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SorrisoIncógnito

Todo o sorriso é apaixonante devido ao incógnito que o ofusca! SORRIR_um estado de espírito...

25
Mai17

O Rex,

Maria

O Rex morreu há três semanas.

Rex

  [Fotografia no meu facebook usada para o desafio de #desculpasdenatal no dia do -  Amigo - para a vida disse eu]

 

Morreu na semana que eu estava de férias. Não o vi morrer. Não o vi no seu último dia de vida. Não o vi depois de se esconder na sua casota para desfalecer. Soube pela chamada ("Cá em casa agora seremos menos um") que a minha mãe me fez e doeu imenso aquele choque de não estar ali ao pé dele. Não consigo lembrar-me de quando me despedi dele antes de ir para o aeroporto, mas de certeza que o fiz. Mas não me consigo lembrar por mais que tente. Ele fazia sempre aquela cara de "cachorro abandonado" quando nos via com um mala e eu não me consigo lembrar da última, mas consigo lembrar do descer das escadas e dos olhos dele em mim nos últimos dias. Não sei se por defesa, mas sempre que me lembro dele é com aquele rabo a abanar e aquele ar de atrofiado a querer saltar para o colo.

Estas semanas passei por situações diferentes quase todos os dias. Primeiro foi a falta assim que cheguei a casa de viagem que senti, da festa que ele não me fez. De não ouvir aquele ladrar de contente, dos saltos e cambalhotas, das lambidelas nos pés, das orelhas arrebitadas à espera que lhe passasse a mão no pêlo e da pata no ar para lhe dar a minha mão... Foi aquele primeiro impacto de chegar e encontrar literalmente o vazio. Já sem casota. Já sem as coisas dele por ali. Já sem o cheiro. Tento me lembrar e lá está ele no pensamento aos saltos com o ar atrofiado que eu amava.

Os dias passam e assim que chego a casa, não consigo parar de pensar que ele era o primeiro que eu via. Que ladrava logo se eu demorava a sair do carro, que queria sempre saltar e que ficava ali de olhos postos em mim, orelhas no ar e rabo mexer até que eu entrasse na porta. Às vezes entrava e voltava a vir cá fora só para o picar com o "OH Rex" e ele que já estava deitado no chão imediatamente ficava tal e qual como estava quando entrei pela porta.

Não esqueço.

Ele era a nossa campainha. Antes mesmo de alguém chegar a tocar à campainha já sabíamos que estava ali alguém, ele sempre dava sinal. E o ladrar dele era logo revelador de se tratar de alguém conhecido ou não. Como sinto a falta disto. Porque a atitude dele era peculiar. Ele não ladrava para as pessoas, ele ladrava virado para a porta como se a chamar-nos.

Não esqueço.

Ele era um atrofiado do pior. Nunca ligou a bens materiais, entenda-se que era um cão que não gostava de brincar com nada, só connosco. Podias comprar-lhe o melhor brinquedo, não tinha interesse. Mas se eu me sentasse ao fundo das escadas ele já fazia trinta por uma linha para brincar. Para dar a pata, para pôr as patas no meu colo. para roçar o focinho nas minhas pernas. Para fazer corridas e para dar a volta à casa em segundos e voltar ao mesmo sítio atirando-se para o chão. Chorava a rir com ele tantas vezes. Não gostava de andar de carro, sempre enjoava.

Não esqueço.

Por mil e duas razões lá em casa ainda sobra comida e dizemos "é para o Rex". Olhando todos uns para os outros com aquele olhar de "já não". Ainda nos sentamos nas escadas à espera que ele venha ali brincar. Só que não. A piolha mais nova sempre chega e ainda diz "oh já não há Rexi". Ainda ontem, com a mãe falávamos da falta que sentimos dele. Daquela saudade que não se explica quando alguém desaparece. A minha mãe prontamente volta a repetir o que já disse "Não quero mais cães, uma pessoa apega-se tanto a eles...". E acredito. Apesar de ter dito o mesmo depois da nossa pastora alemã morrer e antes mesmo de o Rex vir morar lá em casa. O Rex morava connosco há muitos anos. O Rex é da família há mais de catorze anos. Não esqueço. Não nos esqueceremos.

