Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

SorrisoIncógnito

Todo o sorriso é apaixonante devido ao incógnito que o ofusca! SORRIR_um estado de espírito...

22
Nov19

Desafio de escrita dos pássaros #11

Maria

» Um dia na tua família… do ponto de vista do teu animal de estimação «

REX.jpg

 

Tenho cerca de catorze anos e estou aqui desde os primeiros meses. Cheguei amedrontado mas eles conseguiram fazer com que me senti-se em casa, tivesse amor e fosse bem tratado. Brincam muito comigo e ensinaram-me a ser um deles. Quando posso fujo e gosto muito de andar a jogar à "caçadinha" no meio da rua, eles ficam fulos e eu corro muito, mas depois mansinho lá me vou sentar no início da escadaria. Eles resmungam mas passa-lhes rápido.

O pai da Maria senta-se muitas vezes aqui à minha beira a falar comigo e sinto que fala comigo como fala com os outros. Com as pessoas.  A mãe resmunga mais mas não me pode ver a fugir que fica aflita. E agora que estou mais velhote e adoentado anda sempre aqui a rondar como se a perguntar se estou bem. Eu aviso-a sempre que chega alguém para que ela saiba com o que contar. Chegaram a comprar-me brinquedos mas nunca fui muito de brincar com coisas, gosto mais de estar aqui à beira deles sentado a ouvir. Em mais novo fiz os meus estragos, mas agora "tudo tranquilo".

A Maria é minha amiga. Fala muito comigo, sentados os dois na varanda a ver a paisagem. Ao fim-de-semana vem tomar o café da manhã para as escadas cá fora para falar mais. Não gosto que ninguém estacione o carro no lugar do dela e faço um cagaçal quando assim acontece. Sempre que sai para trabalhar dá os bons dias e assim que chega cumprimenta. Só resmunga mais comigo quando está chuva ou frio e eu não vou para a casota que o Pai até alcatifou para ficar mais quentinha. Todos temos a sua panca, certo?

Estou velhote e sei que não durarei muito mais. Hoje a Maria desceu as escadas com uma mala e eu, que tenho andado cansado, levantei-me e fiz-lhe a festa do costume. Meio aflito porque queria ir com ela, mas ela antes de sair do portão com a mala disse-me que ia à Madeira passar uns dias e sossegou-me. Eu olhei para ela com olhos de saudade porque não sei se a tornarei a ver, e ela fez-me muitas festas na cara e disse para me portar bem e aguentar firme como sempre. Fiquei sentado nas escadas e ela foi. Até um dia!

[O Rex partiu a 2/05/2017 dois dias depois de eu chegar à Madeira]

 Vejam outros textos meus para este desafio aqui.

13
Set16

Plágio

Maria

Nunca vou perceber porque partilham as frases ou textos de outros sem umas aspas. Nunca vou conseguir perceber porque partilham as frases de outros sem fazer referência. Não percebo porque partilham uma frase, um poema, um texto de (por exemplo) Bob Marley entre aspas e no fim com a devida referência mas uma frase/texto meu, não.

Não percebo porque partilham as palavras de outros como sendo deles.

img1.jpg

Pronto é coiso. É isto.

17
Mar16

Prazer, Eu!

Maria

Aquelas quantas vezes escreves um comentário e em vez do enter no final, apagas tudo?

Aquelas vezes que começas um post escreves, escreves e se não apagas vai para rascunho?

Aquelas vezes que pegas no telemóvel para mandar aquela sms mas no final, não há sms nenhuma enviada?

Aquelas vezes que escreveste e enviaste, mas quando lês logo de seguida escreverias totalmente diferente?

Aquelas vezes em que ... (nada para dizer do tanto que se tem)?

Oh pá...

11
Mar16

O amor é um lugar estranho.

Maria

o amor é um lugar estranho.jpg

Houve um dia em que eu acreditei. Ou muitos. Perdi-lhes a conta.

Ensinaram-me que o amor é aquele bem maior quando olhas para alguém. Aquele apertozinho no peito que te deixa sem jeito aquele sorriso que não disfarças, aquele querer mais todos os dias e nem saber disfarçar.

