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SorrisoIncógnito

Todo o sorriso é apaixonante devido ao incógnito que o ofusca! SORRIR_um estado de espírito...

15
Fev19

A minha rua é melhor que a tua #9

Maria

Ontem quando cheguei a casa, o comer já estava no forno quase quase pronto. A mesa para o jantar também já estava posta e inevitavelmente reparei com um prato a mais. "eu não trouxe ninguém para jantar cá a casa" digo eu, acompanhada de uma gargalhada que acabou por ser geral. Diz o meu pai "ainda vais ter um first date sem contar!", mais gargalhadas claro!

Não, diz a minha mãe. Sabes, hoje vem cá jantar a vizinha (uma vizinha que mora sozinha). Disse-me que hoje o filho não vinha jantar com ela e eu, como fiz comer que chegue disse-lhe para vir cá jantar connosco. Afinal de contas ela também me tinha dado umas batatas um dia destes. Vá, e hoje é um dia de amor. 

Compreendem agora quando eu digo que a minha Rua é melhor que a tua? Pois, é isto. E a minha Mãe é a maior. Óbvio!

13
Fev19

A minha rua é melhor que a tua #8

Maria

Está um dia incrível. A puxar um bom dia de Primavera em pleno Inverno. Mesmo que hoje tenha saído de casa pela manhã com os termómetros a marcarem quatro míseros graus, agora à hora de almoço está um quentinho bem bom e um sol (que faz mal) que é um desperdício não aproveitar.

Fui por isso almoçar a casa e aproveitar as minhas duas horas de almoço. Acabei de almoçar e vim sentar-me ao fundo das escadas, ao sol. Os meus pais também. Apareceu logo a minha afilhada com a mãe. Apareceu também uma outra vizinha que nos ouviu falar e ali se sentou para dar duas de letra. Apareceu de seguida mais outra (minha ex sogra por acaso) que aproveitou para nos trazer uma abóbora do seu quintal. E mais dois dedos de conversa.

Eu podia ter aproveitado o fim da hora de almoço para passar no café ou na padaria para um cafezito e coisa e tal. Mas eu gosto daquela convivência. Eu gosto dos meus vizinhos. Eu gosto do dar e receber que ali se consegue. Eu gosto das conversas sem serem intrometidos. Eu gosto das ajudas que somos todos uns para os outros. Eu gosto de lhes perguntar se está tudo bem, porque continuam a ser os primeiros a aparecer se estou doente.

E por isso me custou ainda mais, quando me levantei peguei na mala e soltei um até logo que tenho que ir trabalhar.

Eu sei que muitos não sabem sequer o que isto é. Mas é isto que me faz gostar tanto de viver ali. A minha rua é melhor que a tua. É isso.

10
Jan19

Viver na aldeia, dizem, é chato!

Maria

Dizem.

Eu dou mais um exemplo de que, se calhar, não é bem assim.

Ontem durante a tarde mandaram-me um recado aqui na empresa, que ao fim da tarde, o dono de uma empresa vizinha fazia anos e ia fazer patuscada para passar lá.

Eu, quando acabei de trabalhar, e toda ranhosa que estava só queria ir embora. Meti-me no carro e ala que se faz tarde. Mas, ao passar em frente à empresa onde estavam todos fizeram-me paragem e nem pensar em ir embora sem petiscar nada. E foi assim que comi duas sandes com carne de espeto quentinha a fazer na hora e um copo de tinto. Até fui embora mais aconchegada.

Isto nas cidades não existe. E também não existe em todos os lados. Mas ainda existem vizinhos dos bons. Eu moro na melhor rua do mundo, mas às vezes também me convenço que trabalho num dos melhores sítios. Vizinhos bons e boas pessoas não vêm declaradas. E sabem tão bem.

25
Set18

A minha rua é melhor que a tua #7

Maria

Lembram-se do meu vizinho que a família não ligava nenhuma e que era ajudado por todos lá na rua? Devido à doença, abandonou a casa onde estava, neste momento está num hospital a ter cuidados continuados. Infelizmente nunca mais o vi, mas vamos sabendo notícias, sei que já tem familiares que o visitam, sei que não fala desde o seu internamento no IPO e poucas visitas pode receber porque fica muito ansioso por não poder falar e ainda é pior. Infelizmente. Mas lembro-me imensas vezes dele e sei, que se ali continuasse todos os vizinhos o continuavam a ajudar...

