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SorrisoIncógnito

Todo o sorriso é apaixonante devido ao incógnito que o ofusca! SORRIR_um estado de espírito...

06
Dez19

Desafio de escrita dos pássaros #13

Maria

» Reescreve o final dum filme «

desafio passaros.JPG

 

Quando Ana revela em tribunal que só estava a fazer aquilo porque Kate lhe tinha pedido para a deixar ir porque estava pronta para morrer, toda a gente ficou em choque. Mas Ana queria fazer isso mesmo.

Assim que chegou a casa e foi ter com Kate que estava descansando, disse-lhe que estava tudo a correr como planeado. Kate estava enjoada com um novo medicamento mas na verdade estava a sentir-se melhor.

No dia seguinte, quando Kate realizou uns últimos exames no hospital o médico viu resultados incríveis que estavam a ser fruto do novo tratamento ainda experimental.

Assim que ficaram sozinhas no quarta, Ana perguntou a Kate se queria mesmo que ela desistisse ou se ainda acreditava que podia não ser a hora certa e ela não estar preparada para partir.

 Kate confessou que as palavras do doutor a deixaram sensível e esperançosa.

Kate conseguiu chegar ao dia da operação e a mesma correu bem.

Enquanto esperavam Kate acordar, Ana falava com o advogado, Campbell e este perguntava-lhe se Ana queria mesmo continuar com o processo contra os pais, ao que Ana respondeu que sim.

- Quero muito fazer com que a Kate possa ser feliz e viver mais, mas quero muito também ser eu a decidir o que fazer com o meu corpo - respondeu Ana.

Assim que Kate acordou, a família estava toda reunida na sala e Sara a Mãe pediu-lhe desculpa por nunca ter visto os sinais de que ela queria partir porque estava pronta, mas sempre acreditou num milagre e porque não está preparada para ver uma filha partir! Pediu também desculpa a Ana, por a ter usado para salvar a irmã, mas que sabia que um dia Ana ia dar ainda mais valor a isso.

Passaram-se uns dias desde a operação de Kate.

Já em casa com alta e a recuperar, Kate agradecia a Ana por a ter salvo e por, mesmo quando deixou de acreditar Ana estar sempre do lado dela.

A campainha tocou e era o advogado de Ana.

Ana tenho uma notícia para lhe dar, ganhamos essa batalha, agora és uma menina emancipada e és tu quem decide o que fazer com o teu corpo.

Senhor Campbell, a batalha já estava ganha com a esperança que a minha irmã ganhou com este novo tratamento que está em fase de teste mas que eu acredito que a vai salvar.

Novo final do filme "My Sister's Keeper".

 Vejam outros textos meus para este desafio aqui.

29
Nov19

Desafio de escrita dos pássaros #12

Maria

» Aqueles pássaros não se calam «

desafio passaros.JPG

 

A Maria chega a casa do trabalho e lá está ele a falar com os pássaros, passa a vida à volta deles e na verdade, foram eles a companhia de tantos anos e são eles os animais de estimação que gosta. Todos têm o mesmo nome. Canito. Pelo menos é sempre esse o nome que ouve.

A afilhada já chega lá casa e a primeira coisa que diz é "quero ver piu piu". E lá vai ela com ele, para ver o Pai da Maria a dar-lhes comida.

Não se lembram de ali viver sem um pássaro que seja. São uma alegria e fazem um basqueiro que nem é bom. Já lhes conhecem o Pio... que é diferente em muitas situações. Quando está alguém que não conhecem é um, quando estão só os da casa é outro. Quando estão a discutir é outro. E quando vê os de casa pela primeira vez de manhã é outro. São mesmo inteligentes. Mas os dias de sol são verdadeiros dias bons para eles.

E muitas vezes são mesmos os madrugadores lá de casa. Qual galo qual quê. Quando o dia começa a raiar e eles começam a cantar?

É sábado e a Maria estava a aproveitar para dormir mais um pouco, até que começa uma cantadeira ensurdecedora.

