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SorrisoIncógnito

Todo o sorriso é apaixonante devido ao incógnito que o ofusca! SORRIR_um estado de espírito...

23
Out19

Amizades que viram família!

Sabes o que é, ter uma amizade verdadeira?

Maria

so-tem-uma-coisa.png

 

Mas falo daquelas que viram família mesmo. Que fazem parte dos nossos. Que estão lá em todas as situações. Nos bons e nos menos bons momentos.

Falo das amizades mas daquelas que duram uma vida. Que vêm de outra vida ou pelo menos parece que foram de sempre.

Falo de amizades que estão lá "no matter what". Há muito.

Acredito que não sejam muitos que possam estar sentados a recordar cenas de há mais de vinte anos. A recordar cartas que trocaram via correio postal mesmo. A recordar brincadeiras de panelinhas e comidas fictícias em chazinhos com peças altamente personalizáveis da época com o que havia à mão de semear para fazer brincadeiras (até pratos de vasos). A recordar os malhos de bicicleta. Os pés torcidos das corridas na rua e dos joelhos esfolados.

Acredito que não sejam muitos que consigam ainda recordar os primeiros namoricos juntos, as primeiras festas, as primeiras baldas, as primeiras paixonetas que não correram assim tão bem, lá no tempo dos afonsinhos. É que ter uma história ainda curta é não atravessar épocas temporais completamente diferentes e ainda assim estar lá.

É ultrapassar a crise dos primeiros amigos, das primeiras distâncias. A crise de deixar de ser criança e passar a fase controversa da juventude. A crise de nunca mais ser maior de idade e agora onde é que isso já vai! A crise do primeiro desgosto de amor. A crise de acabar o secundário. De começar a trabalhar. De ter responsabilidades. Amizades intemporais que passam nos pingos da chuva dos anos que nos fazem crescer. Ainda assim, juntas.

Eu sei o que é ter amizades assim. Sou uma sortuda, acredito.

Mas sempre achei que há amizades que valem a pena. Valem a pena ter por perto. Valem a pena fazer parte. Valem a pena a aventura diária que é ser-se amigo. E tudo o que isso envolve para conseguir manter amizades de anos. Não esperar tudo do outro, mas dar de nós. Amizade é isso.

Acredito que muitos não acreditem em amizades assim. Mas é preciso acreditar.

Podia ter sido bem diferente, seguimos caminhos diferentes em escolas diferentes, diferentes amizades, mas nem por isso a amizade não cresceu.

Saímos juntas, arranjamos namorados, partilhamos muitas conversas, desabafos, aniversários, festas, rimos muito e também partilhamos momentos menos bons. Sempre presentes uma na vida da outra. Fomos de férias solteiras com amigos. Aproveitamos bem a vida. Fizemos muitas jantaradas. Juntamos família mais que vizinhas.

Casaste, e eu guiei nesse dia o carro até à igreja. E trouxeste-me mais um amigo. A vossa casa sempre de portas abertas para mim, a vossa filha para quem eu sempre fui a Titi.

Um dia, há muito tempo, ainda nem sonhavas ter filhos e disseste-me "um dia vais ser madrinha de um filho/a meu". Até que surgiu o convite para ser madrinha da segunda e eu babei. Tornamos ainda mais família esta verdadeira amizade.

Continuamos a partilhar férias, agora todos juntos.

Os momentos mais importantes estamos lá juntas. Depois de uma amizade já com tantos anos e que resiste a dia pós dia. 

As amizades mostram-nos como podemos ter pessoas importantes na nossa vida sem que o nosso sangue seja o mesmo. Como podemos ter pessoas que não nos são impostas mas que nos acrescentam. Como há realmente amigos que se importam que as coisas corram bem. Que estão lá nos brindes, mas também nos ombros amigos. Nas gargalhadas, mas também nas lágrimas. Eu vou ser sempre grata pelas que me chegaram e ficaram como a tua. Serei sempre grata por me deixarem ser quem eu sou na vida das vossas filhas, principalmente na da minha afilhada, a quem pretendo dar sempre o meu melhor no que toca ao amor. Seremos sempre amigas, agora comadres. Seremos família. 