Como disse ele saiu da casa onde estava e foi para lá viver um casal idoso. Deram-se as boas vindas e nunca houve muita conversa, a senhora lá anda na sua vida e o senhor é acamado. Só há uns dias após comprar uma máquina de lavar roupa pediu-me se lá podia ir explicar como a coisa funcionava. E eu lá fui. Agradeceu-me de cada vez que lhe expliquei alguma coisa.

Na sexta-feira à noite estava a chegar a casa e ouvi uns gritos. Esperei para ver de onde vinham e ouvia alguém a chorar desesperadamente. Estava eu ainda na rua quando a minha mãe vem cá fora também com o barulho. Apercebemos-nos que era da casa dessa vizinha. Corremos até lá, encontramos outra vizinha também a lá chegar e... a senhora estava desesperada. Tinha acabado de receber a notícia por telefone que o marido falecera no hospital para onde tinha seguido durante a tarde.

A senhora na casa dos oitenta anos por volta da meia noite e meia recebeu aquela notícia sozinha em casa. Já tinha chamado a filha mais próxima. E ficamos ali a tentar acalmar aquilo que nestas alturas não se acalma. O coração de quem ama. Chegou outra filha e estávamos nós, as vizinhas que se aperceberam ali com o sofrimento daquela mulher.

Já mais tarde, quando começaram a chegar familiares, retirei-me para fora de casa e ali à porta uma das filhas agradecia o termos ido logo lá. Vezes sem conta agradeceu.

E Eu só pensava no quanto os vizinhos nos podem ser.

Não lhes retiramos a dor. Mas não assobiamos para o ar enquanto o "vizinho do lado" esmorece aos poucos.

Eu já disse que a minha rua é melhor que a tua? A minha rua é melhor que a tua. É isso.

29
Mai18

Dia dos clips e a melhor história a contar.

Maria

Rádio Comercial diz que hoje é dia dos clips, então não posso deixar de contar a melhor conversa sobre eles mesmos que já aqui contei.

No trabalho com um indivíduo:

- Arranje-me um coiso desses. Como é que se chama isso?

Eu: Clips!

- Clips?? (olhando e apontando lá para fora) Então e clips não são aquelas árvores?

...

...

Eu: Não. Aquelas árvores são eucaliptos.

Repost: Conversas... Ups! *35*

11
Dez17

A tempestade "Ana"!

Maria

Ontem era dia de tempestade "Ana". O alerta tinha sido dado e os avisos mais que distribuídos. O Norte estava em alerta com aviso vermelho, devido principalmente ao vento forte. Seria então um típico domingo morrinhento dentro de portas. Como sabem, moro ali um bocadinho abaixo do Pólo Norte, numa terra que tem o vento como nome do meio, mas... aquilo que vi e ouvi ontem ultrapassou tudo aquilo que me lembro de até à data ter ouvido. Mesmo ali naquele pedaço de terra que já se vai habituando em ser conhecido como a terra do vento.

Durante a tarde tive uma única fuga de casa, para ir dar colinho à afilhada mai'nova, que mora tão longe como a casa ao lado e já aí o vento estava forte, o que me fez quase cair pelas escadas abaixo e como era impossível abrir um guarda-chuva foi correr o mais que pude e nem assim evitar ficar toda encharcada.

A coisa tendeu a piorar, aliás como era o alerta - entre as 20 e as 2 horas da manhã de hoje.

Tinha-se combinado ver o jogo do [meu] FCP juntos, mas foi abortada a saída de casa visto que o tempo não estava propício e muito menos convidava. Já depois do Porto marcar os 2 ou 3 primeiros golos tudo começou a intensificar-se.