Mas o que é isto - diz a Maria -  "aqueles pássaros não se calam?".

E lá vai o pai falar com eles. Deixai a Maria dormir - diz ele. Mas não ligam nenhuma

Maria na cama às voltas, mas não há maneira de conseguir adormecer novamente com aquele chilrear. Maria levanta-se até que chega perto deles e eles nem um pio.

Ai os safados, foi mesmo para me tirar da cama. Estes canitos são tramados!

 Vejam outros textos meus para este desafio aqui.

22
Nov19

Desafio de escrita dos pássaros #11

Maria

» Um dia na tua família… do ponto de vista do teu animal de estimação «

REX.jpg

 

Tenho cerca de catorze anos e estou aqui desde os primeiros meses. Cheguei amedrontado mas eles conseguiram fazer com que me senti-se em casa, tivesse amor e fosse bem tratado. Brincam muito comigo e ensinaram-me a ser um deles. Quando posso fujo e gosto muito de andar a jogar à "caçadinha" no meio da rua, eles ficam fulos e eu corro muito, mas depois mansinho lá me vou sentar no início da escadaria. Eles resmungam mas passa-lhes rápido.

O pai da Maria senta-se muitas vezes aqui à minha beira a falar comigo e sinto que fala comigo como fala com os outros. Com as pessoas.  A mãe resmunga mais mas não me pode ver a fugir que fica aflita. E agora que estou mais velhote e adoentado anda sempre aqui a rondar como se a perguntar se estou bem. Eu aviso-a sempre que chega alguém para que ela saiba com o que contar. Chegaram a comprar-me brinquedos mas nunca fui muito de brincar com coisas, gosto mais de estar aqui à beira deles sentado a ouvir. Em mais novo fiz os meus estragos, mas agora "tudo tranquilo".

A Maria é minha amiga. Fala muito comigo, sentados os dois na varanda a ver a paisagem. Ao fim-de-semana vem tomar o café da manhã para as escadas cá fora para falar mais. Não gosto que ninguém estacione o carro no lugar do dela e faço um cagaçal quando assim acontece. Sempre que sai para trabalhar dá os bons dias e assim que chega cumprimenta. Só resmunga mais comigo quando está chuva ou frio e eu não vou para a casota que o Pai até alcatifou para ficar mais quentinha. Todos temos a sua panca, certo?

Estou velhote e sei que não durarei muito mais. Hoje a Maria desceu as escadas com uma mala e eu, que tenho andado cansado, levantei-me e fiz-lhe a festa do costume. Meio aflito porque queria ir com ela, mas ela antes de sair do portão com a mala disse-me que ia à Madeira passar uns dias e sossegou-me. Eu olhei para ela com olhos de saudade porque não sei se a tornarei a ver, e ela fez-me muitas festas na cara e disse para me portar bem e aguentar firme como sempre. Fiquei sentado nas escadas e ela foi. Até um dia!

[O Rex partiu a 2/05/2017 dois dias depois de eu chegar à Madeira]

 Vejam outros textos meus para este desafio aqui.

15
Nov19

Desafio de escrita dos pássaros #10

Maria

» Já chegamos? Já chegamos? «

desafio passaros.JPG

 

O relógio marcava meio dia e recebi uma mensagem:

"não combines nada com ninguém, logo não estamos".

Estava tão ocupada que li aquela mensagem sorri mas nem respondi. Por volta das cinco da tarde recebo outra mensagem: "já pensaste no vestido para logo? Capricha. Será uma noite para não esquecer. Levo chocolates".

Fiquei empolgada "vamos só os dois?" respondi, mas não obtive resposta.

Estava a jantar quando o telefone toca, era ele. Disse só que às nove passava para me apanhar.

Os meus pais saíram e eu fiquei à espera que ele chegasse. Faltavam uns cinco minutos para as nove estava eu acabar de me arranjar e recebo a mensagem "já estou em baixo à espera amor".

