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SorrisoIncógnito

Todo o sorriso é apaixonante devido ao incógnito que o ofusca! SORRIR_um estado de espírito...

05
Nov22

Do momento do dia

Maria

IMG_20221105_191654_349.jpg

 

a infinitude é definida em proporção ao que acreditas, à tua fé ❤️

continua a ser este o melhor momento para me encontrar.
para questionar sem esperar respostas.
para encorporar silêncios.
para lavar a alma.
para procurar o que na verdade ninguém me tem trazido.
para entender essa fé.
para ter paz.
Este é tantas vezes aquele momento de fôlego!

Continua [-me] a ser este o melhor pôr-do-sol 😍

19
Ago22

Plágio [in]consciente!

Maria

Plágio

 

《 plágio 》
Há ainda um longo caminho a percorrer para consciencializar certas pessoas de direitos de autor. Sejam fotografias, palavras, textos...

É triste assistir diariamente a pessoas que partilham coisas mas retiram as menções. Se já acho triste em modo pessoal acho ainda mais triste em marcas/profissionais.

Já assisti a quem literalmente gamou textos meus e ainda agradeceu os "aplausos" às palavras partilhadas como sendo suas.

É o nosso cantinho, a nossa paixão, o nosso trabalho, que é literalmente roubado, beliscado.

Até acredito que haja quem use o copiar/colar sem maldade. Que essa pessoa não veja mal nenhum, e que em algum momento não pense de todo que está a usurpar. Mas... as pessoas são advertidas, umas assobiam para o lado outras até assumem, mas não corrigem. Não entendo.

(Quando não há referência é uma coisa. Mas não me refiro a tal, obviamente)

Quem diz copiar/roubar diz o fazer printscreen/screenshot ou o descarregar uma imagem... é intencional, mas depois vai lá e não a partilha assim, edita-a faz o recorte da mesma tirando a quem de direito e lá vai partilhar. Mas tudo muito intencionalmente.

Balelas 《 plágio 》

E é triste.

Só hoje, estou eu de férias, acordo e dou logo com duas publicações a fazerem isto, uma profissional e uma pessoal...
É constante e isto senhores, por essa internet fora é tipo ervas daninhas.

[ Vocês fazem um trabalho para dar ao chefe. Um colega copia e vai lá entregar primeiro como sendo seu - é fodido não é? é a mesma coisa. ]

Todos erramos. Eu também. Mas é importante corrigir o erro.
Estamos aqui para aprender!

26
Nov21

Dos dias...

Maria

Screenshot_20211126-132712_Instagram.jpg*

 

[ Acham sempre que sabem tudo. Imaginam, fazem imagens na cabeça, tricotam ideias, tiram ilações, julgam, vêem o "nosso" exterior e partem do pressuposto.

Deles. Aos olhos deles. Dos outros.
E daí... não fazem a mínima ideia do que é a realidade e a história de cada um.
Às vezes tudo está tão escuro que a única luz é mesmo a nossa. Para nós ❤
(para os outros, na verdade e na maioria das vezes, nem interessa) ]

 

* fotografia original publicada no IG: @sorrisoincognito

10
Ago21

Um bocadinho abaixo do Pólo Norte

Maria

Parece que Agosto começou há uns dias e eu nem tempo tive para um único post. E Agosto é o meu mês de sorrisos, de renovar energias. De férias. De família. De coisas boas. E partindo do principio que até me esqueci de fazer o desafio #quenuncanosfaltemsorrisos que já costumo fazer... está muito dito!

20210810_142317.jpg

 

Não me lembro de um ano com tanto trabalho. Com tantos percalços pelo caminho, psicologicamente cansada tanto a nível profissional como pessoal. Desgastante. Chego a Agosto com um grito interno de férias como não me lembro. Férias sempre são bem vindas, mas este ano sinto que é a bomba que preciso para respirar mesmo melhor.