Obrigada por todas as vezes que estou mais em baixo me puxarem para cima, obrigada por sempre que não me apetece a opção ser outra. Obrigada por me ajudarem. Obrigada por estarem lá. Obrigada pelos sorrisos. Obrigada por me ligares quase todos os dias, muitas vezes para ver a minha afilhada, mesmo que a gente à noite se vá ver. Obrigada por as deixares lá em casa e os meus pais fazerem também parte da vida delas. Obrigada por pertencerem aos meus.

Acho que por entre as brincadeiras com as bonecas, as panelas ou mesmo na aventura do monopólio, por entre os bailes e as festas que sempre fomos, pelas vezes que nos perguntavam se éramos irmãs por andarmos sempre juntas e usarmos a mesma cor de cabelo, loiras, não nos passava pela cabeça que hoje estaríamos assim.

Hoje é o teu dia. E eu desejo-te o melhor.

É um gosto continuar a estar presente nestes dias, não só para te cantar os Parabéns, mas para celebrar mais um dia em que a vida, com amizades destas, valem a pena.

Parabéns amiga e comadre. Feliz aniversário! 

23
Mai19

Há pessoas para ficar, há pessoas para ir!

Maria

87.  amizades.png

Sabemos sempre que com outras pessoas somos mais felizes. Somos ainda mais felizes que sozinhos. E dessas pessoas, as que nos acrescentam, somos parte. E fazem-nos mais felizes assim como nós também fazemos parte da felicidade deles. São aqueles a quem chamamos "os nossos". A quem queremos perto. Com quem partilhamos os melhores sorrisos e a quem socorremos para nos segurarem as lágrimas.

São essas pessoas que nunca podemos esquecer. E da mesma proporção que há pessoas que nos fazem ainda mais felizes. Há também aquelas que nos sugam a felicidade e muitas vezes nem damos conta disso.

Pessoas que já só estão "ali", sabe-se lá onde, mas que nunca estão mesmo "aqui". E que nem chegam a estar. Não se chegam a dar. Logo não chegam a ser das que acrescentam. Que dizem que são amigas mas que na realidade, ao olhares, não vês nada que o demonstre. Só estão ali a insistir que o são. Às vezes já podem ter sido muito, mas depois simplesmente deixam de o ser. 

[ Às vezes podemos ter uma peça que seja muito importante numa altura da nossa vida ficamos com ela porque na verdade faz parte. O tempo passa. E ela apenas fez parte naquela altura. Lá trás. Ficar com ela, dar-lhe um lugar de destaque só para lembrar que um dia foi importante é não dar valor a todos as outras que fazem o dia de hoje mais bonito. ]

Há pessoas que devemos deixar ir. Que o deixar ficar só estão a ocupar ideais falsos. Quando menos esperas vai haver uma atitude que te vai fazer perceber isso tão bem que te vai magoar.

Pessoas que magoam não fazem parte dos teus que estão lá para te fazer feliz. Se não estão, é deixar ir. Há tanta coisa que ao deixares ir te faz feliz que vais perceber que há pessoas que também são assim.

Não vão deixar de existir. Só não podes contar que estejam lá. Porque na verdade elas também não contam. Quanto mais cedo te libertares, mais cedo vais perceber o que te faz falta, o que realmente interessa e o que não! E que ninguém vive de metades de pessoas que querem estar em todo o lado mas na verdade não estão, principalmente do teu lado. ♡

20
Dez18

Das amizades que fazem valer a pena!

Maria

Quando fomos parar à mesma turma no liceu a "empatia" foi unânime - não fomos com a cara uma da outra. Nem de longe nem de perto. Lembro-me perfeitamente de assim ser na primeira impressão. E do outro lado foi exactamente igual. "Mas quem é aquela agora?"

