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SorrisoIncógnito

Todo o sorriso é apaixonante devido ao incógnito que o ofusca! SORRIR_um estado de espírito...

04
Jun21

Desafio de escrita dos pássaros 3.0 #3

Tema 3: - Não aguento mais contigo! - afirmou, enquanto o atirava para longe.

Maria

 

Domingo de manhã bem cedo, ainda meia a dormir mas há hora combinada lá estávamos.  Prontinhas para mais um treino eu e a Mariana. Uma corrida de dez quilómetros. Pela fresca, se bem que mesmo cedo a temperatura de verão já se fazia sentir. Ambas de calções e mangas cavas, pala na cabeça, bolsa na cintura, sapatilhas e smart watch em modo on.

Na verdade andamos nisto há cerca de meio ano. Sem falhas nos dias a que nos comprometemos.  Sempre juntas para uma dar apoio à outra. Semana após semana a analisar treinos mas os resultados não têm sido os pretendidos, confesso. Falo por mim uma pessoa parece que quanto mais faz mais a balança nos vira as costas!

Naquele dia, talvez por cansaço e também por termos madrugado a um domingo, fomos o treino a falar disso mesmo. Treinos e resultados. Logo um tanto ao quanto desanimadas.

A Mariana resmungava por perder menos calorias que as que devia. Eu incentivei que mais cedo ou mais tarde os resultados vão aparecer e também podemos aumentar os treinos. O tempo e as metas.

- E comer? - disse-me em tom de desilusão - o mínimo possível Maria, parece que engordo só de respirar! 

Deixa-te de coisas Mariana, é impressão tua, tens menos volume e isso vai acabar por refletir no peso. Pelo menos assim espero.

E assim que fizemos os dez quilómetros demos o treino como terminado. E já estávamos ambas com melhor disposição, prontas para aproveitar bem o resto do domingo depois de um bom banho até  que vejo a Mariana a olhar para o relógio e a resmungar por causa das calorias gastas:

- não aguento mais contigo!  - afirmou,  enquanto o atirava para longe.

Tem lá calma contigo Mariana. É mesmo isso que queres? O smartwatch não tem culpa e vais lembrar-te disso no fim do gelado logo à tarde - disse enquanto soltava uma risada.

- tens razão - disse-me por entre os dentes enquanto ia apanhar o relógio - é só porque quero comer logo um gelado sem peso na consciência!

Uma mulher sofre!!

:)

[desafio da passarada]

21
Mai21

Desafio de escrita dos pássaros 3.0 #2

Tema 2: Afinal havia outro... Fogão.

Maria

 

A viagem tinha sido longa e com tantas paragens para fotografar e conhecer cada cantinho, acabamos por chegar já bem tarde ao lugar onde íamos passar o fim-de-semana.

Tínhamos acabado de acordar naquela natureza tão boa mas o tempo não estava o mesmo que no dia anterior. De todo. Estava meio farrusco e decidimos que íamos fazer um bolo. Bolo de chocolate - digo eu - para ser um bom pequeno-almoço, sem horários a cumprir e sem regras, excepto ser feliz.

Perdidos enquanto seguíamos a receita do bolo de chocolate, farinha para aqui e para acolá, açúcar na ponta do nariz - aqueles beijos que ainda se tornaram mais doces - digo eu - olha esquecemos de pré-aquecer o forno...

Vamos a ligar e nada. Nem sim nem sopas, o forno tinha morrido, nada de sinal dele. Nem o fogão estava a funcionar. O micro-ondas dava sinal, mas de resto mais nada.

- Fazemos um bolo de caneca no micro-ondas? Atirou ele enquanto ria da minha cara.

- Olha agora com a receita pronta não dá!

E entre gargalhadas, acabamos  por comer a massa do bolo que estava uma delícia. Quem não gosta de raspar uma massa de bolo? - pergunto eu enquanto ele me olhava com aquele olhar fofo, sentados no sofá em frente à varanda de vidro que nos deslumbrava com a vista desafogada tão verde e apaixonante na montanha. Estávamos ali a apreciar só o momento. Aquele silêncio como se nos tivéssemos perdido algures onde o gps não chega, mas com todas as certezas de que aquele era o lugar certo para estar.

Antes mesmo de as dores de barriga não serem só de tanto rir ele reparou: Temos ali um bilhete em cima da mesa, já viste?

Pegamos no bilhete e era da Joana, a nossa amiga e dona da casa da montanha, um bilhete de boas vindas, mas como chegamos bem tarde nem tínhamos reparado e em que dizia:

"Amigos, aproveitem a estadia e desculpem qualquer coisa que não esteja do vosso jeito. PS.: A cozinha ainda foi mudada à pouco e tive problemas com a placa e o forno. Caso  precisem na dispensa têm outro fogão... a gás.  Sejam felizes!"

Não acredito... um fogão a gás e que dá para usar a fornalha!! Cadê a massa do bolo?

:)

[desafio da passarada]

07
Mai21

Desafio de escrita dos pássaros 3.0

Tema 1: Foi o que ouvi...

Maria

desafio passaros.JPG

 

Na verdade, cada um tem a sua história e ninguém sabe o que lá vai dentro. Mas foi isso que aconteceu.

- Mas matou-se mesmo?

Sim. Matou-se. E temos todo um lugar em consternação. Primeiro ninguém supôs quem tivesse sido, depois a trágica notícia caiu que nem uma bomba para todos os que a conheciam.

- Ainda estamos parvos. Qual seria a razão para tal?

É fácil criar burburinhos depois de as coisas acontecerem. Principalmente sobre alguém que jamais se imaginasse que tivesse esse desfecho... aparentemente tudo estava bem. Boa família. Vida organizada. Mas aconteceu... Até à hora, diz-se, fez a sua vidinha normal, foi aos sítios onde tinha marcado ir, esteve com quem tinha combinado, mas depois parece que disse vou ali e já venho...

- Seria depressão?

Pois... aquela doença que tanta gente luta e que por quem passa ao lado não acredita, desvaloriza... há até quem diga que são manias. Lamentável! Mas na verdade pode ter sido. É claro que isto são suposições, e sabes como é o diz que disse... mas não querendo acrescentar mais um ponto pode muito bem ter sido isso. Parece que nunca tinha falado em tal, mas se calhar lá dentro já era algo que podia estar na cabeça dela. Ou então foi um acto irreflectido.

- Assim do nada?

Como assim do nada? Uma pessoa de fora nunca sabe se é assim do nada. Cada um tem a sua história e só a pessoa sabe o que lá vai dentro. Podemos supor o que quer que seja. Pode inventar-se mil e duas coisas. Pode até não se perceber de todo. Mas só a pessoa saberá o que a levou a tal passo. O que a fez achar que seria a melhor opção. Ou a única vá.

- Acabar com a própria vida nunca é a melhor opção!

Mas isso é o que pensamos quando estamos cientes disto que é especial - viver. E quando não estás? Vivemos tempos difíceis psicologicamente. E com certeza há muitas pessoas que precisam de ajuda e que não chegam sequer a pedir. É importante trabalhar isso. É importante partilhar mais a mensagem que há tratamentos, ajuda psicológica e a sociedade tem que estar mais receptiva nisso. Em olhar mais o outro. Em não desvalorizar quem pode estar a sofrer muito com isso e a incentivar qualquer pessoa a ter a coragem de aceitar o que lhe está a acontecer e que há quem lhe possa dar a mão.

Mas vai na volta não foi disso. Não posso confirmar. Sabes como é.

 

[de volta aos desafios da passarada depois de ter entrado nos dois primeiros e bem, para voltar a entrar é porque a experiência só foi positiva]

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