Este ano queria mesmo ter mais tempo para este cantinho. Foi um objectivo quase aqui escrito, mas não o cheguei a fazer e mesmo assim, o meu psicológico fica um pouco desiludido por não estar a conseguir cumprir. No entanto não estou a conseguir fazê-lo de maneira espontânea, logo não escrever é o que me faz sentido. Não vou escrever por escrever. No entanto sei que tinha muito para fazer e conseguia vir aqui buscar aquilo que sinto que estou a precisar - como sempre - o equilíbrio na escrita e na partilha das palavras que me traz.

Acho que a falha tem sido também minha. Além do trabalho estar a absorver muito de mim e não estar a conseguir ser capaz de me libertar assim que saio dele, não estou a conseguir impor "barreiras" na minha luta diária.

Cá dentro já tive muito melhores dias. Anda ainda tudo muito revolto. Sem conseguir amenizar as energias e alinhar os chacras. Não estou a conseguir separar águas. E sei que essa falha é só minha. E espero que os dias de férias que ansiosamente estão quase a chegar me ajudem a respirar melhor. Estou sempre a pensar em mil e duas coisas. E no final, sinto que troco e faço emaranhados de situações.

Sei que não consigo chegar a todo o lado. Sei que não tenho que ficar triste por não estar a conseguir resolver coisas que não dependem só de mim. Tenho consciência que tenho tentado dar o meu melhor em todas as situações. No entanto continuo com a pergunta será que o meu melhor é o suficiente?

É nestas alturas, talvez uma fase menos boa, que agradeço por ser uma pessoa positiva que apesar das dúvidas inevitáveis tenta ver o copo meio cheio, a luz ao fundo do túnel e acreditar fazendo figas que tudo se vai resolver e alinhar. 🤞

[Ontem foi dia 9, dois meses sem o meu primo. Que continua a ser a pessoa que me aparece nos primeiros lugares assim que abro o messenger para enviar uma mensagem. Ou assim que abro o facebook. Que me continua a aparecer nas memórias do face. E que assim que recebo um vídeo de humor de alguém me apetece ir enviar-lhe. Eu não estava fisicamente com ele há algum tempo, merdas da pandemia, mas trocávamos fotografias, mensagens, vídeos, imagens de rir quase todos os dias. E esses dois minutos entre o receber a mensagem e soltar uma valente gargalhada davam-me anos de vida. Ainda custa acreditar.]

Não sei bem dizer se houve ali um momento específico que me fez deixar cair quase a toalha ao chão. Mas sei que ela ficou um pouco pesada nos últimos tempos. E sei que, por muito que seja a ultima pessoa a transparecer isso, a não deixar de sorrir sempre, não consigo ser a mesma.

O lado bom disto tudo é que faltam três dias e umas horas para estar de férias e a coisa está quase a ir ao sítio (só energias positivas desse lado vá 🙏) espero notícias positivas. Boas conversas. Reencontros. Biquini all day. Petiscos bons porque são a cura para muitos males e Caipi blacks fortes com força porque convenhamos ajuda. E os meus juntos. Os meus juntos! E isto é só o que mais quero - ali um bocadinho abaixo do Pólo Norte já que não apanhei a promoção ou a agência de viagens que "todos" apanharam para ir para as Maldivas!

Está tudo a ficar certo ♡🍀 (eu espero!)

27
Out20

Dois suspiros bem fundos por dia, não sabe o bem que lhe fazia...

Maria

Suspiros

 

Não tenho escrito como gostaria.

Não me lembra escrever tão pouco.

Não gosto de dizer que não tenho tempo. Que até falta mas, na verdade a inspiração anda pela rua da amargura.

Acho que quem me segue por aqui já se apercebeu disso há muito. Muitos deixaram de vir e eu percebo - está tudo certo.

Como já disse anteriormente vou actualizando mais as redes sociais por uma questão de ser mais prático. Mas espero sinceramente mudar isso e começar a partilhar mais por aqui como tanto gosto.

Eu sabia que Outubro seria assim. Um mês de correria. De força coragem e luta diária. Mas às vezes sinto que não pensei que seria tanto. Mas está tudo certo.

