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SorrisoIncógnito

Todo o sorriso é apaixonante devido ao incógnito que o ofusca! SORRIR_um estado de espírito...

05
Mar20

Esta empresa hoje está de Parabéns!

Há 13 anos a ter-me como funcionária...

Maria

Work

 

Sim, basicamente hoje falo do lado oposto. Normalmente começaria por comemorar os 13 anos sem pertencer aos "quadros" do desemprego... mas hoje falo da sorte que esta empresa tem, em me manter cá há treze anos (ahah). E isto é uma típica relação normal. Altos e baixos. Quase desistências. E dias muito bons. Luta dia após dia. Dias com menos fé e dias que só se olha para o futuro. Juntos.

Continuo a dizer que não me acreditava neste dia se mo tivessem dito lá no início. Mesmo após as primeiras semanas. Que foram bem difíceis e onde fui, literalmente deitada aos lobos. Assim mesmo sem ninguém ali com paninhos para enxaguar tanta lágrima que deitei e acalmar os nervos que aquilo me deu. Foi ali que comecei a ganhar cabelos brancos. Acreditem. Não foi nada fácil. Não é. Por muito que eu faça parte da mobília e isto seja já muito "Eu" há dias não.

Afirmo novamente:

Atentem numa coisa, isto é um abre olhos para aqueles que começam num trabalho novo e é difícil, às vezes as coisas depois descomplicam um pouco. Às vezes vale a pena não ir pelo caminho mais fácil - desistir. 

Continuo a lembrar-me como se fosse hoje a primeira vez que pisei esta empresa. Lembro-me tanto das primeiras peripécias. Lembro-me de cá chegar e chorar a dizer que não aguentava uma semana. Uma semana que passei quase sempre a panicar com os nervos, o stress e as peripécias. Quem diria. Aqui estou Eu!

Continuo a ter mil e duas peripécias para contar desta empresa que já me trouxe tanta coisa boa e algumas menos boas, o que é perfeitamente natural. Quem me segue há mais tempo conhece bem algumas peripécias que vos conto porque na sua maioria são mesmo de arrancar risadas.  Isto realmente, tem dias que é de loucos.

Já chorei, mas já dei tanta risada boa, tanto com os funcionários, como com o boss, com os clientes (esta foi óptima), com os fornecedores ou mesmo com outros indivíduos que me aparecem à frente. Estou mais que atrofiada é certo. Fazer o quê?!

Mas isto é família.

E eu continuo a agradecer por nos dias que correm, nestas crises que fui ultrapassando, ter trabalho. Continuo a agradecer as oportunidades que me vão sendo dadas. Continuo a resmungar todos os dias para sair da cama pela manhã, queixo-me pela cabeça massacrada com que chego muitas vezes ao fim do dia, bato o pé pelas vezes que ganho um cabelo branco por aturar gente que me tira do sério, dias há em que me revolto por ter tanta coisa nos meus ombros que às vezes me tira o sono, mas caramba, se ficasse em casa, se não tivesse trabalho, se fizesse parte da enorme lista de desempregados do país, aí sim o atrofio seria muito maior.

São 13 anos de trabalho na mesma empresa. Como isto passa tão rápido, tão rápido mesmo, como isto é tão importante! Mas a empresa também está de Parabéns por me ter porque sempre tento ser uma funcionária exemplar. Sei que me tratam como parte importante, como sendo da família e sei que sou mimada também, porque me respeitam e sabem o quanto dou de mim a esta empresa - e aqueles croissants que me trazem pela manhã são um exemplo.

Pensei não aguentar uma semana. Passaram treze anos!

É um exemplo de superar expectativas. De não desistir. De não ir pela primeira impressão. De superação.  É realmente, um abre olhos.

Hoje é mais um dia cá. Amanhã também.

11
Fev20

O Blog faz 11 anos!

Maria

Sim, 11 ANOS DE BLOG!

