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SorrisoIncógnito

Todo o sorriso é apaixonante devido ao incógnito que o ofusca! SORRIR_um estado de espírito...

27
Jun19

Matilde, uma bebé especial

Maria

 

"Olá,

Eu sou a Matilde tenho 2 meses e sou uma bebé especial, tenho um mano o Rodrigo que tem 18 meses e uma mana crescida a Thaís que já tem 11 anos!
Com 1 mês e 2 semanas, foi-me diagnosticada uma doença rara Atrofia Muscular Espinhal - AME Tipo I, a forma mais grave da doença."
 
É assim apresentada na sua página de facebook, a Matilde que precisa o mais urgente possível de um tratamento que existe apenas nos EUA já aprovado mas cujo medicamento ascende ao absurdo valor de dois milhões de euros. É só o medicamento mais caro do mundo, mas com ele podem deixar de ter o destino traçado.
A Matilde é a prova de que as aparências enganam. Aos nossos olhos, uma menina tão bonita, tão expressiva, de olho arregalado tem uma doença muito grave com um destino traçado se não nos juntarmos com o que pudermos. Dois meses de vida caramba!
Já pensaram se todos conseguíssemos dar 1€ que seja? Que tantas vezes desperdiçamos em chicletes, rebuçados, ou naquele doce que corremos a fazer exercício para ele desaparecer do nosso corpo? E é aqui que me torço toda quando me lembro que há arrumadores por exemplo com tão bom corpo para trabalhar e nós lhes damos dinheiro e viramos a cara sem doar um euro que seja a casos como os da Matilde.
O que conseguirem contribuam e passem a palavra. Hoje é a Matilde, amanhã poderá ser por um de nós.
Eu acabei de contribuir com aquilo que posso. O IBAN está acima na imagem e na página dela. E vocês?
Passem a palavra!
Muita Força 
10
Out18

A saúde deste País

Maria

As greves as greves...

Sinceramente eu nem sou muito de comentar as greves que se fazem neste país, mas quando toca à saúde a coisa custa-me.

Custa-me na parte de toda a gente é livre de fazer greve e os funcionários públicos fazem-nas.

Mas depois conhecer alguém com cancro que tinha operação já algum tempo marcada para amanhã e que lhe ligam a avisar que devido à greve dos enfermeiros não pode ser operada e depois marcam novamente operação é inexplicável.

«Se calhar estão à espera que uma pessoa morra para ser chamada para ser operada.»

Encolho os ombros mas... se calhar... e isto é tão triste.

30
Set18

Um murro no estômago!

Maria

Há lugares que eu acho que todos devíamos visitar na vida. Uma vez que fosse.

E partilhar.

Não é para sentir pena das pessoas. É para quando muito, sentir pena de nós próprios quando nos queixamos de merdas insignificantes. Mas sim para dar valor. Para nos fazer sensíveis ao próximo.  Para ter um "cara a cara" com realidades tão diferentes. E com um amanhã do qual não sabemos o que esperar.

 

Estive esta tarde numa conversa com um senhor de 88 anos que não conheço de lado nenhum. Desabafava. Comovido. A mulher tem um cancro galopante. Apareceu há cerca de três meses e está a sentir-se muito sozinho. Ainda há pouco passeavam pelo Alentejo.. De lágrimas nos olhos contava. "Às vezes conhece-me outras vezes não, isto é triste"... "Queria que fosse eu e não ela" dizia-me. Enquanto ela nos olhava. "Leva-me a passear. Até já" disse ela.

Tudo naquele quarto quente, mas frio. 

Caraças, aqueles murros no estômago. Isto é amor. E a vida devia ser de amor.
E esta minha mania de dizer que não gosto de domingos. Hoje é domingo. Que bom 

[Isto aconteceu hoje, numa unidade de cuidados  continuados.]

28
Ago18

Maria, como tratas o herpes labial?

Maria

Embebedo-o.

Isso mesmo. 

Eu tenho mestrado em herpes labial. Acreditem. Não precisei de tirar nenhum curso, mas não há nada como a experiência e bem neste caso, a coisa comprova-se. Volta e meia ando com herpes. Volta e meia o anti-vírus resolve querer fazer efeito e passo um ano sem ter. Mas quando aparece já experimentei tudo e mais alguma coisa. Tão só por isso deixo a minha dica a quem sofre do mesmo.

