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SorrisoIncógnito

Todo o sorriso é apaixonante devido ao incógnito que o ofusca! SORRIR_um estado de espírito...

14
Fev20

Desafio de escrita dos pássaros #2.3

Maria

» Manual para iniciar relacionamentos «

desafio passaros.JPG

Em dia de S. Valentim, o amor vai estar no ar

Há muitos Amo-te e Gosto de Ti

Há muita gente a se declarar

E outros tantos a pensar - o que foi isto que eu senti?

Não rumam todos para o mesmo lado, não estão sempre em sintonia

Uns dias  se for preciso até cantam o fado, com aquele ar de poesia.

Noutros dias poderá  ser tudo muito desfocado, longe de ser uma alegria.

Estes são dias de gastar mais uns trocos

E o tempo de dar um peluche já lá vai

hoje em dia são outros focos

até que um dia a ficha cai.

Não é fácil para quem está solteiro nesse dia só de lamechice

Em qualquer lado são só corações, no restaurante não há lugar

tudo para acabar na traquinice

mas tens que pagar o jantar a dobrar.

Seja por opção ou porque calhou

a todos os que não têm par

vejam bem o que sobrou 

e tentem um Manual para iniciar relacionamentos arranjar.

Não sei se será de fácil leitura,

mas diz que para bom entendedor meia palavra basta,

o que é certo é que têm que estar ambos com a mesma abertura

senão vão andar ali só no arrasta.

Não brinquem com o sentimento

A vida dá voltas e o mundo gira

um dia brincas no outro és brinquedo

vai na volta a gente pira!

Vejam os meus textos  aqui.

07
Fev20

Desafio de escrita dos pássaros #2.2

Maria

» É que isso de médicos, nunca fiando «

desafio passaros.JPG

Numa conversa entre amigos o tema passa pelas viroses típicas da época, pelas constipações e gripes desta vida. E fala-se inevitavelmente no lado dos médicos, dos farmacêuticos e das pessoas - os pacientes/doentes. De como todos lidamos de forma diferente com tudo e com todos, com aquilo que nos dizem e com aquilo que, por vezes queremos ouvir.

A Laura está doente, primeiro passou na farmácia mas não foi lá com uns ben-u-ron nem com xaropes. A coisa agravou-se e foi a dois hospitais no prazo de uma semana. 

- E está melhor?

Nem por isso, passou a noite no hospital e tem uns exames para fazer. Mas entretanto tinha ido a um médico particular.

- A sério? Tanto médico. Mas porque procurou ela outro médico?

Ela diz que o primeiro disse que foi gripe e que o segundo disse a mesma coisa, mas ela continuou sempre a pensar que poderia ser alguma coisa no coração e na verdade, aquelas aflições do coração não passavam e podia ser. É que isso de médicos, nunca fiando. Mas no particular disse a mesma coisa, era gripe, mas já estava ali com qualquer coisa num pulmão.

- E do coração é alguma coisa?

Não. Com o coração estava tudo bem, todos disseram o mesmo com os exames que ela fez. Aquilo eram ataques de ansiedade só.

- Então não fez nada ter ido a tanto médico diferente!

Não. Mas saiu-lhe um peso da consciência, podia ser do coração.

- Mas não foram duas opiniões ainda precisou de mais! - estupefacta.

Sabes como é, há pessoas que acham que sabem o que têm e quando vão ao médico e eles não confirmam aquilo que elas acham, elas pensam que quem está enganado são os médicos...

- Estou a ver ... então se o primeiro médico lhe tivesse dito que era algo do coração não procurava mais opiniões.

Provavelmente não.

 - Mesmo que afinal fosse um problema grave num pulmão.

Pois.

...

Vejam os meus textos  aqui.

31
Jan20

Desafio de escrita dos pássaros #2.1

Maria

[Devia ter feito uma reflexão sobre o primeiro desafio dos pássaros e sobre a minha vontade de ir na onda e continuar este desafio, agora numa segunda fase e pôr-me a jeito das loucuras criativas de escrita deste bando, mas não é que, gostei mesmo muito de ter participado no primeiro desafio? Aí vamos nós para a segunda fase]

» Acho que a coisa não vai correr bem. «

desafio passaros.JPG

Mariana andava bastante cansada, sem conseguir aproveitar as noites para dormir. O stress do trabalho estava a dar cabo da boa disposição dela. Andou dias assim no "deixa andar" até que como não passou, decidiu tomar alguma coisa para a ajudar a descansar e a dormir melhor.