(toda eu ciscos nos olhos)

 

3838 posts. 12087 comentários. 401 291 visitas. 1443 reacções.

4063 likes no Facebook1076 Seguidores no Instagram

31 posição no Blogs Portugal (Categoria pessoal)

Muitos destaques no blogs do sapo que continua a ser uma equipa fantástica 

11 anos de existência 

 

11 anos!.png

 

De mim, de vocês, de muitas partilhas, de muitos sorrisos incógnitos, de NÓS! 

 

A sério 11? É o que mais me ocorre dizer. Continuo a sentir-me surpreendida pelo blog continuar a fazer parte da minha vida a cada ano que passa. E sempre muito presente. Há onze anos atrás não imaginei isso nem que lhe sentisse a falta. Deste constante desafio. Deste apego. Desta partilha. De tantos que vieram, dos que ficam. Dos que passam. Deste gosto por escrever.

Lembro-me dos que me fizeram criar este espaço e tenho saudades de muitos que desapareceram, que já não existem mas que me deixaram uma marca. Numa altura em que poucos eram ainda os blogs e que eram muito mais "nós". 

Já conheci gente que veio do blog. Já fui convidada para um programa de televisão. Já fiz desafios para quem me segue, já entrei noutros. Já aprendi muita coisa com o blog nomeadamente que há gente que tem um blog que nem sabe o que isso deveria ser, assim como há gente que vive mesmo isto de ter um blog. Já partilhei imensas histórias e conheço imensas histórias.  Há gente que continuo a seguir do início e não tem como não conhecer tanta coisa.

Há dez anos atrás criei o blog para partilhar sorrisos de tudo e de nada, para falar do que me apetece, quando me apetece. O propósito continua o mesmo. Deixar-me partilhar a minha inspiração na escrita. E continuo a ter partilhas boas disto. Continuo a conhecer outras tantas partilhas que gosto. Continua a trazer-me gente de sorrisos que me ajuda. Energia positiva. Sempre. Já espalhei muitos sorrisos, já recebi muitos sorrisos. Já partilhei lágrimas, e recebi ainda mais sorrisos. Já escrevi coisas tão minhas que me vão na alma. Já foi completamente anónimo. Já serviu tanta vez de diário, de um ombro para desabafar. Trouxe-me pessoas novas. Trouxe-me histórias partilhadas. Trouxe-me PPC’s e continua a trazer-me Pais Natal secretos. Trouxe-me miminhos de blogs com gente dentro. Trouxe-me partilhas que não mais vou esquecer... isto é uma aventura. Todos os dias.

Enquanto continuar a fazer sentido, cá estamos. E eu gosto de cá estar (incluindo com a equipa blogs do sapo). Acreditem. E agradeço a quem está também. Muito! Porque isto faz sentido também com vocês desse lado.

(11 anos carago!)

E ao pessoal do Facebook e do Instagram 

OBRIGADA ♥

Cá beijinho  e sorrisos mil!

[ Para quem fica, o que vos faz ficar? ]

05
Mar19

Doze anos sem pertencer aos "quadros" do desemprego...

Maria

20190305_224119_0001.png

 

Se alguém me dissesse lá nos inícios, que este dia ia chegar, eu não acreditaria.

Não foi fácil e nem o é. Por mais que já seja rotina, que já lá tenha tanto "Eu". Continua a haver dias nada fáceis.

Atentem numa coisa, isto é um abre olhos para aqueles que começam num trabalho novo e é difícil, às vezes as coisas depois descomplicam um pouco. 

Continuo a lembrar-me como se fosse hoje a primeira vez que pisei aquela empresa. Consigo lembrar-me de logo no primeiro dia ter a noção de como aquilo seria passageiro, não passaria de um novo emprego que tinha aparecido por acaso mas que não era lugar para eu aguentar ficar.

