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SorrisoIncógnito

Todo o sorriso é apaixonante devido ao incógnito que o ofusca! SORRIR_um estado de espírito...

28
Jul21

Maior e vacinada

Maria

Passamos toda uma vida a usar a expressão e só agora faz sentido.

Tomei hoje a segunda dose da vacina à COVID-19. E sim já sei que ainda não tenho certificado vacinação válido, só daqui a 14 dias (mesmo sem partilha de fotografia da toma nas redes sociais). E é isto que muitas pessoas ainda não assimilaram. Mas é preciso porque senão continuam a ser "travadas" ao apresentar o certificado em qualquer sítio que o solicite, antes do tempo.

Na primeira dose tive zero sintomas (não conta o ter o braço dorido no dia e na primeira noite pós toma) e espero sinceramente que esta dose seja igual. A não ser que seja certo fazer crescer os seios e isso já são outros quinhentos :)

Se me perguntarem se estive sempre certa do que queria, não. Mas as dúvidas são apenas as normais e não lhes dei muita margem.

Se eu não acreditar na saúde, vou acreditar em quê? Se tiver um acidente ou se entrar de emergência num hospital, não vou estar a perguntar o que me vão dar como medicação, quero é que me ponham boa e é neles que vou confiar a vida logo - aqui não podia ser diferente.

Aqueles trinta minutos na zona de recobro é sinceramente a "pior" parte. Só porque estás ali e trinta minutos servem para pensares em muita coisa. Ou fazes "scroll" com o telemóvel, regra quase geral, ou senão ainda começas a panicar que já estás a sentir aquela dor de barriga, ou aquela fisgada na cabeça,  a ficar com os calores, ou como no meu caso a ter fome. É o meu efeito secundário para quase tudo - fome! Saí de lá com uma larica tanto da primeira vez como desta e a sorte é que fui recebida no trabalho com um croissant para reestabelecer energias. Cá rico!

IMG_20210728_115027_265.jpg

 

Há muitos "mi mi mi", diz que disse, fez que fez, aconteceu que não aconteceu. Há sintomas adversos, óbvio. Há efeitos secundários? Claro. Há quem os tenha há quem não os tenha? Como acontece com qualquer outro medicamento.

E desse lado, medos? Tomaram a vacinada ou não querem? Efeitos secundários?

É claro que o uso de máscara continua a ter que ser um acessório importante e diário, distância social, lavar bem as mãos, álcool gel sempre seguido. Tudo igual a "ontem", ok?

Partilhem coisas com esta mais recente "produto Pfizer" e mantenham-se saudáveis e protegidos!

Ah e usem a aplicação "SNS24" para facilitar coisas e além de ser prática e terem logo lá acesso ao certificado, ainda conseguem ter acesso ao vosso boletim de vacinas (o que para distraídos como eu é um achado) verem qual foi a primeira vacina que tomaram, a próxima e terem acesso às ultimas receitas. Espectáculo!

23
Jun21

A vida é um lugar estranho e bom. Mesmo com dias de merda.

Maria

A Douro

 

É impossível não partilhar isto. Não escrever sobre isto. Não dizer duas ou três coisas que preciso.

Ainda que, não saiba o que dizer. Como o dizer. Ou se quero sentir o que vou sentir ao escrever. Mas partilhar em palavras aquilo que sinto sempre foi a minha melhor versão.

Perdi há duas semanas, uma das melhores pessoas da minha vida.

Do meu crescimento. Do meu sangue. Daquelas que partilhavam o mesmo lema de sorrir, todos os dias "no matter what". Daqueles que me ensinou que a criança dentro de nós é preciso mantê-la para bem da nossa [in]sanidade. Daqueles que me faziam sorrir quase todos os dias, ainda que há distância com as parvoíces que me enviava e que era constante no seu estado de boa disposição. Sempre pronto a ajudar. Sentido de família. Cheio de vida e onde estivesse não deixava ninguém indiferente. Com uma facilidade em fazer amigos em qualquer lado. Sempre na tanga a dar-nos aquela dificuldade em perceber se era "agora" que estava a falar a sério. A ver o copo sempre a transbordar.