Eu desci as escadas, enquanto ele saiu do carro dirigiu-se à outra porta e abriu-a enquanto me esticou a mão e me surpreendeu com um beijo. Apaixonado.

Onde vamos? - perguntei. "Vamos acabar o ano da melhor maneira" - respondeu-me só.

Era o ultimo dia do ano. Noite de passagem de ano e eu tinha acabado de me esquivar a todos os convites de amigos que recebi.

Chegamos ao hotel que ele reservou onde nos esperava um baile e uma festa espectacular. As pessoas estavam vestidas a rigor e tudo parecia de sonho. Dançamos muito. E pouco faltava para a meia noite quando ele me estendeu a mão e puxou-me "vamos rápido que as badaladas estão já aí", subimos até um quarto, onde nos esperavam os bombons de chocolate e o champanhe. Enquanto se ouviam as doze badaladas, ele de joelhos a pegar-me na mão perguntou "queres casar comigo?"

Acho que bebi o champanhe que tinha na mão sem conseguir perceber muito bem o que se estava ali a passar! E pufff... aterrei no chão.

Enquanto ele me tentava acordar... "já chegamos, já chegamos?" - digo eu abrindo os olhos sobressaltada e apercebo-me que aquilo não tinha sido um sonho.

Já chegamos há muito - diz ele enquanto me aconchegava junto a ele.

- estava a sonhar que me pediste...

E pedi - interrompendo-me enquanto me acarinhava o rosto e a sorrir continua - "Isto não foi um sonho, coração. Eu pedi, mas tu desmaiaste antes mesmo de me responderes."

- Eu quero muito. Mas belisca-me a sério. Só para eu não pensar que estou a sonhar outra vez!

 Vejam outros textos meus para este desafio aqui.

08
Nov19

Desafio de escrita dos pássaros #9

Maria

» Acordaste nu, sem te recordar de nada, numa ilha deserta «

desafio passaros.JPG

 

Eu bem disse que não devia experimentar coisas que fazem rir - pensei, tentando fechar os olhos só naquela de estar a viajar na minha loucura, mas abrindo novamente os olhos ali estava eu, perdida no meio do nada, deitada naquela areia branca fina mesmo em frente aquele mar a perder de vista. Olhei para um lado, olhei para o outro e nada. Ninguém. Nem um bichinho que seja. Tornei a deitar-me sobre a areia e fechei novamente os olhos e comecei as minhas preces:

- Oh Deus isto é só um sonho menos bom e eu prometo que se o fiz não voltarei a fazê-lo. Bem me avisaram para eu não me meter nestas cenas e eu certezinha depois de uns copos fumei um charro - Abro um olho e nada. Nada mudou.

Isto dava um grande filme: Marias há muitas, menos numa ilha deserta! - pensei.

Como é que eu aqui vim parar? Aquela pergunta que atormentava o pensamento até eu olhar mais para mim do que para a minha volta e sentir um fresquinho no pipi assim que reparei que estava sem um qualquer trapo que seja a tapar-me o corpo. Nada. Nua mesmo. E longe de ser como vim ao mundo!

Pensa melhor Maria, isto foi só um desejo que já pediste em dias menos bons de que alguém te levasse para uma ilha deserta só para não aturares tantos tótós. Mas... o génio da lâmpada nem existe!

Levantei-me e comecei a andar em direcção à natureza, procurava respostas.

- Está ai alguém? - gritei eu para o meio do nada. Nem um pio que seja. Nem uma cobrazinha para me afugentar de volta. Nada. Sigo caminho. Até que quase a chegar a umas quedas de água me apercebi que ali estava um ele, alguém cuja vida também tirou tudo o que seja trapo e eu prestes a acordá-lo em busca de respostas ouvi um barulho vindo do lado onde tinha acordado e corri, corri muito para ver o que me parecia ser um barco em alto mar. Chegada à beira mar gritei, saltei o mais alto que pude, fiz gestos impróprios para quem está liberto de roupas e nem sinal do barco dar conta até que no desespero lanço-me à água, nado, nado e vejo uma barbatana. É um tubarão e nem tempo tenho até que só me lembro dele abrir a boca e...