O barulho cá fora assustador. Cada vez mais. Parecia que as persianas estavam a tentar ser arrancadas. Ouviam-se barulhos estranhos no exterior da casa, mas fora de questão ir espreitar. Aquilo assobiava por todos os cantos. E eu enrolada na mantinha só pedia para que aquilo passasse rápido. A chuva até não era muita, mas o vento. Minha nossa o vento era claramente sentido. Até que por uns segundos - gigantes - aquilo estremeceu tudo. Barulhos muito fortes e a luz foi abaixo. Ficou-se ali às escuras a ouvir-se o tumulto que se passava cá fora. 

De repente acalmou.

Um silêncio assustador. Depois daquela rebeldia toda. Continuou-se sem luz.

Abri uma das janelas e espreitei cá fora. Consegui ver que a rua estava cheia de restos de uma placa de pladur. Não quis ver mais. Estava frio. Fechei a janela, ainda sem luz e deitei-me.

Eu, que tenho insónias e que para dormir é os cabos dos trabalhos passei quase a noite em claro. Sempre em alerta quando começava a soprar um pouco mais. Depois foi a chuva.

A luz voltou. Liguei-me à internet e vi as ultimas actualizações. Infelizmente muitas ocorrências. Só queria dormir e que tudo já tivesse passado.

Acordei ainda escuro e esperei que se fizesse luz. Abri a janela:

 

20171211_082820.jpg

 

Está frio. Nevou na serra e começa a sentir-se o gelo. A chuva continua. Não usei a estrada habitual para o trabalho porque nestas alturas fica bastante perigosa - nem imagino como esteja. Vim por uma alternativa. Mesmo assim, vi árvores caídas. Acidentes. Condutores com condução irresponsável face ao estado das vias. Bastante sujas. Muitas folhas. Ramos de árvores. Terra. Escoamentos entupidos. Lençóis de água. Placas destruídas. Outdoors arrancados. Estruturas feitas num oito.

Cheguei ao trabalho bem depois da hora de entrada mas bem. Todo o cuidado a conduzir é pouco.

Já no trabalho, a chuva intensificou-se e houve um trovão que iluminou todo o escritório.

Eu disse. O inverno quando viesse ia trazer tudo aquilo que tem atrasado em chegar.

Que se fechem as portas da serra que está a ficar um grizo mais ou menos e é esperar que não hajam muitos mais estragos.

E coragem Maria! Coragem! Tu sabes, a vida não é fácil para quem mora ali um bocadinho abaixo do Pólo Norte.

16
Dez16

Peripécias deste lugar à beira Pólo Norte plantado.

Maria

2 graus*. mãos geladas. pés nem os sinto. casaco de pêlo apertado. AC a dar as ultimas (que é como quem diz a funcionar mal com certeza). chuva (partículas de gelo leia-se). nevoeiro. diz que neva nas montanhas mas nem as montanhas hoje consigo ver. garganta inflamada. dores no corpo.

Posso encolher-me dentro desta bola de pêlo e hibernar? Volto no verão!

(e ainda há quem diga que gosta mais do inverno, até dói)

Coragem Maria! Coragem! Tu sabes, a vida não é fácil para quem mora ali um bocadinho abaixo do Pólo Norte.

*e estou no trabalho que em casa normalmente ainda desce cerca de 2 graus!

Mais pelo Facebook. Ou pelo Instagram - @sorrisoincognito

12
Dez16

A minha rua é melhor que a tua #4

Maria

É sempre um orgulho falar da minha rua. Porque realmente gosto da rua que me acolhe há tantos anos. Mais, as pessoas que lá vivem. Já aqui falei imensas vezes dos meus vizinhos. E tão só por isso e muito mais, continuo a dizer que a minha rua é melhor que a vossa.

Continuo a ter o vizinho que a família não liga e que continua a ser ajudado por todos lá da rua. E é dele que hoje venho falar, mais uma vez. Ele lá continua na sua vidinha. Sozinho. Pelo que sei sem contacto com familiares e com contacto com os vizinhos. Sempre o mesmo, extremamente bem educado, sempre com um sorriso e uma mão levantada a cumprimentar. Continua a gostar de beber o seu copo e não condeno, muitas vezes acredito que será mesmo a sua única companhia. Nós vizinhos, vamos fazendo o que se pode.