Bagaço.  Isso mesmo. Embebedo-o com bagaço. Aquilo arde. Queima. E pronto. Não passa dali nem aumenta e rapidamente começa a secar.

Um pouco de Aloe Vera de seguida para ajudar a pele a recuperar.

07
Jan18

Pedir desejos a passas

Maria

Este ano até passei a passagem de ano em casa. Por acaso até tinha passas. E até por acaso foi das primeiras vezes que me lembrei da ideia de fazer tudo direitinho. Subir para uma cadeira à meia noite e comer doze passas pedindo desejos. 

Fiz tudo direitinho, pensei. E pedi saúde. Saúde. 

Eis que se a despedida do ano foi dentro de uma constipação/gripe, mesmo sabendo eu que não sou de simples constipações, o início do ano, estando eu a auto medicar-me com o normal entre um ilvico e um bruffen, não melhorou muito...

Voltei ao trabalho mesmo que a vontade fosse de ficar ali só mesmo no quentinho. E aguentei. Aquilo que pensei ser uma gripe e fora de questão estava de ir às urgências por causa de uma simples gripe continuou ali bem presente, ate que no dia a seguir juntou-se aquela tosse seca, irritante. Mesmo assim evitei e aguentei até que na quarta, alem de já não ter dormido nada de noite, a tosse ficou mais funda, com dor no peito e nas costas e a falta de ar a sufocar-me.

Aqui achei que era melhor mesmo ter juízo e ir às urgências. E fui.

Pulseira amarela no pulso e uma reprimenda de todo o tamanho por causa da demora em ir lá.  Mas então não dizem que isto está tudo entupido e não precisamos de vir para aqui com uma simples gripe?

Pois Maria, tu não tens gripe. Tens uma infecção. Na garganta, nas vias respiratórias e vamos la ver se não é tambémmais nada.

E é aí que a falta de ar que já tinhas te consome ainda mais. Nebulizações para as veias, penicilina de 2400 que ainda me dói pra tutu e injecção  de betametasona (uma pequena bomba com cortisona para te dilatar as veias). O caso não foi simpático.  Mas não me deixo ir na cantiga. Estive três dias sem pregar olho durante a noite por causa das crises da tosse e falta de ar e as mudas do pijama de madrugada. O dormir quase sentada e as horas a olhar para o tecto a enlouquecer com os silêncios. É muito mau mesmo tu quereres não ir abaixo, mas há factores que não consegues ultrapassar. Mais duas penicilinas e enviada directamente ao médico na sexta porque a enfermeira acha que a coisa não melhorou assim tanto mesmo depois daquela carga.

Toma lá mais antibiótico, anti-histamínico e a minha já quase esquecida bomba Pulmicorte, com cortisona.

Sim, e eu ainda pensava que era uma simples gripe.

Estou a recuperar, mesmo aqui um bocadinho abaixo do Polo Norte. Por entre chás quentinhos, mantinhas, descanso e muito carinho.

Sou uma mimada porque tenho mesmo gente que estão sempre aqui. Uma família maravilhosa e depois tenho vizinhos que são uns queridos. A minha rua é melhor que a tua, lembram-se? Uma vizinha de setenta e poucos anos um dia destes à noite tocou à campainha e trouxe um bolo rei e um vinho do porto para me ver. Um amigo trouxe Toblerone e conversa e assim se tem passado.

É difícil de explicar esta sensação de coração acelerado e de falta de ar que de repente aparece, quando na realidade tu até tens medo a cada inspira e expira de as coisas complicarem. Há mesmo coisas que não se explicam. E outras tantas que se guardam só para não preocupar quem está do lado.

Passas, vamos com calma sim?

06
Jun17

"Inimputáveis", outro murro no estômago...

Maria

Interesso-me por tudo o que seja do foro psicológico. Gosto de ver reportagens, entrevistas, ouvir psicólogos, psiquiatras. É um tema tão abstracto, tão meticulosamente complicado que me cutica a curiosidade de tentar perceber o que à primeira não dá para perceber.

"Inimputáveis", uma reportagem da Ana Leal da Tvi, num dos lugares mais inacessíveis a nós comuns cidadãos, a clínica psiquiátrica do estabelecimento prisional de Santa Cruz do Bispo. Onde esteve cerca de um mês para fazer esta reportagem. Ali estão indivíduos inimputáveis considerados perigosos.