Vejam outros textos meus para este desafio aqui.

01
Nov19

Desafio de escrita dos pássaros #8

Maria

» Escreve uma carta para a criança que foste «

desafio passaros.JPG

 

Maria,

Permite que te chame assim.

Esse teu gosto pela comida só vai apurar com o passar dos anos. E esse constrangimento de toda a criança gostar de leite e tu não o suportares também te vai passar. Vão querer derrubar-te por seres muito amiga de outros assim como quando te empurraram abaixo do muro da escola por ciumes, mas tu vais levantar-te a cada tombo e vais seguir com a tua vidinha só porque não papas grupos e tens uma vontade própria afinada.

Continua com essa força e vontade de querer levar a tua adiante. Continua a chorar no lugar certo e a perceber que as tuas dores ninguém tas vai tirar por tu as levares em estandarte. Mas acredita que às vezes podes desabafar com os outros para as diminuir. Percebes o que te digo? Acredita sempre nos teus e eles vão lá estar sempre que precisares. Sempre.

Quando te dizem que pareces uma tolinha por estar sempre a rir, ri. Ri muito. Sorri ainda mais. E partilha essas tuas gargalhadas. 

Joga muito futebol. Aproveita esse teu gosto e não te importes que as meninas gostem mais de brincar com bonecas.

Ama a tua família e aproveita todos os momentos juntos. Nem sempre será assim. E no final é daí que te vão sair os valores. Aqueles maiores. Sentidos. E necessários para enfrentares o mundo.

Confia em ti. E gosta muito de ti. Mesmo quando te chamam Olívia Palito, Pau de virar tripas, Coelha, Maria Rapaz... Aprende a gostar de ti.

Cuida das tuas amizades, algumas ficarão para a vida.

Tenta aprender a lidar com esse nervozinho que te caracteriza. Vais ter uma vida para viver com ele.

Diverte-te. E aproveita muito. Ouve a avó quando te aperta a mão e diz "tem juízo rapariga e sê feliz".

Vê mesmo se tens mais juízo nas tuas aventuras,  só para não ficares pendurada nos portões ou presa nas silvas, ou para não andares sempre aos tombos e ficares toda esmurrada nos joelhos! Quando fores maior vais gostar de andar de saia e os teus joelhos vão ter marcas dessas traquinices.

Um dia vais gostar que te chamem pelo primeiro nome. Por razões óbvias ou porque vais deixar de escrever em diários e escrever noutro lado qualquer que não te roube as asas e te impeça de voar.  Nas palavras.

 Vejam outros textos meus para este desafio aqui.

25
Out19

Desafio de escrita dos pássaros #7

Maria

» A Constança precisa duma mascara capilar mas o teu patrão só quer que vendas compotas de abobora com amêndoa. Convence-a  a escolher a compota para usar «

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Olá bom dia, posso ajudar?

-Sim. Eu vinha comprar uma mascara capilar. Vi na vossa página que estão em promoção. E agora a entrar na loja vejo que têm muito stock e eu a pensar que por estar em promoção já não havia nada.

- Mas já usou? - Pergunto-lhe já fazer uma cara de que não vem aí coisa boa...

- Não. Por acaso não. Mas estou a precisar e como vi a promoção...

- Pois - interrompo-a eu para a dissuadir logo da sua escolha - por isso se calhar não percebe porque ainda há muito em stock!

- mas... não é boa é?!

- Olhe não lhe vou dizer que não, mas também já que pergunta dou-lhe a minha opinião. Temos ali um produto que faz maravilhas à base do caseiro, se é que me faço entender...

 - uma mascara caseira?

- sim, do género. É uma compota de abóbora com amêndoa e aquilo faz maravilhas. Deixa o cabelo nutrido e sedoso.

- mas aquilo vai ficar tudo empastado e o cheiro não ficará esquisito?