Ontem, combinado anteriormente, foi a minha mãe que lhe deu o almoço. Fez-se assado e partilhou-se com ele. Nesta semana que é particularmente difícil. Soube há poucos dias que está doente...e esta semana recebeu a informação que será agora internado no IPO. Partilhou com os vizinhos que mais o ajudam a notícia e todos ficamos naturalmente "tocados" com a notícia. Principalmente nesta época de família, coisa que lhe falta. Imagino que as conversas e os desabafos que tanto se precisa o "sufoquem".

Ele agradece vezes sem conta o que se partilha com ele e acredito que no fundo seja isso que lhe consola o coração. Nunca sabemos ao olhar para uma pessoa a vida que carrega. E eu espero que lhe esteja reservado o melhor caminho. Porque merece. E que consiga encontrar sempre "vizinhos" que o ajudem.

Eu já disse que a minha rua é melhor que a tua? A minha rua é melhor que a tua. É isso.

28
Set16

Boa vizinhança! (A minha rua é melhor que a tua #3)

Maria

Segundo a Comercial, hoje é o dia da boa vizinhança. Mais que uma vez já aqui falei dos meus vizinhos. Da minha rua e vocês sabem, por mais desculpas que tenham, a minha rua é melhor que a vossa!

Tenho tantas histórias de partilha. Ainda hoje à hora de almoço a minha mãe deu à minha vizinha que tem filhos pequenos uma caixa de cereais que nos saiu num cabaz e como não comemos partilhamos com quem sabíamos que ia gostar. Essa mesma vizinha que no fim de semana trouxe uma saca de figos lá para casa.

Por aqui continua a ser assim. Não é troca é partilha.

Partilhamos limões, alfaces, tomates, hortaliça e salsa. Uns têm uma coisa, outros têm outra. Partilhamos os bolos de aniversário, ou mesmo aqueles caseiros que sabemos que gostam. Continuo a adorar os bolinhos de abóbora que a minha vizinha me oferece sempre no natal. Continuo a fazer mousse de chocolate de after eight para os amigos vizinhos que gostam.

As minhas escadas continuam a servir de "esplanada" para as noites de verão onde nos juntamos. A vizinha oferece uma orquídea porque tem duas iguais. O meu pai oferece o piri-piri das suas plantações. Outra vizinha oferece pêras, ou laranjas, ou figos.

Tenho outra vizinha que continua a ir lá jantar quando às vezes a minha mãe faz cabidela. Tenho outros vizinhos que estão fora e sempre que cá vêm juntamos-nos para uma refeição em conjunto. Cada um leva o que pode.

Continuo a ter o vizinho que a família não liga e que continua a ser ajudado por todos lá da rua.

Partilha-se a farinha quando a de uma acaba a horas inconvenientes, ou o leite, ou o arroz. Ou mesmo o pão que já acabou e a padaria já fechou.

Aqui divide-se tudo que se possa. Ajudamos-nos uns aos outros. Partilhamos o que temos. Partilhamos também o coração, porque criamos laços.

Os meus vizinhos são os primeiros a ajudar se virem que se está a precisar. São aqueles que o meu carro avaria a caminho do aeroporto e eles se metem no carro para me ir levar mesmo que isso fique a quase uma hora de distância. Assim como eu dou boleia sempre que alguém precisa quando vou a caminho do trabalho.

A minha rua continua a ser família. Uns mais que outros é normal, assim como é normal ter uma ovelha negra, mas continua a não fazer mossa. E continuamos a não saber tudo da vida uns dos outros. Que não sabemos. Não é preciso. Mas é bom estar lá quando alguém precisa e quando nós precisamos.

Continuo a ter vizinhos que apanham a roupa se começa a chover. Que ajudam a mudar o pneu quando furou. Que vão às compras e que perguntam se precisamos que nos tragam alguma coisa para não termos que ir lá de propósito. Continuo a ficar com a filha da vizinha se ela precisar de dar um saltinho a qualquer lado.

Tenho inclusive ex-vizinhos que nos continuam a vir mostrar a filha que agora cresce longe de nós. Tenho vizinhos que ficam com o meu cão se viajo. Que vêm perguntar se preciso de alguma coisa quando estou doente.