Vamos lá ser sinceros, normalmente olhamos para estes casos e não conseguimos ver a doença para além do crime. Lê-se muito por aí "dá-se como tolinho e depois não tem pena" (mas se calhar não é bem assim). Sim numa primeiro impressão, muitos são os que pensam assim. A sociedade ainda é muito fechada quanto a doenças do foro mental e psicológico e como que de um assunto tabu, não se fala muito. É quase preferível não querer perceber estas pessoas que tentar entender o que está por detrás daquela atitude que tinha tudo para ser um crime praticado por um criminoso, mas no final foi praticado por um doente. Doente, isso mesmo, um individuo que praticou realmente um crime, mas que foi fruto da doença que padece, numa fase de descompensação da doença.

Na verdade, são pessoas com histórias de vida peculiares que no entanto são apenas e só julgadas por nós comuns cidadãos, ditos "normais" que não sabemos lidar com estas situações, não estamos preparados para os receber, para olhar para eles acima de os referenciar como "perigosos", as pessoas não os querem de volta à sociedade, as famílias esqueceram-nos. Ninguém faz questão de os ter na vida. As pessoas têm medo.

Infelizmente com esta reportagem podemos ter a consciência que, para dificultar todo este processo de reintegrar, reabilitar um doente inimputável, está não só uma sociedade que não os aceita, como uma falta de meios para os "proteger" cá fora no depois. E há depois? Se calhar, se houvesse mais ajudas, mais acompanhamento no após sair, mais ligação entre o tribunal - porque nestes casos, são inimputáveis a padecer de uma medida de segurança* em regime de internamento prisional - a saúde e em muitos casos a segurança social. Talvez pela falha destes três organismos não se interligarem para soluções, os casos de sucesso sejam menos que os que possivelmente poderiam ser.

Ouvir coisas como "tenho medo de mim mesmo" é aquele murro no estômago de alguém ter a consciência dentro da sua própria insanidade do que padecem. Sabem que medicados estão bem, mas é apenas e só a medicação que controla o individuo porque continuam a ser pessoas que, caso não tomem a medicação podem reincidir e voltarem a cometer os erros que cometeram antes, matar, violar...

Alguns estão lá há mais de vinte anos e têm a consciência que podem não voltar a sair de lá, mas têm também a consciência que cá fora não têm nada à espera. Outros continuam a viver na esperança de não serem esquecidos por aqueles que na verdade já nem se interessam se existem.

Há uma quinta-feira por mês que uma voluntária, vai buscar aqueles que principalmente não têm visitas, não têm ninguém cá fora e vai dar uma volta com eles, têm dez horas "livres". É completamente frustrante ver o brilho no olho de quem vê e sente o ar cá fora. E falam sobre isso, ainda que retraídos, com muitos "ses" por detrás das suas conversas e com muitas emoções lá dentro.

"As lágrimas que não se choram enferrujam o coração" - disse a voluntária a um dos que levou. Fazendo deles pessoas de sentimentos e emoções retraídas em corpos presos a doenças mentais, atrasos mentais, bipolares, esquizofrenias...

Não deixem de ver a reportagem que está dividida em duas partes. A primeira parte deu no domingo à noite, a segunda na segunda-feira à noite e seguiu-se ontem na Tvi24 uma análise a toda esta reportagem, entre a jornalista Ana Leal, a psiquiatra forense Sofia Brissos a qual não deixa de fazer denotar a sua esperança sempre em que estas pessoas sejam aceites na sociedade e possam voltar a ela, que não tenham a ideia pré-concebida de que ao irem ali parar não saiam mais dali. E a Directora Adjunta da prisão, Dra Otília Barbosa, a qual adorei ouvir, que cuidadosamente explicou dúvidas e que com certeza teria muito a contar desta tão extensa experiência com casos tão delicados, tão tabus da sociedade e tão "inaceitáveis" da mesma.

Tirem as vossas próprias conclusões. O que me surpreende é a capacidade que têm de dentro da sua própria loucura reconhecerem-na.

para quem não viu, obrigatório ver:

1ª parte aqui

2ª parte aqui

Quem viu, qual a ideia com que ficaram? olham para estas pessoas cm um olhar diferente do que olhavam antes da entrevista, ou apenas querem olhar mas na prática continuam a achar que estas pessoas devem mesmo é manterem-se afastadas da sociedade (porque acho que esta é a ideia comum dos casos) para não serem um perigo para os outros e para elas próprias?