Não me lembro porem como depois ultrapassamos essa barreira da primeira impressão e nos tornamos tão amigas. Parece que há ali um espaço temporal que não existiu. Lembro-me da primeira vez que nos vimos mas não me lembro o caminho feito para sermos inseparáveis. Somos a prova de que a primeira impressão pode não ser a melhor mas não determina o restante caminho! E essa lição já aprendemos há muitos anos lá trás.

Sim, foi exactamente isso que aconteceu na escola. Passamos a ser as melhores amigas. Sempre uma ao lado da outra. E se uma dizia vamos faltar a outra já tinha saído da sala. Se uma dizia vamos a aproveitar o intervalo e vamos aos lanches lá fora a outra já estava a escolher a mesa no café. Se uma já tinha levantado o braço para pedir uma cerveja, a outra já tinha pedido duas. Se uma queria sair mais cedo para ir a uma festa a outra já tinha arranjado maneira. Não havia segredos. Havia muita mão a ajudar e ombro amigo. Fiquei imensas vezes em casa dela. E a família até hoje acolhe-me sempre da mesma maneira, assim como os meus.

Temos muitas histórias nossas, muitos segredos meus que guardou assim como eu os dela. E sempre nos entendemos.

Foi sempre a primeira a saber das minhas paixões. Das minhas desilusões. A ver as minhas lágrimas e a partilhar os meus melhores sorrisos. Ainda o é. Sabem o que é ter uma amizade assim?

De tantos anos, de tantas experiências diferentes. Que tantas quilómetros que por vezes nos separam. De dias e dias que por vezes ficamos sem falar. Mas as férias que passamos juntas. As jantaradas. As festas. O ligar-me para me contar o que quer que seja que lhe seja importante desabafar assim como eu... tudo continua a acontecer. E eu sei que se lhe ligar às três da manhã ela vai atender e vai estar lá. Mesmo que me diga "que é que queres pá?"

Demora a acordar. E a assimilar o bom dia. Tem um coração que só não dá mais se não puder. Olha imenso para o outro. Chora a rir. E por isso ouço muitas vezes quando vamos jantar "Hoje não pus risco preto nos olhos para não ser a desgraça de sempre". Porque as nossas conversas têm sempre muita verdade. Desabafamos as desilusões mas rimos à gargalhada com tudo o resto. E temos as nossas aventuras. De sempre. "Se isto não fosse uma aventura não éramos nós, certo amiga?" quantas vezes o dizemos.

E é saber que pode falhar muita coisa mas tu vais lá estar. Eu sei. 

E que nunca nos faltem os brindes. Os abraços. As mensagens de put@ que pariu quem nos magoa. E os telefonemas a dizer estamos a precisar de ir jantar. E estamos mesmo!Que nunca nos faltem histórias para contar. Gargalhadas até chorar. Aventuras ao estilo "se calhar" - private joke. Mas que corra sempre tudo bem. Ver sempre o lado positivo das coisas, ao género, podemos ir de férias e não ter sol, mas que pelo menos se esteja em sítio de bom comer. Que para comer é uma #MariaTexuga como eu.

Amiga,

Agradeço-te imensas vezes a amiga que és. Porque preciso que saibas que me sinto grata por ter na vida amigas como tu. Por ter pessoas no meu caminho como tu. E por seres das poucas pessoas que eu não preciso falar mas tu sabes quase tanto como eu, como eu estou.

Há pessoas que não acreditam na amizade. E eu acredito que essas pessoas não tiveram a felicidade de ter uma boa amizade, que valha a pena. Que faça sentido. Que seja amor. Que seja família. Que vire sangue. Como a nossa.

Que isto nunca nos falte.

Gin para ti, Caipi black para mim, sangria ou maduro tinto para as duas, está óptimo!!!