Há duas semanas vi-me acordar todos os dias às sete da manhã para antes de ir para um dia de trabalho deixar tudo feito em casa. Incluindo máquinas de roupa lavada e estendida. Eu. Quem diria. Não que não fizesse nada em casa, mas levantar-me cedo para o fazer nunca o tinha feito. De há duas semanas para cá nunca me dediquei tanto também à cozinha, mas continua tudo na mesma, gosto bem mais de comer que de cozinhar.

Na semana passada trabalhei em part-time porque não deu para mais e mesmo assim desdobrei-me o mais que pude. Sinto-me com vontade de fazer muito mais, mas cansada. 

No dia em que vos pedi energias positivas a minha Mãe estava a ser operada. Obrigada, está tudo a ficar certo, espero.

E então tudo ficou para segundo plano. Incluindo a escrita. Porque ora estou bem ocupada, ora estou cansada com sono e com vontade de dormir até 2021.

Acho que nunca tive os meus níveis de stress tão desorientados. Não me lembra de me desligar tanto de tanto. Não me lembra de psicologicamente me sentir tão cansada.

E depois ainda temos o mundo lá fora. Em plena pandemia. E ainda custa mais ver o meu norte com pouco norte. E claro nesta altura da pandemia todos conhecemos alguém que já foi apanhado pelo bicho.

Quero acreditar que tudo vai mesmo ficar bem. Mesmo sendo a expressão mais usada em 2020 quero continuar a acreditar nela com a mesma convicção que a pronunciei pela primeira vez.

Tenho cada vez mais saudades de certos abraços. De certos colos. De certos ombros. De chorar para acalmar. E está tudo certo.

Há alturas que tudo só vem para te fazer perceber ainda mais o que interessa. E quem.

Espero que desse lado esteja tudo bem, dentro do "bem normal" destes dias.

Sorrisos  

21
Ago20

Férias fora, cá dentro ❤

Maria

Já cá estou desde terça. 

A saga do teste acabou com a marcação em Vila Real porque faz testes ao fim-de-semana e o Porto não (?!) E para quem faz viagem à terça ou quarta não há outra hipótese quase.

No dia seguinte tinha o resultado por email. E no dia seguinte viajei para a Madeira. Correu tudo muito bem mas tenho que dar a minha opinião sobre o processo de viagem. Dentro do avião.  Mais que haver o cuidado de quem é primeira classe, quem é premium ou quem comprou a tarifa mais baixa, neste momento o mais importante deveria ser quem fez teste antes ou não.  Estou pouco a lixar-me quem ia em primeira classe ou quem vai em económica. Mas sinceramente depois de eu ter feito cerca de 140 km para fazer um teste e fui negativa custa-me não saber se a pessoa que está sentada ao meu lado fez deste ou poderá estar infectado. Não haver divisão disso deveria ser punido. Porque depois quando entro no aeroporto, seguir uma linha "free pass" e separar-me das pessoas com que vim até então é só estúpido. E eu não vim numa low cost vim na TAP e condeno que não tenham feito esse cuidado.

Posto isto. Aterrei na Madeira há uns dias e estou por cá a aproveitar.

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Boas férias a todos!

05
Ago20

Testes à Covid 19 : Madeira VS Açores

Maria

MADEIRA.png

 

A Madeira foi a primeira a chegar-se à frente com a ideia de para entrar em território Madeirense tem que fazer-se um teste. Tudo bem e concordo com a medida. E eles assumem os custos. 

Os Açores foram atrás da ideia, mas anteciparam-se à coisa e na volta assim que isso começou já tinham acordo com mais de cem laboratórios espalhados por todo o país.

A Madeira abriu com um laboratório em Lisboa. Apenas dias mais tarde. Abriu Coimbra. Mais tarde um no Porto, há cerca de uma semana e pico um em Vila Real e recentemente em Barcelos.

A partir daqui, já não está tudo bem.

[Açores 1 x 0 Madeira]

Marcação de testes à Covid 19 para os Açores, consegui marcar com menos de uma semana de antecedência do vôo e no mesmo dia em que enviei um email para um laboratório no Porto, passadas poucas horas, recebi logo um email de confirmação do mesmo.