Lembro-me tanto das primeiras peripécias. Lembro-me de cá chegar e chorar a dizer que não aguentava uma semana. Uma semana que passei quase sempre a chorar com os nervos, o stress e as peripécias. Quem diria. Estou lá há doze anos!

Lembro-me de poucos dias depois de lá ter começado a trabalhar o encarregado me dizer "em três tempos se não fores embora, ou tens uma panca como nós ou vais ficar com uma", hoje acredito que já tinha mas cada vez a panca dá sinais de piorar. Efeitos colaterais. Nada a fazer. O encarregado já foi embora mas agora afirmo, foi das coisas mais acertadas que me disse.

Lembro-me de não ter achado nada piada a só haver homens na empresa, não tinha ninguém com quem dar dois dedos de conversa feminina. E vinha de uma empresa equilibrada em géneros. Mas com o tempo percebi que foi a melhor coisa que me podia ter acontecido, uma pena não haver um achado no meio deles que me despertasse a alma, mas não. Ligações unicamente profissionais nestes doze anos. 

Tenho mil e duas peripécias sempre para contar desta empresa que já me trouxe tanta coisa boa e algumas menos boas, o que é perfeitamente natural. Quem me segue há mais tempo conhece bem algumas peripécias que vos conto porque na sua maioria são mesmo de arrancar risadas. 

São doze anos e isto realmente, tem dias que é de loucos.

Já chorei, mas já dei tanta risada boa, tanto com os funcionários, como com o boss, com os clientes (esta foi óptima), com os fornecedores ou mesmo com outros indivíduos que me aparecem à frente. Estou mais que atrofiada é certo. Fazer o quê?!

Continuo a agradecer por nos dias que correm, nesta crise que parece que ganhou raízes, ter trabalho. Continuo a agradecer as oportunidades que me vão sendo dadas. Continuo a resmungar todos os dias para sair da cama pela manhã, queixo-me pela cabeça massacrada com que chego muitas vezes ao fim do dia, bato o pé pelas vezes que ganho um cabelo branco por aturar gente que me tira do sério, dias há em que me revolto por ter tanta coisa nos meus ombros que às vezes me tira o sono, mas caramba, se ficasse em casa, se não tivesse trabalho, se fizesse parte da enorme lista de desempregados do país, aí sim o atrofio seria muito maior.

Como eu agradeço por ter trabalho. Dia após dia. Do muito que vem um dia ou outro que me apetece queixar... e ao ver tanta coisa ao meu redor não tenho de quê... as coisas vão-se ajeitando. Por mais que tenha dias na corda-bamba.

São doze anos de trabalho na mesma empresa. Como isto passa tão rápido, tão rápido mesmo, como isto é tão importante! Como me lembro tantas e tantas vezes disto quando pela manhã a caminho do trabalho venho a querer resmungar por ter precisado de uma grua para me tirar da cama. Mas... ainda bem. Continuo a chegar lá e a ter orgulho de ver que "aquilo" também já tem muito de mim.

Pensei não aguentar uma semana. Passaram doze anos!

É um exemplo de superar expectativas. De não desistir. De não ir pela primeira impressão. De superação.  É realmente, um abre olhos.

Amanhã lá estaremos.

05
Mar18

Onze anos sem pertencer aos "quadros" do desemprego...

Maria

Continuo a lembrar-me como se fosse hoje a primeira vez que pisei esta empresa. Consigo lembrar-me de cada rosto que vi, só homens, que ainda hoje são colegas de trabalho, outros que já não. Consigo lembrar-me de logo no primeiro dia ter a noção de como aquilo seria passageiro, não passaria de um novo emprego que tinha aparecido por acaso mas que não era lugar para eu aguentar ficar.

Lembro-me tanto das primeiras peripécias. Lembro-me de cá chegar e chorar a dizer que não aguentava uma semana (um abre olhos para aqueles que começam num trabalho novo e é difícil, as vezes as coisas depois descomplicam um pouco).