- Nada disso. Deixa actuar uns cinco minutos e depois é passar por água abundante. O cheiro pode não ser o melhor do mundo mas se quer nutrir o cabelo aconselho. Mas se quiser levar outra...

- Não sei... - Constança ainda não está muito convencida.

Outra minha colega de loja está ao telefone vira-se e diz - Oh Maria guarda aí duas compotas de abóbora para a Nelinha que ela passa cá a buscar.

- Vê, usou e deve ter gostado.

- Então vou levar para experimentar... diz a Constança - paga e vai embora.

...

Ouve lá, quem é a Nelinha que quer levar duas compotas? Pergunto eu.

Sei lá - diz a minha colega - vi é que estavas a precisar de uma ajudinha para a miúda se decidir a levar a compota e lembrei-me dessa!

Vejam outros textos meus para este desafio aqui.

18
Out19

Desafio de escrita dos pássaros #6

Maria

» Escreve uma história romântica baseada no clássico "O Amor, uma cabana… e um frigorífico" «

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Em pleno Outono. De dias bonitos. Amenos. Com uma brisa leve a fazer as folhas correr... estás ali.

Abalroa-te a luz daquela pessoa na tua direcção. Vês nitidamente o espaço que te envolve e até sentes o cheiro daquelas flores sobre a mesa ao fundo. Sentes-te balançar e sorris timidamente para o sorriso que se aproxima. Tentas parar mas não chegas com o pé ao chão devido ao corpo meio deitado sobre aquele baloiço branco mesmo em frente à cabana. E ele abeira-se e dá-te o beijo furacão que te quebra o iceberg. Aquele beijo que estás sempre à espera. E de olhos fechados sentes o rosto colado ao teu e aquele corpo que delicadamente se estende sobre ti. E sentes os teus lábios dizerem o que o teu coração aos pulos tenta expressar. Ouves o barulho das folhas que se agitam ao sabor do vento e focas o verde da natureza que te envolve. Que vos envolve. Os raios de sol são poucos mas o calor sente-se, talvez não só do tempo. Envolves-te naquele tecido capaz de suportar dois corpos que se desejam e o baloiçar já não te incomoda. Fixas aquele olhar como tantas vezes o fizeste e deixas que as coisas aconteçam. Entregas-te ao amor e sentes em cada entranha da tua pele o oxigénio que o teu coração almeja. Apanhas o cabelo e acomodas o seu rosto em teu peito. E ficam ali naquele baloiçar...

De repente o oscilar é mais forte. Tentas chegar com o pé ao chão. Precipitas-te e abres os olhos. Trazes uma respiração ofegante, um suor assustador e notas que os sonhos são do tamanho do teu desejo. Voltas a encostar-te sobre a almofada quente, aconchegas-te e fechas os olhos... mas não volta.

O sonho foi-se no momento em que a queda para a realidade foi mais forte.

Levantas-te e vais ao frigorífico, é fome.

Isto já passa. E a fome também.

Vejam outros textos meus para este desafio aqui.

11
Out19

Desafio de escrita dos pássaros #5

Maria

» Estás na fila para o purgatório e Hitler está à tua frente. Ninguém o quer aceitar e a fila não anda. Escreve a tua intervenção para convencer um dos lados a aceitá-lo «

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- Isto está a demorar mais do que o que é suposto, se é que há um tempo mais ou menos suposto para estarmos a ser avaliados para a condição final. Mas na verdade tempo aqui não há. Mesmo assim, não se percebe o porquê desta demora. Com certeza Hitler deseja ir para o céu. E acho que se deve aceitar. Nos céus haverá boa vida, boas energias, tudo muito zen, paz e descanso para todos. Dizem que todos merecem o perdão. Ele vai redimir-se e vai lutar para ser melhor.

(Hitler ouvia enquanto revirava os olhos enfadado)

- Mas nós aqui no céu não o queremos!

- Mas podiam querer - insisti!