Eu acreditei, tempos e tempos que o nosso amor era assim. Fizeste-me acreditar. E a partir do momento que acreditei não houve nem um momento que ousei duvidar. Acreditei que tudo era possível, mesmo depois de já não ser. Mesmo depois de caminhos diferentes, de novos rumos. Acreditei que aquele passo atrás era diferente. E foi. Fez-me ver com nitidez e procurar desculpas para não dar lugar a arrependimentos. Jamais daquilo que fiz. Há sempre um dia em que acredito. Ou muitos. Que a vida é a nossa vida e que esta história está sempre a ser escrita a lápis.

Mas ensinaram-me, também, que quando o orgulho dá o ar da sua graça de graça nada tem.

Ensinaram-me que o Amor... ai o Amor é aquela força que mais força nos dá, mais alegria, mais vontade de viver, mais vontade de fazer e acreditar no que se faz. Mas pode ser o amor a força que mais força nos tira. Ensinaram-me. Momentos há que o que nos ensinam a nossa esperteza nada quer saber. Depois constata-se que afinal ainda há quem nos ensine verdades.

Há dias que continuo a acreditar, muitos até. Que amores maiores são aqueles que... coiso. Sem explicação, mas que se sentem. Oh se sentem. E eu acreditei que houve dias que eu senti. Amor. Daquele que me ensinaram. Daquele que cria raízes, dá-nos vida e abalroa-nos a alma.

Vale a pena não acreditar?

[ ♥ ]

14
Fev16

O Amor é um lugar estranho.

Maria

insta.jpg

 

Eu quero falar de Amor.

Não deste estampado em boxers aos corações e em lingeries sexys. Não deste em jantares certinhos perdidos no meio de tantos outros igualmente programados. Não deste que é muito hoje. Tudo hoje e pouco amanhã. Não.

Quero falar de Amor mas deste que nos abalroou algures por aí. Que nos tirou os sentidos dando um sentido. Deste que nos corre nas veias e faz o coração palpitar a cada segundo. Quero falar de Amor. Deste que nos transborda a alma. Que nos rouba o corpo. Deste que nos faz sentir como se tudo fosse a primeira vez. Mágico. Surpreendente. Falar de Amor… deste que nos faz ser mais, que nos soma, que nos acrescenta. Deste que nos faz ganhar um brilhozinho nos olhos, uma cor no rosto e um aperto no peito. Deste que negamos mas que sentimos. Deste que nos leva para a frente como se deixássemos de conseguir guiar os nossos próprios passos. Queria tanto falar de Amor. Deste que nos consome as horas e nos faz perder no tempo. Deste que faz com que não tenhamos idade para as loucuras por amor. Deste que nos faz sorrir dia sim, dia sim. Deste que nos faz querer ter força para ultrapassar tudo. Quero falar de Amor... Deste que primeiro negamos, fingimos não sentir e depois admitimos que nem queremos acreditar mas está lá. Deste de pôr a mão no rosto e ficar a ouvir embevecida quem amamos. Deste que nos faz ficar com um sorriso parvo que todos notam menos nós. Queria tanto falar de Amor. Deste de um Eu e um Tu e um Nós. Deste de palavras partilhadas. Deste que nos faz querer sair por aí de mão dada e de olhares cúmplices. De carinhos tão nossos e de lamechices que jurávamos não ter.

Deste Amor que nos faz aprender todos os dias como a vida é - também - isto!

Mesmo que ao nosso lado não esteja um amor, podemos falar de Amor?

[ ♥ ]

Partilhado em primeira mão no Ansiedades.

19
Mai15

- E daí? Eu adoro voar!

