho, a fé na pessoa que procuro ser e no que acredito que se Deus quiser é o que terá que ser. Para mim e para os meus. Acho que já aqui o disse que o que mais peço é sempre para me tornar uma pessoa melhor. E acredito que é daí que me vem o ser positiva, o ter esperança, o tentar encontrar sempre um sorrio por muito que ele não esteja lá, nem perto.

Hoje foi um dia de viragem importante. E positivo. Com notícias boas. Que me deixou quase sem respirar (e eu que já estive no hospital esta semana porque estou com mais uma infecção na garganta, quem me segue no facebook sabe que fiquei afónica uns dias) até ouvir "as notícias são boas" e tudo voltou ao sítio até o pipi que andava em incontinência por causa do nervoso miudinho. Não é só a nossa história, mas a história dos nossos que faz parte da nossa.

Obrigada a todos que enviaram energias positivas e que foram no meu pedido de "fingers crossed". Valeu bem a pena (e que me volte a inspiração para este cantinho que tenho andado afastada).

Graç'à Deus está tudo bem. ☆ 

15
Mai19

Família ♡

Maria

Tenho um amor maior pela minha. Amo-os.

Com todas as qualidades e defeitos. Somos humanos. Somos tão diferentes com tantas características iguais. Somos muito coração. Somos humildes. Sempre tivemos muitos obstáculos, a vida nunca foi fácil e todos os dias lutamos por nós. Sorrimos muito, mas já conhecemos o verdadeiro sentido das lágrimas de dor. Por tanta coisa. 

Aprendi com eles a ter respeito, a saber dar-me ao respeito. Aprendi a ser honesta. Trabalhadora. Aprendi a ser melhor para os outros e a poder sempre ajudar. Aprendi que somos muito mais juntos. Não concordo com todas as decisões mas respeito-as. Assim como respeitam as minhas.

Não consigo lidar ainda com as distâncias. Mas consigo ver pontos positivos e ter esperança. Aprendo todos os dias por os ter perto. São mesmo muito importantes na minha vida. No meu dia-a-dia. Conseguimos ter conversas à mesa. Desabafamos uns com os outros. Levo-os comigo para todos os sítios que posso. Tenho medo. Temos. Mas juntos nem parece.

A família é o bem mais precioso que podemos ter. E sei que vão lá estar sempre que puderem, mais que outra pessoa qualquer.

Não é só o sangue que nos corre nas veias. Aprendi que é o amor que sentimos que nos une mais que tudo. A toda a minha família do mesmo sangue e de sangue diferente.

É bom ter familia. Poder contar com ela. E seguir na vida juntos. Em família.

03
Abr19

O manter o foco...

Maria

Março foi esquisito. Tirou-me a vontade de escrever. Mais que isso. De partilhar. Tirou-me muita vontade. Como ao mesmo tempo sinto uma vontade de desabafar tudo e mais alguma coisa. Mas não consigo.

Quando criei o blog o intuito era esse mesmo partilhar para além dos diários que já fazia e das folhas de word que enchia com desabafos e pontos a lembrar. Foi também para aprender a partilhar. Como se a contar a terceiros. A saber falar com outros. Sempre fui reservada. Difícil de desabafar. Difícil de desabar. Mas humana, e por isso mesmo faço tudo numa introspectiva muito minha. 

Houve alturas que o blog ajudou-me imenso. Grupos que se criaram. Pessoas que foram muito ombro. Alturas em que consegui desabafar. Falar e partilhar aquelas dores, os medos, a ansiedade e as opções tomadas. Houve alturas que foi aqui que tudo se resolveu. Comigo mesma, mas fora de mim.

Estou novamente naquela fase que preciso tornar a aprender. A partilhar. A desabafar. Porque isto nem sempre é sorrisos. Mas continuo no lema que os meus sorrisos é que têm que ser partilhados porque as mágoas ninguém tem nada a ver com isso.

Ora, Março foi esquisito. Teve abanões. E trouxe medos. Positividade sempre ali a piscar o olho, mas medos. Que me tiraram vontades. Mas traz esperança. E figas certo?! Boas energias.

Tenho andado a mil. Cansada que não me lembro. Problemas atrás de problemas e preocupações. Muito trabalho, que cansa mas ajuda muito a manter a cabeça ocupada. O que importa é o foco.

E o foco em que tudo vai correr bem ninguém mo tira. É isso.

Abril estamos juntos!

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