Marcação de testes à Covid 19 para a Madeira, mandei email para marcação para o Porto e passados quatro dias respondem-me a dizer que não têm hipótese. Mandei email para Vila Real a pedir marcação no sábado dia 25/07 e mais de uma semana e meia depois ainda estou à espera de resposta... (se tivesse viagem entretanto já foste!) e nem vou comentar o atendimento telefónico que recebi ao ligar na passada sexta-feira para pedir informações.

Sendo que, para passageiros com viagens marcadas às terças e quartas-feiras (como é o meu caso - olha o karma) ainda têm outro senão: os testes têm que ser feitos ao fim-de-semana e para isso não há - ainda - solução, quando já passou um mês de terem aberto as portas aos turistas e há AINDA MAIS essa anomalia.

"Não é possível realizar testes aos sábados, domingos e feriados. Os voos que saem às terças e quartas-feiras para a Madeira nem sempre poderão ser agendados neste ADC. Estamos a trabalhar para resolver esse problema." uma das respostas recebidas.

E depois ainda leio comentários de Madeirenses a dizer que se o povo tivesse consciência não ia para lá fazer o teste só no aeroporto. O que se esquecem é que há todo um processo que ultrapassa quem tem viagem marcada para ir. E que quer mesmo fazer o teste antes. E que não se importa de fazer mais de  70 quilómetros (s-e-t-e-n-t-a para cada lado) para o fazer.

O que me cutica a paciência é não trabalharem bem quando fazem propostas deste género.

E anda uma pessoa a pagar um balúrdio para uma viagem dentro do nosso país e é toda uma dor de cabeça para fazer férias cá dentro. Que já quase não apetece.

(e eu não vou propriamente por férias, mas para reencontrar família!!)

Sinceramente...

 

Podem sempre acompanhar todas as novidades pelo Facebook. Ou pelo Instagram - @sorrisoincognito 》

 ▪Texto em destaque na página do @SAPO

30
Mar20

Vai ficar tudo bem!

Maria

Estamos a passar por algo que nem nos nossos pesadelos a seguir a um filme de terror estaríamos a ponderar sequer algum disse que fosse possível. De todo. Acredito. A todos.

Mesmo a esses que ainda assobiam para o ar como se não fosse nada com eles, como se não seja importante a vida do próximo, a luta do próximo, a ajuda, a dificuldade, a fé... do próximo. Até que, só quando lhe for mesmo próximo,ou bater à porta vá ter consciência deste inimigo invisível. Que não seja tarde demais. Mas que se for para escolher, que haja a frieza e o poder de decidir por quem fez as escolhas certas ao invés de quem optou por ser um estupor, mais uma vez na vida.

Adiante.

IMG_20200330_191822_968.jpg

 

No dia 13 decidi a minha quarentena voluntária. Ainda que à espera da validação do tele-trabalho, onde no dia 16 tive que passar no escritório buscar as minhas coisas para seguir com o tele-trabalho e desde então, não mais saí de casa a não ser para ir à farmácia comprar a minha bomba. Tentei fazer tudo direitinho. Incluindo o ensinar aos meus pais que não podem mesmo sair. Por muito que isto custe, por muito que possamos achar que se vai só ali. Por muito que se acha que se consegue tomar todas as medidas necessárias e nada falha. Pode falhar. E eu quero tentar que não falhe. Por mim, mas muito mais por eles. Pelos meus. E por aqueles que sofrem tanto com isso. Por quem está na linha da frente a dar o tudo e mais alguma coisa, sem o maior apoio que é a família perto. E falo muito dos médicos, enfermeiros, pessoal da saúde mas não só, falo das forças de segurança, falo dos farmacêuticos, dos transportes de mercadoria que nos trazem bens essenciais, dos bombeiros, dos que doam comida, dos que se disponibilizam a ajudar os idosos, os que não conseguem, os que têm dificuldades. Esses todos. Que tentam fazer o bem. Por quem não vê os filhos já há tempo suficiente, por quem não pode ir dormir a casa. Por quem não tem conseguido ter tempo quase para comer como para dormir. E não digo descansar, digo dormir mesmo, de conseguir fechar os olhos e conseguir não ficar com a mente a trabalhar.