[ Dá saudade. Dos encontros que já tínhamos meio definidos para juntar os estarolas. Dá saudade a cada fotografia. Dá saudade a cada canto da vossa casa. Dá saudade ao olhar para os miúdos. Para os teus pais. Dá aquele aperto, daquela mistura de saudade e de ainda estarMOS a tentar acreditar que aconteceu.

Há uma semana vi-te a ultima vez na despedida e por entre as lágrimas só me apeteceu dizer-te "vá deixa-te de tangas levanta-te daí". Porque tu eras assim. Os encontros de família não vão ser mais os mesmos. De todo.

Porque há dias de merda. e o dia em que partiste foi definitivamente um dia de merda. Sem tentar perceber o que pode explicar o inexplicável é tentar aceitar. 

Cada um sente a perda de alguém de diferentes formas. Nem todos nos tocam da mesma maneira e isso nunca se impõe. É simplesmente  sentido e verdadeiro o que cada um é na nossa vida.

O fugaz e inesperado, o que surge sem aviso prévio é ainda mais difícil. Os dias passam a dor não tem diminuído e o facto de muitas vezes não se conseguir exteriorizar coisas é ainda mais difícil. Dizemos sempre que o tempo ajuda. Mas o tempo aumenta a dor, as perguntas e o difícil que é não há nada a fazer. 

Entre o luto, os silêncios, as noites, as lágrimas, as recordações faz eco a tua gargalhada, a tua sempre grande e efusiva gargalhada. "Oh prima Oh prima" fica-me para sempre cá dentro. Muito mais nestes dias de merda que as tuas mensagens já não entram para me fazer soltar aquela gargalhada enquanto dizia "só tu!" ]

Há dias em que a Vida nos prova que é uma grande filha da puta. Que é injusta. Que leva os melhores de entre nós demasiado cedo.

 dia 9 foi um desses dias.

E eu só quero que estejas em paz ❤

 

 

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05
Mar21

Pensei não aguentar uma semana. Passaram catorze anos!

Maria

Sim, hoje agradeço não pertencer aos "quadros" do desemprego há 14 anos... como costumo dizer já faço parte da mobília! E isto é uma típica relação normal. Altos e baixos. Quase desistências. E dias muito bons. Luta dia após dia. Dias com menos fé e dias que só se olha para o futuro. Juntos.

IMG_20210305_105643_748.jpg

 

Continuo a dizer que não me acreditava neste dia se mo tivessem dito lá no início. Mesmo após as primeiras semanas. Que foram bem difíceis e onde fui, literalmente deitada aos lobos. Assim mesmo sem ninguém ali com paninhos para enxaguar tanta lágrima que deitei e acalmar os nervos que aquilo me deu. Foi ali que comecei a ganhar cabelos brancos. Acreditem. Não foi nada fácil. Não é. Por muito que eu faça parte da mobília e isto seja já muito "Eu" há dias não. Mas depois tenho a melhor equipa e ambiente de trabalho.

Afirmo novamente:

Atentem numa coisa, isto é um abre olhos para aqueles que começam num trabalho novo e é difícil, às vezes as coisas depois descomplicam um pouco. Às vezes vale a pena não ir pelo caminho mais fácil - desistir. 

Continuo a lembrar-me como se fosse hoje a primeira vez que pisei esta empresa. Lembro-me tanto das primeiras peripécias. Lembro-me de cá chegar e chorar a dizer que não aguentava uma semana. Uma semana que passei quase sempre a panicar com os nervos, o stress e as peripécias. Quem diria. Aqui estou Eu!

Continuo a ter mil e duas peripécias para contar desta empresa que já me trouxe tanta coisa boa e algumas menos boas, o que é perfeitamente natural. Quem me segue há mais tempo conhece bem algumas peripécias que vos conto porque na sua maioria são mesmo de arrancar risadas.  Isto realmente, tem dias que é de loucos.

Já chorei, mas já dei tanta risada boa, tanto com os funcionários, como com o boss, com os clientes (esta foi óptima), com os fornecedores ou mesmo com outros indivíduos que me aparecem à frente. Estou mais que atrofiada é certo. Fazer o quê?!

Mas isto é família.