Lembro-me de poucos dias depois de cá ter começado a trabalhar o encarregado me dizer "em três tempos se não fores embora, ou tens uma panca como nós ou vais ficar com uma", hoje acredito que já tinha mas cada vez a panca dá sinais de piorar. Efeitos colaterais. Nada a fazer. O encarregado foi à pouco embora mas continuo a achar, que foi das coisas mais acertadas que me disse.

Lembro-me de não ter achado nada piada a só haver homens na empresa, não tinha ninguém com quem dar dois dedos de conversa feminina. E vinha de uma empresa equilibrada em géneros. Mas com o tempo percebi que foi a melhor coisa que me podia ter acontecido, uma pena não haver um achado no meio deles que me despertasse a alma, mas não. Ligações unicamente profissionais nestes onze anos. 

Tenho mil e duas peripécias sempre para contar desta empresa que já me trouxe tanta coisa boa e algumas menos boas, o que é perfeitamente natural. Quem me segue há mais tempo conhece bem algumas peripécias que vos conto porque na sua maioria são mesmo de arrancar risadas. 

São onze anos e isto realmente é de loucos.

Já chorei, mas já dei tanta risada boa, tanto com os funcionários, como com o boss, com os clientes (esta foi óptima), com os fornecedores ou mesmo com outros indivíduos (que não se esquecem) que me aparecem à frente. Estou mais que atrofiada é certo. Fazer o quê?!

Continuo a agradecer por nos dias que correm, nesta crise que parece que ganhou raízes, ter trabalho. Continuo a agradecer as oportunidades que me vão sendo dadas. Continuo a resmungar todos os dias para sair da cama pela manhã, queixo-me pela cabeça massacrada com que chego muitas vezes ao fim do dia, bato o pé pelas vezes que ganho um cabelo branco por aturar gente que me tira do sério, dias há em que me revolto por ter tanta coisa nos meus ombros que às vezes me tira o sono, mas caramba, se ficasse em casa, se não tivesse trabalho, se fizesse parte da enorme lista de desempregados do país, aí sim o atrofio seria muito maior.

Como eu agradeço por ter trabalho. Dia após dia. Mas a aguentar onze anos, acho que no mínimo já tenho direito a um busto em minha homenagem à entrada das nossas instalações. Já faço parte da mobília. Já é uma rotina enraizada. Já somos família. Já me tratam como tal. Do muito que vem um dia ou outro que me apetece queixar... e ao ver tanta coisa ao meu redor não tenho de quê... as coisas vão-se ajeitando.

Há muita coisa a acertar o compasso, a limar arestas, no entanto é ouro. 

São onze anos de trabalho na mesma empresa. Nos dias de hoje é mesmo ouro. Como isto me sabe bem, como isto passa tão rápido, tão rápido mesmo, como isto é tão importante! Como me lembro tantas e tantas vezes disto quando pela manhã a caminho do trabalho venho a querer resmungar por ter precisado de uma grua para me tirar da cama. Tipo hoje. Mas... ainda bem. Continuo a chegar aqui e a ter orgulho de ver que "isto" também já tem muito de mim.

Pensei não aguentar uma semana. Passaram onze anos!

É um exemplo de superar expectativas. De não ir pela primeira impressão. É realmente, um abre olhos.

11
Jan18

Agradecer, sempre!

Maria

Obrigado

 

Nunca me poupei em agradecer a quem merece.

A quem merece mesmo.

Agradecer pelo que nos são. Pelo que nos fazem. Por existirem. Pelas palavras. Os ombros amigos. Os abanões. Os lenços de papel a limpar as lágrimas. As gargalhadas. Os jantares partilhados. As confidências. As partilhas. Os dias. A vida.

Sempre soube dizer obrigado a quem de direito. Os meus amigos sabem o quanto lhes agradeço as boas amizades que tenho. A minha família sabe o quanto lhes agradeço o nosso amor. 