Maria

WP_003916.jpg

 

"Já escondi um AMOR com medo de perdê-lo, já perdi um AMOR por escondê-lo. 
Já segurei nas mãos de alguém por medo, já tive tanto medo, ao ponto de nem sentir minhas mãos. 
Já expulsei pessoas que amava de minha vida, já me arrependi por isso. 
Já passei noites chorando até pegar no sono, já fui dormir tão feliz, ao ponto de nem conseguir fechar os olhos.
Já acreditei em amores perfeitos, já descobri que eles não existem.
Já amei pessoas que me decepcionaram, já decepcionei pessoas que me amaram.
Já passei horas na frente do espelho tentando descobrir quem sou, já tive tanta certeza de mim, ao ponto de querer sumir.
Já menti e me arrependi depois, já falei a verdade e também me arrependi.
Já fingi não dar importância às pessoas que amava, para mais tarde chorar quieta em meu canto.
Já sorri chorando lágrimas de tristeza, já chorei de tanto rir.
Já acreditei em pessoas que não valiam a pena, já deixei de acreditar nas que realmente valiam.
Já tive crises de riso quando não podia.
Já quebrei pratos, copos e vasos, de raiva.
Já senti muita falta de alguém, mas nunca lhe disse.
Já gritei quando deveria calar, já calei quando deveria gritar.
Muitas vezes deixei de falar o que penso para agradar uns, outras vezes falei o que não pensava para magoar outros.
Já fingi ser o que não sou para agradar uns, já fingi ser o que não sou para desagradar outros.
Já contei piadas e mais piadas sem graça, apenas para ver um amigo feliz.
Já inventei histórias com final feliz para dar esperança a quem precisava.
Já sonhei demais, ao ponto de confundir com a realidade... Já tive medo do escuro, hoje no escuro "me acho, me agacho, fico ali".
Já cai inúmeras vezes achando que não iria me reerguer, já me reergui inúmeras vezes achando que não cairia mais.
Já liguei para quem não queria apenas para não ligar para quem realmente queria.
Já corri atrás de um carro, por ele levar embora, quem eu amava.
Já chamei pela mamãe no meio da noite fugindo de um pesadelo. Mas ela não apareceu e foi um pesadelo maior ainda.
Já chamei pessoas próximas de "amigo" e descobri que não eram... Algumas pessoas nunca precisei chamar de nada e sempre foram e serão especiais para mim.
Não me dêem fórmulas certas, porque eu não espero acertar sempre.
Não me mostre o que esperam de mim, porque vou seguir meu coração!
Não me façam ser o que não sou, não me convidem a ser igual, porque sinceramente sou diferente!
Não sei amar pela metade, não sei viver de mentiras, não sei voar com os pés no chão.
Sou sempre eu mesma, mas com certeza não serei a mesma para SEMPRE! 
Gosto dos venenos mais lentos, das bebidas mais amargas, das drogas mais poderosas, das ideias mais insanas, dos pensamentos mais complexos, dos sentimentos mais fortes.
Tenho um apetite voraz e os delírios mais loucos. 
Você pode até me empurrar de um penhasco q eu vou dizer: 
- E daí? EU ADORO VOAR! "

 

Este texto está nos meus favoritos há muito - daqui.

13
Mai15

Um minuto de silêncio, Sorriso Maria!

Maria

Diz que a partir de hoje faço parte dessa lista de portugueses que escrevem mal o português. Mas refiro-me a todos aqueles por quem já pedi um minuto de silêncio. Por aqueles que escrevem “voçes”, “nesseçario”, “benefiçio”, trocam o “há” pelo “á” e coisas que tais, tal como diz o Vasquinho e os D.A.M.A e muito bem (atentem no vídeo):

 

 

Entenda-se que os erros por quem pedia um minuto de silêncio são erros básicos que se aprenderam na escola todo o sempre, estes novos que passarei a dar são de um agora que não foi como aprendi na escola (quota pá!).

Diz que a partir de hoje a faixa ali em cima do blog deixa de fazer sentido “Este blogue não adopta o Acordo Ortográfico” porque a partir de hoje passa a ser obrigatório o uso do mesmo.

Tiram-se acentos, outros ficam. Evaporam-se letras que se liam ou que eram “mudas”. Com ou sem hífen. Etc, etc...