Ainda há dias um vizinho veio trazer um bolo, porque fez massa a mais e deu para dois.

E continuo a pensar naqueles que vivem no mesmo prédio, que nem se cumprimentam e muitas vezes nem se conhecem.

Tenho vizinhos que já me ajudaram muito nas lágrimas e nos sorrisos. Que saio de casa pela manhã e o "Bom dia" efusivo aparece.

E como já aqui disse antes, não é incómodo. Faz parte. E eu gosto disto. Disto típico de aldeia. Desta família de sangue diferente. Mesmo onde uma ovelha negra existe mas não faz mossa. Mesmo onde um deles é um ex meu mas não faz mossa. Mas gosto. Eu sei que é sorte. E agradeço muito por isso. Gosto dos meus vizinhos. A minha rua é melhor que a tua. Tenho uma boa vizinhança. É isso.

11
Ago16

Acreditar no humanamente impossível

Maria

10.08.jpg

Humanamente é impossível acreditar que haja um juiz que deixe em liberdade alguém que foi detido por fogo posto. Não consigo perceber as leis tantas e tantas vezes. Não consigo perceber que haja uma lei para isto e para aquilo e que depois alguém que por vontade própria pega fogo a um local não seja detido e fique preso. Será que é preciso haver a morte de uma pessoa para isso acontecer?

Mas quem o faz mata muita coisa, mesmo quando fisicamente alguém não morre. Mata sonhos. Sonhos de quem construiu o que é seu e em minutos fica sem nada. Mata animais que tantas vezes andam nos montes. Mata de sofrimento quem vê o fogo chegar perto das suas casas. Destrói vidas quando se lhes tira tudo, mesmo que seja só queimando aquele pedaço de terra que têm. Mata de dor quem é afectado. Põe vidas em risco. Suga as forças a bombeiros, e a quem prontamente se esforça para ajudar. Humanamente é-me impossível acreditar, que alguém que sinta "prazer" em ver arder o que dos outros é, tenha a sorte de o deixarem cá para lhe tornarem a dar a hipótese de voltar ao mesmo. Um incendiário será sempre um incendiário. Um criminoso. Alguém sem alma num corpo desprovido de valores. De sentido. De vida. Há-de ser alguém muito triste na vida.

Depois tem a seu favor as condições. O calor e o vento.

Quem por aqui me lê algum tempo, sabe que eu moro na terra do vento. Que dá lugar a mil e duas peripécias. Mas ultimamente dá medo. Durante a noite parece querer levar tudo. E leva. Leva o fogo como aliado e o medo das pessoas como faísca. Tudo arde. Passamos dias sem ver o sol devido ao fumo denso no ar. Tudo à volta está em chamas, ou já está negro do que se passou. Em minutos, passa estradas, campos, casas, freguesias. Em minutos muda direcções e chega a criar o perigo de se ficar encurralado. Estes últimos dias, as pessoas vivem com o coração nas mãos. A dar tudo pelo tudo que têm. Incluindo a vida. Enquanto há alguém que com essas mãos sujas dá para tirar o que do outros é. Como pode um ser vivo destes ter a possibilidade de poder estar em liberdade para ver o rasto de destruição que deixou?

A todos aqueles que têm vivido momentos de aflição. A todos aqueles que prontamente têm ajudado. A todos os bombeiros, soldados da paz que muitas vezes são tão criticados e que eu sinceramente acredito que dêem tudo por tudo enquanto que as forças lhe vão restando. A todos aqueles que, tal como aconteceu a família minha, tenham abandonado as suas casas e fugido para que a sua vida não fosse consumida pela estupidez de um ser. A todos aqueles que perderam o que quer que seja ou mesmo alguém. Muita força. Coragem.

Humanamente é impossível acreditar que a um delinquente desses lhes nasça um pinheiro atravessado no sítio que todos nós sabemos, ou que arda no inferno. Mas há coisas humanamente impossíveis que acontecem e tão só por isso tenho fé.

É humanamente impossível uma pessoa não se revoltar perante os cenários a que temos assistido.

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