E eu continuo a agradecer por nos dias que correm, nestas crises que fui ultrapassando, ter trabalho. Este ano de pandemia não foi diferente e fui uma privilegiada. Continuo a agradecer as oportunidades que me vão sendo dadas. Continuo a resmungar todos os dias para sair da cama pela manhã, queixo-me pela cabeça massacrada com que chego muitas vezes ao fim do dia, bato o pé pelas vezes que ganho um cabelo branco por aturar gente que me tira do sério, dias há em que me revolto por ter tanta coisa nos meus ombros que às vezes me tira o sono, mas caramba, se ficasse em casa, se não tivesse trabalho, se fizesse parte da enorme lista de desempregados do país, aí sim o atrofio seria muito maior.

São 14 anos de trabalho na mesma empresa. Como isto passa tão rápido, tão rápido mesmo, como isto é tão importante! Mas a empresa também está de Parabéns por me ter porque sempre tento ser uma funcionária exemplar. Sei que me tratam como parte importante, como sendo da família e sei que sou mimada também, porque me respeitam e sabem o quanto dou de mim a esta empresa - e aqueles croissants ou donnuts que muitas vezes me trazem pela manhã são um exemplo. Hoje fui eu que trouxe!

Pensei não aguentar uma semana. Passaram catorze anos!

É um exemplo de superar expectativas. De não desistir. De não ir pela primeira impressão. De superação.  É realmente, um abre olhos.

Hoje é mais um dia cá. Para a semana oxalá também.

 

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 ▪ Texto em destaque no SapoBlogs e na página do @SAPO

22
Fev21

Coisas que aprendi com relações falhadas

Maria

Todos temos relações falhadas. Uns mais que outros. Mas há sempre uma que falhou. De mais ou menos tempo, mas que em algum momento nos foi importante. Aprendemos com elas? Sempre! Mas nem sempre nos apercebemos logo da lição a tirar dali. Seja quem for que tenha falhado e seja quem for que a tenha dado como terminada.

[imagem retirada da internet]

 

  •  Vamos amar sempre muito aquela pessoa até todo o sempre - só que não.

na verdade quando estamos apaixonados, quando estamos numa relação e quando já amamos aquela pessoa, achamos que é para sempre. Às vezes não é, outras tantas mesmo deixando de se estar juntos o amor fica (pelo menos até alguém preencher um cantinho do que ficou).

  •  vai haver um momento, com outro alguém, que nos vai remeter a um outro momento passado no que falhou.

Pode não fazer mossa, mas vai lembrar.

  • Há um som de alerta que tem que estar pronto a tocar a qualquer momento e tu foge!

Sim. Na verdade se esse som soar foge, mas foge mesmo e nem tentes arranjar desculpas para o que quer que seja. Há coisas que não têm desculpa. E se aceitas que te agridam verbalmente, emocionalmente, psicologicamente ou fisicamente estás a cair num fosso que ficará para sempre aberto. Por muito entulho que lhe queiras pôr de forma a esquecer... não dá! Foge.

  • devemos ser minimalistas nesse sentido e deslargar tudo o que nos leva aquela relação.

Ou então arrumar numa "gaveta" em que só tenhamos acesso se realmente quisermos ter acesso e não uma que se anda a esbarrar dia sim, dia sim. Isso não vale. É jogo sujo com nós mesmos.

  • as redes sociais são um dano colateral irreversível.

Isto do irreversível é como quem diz, uma vez na internet para sempre na internet. Há pessoas que partilham tudo e mais alguma coisa que na volta há gente que muda mais vezes de fotografias com alguém que eu a mudar a roupa do armário na troca de estação. E isso não é bonito. É assim, cada qual faz o que quiser com quem quiser, é a minha opinião. Mas.. andar cá a pôr fotos e a tirar é aquela base... mais vale pensar duas vezes antes de partilhar.

  • "Vou-te excluir do meu orkut" já dizia a música e na verdade é o melhor.

vamos sempre espreitar, "ficar à espera" de novidades, vamos reagir internamente ao que vamos dar de caras e isso, isso é passado e passado é lá trás. Ninguém quer ler palavras soltas ao vento para outro alguém que antes eram para nós, certo? Mas se a amizade boa ficou, onde se consegue separar as águas... isso são outros quinhentos.