Valha-me o amor da santa, que já estou aqui às voltas e a minha avó no túmulo (certezinha) também, que a partir de hoje vou ser pessoa para dar muitos mais erros que aqueles que já dou. Dúvidas então, nem se fala. É que até agora não adoptei e nem estava a fazer intenções de. Mas agora que me apontam uma arma à cabeça e para que não me esquartejem em praça pública terei mesmo que ceder?

E tu dominas a cena?

10
Mai15

O amor é um lugar estranho. Mas eu queria tanto falar de amor, posso?

Maria

Queria tanto falar de amor. Não deste que enche, mas deste que nos transborda. Deste que nos soma. Que nos dá. Falar de amor...Deste que nos arrebata o peito, que nos faz sorrir sem perceber e ficar com cara de parvos só para os outros. Queria falar de amor. Deste que primeiro todos negam, todos fingem que não existe, todos não querem nem pensar. Deste que nos leva, nos dá a mão e sem jeito nós vamos. Queria tanto falar de amor. Deste olhar pela janela tão bonito, desta paz que nos traz, deste brilhozinho que fica tão bem no nosso olhar. De um amor que nos enaltece. Nos confia o ser, o querer, o ter coragem. É tão bom falar de amor. E sorrir ao falar só porque sim. Deste amor que nos faz suar as pontas dos dedos e nos faz desatinar o sentido das pernas. Destas cucas que se ganham que jurávamos não ter. Deste amor que nos traz vida. Deste amor que dá forças. Deste que nos deixa sem jeito. Envergonhados sem o sermos. Destas brincadeiras tão inocentes de "joguinhos" tão nossos. Queria tanto falar de Amor. Deste de palavras partilhadas e de mensagens trocadas. Deste que nos faz querer sair. Para onde? Não sei. Por aí... Deste Amor que nos faz aprender todos os dias como a vida é - também - isto!

Mesmo que ao nosso lado não esteja um amor, podemos falar de amor?

[ ♥ ]

Sobre mim

foto do autor

Espreitem Como eu Blog

Expressões à moda das “tripas” do Porto!

Sigam-me

<>

INSTAGRAM

<>

<>

Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

Sorriso desde 11/02/09

<>

<>

Twita-me

<>

<>

Pesquisar

Arquivo

    1. 2019
    2. J
    3. F
    4. M
    5. A
    6. M
    7. J
    8. J
    9. A
    10. S
    11. O
    12. N
    13. D
    1. 2018
    2. J
    3. F
    4. M
    5. A
    6. M
    7. J
    8. J
    9. A
    10. S
    11. O
    12. N
    13. D
    1. 2017
    2. J
    3. F
    4. M
    5. A
    6. M
    7. J
    8. J
    9. A
    10. S
    11. O
    12. N
    13. D
    1. 2016
    2. J
    3. F
    4. M
    5. A
    6. M
    7. J
    8. J
    9. A
    10. S
    11. O
    12. N
    13. D
    1. 2015
    2. J
    3. F
    4. M
    5. A
    6. M
    7. J
    8. J
    9. A
    10. S
    11. O
    12. N
    13. D
    1. 2014
    2. J
    3. F
    4. M
    5. A
    6. M
    7. J
    8. J
    9. A
    10. S
    11. O
    12. N
    13. D
    1. 2013
    2. J
    3. F
    4. M
    5. A
    6. M
    7. J
    8. J
    9. A
    10. S
    11. O
    12. N
    13. D
    1. 2012
    2. J
    3. F
    4. M
    5. A
    6. M
    7. J
    8. J
    9. A
    10. S
    11. O
    12. N
    13. D
    1. 2011
    2. J
    3. F
    4. M
    5. A
    6. M
    7. J
    8. J
    9. A
    10. S
    11. O
    12. N
    13. D
    1. 2010
    2. J
    3. F
    4. M
    5. A
    6. M
    7. J
    8. J
    9. A
    10. S
    11. O
    12. N
    13. D
    1. 2009
    2. J
    3. F
    4. M
    5. A
    6. M
    7. J
    8. J
    9. A
    10. S
    11. O
    12. N
    13. D