Nesse dia logo após tomar a medicação,  ligam-lhe uns amigos para ir lá a casa e ela nem se lembrou que já tinha tomado aquilo. Quando chegou a casa dos amigos e se sentou no sofá começou a ficar com uma moleza extrema e aí sim, lembrou-se que tinha tomado um comprimido e pensou "acho que a coisa não vai correr bem" !

Mas não quis dar a parte fraca. Então não contou a ninguém.  Mas cada vez estava a ficar mais difícil conseguir manter os olhos abertos. 

Na TV, assistiam a um filme mas estava a ser os cabos dos trabalhos acompanhar.

Até que aquilo que eu não queria mesmo que acontecesse aconteceu. Os olhos começaram a fechar, primeiro ao dar conta ainda tentou arregala-los o mais que podia até que, começaram a fechar tão lentamente, que todas as tentativas de os manter abertos se tornaram infrutíferas para seu desespero. E ali estava ela, no sofá em casa de amigos aterrada no sofá. 

Até que alguém repara e Mariana acorda com as gargalhadas a gozarem com a cara dela. E ela consegue abrir uma linha dos olhos mas não tem forças o suficiente para acordar para a vida e se levantar.

O filme a assistir ali já era outro. E tudo se concentrou na tentativa de acordar Mariana e fazer com que ela se conseguisse levantar e ir à sua vidinha. Até que lá conseguiram despertá-la e ela, entre gargalhadas logo disse, "bem me pareceu que a coisa não ia correr bem"!

(eu não sei quem é a Mariana, mas tive a sensação de déjà vu)

 Vejam os meus textos do primeiro desafio aqui.

10
Jan20

Desafio de escrita dos pássaros #17

Maria

» Luz e sombra « [o último tema do desafio]

desafio passaros.JPG

 

A vida é uma constante aprendizagem. Cheia de fases boas e menos boas. Mas sempre de aprendizagem. É preciso saber tirar o proveito de cada dia. Saber agarrar as oportunidades. Ter a capacidade de decidir por nós e aprender com os erros. Mais que isso, ter foco mesmo depois de levar com as consequências desses erros. É fácil julgar os outros e mais que isso, é fácil acreditar no que os nossos olhos vêem dos outros. Mas cada um tem a sua história e nós nunca sabemos a verdade do que vai dentro da história de cada um.

Deixar-nos levar pelas aparências é a maneira mais fácil de nos iludir. Para o bem ou para o mal.

Devemos ser pessoas melhores todos os dias. Agradecer mais do que pedir. Dar valor ao que realmente é de valor. Respeitar o próximo e acima de tudo, respeitar a nós próprios. Ser positivos e tentar alcançar boas energias. Passar essas mesmas boas energias para que à nossa volta seja sempre um ambiente tranquilo.

De que adianta quando estamos tristes, passar só essa tristeza? O Mundo até pode chorar contigo, mas só vai gerar mais tristeza. Devemos sim canalizar o nosso melhor sorriso para que nos ajudem a sorrir ainda mais. Há dias de Luz. Há dias de sombra. A Luz e Sombra andam sempre de mãos dadas. Não há que ter medo da sombra, porque onde há sombra, em algum lugar próximo brilha a luz. Se hoje não sentes, amanhã sentirás. Se hoje sentes que estás mais na sombra, no escuro, numa fase má, é ter fé e acreditar num amanhã melhor. Num amanhã do outro lado da sombra, naquela luz ao fundo do túnel que nem sempre conseguimos ver quando estamos na sombra mas que, com persistência percebemos que ela está lá. 

A vida é essa aprendizagem.

[Adorei fazer parte deste desafio. Adorei o desafio e superou as minhas expectativas que desde o início paniquei a pensar que não ia conseguir. Obrigada por me fazerem acreditar, por todas as palavras de incentivo que fui recebendo e por todas as visitas]

 Vejam outros textos meus para este desafio aqui.