  • acreditamos que não vamos voltar a ser felizes no Amor.

na verdade pode muito bem acontecer, é a vida. Mas as probabilidades de voltar a acontecer são do tamanho do nosso optimismo e no "deixa andar" estando abertos a... por isso o luto é necessário. E vamos andar a chafurdar na lama... Mas nada de encarnar a escuridão nos dias. Longe disso porque energias negativas atraem energias negativas (xô xô).

  • nunca voltar aos sítios onde já fomos felizes - o tanas.

devemos voltar sim onde quisermos se o lugar for mesmo importante para nós. Porque podemos voltar a ser felizes ali, sozinhos ou acompanhados. Há lugares que podem fazer-nos lembrar alguém, mas.. isso é só um pormenor, que não deve ser maior que a vontade de ir algum lugar que gostamos mesmo.

  • aprendemos com os erros.

e isso quer dizer que não voltamos a errar? Não, muito pelo contrário. Mas de certeza que alguma coisa aprendemos com aquela cabeçada.

  • dois olhares sobre a mesma coisa não vão sentir o mesmo nem tampouco tirar a mesma conclusão.

é a vida, se até no futebol conseguimos olhar para o mesmo lance e interpreta-lo cada um à sua maneira, muitas vezes claro está, puxando a brasa para a sua sardinha, num relacionamento a coisa não é assim tão diferente quando são duas pessoas, com diferentes pontos de vista, diferentes emoções, valores e atitudes. O bom é encontrar alguém que te ajude a suportar essa diferença e a contorná-la. Mas é por isso que às vezes as coisas falham ali mesmo em frente a um qualquer obstáculo.

  • O problema não és tu, sou eu!

Balebas. Balelas.

 

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 ▪ Texto em destaque no SapoBlogs e na página do @SAPO

11
Fev21

O Blog faz 12 anos!

Maria

Sim, 12 ANOS DE BLOG!

(toda eu ciscos nos olhos)

 

3966 posts. 12562 comentários.  visitas. 1560 reacções.

4161likes no Facebook, 1562 Seguidores no Instagram

Muitos destaques no blogs do sapo que continua a ser uma equipa fantástica 

12 anos de existência 

 

12 anos

 

 

De mim, de vocês, de muitas partilhas, de muitos sorrisos incógnitos, de NÓS! 

 

Quando comecei a fazer contas, a sério 12? É o que mais me ocorre dizer.

Continuo a sentir-me surpreendida pelo blog continuar a fazer parte da minha vida a cada ano que passa. Umas alturas mais presente que outras é certo, mas aqui continua. Há doze anos não imaginei isso nem que lhe sentisse a falta. Deste constante desafio. Deste apego. Desta partilha. De tantos que vieram, dos que ficam. Dos que passam. Deste gosto por escrever. Por partilhar e claro, por ter reacções, partilhas e trocas de opinião.

Lembro-me dos que me fizeram criar este espaço e tenho saudades de muitos que desapareceram, que já não existem mas que me deixaram uma marca. Numa altura em que poucos eram ainda os blogs e que eram muito mais "nós". 

Tenho saudades de pessoas que me seguiam, eu não conhecia pessoalmente e que infelizmente já partiram. Um blog também é isto.

Já conheci gente que veio do blog. Já fui convidada para um programa de televisão. Já fiz desafios para quem me segue, já entrei noutros. Já aprendi muita coisa com o blog nomeadamente que há gente que tem um blog que nem sabe o que isso deveria ser, assim como há gente que vive mesmo isto de ter um blog. Já partilhei imensas histórias e conheço imensas histórias.  Há gente que continuo a seguir do início e não tem como não conhecer tanta coisa.

Não sou a Maria de há 12 anos, mas inevitavelmente quando vou reler alguns pots vejo-me ali tal e qual o momento que partilhei. Isto é tão bom, porque este cantinho sou mesmo eu. E levei sempre em frente as minhas convicções, o intuito para o qual o criei e a tentativa de partilhar o meu lema de ver sempre o melhor lado das coisas, sorrindo.