A meu ver, o olhar sobre estes casos, depois de ver a entrevista é diferente.

Vejam a história do Vicente (o "homem invisível"), há mais de trinta anos internado e quando saiu quis voltar para a clínica porque ele próprio teve a noção que não sobrevivia cá fora e nem tinha lugar na sociedade...

Outra observação importante: nós não temos nenhum criminoso a cumprir sequer 25 anos de prisão que é a pena máxima em Portugal, mas temos ali pessoas que já ultrapassaram esse tempo cumprindo medida de segurança que são prorrogadas a cada avaliação do doente.

 

* "é a medida que o tribunal aplica, a estas pessoas que absolveu porque considerou inimputáveis e portanto sujeitou a uma medida de segurança e tratamento por considerar que existia o perigo de voltarem a praticar factos identicos aos que estiveram em causa naquele julgamento" - Dra Otília Barbosa

 

28
Out16

I'm back!

Maria

Na passada terça-feira, quando disse que era um dia não e que nunca é um bom dia quando não se ouve música, de facto não foi. E quando disse que com certeza no dia seguinte seria melhor... não foi. Aliás foi um dia bem pior.

hospital.jpg

 

Graç'à Deus está tudo normal, já estou melhor e quero agradecer àqueles que mandaram mensagens, emails, deixaram comentários.

De facto, mesmo não ter estado com cabeça para vir cá, vi sempre as vossas palavras e sabem sempre bem.

Hoje é sexta está um dia lindo lá fora e diz que o fim-de-semana vai ser mais do mesmo, por isso aproveitem. E se for prolongado, minhas bestinhas, aproveitem ainda mais.

Eu vou fazer o mesmo.

Cá beijinho.

Ultrapassamos as 240.000 visitas. Oh yeah!

12
Out16

Pressão psicológica.

Maria

Aquando um dia destes, o telefone da empresa tocou e fui eu a atender.

"Estou sim?"

Do outro lado uma voz seca, directa e num tom desagradável, nada simpático:

"Olhe estou a ligar porque há um menino x que foi abandonado pelos pais e tem uma doença grave e está a morrer, precisa de dinheiro para a cura, quer ajudar?"

Começo eu, de testa franzida pelo tom da senhora, como se a mesma me pudesse ver: "Olhe desculpe, sabe, eu sinceramente.." interrompendo-me diz-me "não quer ajudar? Sabe que, ele já foi abandonado pelos pais e se você também não o quer ajudar ele vai morrer!".

...

...

Fui fria, engoli em seco meia dúzia de vezes e só lhe consegui dizer que, sempre que posso ajudar alguém que precisa eu tento. Desliguei a chamada ainda a tempo de a ouvir dizer "olhe que deus esteja consigo!" com um tom não menos arrogante que toda a conversa.

Não consegui tirar aquilo da cabeça e a voz da senhora entoava-me. Fiz uma chamada solidária para a ONV só para ouvir que ajudei uma criança a sorrir, não para me justificar com o que quer que seja, já não é a primeira vez que tento contribuir na onv ou de outra maneira possível das tantas que há. Mas aquela voz não me "largou". O dia correu-me mal. Cheguei a casa ainda meia incrédula e desabei em lágrimas enquanto contava aos meus pais. Que rapidamente me fizeram "desanuviar" o problema.

A senhora não se identificou, não houve mais dados, zero de informações, foi somente aquilo. Mas aquilo foi suficiente para eu me sentir mal e ter um misto de emoções internas que só consegui extravasar quando chorei de raiva e partilhei o que me aconteceu.

Não me martirizei mais por isso, infelizmente sei que todos os dias há crianças em luta pela vida e que todos nós temos o dever de ajudar quando pudemos. Não chegamos é com as mãos a todos. É um facto. E sou uma desconfiada em pedidos de ajuda principalmente à distância, nada identificados. A vida faz-nos assim. Um miúdo na rua pede-me dinheiro para comer, ou pago-lhe a comida se quiser ali na zona, não dou dinheiro para cair nas mãos de outros.

Gosto imenso de ajudar, mas não gosto de pressões psicológicas.