"Não quero mais cães!" - sinto-lhe o sentido.

16
Dez14

Sonhar com gatos faz-me acordar a transpirar!

Maria

O título pode ser chamativo mas o que tenho a contar nem tanto assim, até porque os gatos que me fizeram acordar a transpirar foram mesmo os de quatro patas (uma tristeza).

Eu tenho um trauma com gatos. Não sei se já aqui o disse, mas tenho. Seria incapaz de lhes fazer mal mas que já tive pensamentos maus em relação a alguns já. Acho-os fofinhos, rio-me à brava com histórias que leio por aí (o Chico da Xio bate recordes) ou ouço dos meus amigos sobre eles, conheço alguns para lá de fiéis companheiros e amigos e tudo aquilo que acho do meu cão, mas ao longe. Tudo que seja a centímetros de mim acelera qualquer coisa cá dentro que nem sei explicar, mas não só começo a fazer filmes na minha cabeça até mais não, como sinto logo uns calores e uma comichão pelo corpo todo. Que querem? A haver vida depois da morte certamente na anterior algum gato matou-me, ou fui eu própria um gato que fiz das minhas e acabei com as sete vidas que dizem que têm de uma forma traumática ou então fui eu que matei um e toda uma legião de fãs voltou para me atazanar. “Deixa-te de mariquices Maria, tens medo queres ver?” Pegando pelo cenário de que Eu fechada num sítio com um gato é certo que não me vou abstrair que ele ali está, mesmo que longe dos meus olhos e isso se torna incomodativo para o meu bem-estar, admito. Tenho. Não chego ao ponto de não ir, não estar, só porque ali mora um gato, fora de questão, mas eu vou sempre lembrar que ali está um gato. Aliás tenho uma prima que tem um gato e eu adoro ir lá jantar, mas o pisco deve ter faro para este meu trauma que passa a vida a passar debaixo da mesa para se roçar nas minhas pernas. Sim já quase me entalei a jantar. E fiz o filme de que ele estava a fazer de propósito. Um dia fui dormir a casa de umas amigas. Têm uma gata linda e sim eu já era da casa, já lá tinha ficado algumas vezes e já tinha ultrapassado a barreira de lhe fazer uns mimos. Na boa. Mas respeitinho é bonito. Eu aqui, ela lá. Nessa noite acordei com um peso nas pernas, olhei para ver o que era, era a gata vidrada a olhar para mim numa de vou-te saltar. Quase não tive tempo para acordar a minha amiga e ela saltou-me. Nesse instante acordei a casa. E acho que quem se assustou foi a gata que fugiu dali. Nunca vou esquecer. Mas vim aqui para contar o sonho desta noite, melhor pesadelo, não só não dormi nada, como o pouco que dormi é como se não tivesse acontecido. Estava a caminho de casa ontem á noite e à minha frente ia um gato. Saltou para o muro e olhava para mim, à medida que me ia aproximando ele escapava mais uns metros à frente. Saltou para umas grades e parou a olhar para mim. Fugiu para uma esquina mais à frente e espreitava para me ver. Nesta altura já quase fazia o filme na minha cabeça daquele gato com um sorriso maquiavélico. Depois fugiu para debaixo do meu carro à porta de casa ficando a olhar atrás de uma das rodas. Não gostei da sensação. Mas lá passei para casa com o meu cão a armar um banzé porque micou o gato. Depois de entrar em casa esqueci até que adormeci. Nos entretanto em pleno “sonho”, estava eu no consultório de um médico de uma novela. O homem adorava gatos. Havia gatos por todo o lado. Demasiados. E mal lá entrei a coisa começou a corre mal. Ao pescoço levava um porta-chaves o qual devia ter um sentido tipo whiskas saquetas que os gatos começaram a aproximar-se. Às tantas médico nem vê-lo e eu só via gatos e mais gatos até que eles começam a saltar-me. A coisa correu tão mal que eu estatelei-me no chão e para eles aquilo foi tarefa básica. Atacaram-me com aquelas unhacas e mordiam-me como se não houvesse amanhã (acho mesmo que quando acordei ainda sentia as dentadas no meu corpo). E voilá acordei, meia sem ar e com o corpo a transbordar rios.