Há doze anos atrás criei o blog para partilhar sorrisos de tudo e de nada, para falar do que me apetece, quando me apetece. O propósito continua o mesmo. Deixar-me partilhar a minha inspiração na escrita. E continuo a ter partilhas boas disto. Continuo a conhecer outras tantas partilhas que gosto. Continua a trazer-me gente de sorrisos que me ajuda. Energia positiva. Sempre. Já espalhei muitos sorrisos, já recebi muitos sorrisos. Já partilhei lágrimas, e recebi ainda mais sorrisos. Já escrevi coisas tão minhas que me vão na alma. Já foi completamente anónimo. Já serviu tanta vez de diário, de um ombro para desabafar. Trouxe-me pessoas novas. Trouxe-me histórias partilhadas. Trouxe-me PPC’s e continua a trazer-me Pais Natal secretos. Trouxe-me miminhos de blogs com gente dentro. Trouxe-me partilhas que não mais vou esquecer... isto é uma aventura. Todos os dias. OBRIGADA a todos os que fazem parte dela e que continuam desse lado.

Enquanto continuar a fazer sentido, cá estamos. E eu gosto de cá estar (incluindo com a equipa blogs do sapo). Acreditem. E agradeço a quem está também. Muito! Porque isto faz sentido também com vocês desse lado.

(12 anos carago!)

E ao pessoal do Facebook e do Instagram 

OBRIGADA ♥

Cá beijinho  e sorrisos mil!

[ Para quem fica, o que vos faz ficar? ]

01
Nov20

Sweet November

Maria

Novembro de há uns anos aqui passou a ser um mês agridoce. Das melhores lembranças às um bocadinho menos boas. Do aniversário de uma das pessoas mais importantes na minha vida ao cuticar feridas abertas de outrora. Novembro passou a ser um mês muito bom para ser um mês assim assim.

E chegamos a este Novembro de 2020, a este dia 1 longe do que habitualmente se faz, estar em família.  Com família,  com abraços,  conversas em dia, partilhas e gargalhadas. Hoje estamos longe disso e como se não bastasse, aqui #umbocadinhoabaixodoPóloNorte fazemos parte destes 121 concelhos com regras mais apertadas a partir já do dia quatro.

20200316_184748.jpg

[ da minha janela ]

Algum dia pensei escrever isto? Jamais!  Mas o caos lá fora assim obriga a este recolhimento obrigatório e sabe Deus, nos próximos dias mais o quê. Mas a pandemia está à nossa volta. A crescer tipo erva daninha de forma invisível e tão surpreendente como quando apareceu em Março mas agora com mais força e com um sistema de saúde de mangas arregaçadas mas a desfazer-se nas costuras para aguentar a pressão. E a nós cabe-nos fazer o melhor pelos da linha da frente e pelos que estão a lutar contra o "bicho" - ficar em casa. Reduzir contactos. Sair o menos possível. Ser cautelosos. Cuidadosos. E lembrar-nos sempre dos mais velhos.

Ainda hoje cá na terrinha uma senhora idosa faleceu com covid-19 e foi levada para o cemitério sozinha porque quase toda a família está infectada. Que tristeza esta nos corações destas pessoas de não se poderem despedir e acompanhar estes últimos minutos da pessoa referência de família? É tão triste... e é preciso lembrar que cada um de nós é um agente de saúde pública e por não acontecer só aos outros, todos os cuidados são poucos...

E de repente "Sweet November" soa mesmo só a título de filme...

Cuidem-se e que Novembro consiga superar este caos e trazer-nos alegrias!

O mais doce possível Novembro a todos 🤞🙏🌈

 

26
Ago20

Das férias aqui...

Maria

As minhas férias estão a ser espectaculares e não estou a conseguir postar muito além das redes sociais. E se não me seguem no intagram - @sorrisoincognito - não sabem o que perdem.

Fui fazer a rota dos cetáceos e foi uma experiência incrível. Vi golfinhos e foi um dia de sorte porque conseguimos avistar baleias piloto. Vídeo  no instagram.