Quero-te o melhor que o mundo tem para oferecer. Porque se há alguém que merece és tu. Por esse coração gigante que tens nesse "metro e meio" de gente.

Gosto mesmo muito de ti. E Obrigada. Obrigada sempre por tudo!

Parabéns, um dia muito feliz! 

Adoro Tu.

23
Out18

Das amizades que valem a pena!

Maria

Vivíamos em países diferentes e já escrevíamos cartas uma à outra. Acho até que ainda sou capaz de encontrar alguma lá por casa.

Falávamos de como tínhamos saudades das nossas brincadeiras, de como tanto brincamos com tachos e panelas, de como nunca mais chegava o verão para vires de férias e claro, falamos dos rapazes, dos namoricos, dos beijos roubados e das bestinhas que se queriam meter com quem gostávamos.

O vires para cá morar definitivamente, bem ali do lado, foi só mais um passo na nossa amizade.

Podia ter sido bem diferente, seguimos caminhos diferentes em escolas diferentes, diferentes amizades, mas nem por isso a amizade não cresceu.

Saímos juntas, arranjamos namorados, partilhamos muitas conversas, desabafos, aniversários, festas, rimos muito e também partilhamos momentos menos bons. Sempre presentes uma na vida da outra. Fomos de férias solteiras com amigos. Aproveitamos bem a vida. Fizemos muitas jantaradas. Juntamos família mais que vizinhas.

Casaste, fui eu que te guiei nesse dia até à igreja. E trouxeste-me mais um amigo. A vossa casa sempre de portas abertas para mim, a vossa filha para quem eu sempre fui a Titi. Até que surgiu o convite para ser madrinha da segunda e eu babei. Tornamos família esta amizade. Somos amizade verdadeira. Continuamos a partilhar férias, agora todos juntos.

Os momentos mais importantes estamos lá juntas. Depois de uma amizade já com tantos anos e que resiste a dia pós dia. 

As amizades mostram-nos como podemos ter pessoas importantes na nossa vida sem que o nosso sangue seja o mesmo. Como podemos ter pessoas que não nos são impostas mas que nos acrescentam. Como há realmente amigos que se importam que as coisas corram bem. Que estão lá nos brindes, mas também nos ombros amigos. Eu vou ser sempre grata pelas que me chegaram e ficaram como a tua. Serei sempre grata por me deixarem ser quem eu sou na vida das vossas filhas, principalmente na da minha afilhada. Seremos sempre amigas, agora comadres. Seremos família. 

Obrigada por todas as vezes que estou mais em baixo me puxarem para cima, obrigada por sempre que não me apetece a opção ser outra. Obrigada por me ajudarem. Obrigada por estarem lá. Obrigada pelos sorrisos. Obrigada por me ligares quase todos os dias, muitas vezes para ver a minha afilhada, mesmo que a gente à noite se vá ver. Obrigada por as deixares lá em casa e os meus pais fazerem também parte da vida delas. Obrigada por pertencerem aos meus.

Acho que por entre as brincadeiras com as bonecas, as panelas ou mesmo na aventura do monopólio, por entre os bailes e as festas que sempre fomos, pelas vezes que nos perguntavam se éramos irmãs por andarmos sempre juntas e usarmos a mesma cor de cabelo, loiras, não nos passava pela cabeça que hoje estaríamos assim.

Hoje é o teu dia. E eu desejo-te o melhor.

É um gosto continuar a estar presente nestes dias, não só para te cantar os Parabéns, mas para celebrar mais um dia em que a vida, com amizades destas, valem a pena.

Parabéns amiga e comadre. Feliz aniversário! 

23
Jan18

34 ❤

Maria

Ontem quando me deitei, antes mesmo de me preparar para ver todas as mensagens que recebi (e ainda não consegui ver -mas já li algumas deliciosas) procurei uma fotografia da festa para partilhar. Não tinha. Não tenho fotografias da minha festa de aniversário ontem (vá tenho uma do bolo e uma de um ramo que vieram cá entregar a casa de um amigo meu).