- Não. Vai para o inferno. O lugar dele é lá. Vai ser castigado por todo o mal que fez. Por toda a dor e sofrimento que enquanto viveu, causou aos outros.

- A fila não está a andar e vocês não estão a facilitar. Ele não tem tudo mau. E se o inferno não o quer aceitar tentaremos purifica-lo de todos os males e pensem no positivo, ele tem boa mão para a cozinha - digo eu já a pensar no "piloto automático" a preparar qualquer coisita a esta larpada de fome.

- Tem? 

- Por acaso, modéstia à parte que é coisa que me assiste para dar e vender, tenho - respondeu Hitler com a sua voz arrogante, enquanto mexia no seu pomposo bigode - a minha especialidade era arroz de cabidela. Mas arranjo-me em qualquer coisita.

- Sim - Interrompo eu - Faz uns petiscos deliciosos e podia ser a nossa bimby no pedaço. Trabalhava em prol dos outros enquanto purificava a sua alma dos muitos pecados cometidos. E é benfiquista...!

- Pois bem, siga - diz alguém do inferno antes que alguém do céu falasse - És cá dos nossos e tu pertences aqui!

- Estava a ver que não. Estes gajos sempre a empatar...   

Vejam outros textos meus para este desafio aqui.

04
Out19

Desafio de escrita dos pássaros #4

Maria

» A Beatriz disse que não. E agora? «

desafio passaros.JPG

 

Eram cinco amigas. Andavam sempre juntas. Falavam sobre tudo e mais alguma coisa. Riam muito. Partilhavam cusquices. Não faltavam a festas todas juntas e adoravam tudo o que envolvia comida, bebida, música, vá e gajos!

Sabiam sempre tudo umas das outras. Confiavam. Nunca haviam segredos. Até ao dia.

Beatriz desconfiou que Sara escondia algo. Andava mais afastada. Começou a faltar aos encontros marcados entre todas. Recebia muitas mensagens e sempre desviava assunto quando a Mariana, a mais directa do grupo, perguntava quem era o gajo.

Aos olhos de Beatriz não tinha lógica. Eram amigas. Confidentes. Porque haveria ela agora de esconder algo que fosse ligado a um date com um gajo novo? Não pode ser só isso - disse Beatriz enquanto conversava com as outras sobre o que desconfiavam.

Uma noite, café marcado e recebem um sms de Sara "estou mal disposta, não vou sair". 

Passou ao lado de todas menos de Beatriz. Que confirmou as suas suspeitas quando chegou a casa, estacionou o carro e ao sair viu passar  o carro da Sara. 

Aquilo passou. Mas não esqueceu. Não contou a ninguém. 

Marcaram uma jantarada antes de uma festa de aniversário de um amigo. Todas apareceram, mas no fim do jantar Sara disse que preferia ir embora, estava cansada. Nessa noite, Beatriz que tinha ficado com a pulga atrás da orelha sobre uma desculpa mal amanhada, resolveu sair mais cedo da festa e ir embora. A caminho de casa, passou pelo carro da Sara, estacionado na casa de um gajo que conheciam.

No dia seguinte encontraram-se numa esplanada e antes da Sara aparecer, Carla comentou com as restantes que lhe disseram que viram a Sara com Óscar. Um tipo comprometido. Beatriz conta que na noite anterior o carro da Sara estava estacionado em casa dele.

Os dias foram passando e Sara continuava a mentir sobre as suas saídas.

Andam desiludidas com a falta de confiança que pairava sobre o grupo. E sobre o envolvimento de Sara com alguém comprometido.

Inês, melhor amiga de Sara, propôs que não se metessem nesse assunto, "um dia vai acabar por nos contar" - disse.

Beatriz achou isso uma falta de confiança que não deve existir num grupo como o delas. E mais que isso os meses de mentiras. A deixar ela própria pendurada em muitas situações. Inês insistia em que não tocassem no assunto e deixassem andar. Beatriz disse que não. E agora?

Vejam outros textos meus para este desafio aqui.

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