IMG_20200825_235616_646.jpg

Assisti a um Pôr-do-sol espectacular e isso é uma das minhas vibes favoritas, já sabem ❤😍🌄 foi no Pico do Arieiro e quem vem à Madeira não pode perder.

IMG_20200826_110518_842.jpg

 

05
Ago20

Testes à Covid 19 : Madeira VS Açores

Maria

MADEIRA.png

 

A Madeira foi a primeira a chegar-se à frente com a ideia de para entrar em território Madeirense tem que fazer-se um teste. Tudo bem e concordo com a medida. E eles assumem os custos. 

Os Açores foram atrás da ideia, mas anteciparam-se à coisa e na volta assim que isso começou já tinham acordo com mais de cem laboratórios espalhados por todo o país.

A Madeira abriu com um laboratório em Lisboa. Apenas dias mais tarde. Abriu Coimbra. Mais tarde um no Porto, há cerca de uma semana e pico um em Vila Real e recentemente em Barcelos.

A partir daqui, já não está tudo bem.

[Açores 1 x 0 Madeira]

Marcação de testes à Covid 19 para os Açores, consegui marcar com menos de uma semana de antecedência do vôo e no mesmo dia em que enviei um email para um laboratório no Porto, passadas poucas horas, recebi logo um email de confirmação do mesmo.

Marcação de testes à Covid 19 para a Madeira, mandei email para marcação para o Porto e passados quatro dias respondem-me a dizer que não têm hipótese. Mandei email para Vila Real a pedir marcação no sábado dia 25/07 e mais de uma semana e meia depois ainda estou à espera de resposta... (se tivesse viagem entretanto já foste!) e nem vou comentar o atendimento telefónico que recebi ao ligar na passada sexta-feira para pedir informações.

Sendo que, para passageiros com viagens marcadas às terças e quartas-feiras (como é o meu caso - olha o karma) ainda têm outro senão: os testes têm que ser feitos ao fim-de-semana e para isso não há - ainda - solução, quando já passou um mês de terem aberto as portas aos turistas e há AINDA MAIS essa anomalia.

"Não é possível realizar testes aos sábados, domingos e feriados. Os voos que saem às terças e quartas-feiras para a Madeira nem sempre poderão ser agendados neste ADC. Estamos a trabalhar para resolver esse problema." uma das respostas recebidas.

E depois ainda leio comentários de Madeirenses a dizer que se o povo tivesse consciência não ia para lá fazer o teste só no aeroporto. O que se esquecem é que há todo um processo que ultrapassa quem tem viagem marcada para ir. E que quer mesmo fazer o teste antes. E que não se importa de fazer mais de  70 quilómetros (s-e-t-e-n-t-a para cada lado) para o fazer.

O que me cutica a paciência é não trabalharem bem quando fazem propostas deste género.

E anda uma pessoa a pagar um balúrdio para uma viagem dentro do nosso país e é toda uma dor de cabeça para fazer férias cá dentro. Que já quase não apetece.

(e eu não vou propriamente por férias, mas para reencontrar família!!)

Sinceramente...

 

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06
Mai20

Cenas de uma quarentena!

Dia 54

Maria

IMG_20200506_095740_355.jpg

 

Não fiz um único directo no instagram.

Não aderi ao TikTok e  não aderi ao Peoople.

Não fiz todos os dias exercício físico e não fiz um único vídeo de um dia em que fiz.

Passei muito mais tempo na cozinha.

Aderi ao "movimento" um bolo ao fim-de-semana e fiz muitos.

Engordei mais uns quilos.

Não fumei um único cigarro - o que tem ligação ao que constatei na afirmação anterior.

Levei isto do teletrabalho um bocado a sério e dei por mim a trabalhar ao fim-de-semana, assim como alguns dias depois das nove da noite.

Não tive/tenho falta de trabalho - graçá'Deus - e não trabalho nem com nada ligado à saúde, nem em materiais que se liguem a proteção e desinfeção e nem com bens alimentares - vá e trabalho maioritariamente com o estrangeiro, logo sim, durante toda esta quarentena não me falharam as relações intra-comunitárias e exportações.

Vesti calças de ganga em casa, poucas vezes é certo.

Um dia ou dois pus maquilhagem.