Não está fácil.

A viagem para o trabalho já foi suficientemente esquisita, mesmo aqui #umbocadinhoabaixodoPoloNorte numa aldeia perdida, mas que sempre havia trânsito e hoje nem isso. Quase ninguém. Mas o chegar lá doeu cá dentro. Deve ter sido por isso que me sinto particularmente mais sensível hoje.

Não somos de beijos, mas somos de abraços, de bater no ombro, de passar a mão na cabeça. Lá no trabalho parecemos mesmo irmãos, e hoje quando os vi senti que quando o meu boss um dia me disse que eu sou a filha que nunca tiveram, aquilo tinha sentido. Em 13 anos só fico sem lá ir duas semanas nas ferias grandes e quando volto a subir as escadas a reacção efusiva juntamente com um abraço de saudades é inevitável. Hoje foi só o Mariiiiia e ficamos ali à distância a sentir a necessidade que uma pessoa tem nem que seja de pôr a mão no ombro a dizer "saudades pá"! E é ali que damos por garantido que não somos muito e somos na loucura bem menos que o que pensamos alguma vez ser. E que de repente há abanões que nos abalroam e nos dão a noção que se calhar apesar do cliché que é dizer que há tantos pormenores aos quais não ligamos, agora vem a vida e te põe ali de joelhos  mais perto do chão para percebemos que é muito fácil não teres os pés no chão por mais que sintas todos os dias que os tens.

Vida esta hein?

Aproveitei e fui às compras. Até porque a ultima vez que tinha ido, foi na loucura do papel higiénico, há cerca de duas semanas e meia que não ia. E só hoje vi todas as medidas que tiveram que implementar. Os seguranças à porta. A limitação de entrada de pessoas (se bem que tive a sorte de ir bem cedo e só estarem três/quatro pessoas dentro do hipermercado quando entrei, já quando saí...). Os avisos de não mexer nas coisas, de ver com os olhos. De não nos aproximarmos das pessoas. De esperar pela nossa vez lá atrás. De esperar que alguém saia para pores as compras no tapete... foi estranho. Nunca me senti invadida a fazer compras. Quase que sufocada a querer sair dali o mais depressa possível. Do ter medo de tocar no que quer que fosse e no ansiar que poderia já estar evoluído ao ponto de olharmos para uma coisa e ela ir parar ao carrinho por obra de quem quer que seja e não das nossas mãos. O andar com álcool atrás porque nunca encontrei gel (que não me custasse os olhos da cara). E assim que entrei no carro, senti-me tão impotente, medricas, parva, pequenina e foi ali que o eu mundo parece que desabou. Porque me lembrei desses estúpidos que saem à rua só porque sim, sem necessidade essencial para o fazerem e voltei a lembrar os vídeos que tenho visto que me cuticam o coração. O médico que foge do abraço do filho assim que o vê ao longe. Do José Alberto Carvalho que perdeu um ente querido e nos lembra, mais uma vez, como até isso nos tiraram, a despedida de um ente querido. Ou mesmo o vídeo de um hospital em Espanha onde os médicos estão já bastante cansados e a policia e bombeiros fizeram um ajuntamento em frente ao hospital a apitar e a bater-lhes palmas, numa de alento e apoio. Ou o vídeo do gnr que pára o carro em frente ao seu prédio e põe a música do "BAby shark" no qual dança cá fora, com a sua filha a ver pela janela e a rir-se no colo da mãe.

Isto esmaga-nos certo?

[Pelo menos a quem não acha de bom tom perante esta situação pegar no carro e ir passear ali para uma esplanada à beira mar. Ou furar a quarentena só porque vou ali à padaria ao lado de casa comprar uma raspadinha. Ou porque vou ali ao posto de abastecimento beber uma jeca já que os cafés, esses malucos, fecharam. Ou vou ali ao parque, que até por acaso está fechado com umas fitas, mas eu consigo dar a volta aquilo e até passo por cima e sigo caminho. Olhem e nesta parvoíce até vejam que não estou só e não sou o único - que gente é esta meu Deus?]