Foi aquele gato que me seguiu até casa que despertou tudo aquilo em mim. Foi ele o causador deste pesadelo, desta cara de zombie que trago. Esse mesmo que nestes ultimos tempos dança o tango em cima do capôt do meu carro (btw déjà vu) aos olhos do meu Rex. Tarde da noite para acordar toda a vizinhança. Estou quase no limite de deixar o Rex avançar sobre ele, mas depois o gato empina-se todo faz “fuuu” e o meu Rex mete o rabinho entre as pernas e dá de frosques à retaguarda. Mereço?

06
Ago14

Ainda estou enjoada.

Maria

Ontem fui alertada pelos meus pais, principalmente a minha mãe num tom um pouco acelerado para eu ver uma reportagem que estava a dar na CMtv. A dita era sobre uma cadela, pastora alemã que estava a amamentar uns leitões. O dono todo contente a dizer que aquilo era um espectáculo e coisa e tal e trinta por uma linha enquanto o jornalista lhe fazia umas perguntas tipo «e as crias da cadela como reagem?», «e a cadela trata bem os leitões?» E na minha cabeça só surgia uma pergunta que quase implorava que o jornalista lhe fizesse “e então que vai fazer aos leitões depois?”. Mas fiquei na ignorância porque essa não foi uma pergunta que surgiu. Pior, no final da entrevista diz o dono do animal: a experiência é boa e está a correr bem, talvez para repetir. Sério?

20
Jan13

Do ser animal!

Maria


Uma reportagem obrigatória a ver. É nestas alturas que quem não ama os animais é porque olha para eles como simples objectos, quando na realidade, são seres com sentimentos e que têm uma capacidade de nos surpreender e de nos ensinar.

Quanto mais conheço certas pessoas mais gosto do meu cão, digo isto muitas vezes e a verdade é que depois de ver e ter noção de situações como estas, os animais merecem muito mais respeito que aquele que se lhe dá.

08
Jan13

Dos animais.

Maria

Mais uma notícia sobre pessoas, neste caso uma criança de 18 meses, atacada por um cão que teve o pior desfecho, a morte da criança. E é aqui que não consigo pensar que haja uma linha que separe o animal e o dono. Os donos de animais e não são só os de raças consideradas perigosas, têm responsabilidades. Se querem ter um cão têm que o educar, o proteger e proteger os outros. Um exemplo da revolta que trago dentro de mim, e atenção eu adoro animais inclusive sempre tive cães e tenho, os meus vizinhos têm um cão arraçado de Aski, que já ferrou a duas pessoas, inclusive a ultima teve que levar tratamento hospitalar ainda que tenha sido ferimentos ligeiros. Não há um dia que tendo eu que me meter à estrada não sinta medo, vai lá saber-se porquê e como, ele solta-se e leva tudo à frente. Estas situações revoltam-me porque tal como há pessoas más, há animais que também o são e sempre que olho para aqueles olhos eles transmitem raiva, só isso. E eu não quero pensar o que será se um dia destes uma criança lhe aparece pela frente. Não há consciência. E eu sei que para os donos, os nossos animais são sempre os nossos, gostamos sempre e protegemos sempre. Mas depois de ferrarem mais que uma vez, não acho que seja uma situação para lhes passar a mão ao correr do pêlo e deixar as coisas andarem como se não se passasse nada.

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