Fiz vídeo-chamadas para o trabalho com calças do pijama e mais arranjadinha para cima.

Queimei-me na cozinha - consequência de lá passar mais tempo.

Saí de casa pouquíssimas vezes. De quinze em quinze dias para ir ao trabalho e nesse giro aproveitar para fazer as compras para casa. Fui umas três vezes à farmácia. E parece que sempre que o fiz fui assaltar alguma coisa.

Comecei a beber vinho ao almoço. E mais vezes ao jantar. Nada que fosse costume. No geral, bebi mais vinho porque quase deixei de conduzir e esse foi o argumento que achei válido para o meu pai.

Vi séries. Temporadas completas e nunca de tarde (salvo o fim-de-semana) porque não furei o teletrabalho.

Nunca mais usei relógio e eles ainda estão pela hora antiga - isto pasma-me!

Fiz compras online.

Passei dias inteiros de pijama.

Em 54 dias evitei ao máximo mexer em dinheiro,, fui ontem a primeira vez ao multibanco.

Desde que estou em casa meti uma vez combustível no carro. Isto de ficar tanto tempo sem ir a umas bombas não me acontecia desde que ando de carro e é assustador, a minha conta deixou de ser assaltada todas as semanas, o que é assustador em bom diga-se. E agora que fui, está mais barato cerca de 0.20€ em litro. Tenho a sensação que acordo noutro tempo.

Alguém próximo ficou infectado pelo bicho.

No primeiro dia (anteontem) de desconfinamento na loucura fiz o meu primeiro passeio higiénico. Diga-se que aproveitei depois do jantar, para ir buscar o correio a casa de um familiar que não está e fui a pé, aproveitando para dar a volta ao "quarteirão". Soube bem. Até ver mais gente a fazer o mesmo e ir para casa.

Não pedi comida pela internet porque aqui não chega (ahah).

Não usei salto alto (só mesmo o do perfume da fotografia).

Agradeço por sentir que mesmo em 54 dias de quarentena sou uma privilegiada - tenho espaço lá fora, vivo no campo e respira-se ar mais puro ainda, tenho bons vizinhos e todos os dias falamos à varanda, aos portões, não estou sozinha, evito ao máximo ter que sair e posso e a nível de trabalho não fui afectada.

Pasmem-se eu respiro, e vocês, identificam-se?

06
Abr20

La Casa de Papel - sem spoilers

Maria

Com tudo isto da quarentena quase não pensei na estreia da quarta temporada da La Casa de Papel. Lembrei-me algures na semana passada mas voltei a esquecer-me. Até que, na sexta-feira assim que liguei a net quando acordei recebi logo uma notificação a lembrar-me do lançamento da série.

Vocês são fãs?

Eu sou, muito. Adoro mesmo a série. Mas primeiro não gosto de ver trailers, antes de ver o que quer que seja - para ter aquilo da surpresa total - e não gosto de devorar episódios, gosto de, apesar daquele bichinho ficar ali a remover no final de cada episódio para querer saber o que vem a seguir, não gosto de ver tudo de uma empreitada só.

Ora que na sexta à noite fui ver o primeiro episódio e adormeci. A sério. Adormeci antes de acabar o primeiro episódio e fiquei a pensar, será que foi por estar cansada ou por não ser espectacular como estavam as expectativas? Pois que ontem à tarde, resolvi voltar ao mesmo e vi, o fim do primeiro episódio, até meio mais ou menos do terceiro e fui jantar - mais uma vez - com aquele bichinho.

Quando me deitei, já mais tarde,resolvi que ia ver só o final do terceiro episódio. Mas... quando dei conta, ia no sexto episódio e o relógio marcava 3.38h da manhã. É verdade. Agora estou aqui meia sonâmbula a trabalhar em teletrabalho desde as nove mas ansiosa que possa ir ali acabar de ver o episódio (ou episódios). Voltou aquele entusiasmo, aquele querer ver o que vem a seguir. Aquele ficar ali agarradinha.

Já viram? Nada de spoilers vá. Mas estou agarrada. Qual a personagem que mais gostam?

Eu estou sempre dividida. Mas gosto muito da Nairóbi!

 

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