Só tive tempo de dar conta que não tinha fotografias e nem sequer consegui ler uma mensagem - Aterrei. Adormeci de coração carregado, cansada, mas com aquela sensação que aproveitei muito bem o que me deram.

Consegui juntar as minhas duas afilhadas, coisa que não é fácil e nem assim tirei uma fotografia com as duas para mais tarde recordar. Consegui juntar dos meus amigos mais importantes com os meus pais e não tenho uma fotografia que seja. Nenhuma do jantar. Nem de cantar os Parabéns, nem dos brindes. Nem das gargalhadas. Das minhas afilhadas no colo dos meus pais. Das partilhas.

A única explicação que tenho é que, tudo foi tão preenchido e "saboreado" por mim, por nós, que os telemóveis foram secundários.

Às vezes parece impossível, mas o facto de acontecer é que estamos a viver o momento. Ontem era o meu e eu vivi. Aproveitei-o. E apesar de atender as chamadas, as mensagens já não consegui tomar conta. Não fui egoísta, mas tinha que aproveitar a festa e os meus, caso contrário não conseguiria aproveitar nada.

E hoje não tenho fotografias mas tenho uma memória fotográfica recheada. Cheia de emoções e um coração a transbordar.  Tenho uma felicidade em mim de ter momentos como este que me fazem ver o que vale realmente a pena. Aproveitar o momento com quem nos acrescenta é sem dúvida um mote para este novo ano meu.

Vocês que por aqui passam e ficam. Uns mais que outros vão fazendo parte.

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Obrigada. OBRIGADA de coração às mensagens que recebi. Às palavras que me deixaram, tanto aqui no blog como no mail, facebook e instagram. Obrigada por esses sorrisoincognitos e acima de tudo obrigada por me ajudarem a continuar a sorrir. Beijinho e mil sorrisos!

Venham mais. Sim são 34 anos de sorrisos.  Estou feliz! ❤

20
Dez16

O que seria de nós sem amigos?!

Maria

Quando queremos falar de alguém que gostamos parece que as palavras sempre são escassas. Outras vezes parece que são tantas que se atrapalham entre si. Acho que a melhor palavra que posso dizer é - Obrigada.

Agradecer. Saber reconhecer. Sentir o privilégio de. Escolher e não ser obrigatório.

É isto que torna uma relação poder ser aquilo que é. Boa. Duradoura. De confiança e de coração. De boas energias. De aprendizagem. De cumplicidade. De ombro amigo. De muitos sorrisos e lágrimas. Partilha. De sentido. De verdadeira Amizade.

Já aqui falei dela. E nunca é demais fazê-lo. Porque continuo a afirmar que:

No dia em que eu tenha uma amizade que faça todas as outras que falharam valer a pena, sou feliz.

No dia em que eu tenha uma amizade, que me conheça como ninguém e que me saiba os passos melhor que eu, sou feliz.

No dia em que eu tenha uma amizade, que seja família, daqueles nossos, dos de coração, dos que estão sempre lá, sou feliz.

No dia em que eu tenha uma amizade que venha do tempo dos afonsinhos, que nunca tenha quebrado confianças e respeito e que o crescimento seja mútuo, sou feliz.

No dia em que eu conheça alguém que me faça sempre ser eu, sem "ses" nem "talvez", com cumplicidade, e que sempre vai ouvir o que tens a dizer "no matter what", sou feliz.

No dia em que uma chorar e a outra fizer rir, no dia em que uma rir e a outra chore de tanto rir também, sou feliz.

E eu tenho. E ela é uma das que faz isto tudo valer a pena.

Ela hoje faz anos.

Amiga,

que possamos ser sempre aquilo que fomos até agora depois de tantos anos de amizade, de tantos desabafos, de vivências juntas. De partilhas menos boas, mas dos tantos e muitos sorrisos e gargalhadas até à lágrima.