Caraças. E isto toca lá dentro de uma maneira incrivelmente avassaladora.

E hoje, talvez pelos dias de quarentena, sinto-me sensível.

E não é só porque pus ali a dar o concerto que passou ontem do Zambujo e do Miguel Araújo. É porque caraças isto é sério e está mesmo a acontecer. Ali, do outro lado da nossa porta. Não só da minha, mas da de todos. Isso mesmo, do outro lado da prta de cada um - por isso o fiquem em casa ok?!

Tão verdade como eu continuar a ir à varanda e a minha afilhada do outro lado, na varanda dela, me continue a pedir colo, que a vá buscar porque está presa. Tem dois anos. Caramba. Isto não devia estar a contecer. Mas está.

Índice de sanidade mental de quarentena: é isto! 😔🙌

Coragem Maria, coragem. Vai ficar tudo bem!

22
Mar20

Não há agasalho que nos proteja de pessoas frias. O resto dá-se um jeito

Maria

Às vezes ainda me surpreendo com as pessoas. Não devia.

Enquanto há todo um esforço para não se sair de casa.

Enquanto uns fazem tele-trabalho. E empresas fecham.

Enquanto uns têm que fechar os seus próprios projectos, lojas, empreendimentos, o pão de cada dia.

Enquanto uns fazem isolamento/quarentena voluntária.

Enquanto uns não visitam a família.

Enquanto uns adiam casamentos, batizados, festas comemorativas...

Enquanto uns não festejam o aniversário com a família e amigos. 

Enquanto uns ficam isolados e completamente sozinhos em casa.

Enquanto as escolas fecham e todas as crianças vão para casa.

Enquanto pára o futebol.

Enquanto uns dão concertos a partir de casa para animar a malta.

Enquanto uns dão aulas de fitness, exercício físico, zumba, o que seja - de casa - para nos manter activos de casa.

Enquanto há pessoas que gostavam de ficar com os seus em casa e arriscam todos os dias a ir trabalhar para os restante de nós termos o necessário.

Enquanto uns arriscam a vida para agarrarem a vida de outros - Obrigada!.

Enquanto uns não conseguem fazer a ultima cerimónia merecida a um ente querido.

Enquanto há pessoas que têm família internadas que já não visitam alguns dias...

Enquanto há pessoas que se disponibilizam a ajudarem os mais necessitados e os mais idosos.

Há outros que num dia de sol, vão passear para as marginais, para as praias, para o calçadão, para o raio que as parta porque isso não vale e pode ser evitado sem custo. Sim sem custo, poupem-me - a mim e a todos aqueles que adotaram o #ficaemcasa.

IMG_20200322_223836_770.jpg

 

Em tempos escrevi - Não há agasalho que nos possa proteger de pessoas frias. Distantes. Amargas. De pessoas que não olham para o lado, que não sentem os outros, que não se dão. Pessoas que não sabem sorrir. Ajudar. Ver além do seu mundo.

E é tão isto. Enquadra-se. Não se entende essas pessoas. Não se entende como fazem isto. Não percebo pessoas - destas. Não consigo.

09
Jul19

Não é algo fácil de se dizer. E entender.

Maria

Não apetece

Às vezes não apetece.

Se calhar anteriormente já disse, que o "não apetece" é desculpa mal amanhada. Mas não é.

Às vezes é só mesmo isso. Não há outra explicação. Ou há tantas que se resumem a essa mesma. Às vezes não há vontade. Não há pachorra. Não estás para aí virada. Às vezes não fazes, não queres ninguém, não queres falar, não queres ouvir. Às vezes não apetece mesmo.

Às vezes tudo parece que te aborrece e tão só por isso não apetece.

Não é sempre. Mas tem dias que não é mais nada além disso. E por isso é tudo

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