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SorrisoIncógnito

Todo o sorriso é apaixonante devido ao incógnito que o ofusca! SORRIR_um estado de espírito...

10
Abr15

Dia dos Irmãos!

Maria

Manos <3

Eu até podia contar as vezes que me escondia debaixo da mesa da sala na hora que o mano estava para chegar da escola, só para o ouvir perguntar “Onde está a Maria?” era o momento “querido” antes de voltarmos ao cão e gato. Eu até podia contar como ele me levantou o dedo a avisar que ai de mim lhe pegasse na bicicleta vermelha que tanto estimava, visto que eu nem sequer sabia andar e já se sabia o desfecho. Não só peguei às escondidas como rua abaixo aprendi, o problema é que só parei no meio das silvas e cheguei a casa sem bicicleta. Anos mais tarde teve a sua nova bicicleta de montanha parece que ainda estou a vê-lo a lançar-me aquele olhar de “se lhe pegas levas uma malha”. E aqui a Maria teimosinha que chegue foi logo na primeira oportunidade, era quase maior que eu, quase que nem chegava com os pés aos pedais quanto mais pôr os pés no chão mas os muros ajudavam a subir, já quando tive que parar sem muro à beira ou passeio, catrapum lá fomos as duas ao chão. Até podia contar como lhe dava cabo dos carrinhos enquanto ele me tirava as cabeças aos nenucos. Até podia contar como ele gostava do seu saco de boxe e eu não o deixava de melgar até ao dia que pegou em mim e disse que fazia de mim como ao saco de boxe. Até podia contar como puxei a toalha da mesa num aniversário dele só porque também queria uma festa para mim. Até podia contar como levávamos a minha mãe ao limite até apanharmos os dois de tão pestinhas que éramos.

Mas… também podia contar como ele me defendia de tudo e de todos. Podia contar como o meu irmão cedo me levou a sair com ele. Podia contar como fui falar com um brutamontes um dia na discoteca porque lhe queria bater e estava a confundir o meu irmão com outra pessoa. Podia contar inclusive que um dia ele ia passar 15 dias de férias a Nazaré com um amigo, só os dois e eu claro também queria ir. Mas que raio iam agora os dois (na casa dos vinte e picos) para irem às gajas e iam levar a irmãzinha mai’nova atrás, era o que faltava. No dia antes de irem perguntou-me “tens a tua mala feita?” (isto não é para todos não) e posso adiantar que foram umas férias fantásticas. Podia contar as quantas vezes eu me chateava com um namorado meu quando andávamos todos na night ou não queria ir embora tão cedo e vinha ter com ele a dizer arranjas-me boleia? Nunca me falhou. Podia contar como os amigos dele é que foram os meus amigos porque independentemente da idade que nos separa levavam-me para todo o lado, jantaradas, nights, férias… Podia contar como chorei baba e ranho dias a fio quando ele foi trabalhar para fora…

Até hoje. Oh pá podia contar tanta coisa destes dois. Tanta coisa sobre o que é isto de ser irmão. Falar de como o sangue que nos corre nas veias foi-me feliz ao dar-me o irmão que tenho hoje… mas faltam palavras. É um amor maior. Assim mesmo nestes milhões de centímetros que nos separam fisicamente mas que nos unem lá dentro.

Eu sou a melhor irmã do mundo, eu sei, mas só porque ele é o melhor irmão do mundo.

* diz a Rádio Comercial

10
Abr14

Em dia dos Irmãos!

Maria

Quando nascemos não vimos programados, se calhar um dia, mas hoje ainda não. Tão só por isso nem tudo o que vem de sangue é o que durante a vida nos é mais próximo. A vida molda-nos, moldando aquilo que pelas regras da vida está imposto numa lista. Às vezes seguimos outras tantas nem por isso. O grau de parentesco já há muito que deixou de ser o mais importante na caminhada da vida e na construção do nosso eu. Não é para todos, mas para muitos. É claro que se tenho quem me é mais amigo fora os laços de sangue será mais importante. Já tive uma amiga e uma prima a casarem no mesmo dia. Seria injusta para comigo mesma se optasse pelo casamento da prima que raramente mantenho contacto ao invés de ir ao da minha amiga que partilhávamos o dia-a-dia. Para muitos é inconcebível para outros tantos é igual ao litro para mim é dar importância a quem faz parte do meu eu, independentemente do sangue que nos corre nas veias.

Agora quando falo de irmãos, oh pá dá-me cá dentro um nó. Isto de irmãos viverem de costas voltadas, de não se falarem, de se anularem uns aos outros, de não conviverem, dá-me urticária. Talvez por sempre ter tido uma relação com o meu irmão assim pra lá de espectacular. Talvez por desde pequenos e com uma diferença de idade de sete anos termos passado por fases difíceis em que era como o cão e o gato, mas sempre juntos. Talvez por o meu irmão, sendo o mais velho nunca me ter deixado para trás, nunca ter deixado de me levar com ele para sair, nas férias, para o grupo de amigos dele que passou a ser também o meu, mesmo com esta diferença de idade. Talvez por nunca termos falhado um com o outro, por não deixarmos de ser os melhores amigos e arranjar desculpas para as nossas asneiras. Talvez por termos ultrapassado o “trauma” de que sempre me tirava as cabeças dos nenucos e eu sempre fazia de tudo para lhe destruir os carros. Talvez por sempre que me chateavam ele estava lá a proteger e porque apesar de mais nova impunha-me quando lhe queriam tirar a razão. Talvez por quando ele teve que sair de cá, nós estarmos na idade em que eu já não precisava dele para sair mas com ele é que fazia sentido. Eramos do mesmo grupo quem faltava fazia falta, então o meu irmão.. Talvez por estarmos há já alguns anos a lutar diariamente com esta cena chata da distância que mói. Talvez por ainda hoje falarmos todos os dias e talvez por ainda hoje a protecção mutua se sentir.

Enfim o que eu tenho a dizer é que o meu irmão tem uma sorte tremenda em ter-me como irmã, no entanto o sentimento é recíproco. ♥

[sim, eu ia puxar-lhe a orelha :) ]

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