Que continuemos a levantar o copo e a brindar por mais pessoas como nós e o resto que se fod@.

Gin para ti, Caipi black para mim.

Quero-te o melhor que o mundo tem para oferecer. Porque se há alguém que merece és tu. Por esse coração gigante que tens nesse "metro e meio" de gente.

Adoro-te, gosto mesmo muito de ti. E Obrigada. Obrigada sempre por tudo!

Parabéns, um dia muito feliz!

05
Ago16

Da amizade!

Maria

No dia em que eu tenha uma amizade que faça todas as outras que falharam valer a pena, sou feliz.

No dia em que eu tenha uma amizade, que me conheça como ninguém e que me saiba os passos melhor que eu, sou feliz.

No dia em que eu tenha uma amizade, que seja família, daqueles nossos, dos de coração, dos que estão sempre lá, sou feliz.

No dia em que eu tenha uma amizade que venha do tempo dos afonsinhos, que nunca tenha quebrado confianças e respeito e que o crescimento seja mútuo, sou feliz.

No dia em que eu conheça alguém que me faça sempre ser eu, sem "ses" nem "talvez", com cumplicidade, e que sempre vai ouvir o que tens a dizer "no matter what", sou feliz.

No dia em que uma chorar e a outra fizer rir, no dia em que uma rir e a outra chore de tanto rir também, sou feliz.

No dia em que tenha uma amizade, em que rimos das mesmas coisas sem falar, em que os nossos olhos se entendam e em que as palavras são meros acessórios, sou feliz.

O melhor? Eu tenho. Falando desta em particular... Mesmo essa amizade que vem de uma primeira má impressão, de um primeiro "não vou com a cara dela", tudo o resto foi sem duvida enriquecedor. É uma amizade que acrescenta. Essas são das que valem mesmo a pena. Este é o melhor exemplo que eu tenho na vida, de que, não se deve julgar ninguém pela primeira impressão que causa.

Tenho muito que agradecer a uma grande amiga. Já aqui falei sobre ela. Pelas distâncias nunca serem problema. Pelas vidas tão diferentes nunca fazerem urticária. Pelo ombro estar sempre disponível. Pelo brinde sempre ser marcado. Pelos desabafos de tudo e mais alguma coisa. Por tudo. E ela voltou. E eu nunca conheci ninguém em que a palavra amizade encaixasse tão bem.

Ontem fomos jantar. Continuamos a falar sem paradigmas. Sem vergonhas. Sem segredos desnecessários. Continuamos a desabafar, a falar de medos e a aconselhar o melhor. Sempre. Porque quero-lhe o melhor como para mim. Continuamos a rir e a chorar. Ontem voltamos a rir em sintonia do que nem sequer comentamos, mas o olhar é cúmplice. Voltamos às mesmas conversas, do trabalho, das novidades, do blog, dos gajos, das gajas, das férias, dos "ex", das coisas pessoais. Voltamos a chamar bestas a quem realmente o é e voltamos a rir com força do que pudemos. Falamos das cabras que nos aparecem à frente e de como as mulheres são realmente muito más com as mulheres. Nós optamos por ser sempre verdadeiras. Esse é o segredo. Optamos por se não ficar bem, dizer tal e qual gostaríamos que nos dissesse. Por uma amizade com menos "estás tão bonita" pela frente e pensar "essa roupa não te assenta nada bem". E por mais "Vai tirar esse pêlo aí esquecido que se vê a quilómetros" (private joke). Optamos por dizer na cara que não deves olhar mais naquela direcção, fazer aquele papel, falar com aquela pessoa. Por uma amizade com mais "estou à espera sem desculpas", por chamadas de madrugada para contar o que quer que seja que te tenha empolgado, por mais levantamentos de copo, por mais gargalhadas arrancadas. Optamos por ser verdadeiras.

