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SorrisoIncógnito

Todo o sorriso é apaixonante devido ao incógnito que o ofusca! SORRIR_um estado de espírito...

08
Nov19

Desafio de escrita dos pássaros #9

Maria

» Acordaste nu, sem te recordar de nada, numa ilha deserta «

desafio passaros.JPG

 

Eu bem disse que não devia experimentar coisas que fazem rir - pensei, tentando fechar os olhos só naquela de estar a viajar na minha loucura, mas abrindo novamente os olhos ali estava eu, perdida no meio do nada, deitada naquela areia branca fina mesmo em frente aquele mar a perder de vista. Olhei para um lado, olhei para o outro e nada. Ninguém. Nem um bichinho que seja. Tornei a deitar-me sobre a areia e fechei novamente os olhos e comecei as minhas preces:

- Oh Deus isto é só um sonho menos bom e eu prometo que se o fiz não voltarei a fazê-lo. Bem me avisaram para eu não me meter nestas cenas e eu certezinha depois de uns copos fumei um charro - Abro um olho e nada. Nada mudou.

Isto dava um grande filme: Marias há muitas, menos numa ilha deserta! - pensei.

Como é que eu aqui vim parar? Aquela pergunta que atormentava o pensamento até eu olhar mais para mim do que para a minha volta e sentir um fresquinho no pipi assim que reparei que estava sem um qualquer trapo que seja a tapar-me o corpo. Nada. Nua mesmo. E longe de ser como vim ao mundo!

Pensa melhor Maria, isto foi só um desejo que já pediste em dias menos bons de que alguém te levasse para uma ilha deserta só para não aturares tantos tótós. Mas... o génio da lâmpada nem existe!

Levantei-me e comecei a andar em direcção à natureza, procurava respostas.

- Está ai alguém? - gritei eu para o meio do nada. Nem um pio que seja. Nem uma cobrazinha para me afugentar de volta. Nada. Sigo caminho. Até que quase a chegar a umas quedas de água me apercebi que ali estava um ele, alguém cuja vida também tirou tudo o que seja trapo e eu prestes a acordá-lo em busca de respostas ouvi um barulho vindo do lado onde tinha acordado e corri, corri muito para ver o que me parecia ser um barco em alto mar. Chegada à beira mar gritei, saltei o mais alto que pude, fiz gestos impróprios para quem está liberto de roupas e nem sinal do barco dar conta até que no desespero lanço-me à água, nado, nado e vejo uma barbatana. É um tubarão e nem tempo tenho até que só me lembro dele abrir a boca e...

Vejam outros textos meus para este desafio aqui.

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