03
Jan20

Desafio de escrita dos pássaros #16

Maria

» Sobre a vida adulta: Ainda não entendi o que é para fazer. «

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Continua a ser inevitável questionar-me - é pá já passei dos trinta há uns anos e há pelo menos duas décadas ao olhar para alguém da minha idade, além de colar logo o rótulo de trintona acrescentava o "já foste".  Porque temos ideias meias concebidas talvez da educação que se teve, das fases que se foi vivendo e da questão social que nos faz ter quase prazos para tudo e mais alguma coisa. Sendo-se rigorosos com o termo "idade". E então lá prós trintas e tal a ideia de gente é  estar mulher casadoira, com filhos, casa própria, família organizada, trabalho que te dê boa estabilidade, caminhos perfeitamente estabelecidos e tretas e mais tretas. Isto porque, quando cá chegas e a vida deu lá uma reviravolta e tu nem sabes se agora está no lado certo, mas tens a noção que estás fora dos "parâmetros" e nem por isso te sentes mal (?!) Com isso, mas socialmente já foste mesmo. É  inevitável não pensares se tivesse sido diferente, se tivesses tomado outras opções se tivesses seguido outros caminhos... É inevitável...

Daqui a uns dias será o meu aniversário e sobre esta vida adulta [muitas vezes penso] ainda não entendi o que é para fazer!

Não sei se siga caminhos pré-concebidos e me sinta uma falhada por as coisas terem saído diferentes da perspectiva, se siga o que é e o que tem de ser e sou feliz à minha maneira.

Isto de ser adulta não é fácil e dizê-lo está longe de ser um clichê.

Falhei muito. Tomei más decisões.  Errei e pasmem-se vou continuar a fazê-lo, porque na verdade se soubesse de antemão o que está certo, saberia lá eu o que é viver. No entanto entendi que o correcto é seguir o que Eu acho que devo seguir, mesmo que isso me leve a tropeçar várias vezes e a ficar com a marca dos joelhos esfolados. Mas quem garante que se tivesse feito diferente,  seria melhor?

Não tenho o mesmo corpo, ganho mais rugas a cada dia, flacidez, marcas, celulite e quilos! Mas a essência do coração está lá e uma coisa eu sei, se o seguir, estou no bom caminho. Tenho mesmo que entender o quê?!

 Vejam outros textos meus para este desafio aqui.

20
Dez19

Desafio de escrita dos pássaros #15

Maria

» O Pai Natal decidiu reformar-se e as entrevistas começam esta semana. Descreve uma dessas entrevistas na perspectiva do recrutador de recursos humanos: A Rena Rudolfo. «

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Rudolfo era uma rena, com um nariz encarnado

e vivia nesta altura, um dilema atribulado.

O Pai Natal está velhote, diz que se vai reformar.

E todas as outras renas, não sabem pra onde se virar.

Mas numa dessas noites o Pai Natal veio esclarecer

Rudolfo, confio em ti, vais ter que ser tu a escolher.

E assim foi logo naquela noite o Rudolfo a comandar

uma série de entrevistas, para um novo Pai Natal arranjar.

A tarefa não era fácil, mas Rudolfo ia se empenhar

queria arranjar alguém capaz e que todos fossem gostar.

À entrevista chegaram muitos barbas, mas nem todos tinham jeito pras crianças,

Uns diziam que não desciam chaminés, outros que estavam mal das panças.

O Rudolfo apreendido, pensava que não ia encontrar,

alguém à altura, do Pai Natal que se vai reformar.

Até que numa noite, depois de muito trabalho,

Surge alguém que disse, tu de mim vais gostar.

Estou pelo desemprego, mas não parei de trabalhar,

tentei sempre algo fazer e muita gente ajudar

deixei crescer mais a barba até que o meu neto disse 

Avô, pareces o Pai Natal e as crianças vão te adorar.

Foi então que decidi, anúncios de Pai Natal encontrar, 

Mesmo depois da carta de trenó ter que ir tirar.

Rudolfo muito encantado, ficou logo a sorrir,

e o seu nariz encarnado feliz por ele se decidir.

[adaptado à música A Rena de Nariz encarnado, Rudolfo]

 Vejam outros textos meus para este desafio aqui.

06
Dez19

Desafio de escrita dos pássaros #13

Maria

» Reescreve o final dum filme «

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Quando Ana revela em tribunal que só estava a fazer aquilo porque Kate lhe tinha pedido para a deixar ir porque estava pronta para morrer, toda a gente ficou em choque. Mas Ana queria fazer isso mesmo.

Assim que chegou a casa e foi ter com Kate que estava descansando, disse-lhe que estava tudo a correr como planeado. Kate estava enjoada com um novo medicamento mas na verdade estava a sentir-se melhor.

No dia seguinte, quando Kate realizou uns últimos exames no hospital o médico viu resultados incríveis que estavam a ser fruto do novo tratamento ainda experimental.

