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SorrisoIncógnito

Todo o sorriso é apaixonante devido ao incógnito que o ofusca! SORRIR_um estado de espírito...

10
Ago16

De coração pequenino.

Maria

 WP_001591.jpg

Mil vezes estar lá que cá.

Quem me conhece sabe que a Madeira tem um lugar mais que especial no meu coração.

Aprendi a amar aquele pedaço de terra à beira mar plantado a partir do momento que quem eu amo lá está.

Infelizmente já partilhei com a Madeira muito "coração nas mãos" e ainda hoje me lembro perfeitamente da aflição da manhã do 20 de Fevereiro. Ontem a dor, a aflição, a ansiedade mais uma vez voltou a sentir-se.

Mil vezes estar lá que cá.

Quando o que amas está em perigo a única coisa que te passa pela cabeça é o estar perto. Um oceano a separar notícias, faltas de comunicação, imagens que te chegam que te apertam o coração e notícias que nunca queres ouvir...

Mil vezes estar lá que cá.

O estar longe é sentires-te completamente inútil. Por muito que quisesses fazer.

Esta noite senti-me assim. Cada imagem que recebia era uma facada no coração. Cada mensagem que recebia dos meus era um aperto.

Rezamos para que as coisas acalmem. Há esperança. Seja o que Deus quiser.

Muita força a todos os Madeirenses, a todos os que tiveram que abandonar a casa tal como os meus, a todos os que estão em situações mais complicadas e às famílias das vítimas. Aos bombeiros, cruz vermelha e profissionais de saúde. Muita força!

08
Ago16

Os bombeiros são os nossos heróis.

Maria

Já passavam das duas da manhã e o ar estava cada vez mais insuportável. Depois de ter estado deitada na varanda com a tijoleira quente e um ar abafado,  entrei em casa, mas nem assim estava fácil. Tudo à volta ardia. As cores que pintavam o céu no início da noite estavam cada vez mais escuras e feias. As sirenes dos bombeiros em silêncio percorriam as montanhas apenas com as luzes a fazerem-se notar até perto dos clarões do fogo. Tão triste. Tão triste aquele silêncio perturbado pelo forte vento e pelas chamas ganharem cada vez mais força originando todo aquele fumo negro. E aqueles homens e mulheres voluntários na sua maioria, com um dia de imenso calor às costas e toda uma luta desenfreada com a pouca humanidade de terceiros. Nós sabemos, trata-se de fogo posto que tem a seu favor os ventos fortes e as altas temperaturas e que fugazmente lavra terrenos, chegando a ameaçar pessoas, animais, casas e outros bens.

É tão triste este acordar com o céu azul ofuscado pelos fumos dos incêndios que não conseguiram circunscrever durante a noite. É tão triste pensar naqueles bombeiros que lutam a cada minuto muitas vezes com a sua vida em risco contra o fogo. Com pouco descanso, com falta de alimentação e com o corpo a desidratar.

Um bem haja a todos os bombeiros. A todos aqueles que deixam a sua zona de conforto, as suas casas, as suas famílias para ajudarem os outros. Sem críticas. Porque acredito sempre que façam o melhor que podem fazer com o cansaço às costas perante tantas adversidades.

Àqueles que têm dedo e mão nestas situações, esperamos que a justiça seja mais severa com estes criminosos e delinquentes. E que lhes nasça um pinheiro atravessado no sítio que todos nós sabemos.

Um bem haja a todos os bombeiros pela força e coragem.

22
Mar16

Alerta-terrorismo

Maria

Faz-me lembrar um pouco outro tipo de alarmes. Como por exemplo enquanto o ébola andou a matar pessoas lá no cabo do Mundo por África, informou-se mas não havia alarido, nem aquela preocupação, nem o tremer das pernas, nem o apertar o rabinho como quando se começou a ouvir os casos a chegar perto, a avançar sobre a Europa a ser caço mesmo aqui ao lado na vizinha Espanha.

Agora é isto do terrorismo. Que sempre houve. Que matam pessoas como quem mata moscas. Que criam o pânico, o medo, que geram ondas de violência de grandes dimensões. Que criam cenários de terror dignos de filmes. Que ceifam vidas como quem dá cá aquela palha. Que implantam bichinhos nas cabeças das pessoas pondo em causa toda e qualquer questão antes mais certa. De valores, questões morais, religiosas, políticas de países e segurança pessoal/mundial. Mas enquanto é lá longe, verdade seja dita, afecta-nos porque isto não é brincadeira, porque somos todos humanos, aqui ou na Cochinchina mas vamos lá à nossa vidinha porque aquilo é lá longe e eles nem se lembram de nós aqui.