Gosto de lhes reconhecer o sentido. Do privilégio que tenho de os ter. E de escolher quem não é obrigatório.

OBRIGADA pelo que me são. Pelo que me deixam ser!

05
Mar17

Dez anos!!

Maria

Consigo lembrar-me como se fosse hoje a primeira vez que pisei aquela empresa. Consigo lembrar-me de cada rosto que vi, só homens, que ainda hoje são colegas de trabalho, outros que já não. Consigo lembrar-me de logo no primeiro dia ter a noção de como aquilo seria passageiro, não passaria de um novo emprego que tinha aparecido por acaso mas que não era lugar para ficar.

Lembro-me tanto das primeiras peripécias. Lembro-me de cá chegar e chorar a dizer que não aguentava uma semana (um abre olhos para aqueles que começam num trabalho novo e é difícil, as vezes as coisas depois descomplicam um pouco). Lembro-me de poucos dias depois de cá ter começado a trabalhar o encarregado me dizer "em três tempos se não fores embora, ou tens uma panca como nós ou vais ficar com uma", hoje acredito que já tinha mas cada vez a panca dá sinais de piorar. Efeitos colaterais. Nada a fazer. Lembro-me de não ter achado nada piada a só haver homens na empresa, não tinha ninguém com quem dar dois dedos de conversa feminina. Com o tempo percebi que foi a melhor coisa que me podia ter acontecido, uma pena não haver um achado no meio deles que me despertasse a alma, mas não. Ligações unicamente profissionais e aliás são do mais educados e respeitosos possíveis. Acho que só uma vez alguém me "picou" pelo facto de estarmos em “patamares diferentes” e eu ser mulher. Foi uma situação pontual e nunca mais senti o que quer que fosse em relação a isso. Lembro-me de quando entrei para aqui um funcionário não me largar o pé. No início deixei andar porque pensei “é novidade isto passa-lhe”. Acabou por não lhe passar e ele levou uma repreensão não só do boss como de todos. Acabou por sair da empresa mais tarde. Não directamente por esta situação até porque nunca foi uma situação de extremos mas cheguei a rir-me com as fotografias que me enviava de gatinhos e flores para o telemóvel do trabalho. Tenho mil e duas peripécias sempre para contar desta empresa que já me trouxe tanta coisa boa e algumas menos boas. Quem me segue há mais tempo  conhece bem algumas peripécias que vos conto porque na sua maioria são mesmo de arrancar sorrisos. São dez anos e isto realmente é de loucos. Já chorei, mas já dei tanta risada boa, tanto com os funcionários, como com o boss, com os clientes (esta foi óptima), com os fornecedores ou mesmo com outros indivíduos (que não se esquecem) que me aparecem à frente. Estou mais que atrofiada é certo. Fazer o quê?!

Continuo a agradecer por nos dias que correm, nesta crise que parece que ganhou raízes, ter trabalho. Continuo a agradecer as oportunidades que me vão sendo dadas. Continuo a resmungar todos os dias para sair da cama pela manhã, queixo-me pela cabeça massacrada com que chego muitas vezes ao fim do dia, bato o pé pelas vezes que ganho um cabelo branco por aturar gente que me tira do sério, dias há em que me revolto por ter tanta coisa nos meus ombros que às vezes me tira o sono, mas caramba, se ficasse em casa, se não tivesse trabalho, se fizesse parte da enorme lista de desempregados do país, aí sim o atrofio seria muito maior.

Como eu agradeço por ter trabalho. Dia após dia. Mas a aguentar dez anos, acho que no mínimo já tenho direito a um busto em minha homenagem à entrada das nossas instalações. Dez anos. Já faço parte da mobília. Já é uma rotina enraizada. Já somos família. Já me tratam como tal. Do muito que vem um dia ou outro que me apetece queixar... e ao ver tanta coisa ao meu redor não tenho de quê... as coisas vão-se ajeitando. Há muita coisa a acertar o compasso, no entanto é ouro. 