Assim que ficaram sozinhas no quarta, Ana perguntou a Kate se queria mesmo que ela desistisse ou se ainda acreditava que podia não ser a hora certa e ela não estar preparada para partir.

 Kate confessou que as palavras do doutor a deixaram sensível e esperançosa.

Kate conseguiu chegar ao dia da operação e a mesma correu bem.

Enquanto esperavam Kate acordar, Ana falava com o advogado, Campbell e este perguntava-lhe se Ana queria mesmo continuar com o processo contra os pais, ao que Ana respondeu que sim.

- Quero muito fazer com que a Kate possa ser feliz e viver mais, mas quero muito também ser eu a decidir o que fazer com o meu corpo - respondeu Ana.

Assim que Kate acordou, a família estava toda reunida na sala e Sara a Mãe pediu-lhe desculpa por nunca ter visto os sinais de que ela queria partir porque estava pronta, mas sempre acreditou num milagre e porque não está preparada para ver uma filha partir! Pediu também desculpa a Ana, por a ter usado para salvar a irmã, mas que sabia que um dia Ana ia dar ainda mais valor a isso.

Passaram-se uns dias desde a operação de Kate.

Já em casa com alta e a recuperar, Kate agradecia a Ana por a ter salvo e por, mesmo quando deixou de acreditar Ana estar sempre do lado dela.

A campainha tocou e era o advogado de Ana.

Ana tenho uma notícia para lhe dar, ganhamos essa batalha, agora és uma menina emancipada e és tu quem decide o que fazer com o teu corpo.

Senhor Campbell, a batalha já estava ganha com a esperança que a minha irmã ganhou com este novo tratamento que está em fase de teste mas que eu acredito que a vai salvar.

Novo final do filme "My Sister's Keeper".

 Vejam outros textos meus para este desafio aqui.

08
Nov19

Desafio de escrita dos pássaros #9

Maria

» Acordaste nu, sem te recordar de nada, numa ilha deserta «

desafio passaros.JPG

 

Eu bem disse que não devia experimentar coisas que fazem rir - pensei, tentando fechar os olhos só naquela de estar a viajar na minha loucura, mas abrindo novamente os olhos ali estava eu, perdida no meio do nada, deitada naquela areia branca fina mesmo em frente aquele mar a perder de vista. Olhei para um lado, olhei para o outro e nada. Ninguém. Nem um bichinho que seja. Tornei a deitar-me sobre a areia e fechei novamente os olhos e comecei as minhas preces:

- Oh Deus isto é só um sonho menos bom e eu prometo que se o fiz não voltarei a fazê-lo. Bem me avisaram para eu não me meter nestas cenas e eu certezinha depois de uns copos fumei um charro - Abro um olho e nada. Nada mudou.

Isto dava um grande filme: Marias há muitas, menos numa ilha deserta! - pensei.

Como é que eu aqui vim parar? Aquela pergunta que atormentava o pensamento até eu olhar mais para mim do que para a minha volta e sentir um fresquinho no pipi assim que reparei que estava sem um qualquer trapo que seja a tapar-me o corpo. Nada. Nua mesmo. E longe de ser como vim ao mundo!

Pensa melhor Maria, isto foi só um desejo que já pediste em dias menos bons de que alguém te levasse para uma ilha deserta só para não aturares tantos tótós. Mas... o génio da lâmpada nem existe!

Levantei-me e comecei a andar em direcção à natureza, procurava respostas.

- Está ai alguém? - gritei eu para o meio do nada. Nem um pio que seja. Nem uma cobrazinha para me afugentar de volta. Nada. Sigo caminho. Até que quase a chegar a umas quedas de água me apercebi que ali estava um ele, alguém cuja vida também tirou tudo o que seja trapo e eu prestes a acordá-lo em busca de respostas ouvi um barulho vindo do lado onde tinha acordado e corri, corri muito para ver o que me parecia ser um barco em alto mar. Chegada à beira mar gritei, saltei o mais alto que pude, fiz gestos impróprios para quem está liberto de roupas e nem sinal do barco dar conta até que no desespero lanço-me à água, nado, nado e vejo uma barbatana. É um tubarão e nem tempo tenho até que só me lembro dele abrir a boca e...

Vejam outros textos meus para este desafio aqui.

01
Nov19

Desafio de escrita dos pássaros #8

Maria

» Escreve uma carta para a criança que foste «

desafio passaros.JPG

 

Maria,

Permite que te chame assim.