Gin para ela, Caipi Black para mim.

gin.jpg

15
Jun16

Euro 2016

Maria

Pois que ontem Portugal entrava em campo no seu primeiro jogo para o Euro 2016. No dia anterior com umas amigas combinamos que íamos ver todas juntas. Aqui ou ali. Combinado, de fora ficou a ida a um restaurante ou café, e o ir a casa de alguma de nós, arranjamos um sítio extra que tem tv e resolvemos levar todas uns petiscos.

O jogo começava às 20 e às 19:30 estavamos no ponto de encontro. Éramos cinco. A mesa foi posta, sentamo-nos assim que deu o pontapé de saída.

Jogava-se os primeiros minutos de Portugal x Islândia e as expectativas altas com a nossa selecção.

Na mesa havia espetadas, broa recheada de queijo, moelas, pizza e minis. Olhos na tv mas muita conversa. Patilhas e gargalhadas. Não posso deixar de lembrar o melhor da noite, quando uma se vira para mim e me diz "Maria, mas eu de ti não me lembra", ao que respondo "é natural, pela conversa sou uns oito anos mais velha que vocês". A cara de espanto da mesma levou à gargalhada geral. E claro o meu ego subiu lá cima como sempre que acham que eu tenho cara de mocita.

Portugal marca golo festeja-se e a coisa continua. Islândia marca golo e torna tudo mais morto que aquilo que estava. Quaresma entrou e agitou um pouco as células mortas. Nada mais. Apito final.

Ligou-se a pedra e começamos só aí a jantar mesmo, picanha e frango na pedra com queijo. Uma delícia. Já bem tarde e ainda vieram os bolos.

Reunimo-nos para ver futebol, mas saímos dali com uma barrigada de calorias, confidências e gargalhadas. O jogo de Portugal ficou literalmente para segundo plano. Espero que no próximo haja mais vontade. Não de comer, que ficou provado pela nossa parte que estamos aptas, mas da parte da nossa selecção de mostrar em campo porque estamos mais uma vez presentes num Europeu.

Euro 2016 (França) - PORTUGAL 1 x 1 Islândia (1º jogo fase de grupos)

 

15
Abr16

Das amizades...

Maria

Um dia destes por entre a secção dos legumes do Lidl avistei uma cara conhecida. Não, não é daquelas que se foge a sete pés para não gastar tempo em conversas de caca. Era uma amiga que não via há imenso tempo, olhamos uma para a outra e a risota foi mutua, "há tanto tempo que não nos vemos e tinha que ser logo no supermercado entre os verdes, cá bestas"! Dois beijinhos e dois dedos de conversa. Bem, ficamos ali paradas no meio do corredor quase uma hora. Nem demos conta. O tempo voou. E com certeza devem ter reparado naquelas duas inocentes ali na letra todas entusiasmadas. Verdade seja dita, nem reparei quem passou por nós. A conversa foi óptima. Disparamos a dar novidades uma à outra, coisas que não interessam a ninguém e algumas confidências. Rimos muito a combinamos aquele café que está para ser há tanto tempo e nunca o é. Ela é uma amiga do tempo de escola. Daquelas que muito raramente nos temos encontrado. Vidas completamente diferentes. Mas muitas histórias juntas. Muitas lembranças. E sempre muitos sorrisos. A mesma idade, ambas solteiras e ambas a contar peripécias que nos juntaram no passado. "Falamos tanto nos 30 tudo ser tão diferente e afinal parece tudo tão igual". Mesmo. Conseguimos rir do passado e voltar à mesma conversa de sempre "se contas isso mato-te". É bom, saber que no fundo, há pessoas que não se dão por meios trocos, que é como quem diz, estão sempre lá, mesmo que a vida siga caminhos diferentes, vire do avesso e o tempo passe com uma facilidade que nem se dê conta. Tenho mesmo a sorte de, por entre os pingos de algumas desilusões conhecer pessoas que valem a pena.

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