São dez anos de trabalho na mesma empresa. Nos dias de hoje é mesmo ouro. Como isto me sabe bem, como isto passa tão rápido, como isto é tão importante! Como me lembro tantas e tantas vezes disto quando pela manhã a caminho do trabalho vou a querer resmungar por ter precisado de uma grua para me tirar da cama. E ainda bem. Continuo a chegar lá e a ter orgulho de ver que aquilo também já tem muito de mim.

Pensei não aguentar uma semana. Passaram dez anos!

Expectativas mais que superadas!

28
Set16

Boa vizinhança! (A minha rua é melhor que a tua #3)

Maria

Segundo a Comercial, hoje é o dia da boa vizinhança. Mais que uma vez já aqui falei dos meus vizinhos. Da minha rua e vocês sabem, por mais desculpas que tenham, a minha rua é melhor que a vossa!

Tenho tantas histórias de partilha. Ainda hoje à hora de almoço a minha mãe deu à minha vizinha que tem filhos pequenos uma caixa de cereais que nos saiu num cabaz e como não comemos partilhamos com quem sabíamos que ia gostar. Essa mesma vizinha que no fim de semana trouxe uma saca de figos lá para casa.

Por aqui continua a ser assim. Não é troca é partilha.

Partilhamos limões, alfaces, tomates, hortaliça e salsa. Uns têm uma coisa, outros têm outra. Partilhamos os bolos de aniversário, ou mesmo aqueles caseiros que sabemos que gostam. Continuo a adorar os bolinhos de abóbora que a minha vizinha me oferece sempre no natal. Continuo a fazer mousse de chocolate de after eight para os amigos vizinhos que gostam.

As minhas escadas continuam a servir de "esplanada" para as noites de verão onde nos juntamos. A vizinha oferece uma orquídea porque tem duas iguais. O meu pai oferece o piri-piri das suas plantações. Outra vizinha oferece pêras, ou laranjas, ou figos.

Tenho outra vizinha que continua a ir lá jantar quando às vezes a minha mãe faz cabidela. Tenho outros vizinhos que estão fora e sempre que cá vêm juntamos-nos para uma refeição em conjunto. Cada um leva o que pode.

Continuo a ter o vizinho que a família não liga e que continua a ser ajudado por todos lá da rua.

Partilha-se a farinha quando a de uma acaba a horas inconvenientes, ou o leite, ou o arroz. Ou mesmo o pão que já acabou e a padaria já fechou.

Aqui divide-se tudo que se possa. Ajudamos-nos uns aos outros. Partilhamos o que temos. Partilhamos também o coração, porque criamos laços.

Os meus vizinhos são os primeiros a ajudar se virem que se está a precisar. São aqueles que o meu carro avaria a caminho do aeroporto e eles se metem no carro para me ir levar mesmo que isso fique a quase uma hora de distância. Assim como eu dou boleia sempre que alguém precisa quando vou a caminho do trabalho.

A minha rua continua a ser família. Uns mais que outros é normal, assim como é normal ter uma ovelha negra, mas continua a não fazer mossa. E continuamos a não saber tudo da vida uns dos outros. Que não sabemos. Não é preciso. Mas é bom estar lá quando alguém precisa e quando nós precisamos.

Continuo a ter vizinhos que apanham a roupa se começa a chover. Que ajudam a mudar o pneu quando furou. Que vão às compras e que perguntam se precisamos que nos tragam alguma coisa para não termos que ir lá de propósito. Continuo a ficar com a filha da vizinha se ela precisar de dar um saltinho a qualquer lado.

Tenho inclusive ex-vizinhos que nos continuam a vir mostrar a filha que agora cresce longe de nós. Tenho vizinhos que ficam com o meu cão se viajo. Que vêm perguntar se preciso de alguma coisa quando estou doente.

Ainda há dias um vizinho veio trazer um bolo, porque fez massa a mais e deu para dois.