Esse teu gosto pela comida só vai apurar com o passar dos anos. E esse constrangimento de toda a criança gostar de leite e tu não o suportares também te vai passar. Vão querer derrubar-te por seres muito amiga de outros assim como quando te empurraram abaixo do muro da escola por ciumes, mas tu vais levantar-te a cada tombo e vais seguir com a tua vidinha só porque não papas grupos e tens uma vontade própria afinada.

Continua com essa força e vontade de querer levar a tua adiante. Continua a chorar no lugar certo e a perceber que as tuas dores ninguém tas vai tirar por tu as levares em estandarte. Mas acredita que às vezes podes desabafar com os outros para as diminuir. Percebes o que te digo? Acredita sempre nos teus e eles vão lá estar sempre que precisares. Sempre.

Quando te dizem que pareces uma tolinha por estar sempre a rir, ri. Ri muito. Sorri ainda mais. E partilha essas tuas gargalhadas. 

Joga muito futebol. Aproveita esse teu gosto e não te importes que as meninas gostem mais de brincar com bonecas.

Ama a tua família e aproveita todos os momentos juntos. Nem sempre será assim. E no final é daí que te vão sair os valores. Aqueles maiores. Sentidos. E necessários para enfrentares o mundo.

Confia em ti. E gosta muito de ti. Mesmo quando te chamam Olívia Palito, Pau de virar tripas, Coelha, Maria Rapaz... Aprende a gostar de ti.

Cuida das tuas amizades, algumas ficarão para a vida.

Tenta aprender a lidar com esse nervozinho que te caracteriza. Vais ter uma vida para viver com ele.

Diverte-te. E aproveita muito. Ouve a avó quando te aperta a mão e diz "tem juízo rapariga e sê feliz".

Vê mesmo se tens mais juízo nas tuas aventuras,  só para não ficares pendurada nos portões ou presa nas silvas, ou para não andares sempre aos tombos e ficares toda esmurrada nos joelhos! Quando fores maior vais gostar de andar de saia e os teus joelhos vão ter marcas dessas traquinices.

Um dia vais gostar que te chamem pelo primeiro nome. Por razões óbvias ou porque vais deixar de escrever em diários e escrever noutro lado qualquer que não te roube as asas e te impeça de voar.  Nas palavras.

 Vejam outros textos meus para este desafio aqui.

25
Out19

Desafio de escrita dos pássaros #7

Maria

» A Constança precisa duma mascara capilar mas o teu patrão só quer que vendas compotas de abobora com amêndoa. Convence-a  a escolher a compota para usar «

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Olá bom dia, posso ajudar?

-Sim. Eu vinha comprar uma mascara capilar. Vi na vossa página que estão em promoção. E agora a entrar na loja vejo que têm muito stock e eu a pensar que por estar em promoção já não havia nada.

- Mas já usou? - Pergunto-lhe já fazer uma cara de que não vem aí coisa boa...

- Não. Por acaso não. Mas estou a precisar e como vi a promoção...

- Pois - interrompo-a eu para a dissuadir logo da sua escolha - por isso se calhar não percebe porque ainda há muito em stock!

- mas... não é boa é?!

- Olhe não lhe vou dizer que não, mas também já que pergunta dou-lhe a minha opinião. Temos ali um produto que faz maravilhas à base do caseiro, se é que me faço entender...

 - uma mascara caseira?

- sim, do género. É uma compota de abóbora com amêndoa e aquilo faz maravilhas. Deixa o cabelo nutrido e sedoso.

- mas aquilo vai ficar tudo empastado e o cheiro não ficará esquisito?

- Nada disso. Deixa actuar uns cinco minutos e depois é passar por água abundante. O cheiro pode não ser o melhor do mundo mas se quer nutrir o cabelo aconselho. Mas se quiser levar outra...

- Não sei... - Constança ainda não está muito convencida.

Outra minha colega de loja está ao telefone vira-se e diz - Oh Maria guarda aí duas compotas de abóbora para a Nelinha que ela passa cá a buscar.

- Vê, usou e deve ter gostado.

- Então vou levar para experimentar... diz a Constança - paga e vai embora.

...

Ouve lá, quem é a Nelinha que quer levar duas compotas? Pergunto eu.

Sei lá - diz a minha colega - vi é que estavas a precisar de uma ajudinha para a miúda se decidir a levar a compota e lembrei-me dessa!

Vejam outros textos meus para este desafio aqui.

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