Confesso, senti uma raiva que, ainda hoje, não consigo explicar.

07
Jan16

Pessoas que sorriem são mais bonitas!

Maria

" Começou a cair.
Como se estivesse colado com a cola que usava na escola, aquela amarela. Passei a escova e caiu.
Foi um segundo. Tremi toda! Um arrepio que veio da cabeça até à barriga... Nem sei explicar bem. Senti algo a descolar mas não queria olhar! Eu sabia que, a sensação estranha quando passei a escova, não era só uma sensação. Baixei os olhos, não queria ver-me no espelho não estava com coragem...e bato os olhos no tapete. Caiu.
A primeira mecha cai, como a confirmação mais que confirmada, de tudo o que já sabes mas que até este dia parece uma meia verdade... ou uma meia mentira.
É um soco. É tudo de uma agressão tamanha para o que é ser Mulher... Há muitos segundos como este, que apetece tanto, com todas as forças, apetece desabar. Tanto!Descolar, deixar cair...
Muitos segundos. Segundos depois, dizem, o mais importante é não me cortar por dentro, não nos deixar cortar na alma.
É o tempo de munir-me dos meus, de amor e agir. Seguir, levantar a cabeça com ou sem cabelo e, por mais que doa, seguir em frente.
Ele a seu tempo volta a crescer. Ali, onde as ondas do mar ganham força e renascem todos os dias.

Que possamos juntas enfrentar com força, paz, esperança e amor todos os passos deste caminho.
Sou cada uma de vocês

Confia. "

Não há como não partilhar, daqui.

 

 [ Obrigatório ver o vídeo ]

 

Fica-se sem palavras, ciscos nos olhos, um murro no estômago. Silêncio. Transmites perfeitamente a agressão tamanha para o que é ser Mulher. No entanto a tua força é ao mesmo tempo transmitida. Talvez seja isso que me faz achar que este vídeo nos abalroa. Não dá como não sentir, como não passar a palavra, como não partilhar. Por todos, por todas as mulheres, por todos aqueles que estejam a passar pelo mesmo. Quando alguém inspira força há que partilhar. Força a todos.

A beleza é tão subjectiva. Digo sempre que pessoas que sorriem são mais bonitas. E como já aqui tinha dito, tu és uma delas. Que a vida te sorria também!

Muita Força Sofia Ribeiro!

 

17
Dez15

Os corredores dos hospitais são-me frios #2

Maria

Para quem me segue no facebook apercebeu-se que ontem a minha noite foi passada nas urgências de um hospital. E aquelas salas de espera são antipáticas, digamos. Passar o tempo ali é necessário e pensar na morte da bezerra não ajuda em nada. Nem o barulho da porta automática sempre a abrir. Nem ajuda as gargalhadas dos colaborados que estão dentro dos guichés. Nem mesmo o Candy Crush para passar tempo. Há que tentar brincar com a situação e encontrar piada em alguma coisa. Houve algumas, a melhor o bombeiro que me fez virar a cabeça só pelo tom de voz… depois ouvir a chamarem os doentes para a sala de triagem e aperceberes-te que a conjugação do teu nome não é assim tão má como outras por aí. Ou até a de no guiché alguém dá o contacto em tom tão alto que apeteceu-me mandar-lhe um sms a dizer "fale mais baixo"!!

Mas depois há uma sala muito mais medonha. Onde me puseram uma pulseira para acompanhante e me mandaram para lá. Aquela sala de espera pós medicação para observação. Ali as pessoas não sorriem, têm no rosto a ansiedade e o medo. A dor, a tristeza. Só vi sorrisos quando os senhores vieram oferecer um café ou um chá. E vê-se casos que te deixam pequenina e a não querer saber porque há tanta coisa má a poder acontecer a nós que vivemos e devíamos ter o direito de viver com saúde. Pelo menos. O resto, o resto vem.

Falarem-me de nomes que não percebo é meio caminho andado para procurar na internet o que não se deve. Visto que se encontra tudo o que não se quer. Btw também sentem que os médicos têm um língua português-chinês que ninguém percebe?

Cheguei a casa já perto da meia-noite e comi alguma coisa para enganar o estômago visto que não jantei. Aterrei de seguida tal o cansaço que trouxe da espera. Acordei cansada ainda. A ansiedade cansa. A espera mói.

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