E continuo a pensar naqueles que vivem no mesmo prédio, que nem se cumprimentam e muitas vezes nem se conhecem.

Tenho vizinhos que já me ajudaram muito nas lágrimas e nos sorrisos. Que saio de casa pela manhã e o "Bom dia" efusivo aparece.

E como já aqui disse antes, não é incómodo. Faz parte. E eu gosto disto. Disto típico de aldeia. Desta família de sangue diferente. Mesmo onde uma ovelha negra existe mas não faz mossa. Mesmo onde um deles é um ex meu mas não faz mossa. Mas gosto. Eu sei que é sorte. E agradeço muito por isso. Gosto dos meus vizinhos. A minha rua é melhor que a tua. Tenho uma boa vizinhança. É isso.

09
Mar16

Nove anos.

Maria

De repente ao olhar para o calendário dei conta que deixei passar uma data importante. No fim-de-semana fez nove anos que trabalho por aqui. NOVE anos. Lembro-me tanto das primeiras peripécias. Lembro-me de cá chegar e chorar a dizer que não aguentava uma semana (um abre olhos para aqueles que começam num trabalho novo e é difícil, as vezes as coisas depois descomplicam um pouco). Lembro-me de poucos dias depois de cá ter começado a trabalhar o encarregado me dizer "em três tempos se não fores embora, ou tens uma panca como nós ou vais ficar com uma", hoje acredito que já tinha mas cada vez a panca dá sinais de piorar. Efeitos colaterais. Nada a fazer. Lembro-me de não ter achado nada piada a só haver homens na empresa, não tinha ninguém com quem dar dois dedos de conversa feminina. Com o tempo percebi que foi a melhor coisa que me podia ter acontecido, uma pena não haver um achado no meio deles que me despertasse a alma, mas não. Ligações unicamente profissionais e aliás são do mais educados e respeitosos possíveis. Acho que só uma vez alguém me "picou" pelo facto de estarmos em “patamares diferentes” e eu ser mulher. Foi uma situação pontual e nunca mais senti o que quer que fosse em relação a isso. Lembro-me de quando entrei para aqui um funcionário não me largar o pé. No início deixei andar porque pensei “é novidade isto passa-lhe”. Acabou por não lhe passar e ele levou uma repreensão não só do boss como de todos. Acabou por sair da empresa mais tarde. Não directamente por esta situação até porque nunca foi uma situação de extremos mas cheguei a rir-me com as fotografias que me enviava de gatinhos e flores para o telemóvel do trabalho. Tenho mil e duas peripécias sempre para contar desta empresa que já me trouxe tanta coisa boa e algumas menos boas. São nove anos e isto realmente é de loucos. Já chorei, mas já dei tanta risada boa, tanto com os funcionários, como com o boss, com os clientes (esta foi óptima), com os fornecedores ou mesmo com outros indivíduos que me aparecem à frente. Estou mais que atrofiada é certo. Fazer o quê?!

Continuo a agradecer por nos dias que correm, nesta crise que parece que ganhou raízes, ter trabalho. Continuo a agradecer as oportunidades que me vão sendo dadas. Continuo a resmungar todos os dias para sair da cama pela manhã, queixo-me pela cabeça massacrada com que chego muitas vezes ao fim do dia, bato o pé pelas vezes que ganho um cabelo branco por aturar gente que me tira do sério, dias há em que me revolto por ter tanta coisa nos meus ombros que às vezes me tira o sono, mas caramba, se ficasse em casa, se não tivesse trabalho, se fizesse parte da enorme lista de desempregados do país, aí sim o atrofio seria muito maior.

Como eu agradeço por ter trabalho. Mas se aguentar mais um ano, acho que no mínimo tenho direito a um busto em minha homenagem à entrada das nossas instalações.

São nove anos de trabalho na mesma empresa. Como isto me sabe bem, como isto é ouro, como isto passa tão rápido, como isto é tão importante!

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