Mentira. Quando menos se espera eles dão entrada na Europa. Quando é quase aqui ao lado, quando conseguem abalar o coração de um país tão próximo, a cena muda de figura. Eles não brincam e nós não nos queremos calar, e somos todos um pouco mais “Charlie” que ontem, mas o medo vem. Quem tem acompanhado ao longo do dia de hoje a situação é muito grave. e isto é tudo muito bonito quando continuamos aqui ao longe. mas ouvindo lá, falando com pessoas de lá, ver imagens em directo e todo o dia só haver policias nas ruas, ambulâncias, alertas para que não saiam de casa, sem trânsito, crianças que foram mantidas nas escolas sem contactos com os pais e familiares. Pessoas reféns. Reféns daqueles que todos sabemos, matam porque sim. Não imagino sequer o psicológico de todas as pessoas envolvidas, sendo eles polícias a correr o risco a cada segundo, sejam eles civis que se encontram à hora errada no local errado, sejam eles reféns que lutam pela vida frente a frente a uns homens tão vazios de tudo.

Cada vez mais estes grupos de terroristas, jihadistas, extremistas querem lançar o pânico e lançam, disso não temos dúvida. E no dia 7 conseguiram tirar a vida a uns mestres da caricatura, mas falharam ao não quererem que elas corressem mundo. Porque o mundo juntou-se e nunca se viram tantas caricaturas como ontem.

E agora a notícia que morreram os suspeitos. Tanto os irmãos do ataque ao “Charlie Hebdo” como do suspeito ao ataque hoje ao minimercado.

A vida vai continuar. Vai ficar um “7 de Janeiro” assim como ficou um “11 de Setembro”, um “15 de Abril”… Mas vai ficar medo. Porque este foi um ataque diferente.

Este post estava em rascunho desde o dia 16/01/2015. Foi feito após o atentado em Paris ao "Charlie Hebdo" a 7/01/2015. Nunca cheguei a publica-lo e já o tinha visto ali mas não apaguei, mas também não pensei em chegar a publicá-lo. Nem mesmo naquela trágica sexta-feira 13 de Novembro em que voltaram a atacar Paris.

Infelizmente hoje há mais um dia em que a vida continua mas vai ficar um 22 de Março. Não para Paris, mas para a Bélgica, no seu coração o atentado com estas três bombas e já cerca de 34 mortos e um número incalculável de feridos.

Medo?! É uma mistura de tanto que não sei explicar, ouvi porem alguém na televisão que mora lá em Bruxelas dizer algo do género, "não tenho medo do amanhã, porque isso é o que eles - quem faz isto - querem. Tenho antes respeito, pelo que me ensinaram, pelos valores que tenho, pelo que pode acontecer em qualquer lugar em qualquer momento e pela vida, vida que essas pessoas não respeitam.

A vida é isto que nos passa, mesmo com o coração nas mãos é viver. É tentar lutar por um mundo melhor.

Era tão fácil. Não que o mundo fosse cor-de-rosa. Mas que tivesse menos dias negros como este.

Há muita tristeza. E raiva. E fé. Esperança.

E coragem e força para os familiares e amigos das vítimas.

04
Mar16

Entre-os-Rios. 15 anos. 59 pessoas morreram!

Maria

Sabem a pergunta que sempre se faz "onde estavas no 11 de Setembro?". Eu sempre me lembro neste dia todos os anos - onde estavas quando caiu a ponte Hintze Ribeiro, Maria?

Foi um domingo. Tinha ido à sessão das nove ao cinema com um namorado e no intervalo que aproveitamos para dar um salto cá fora e fumar um cigarro colei na televisão ao dar em directo a notícia. Não mais esqueço. Ali mesmo à porta do cinema, todos petreificados com a notícia e as imagens. Por tanto, por tudo, pela tragédia, pelas mortes, por tantas e tantas vezes que lá passei. Que nós os dois lá passamos.

15 anos! 15 anos em que não há uma única vez que lá passe e não olhe ali para o [meu] Douro com um olhar diferente. Não há uma única vez que lá passe que não lembre.

Paz à alma de todos, principalmente aos que não chegaram a aparecer. E paz às famílias. 15 anos é muito tempo para tanta pergunta sem resposta.

Não há ponte nova que reponha nada.

Tal como a Marinha Portuguesa afirma hoje: "Nunca esqueceremos!"

[Imagem daqui]

Há coisas que não se esquecem! ♥

24
Set15

Do Meco a Faro, passando na casa partida e num outro sem fim de lugares universitários - Quilómetros de estupidez.

Maria

 [Fotografia - Marisa Rodrigues/JN ]

 

Hoje bem cedo, ainda estava eu deitada na cama, meia a dormir meia acordada, com a porta do quarto entreaberta, ouço as notícias da rádio que a minha mãe tem sintonizado na cozinha. O alerta para uma caloira que esta noite, depois de uma praxe mal sucedida na praia em faro deu entrada no hospital. Falava-se de álcool e pessoas enterradas na areia. Levantei a cabeça porque aquilo evacuou logo qualquer tipo de morrinhice que se apodera de mim antes mesmo de me levantar. A minha mãe chega ao quarto e diz “ouviste esta? Mais uma caloira que foi parar ao hospital porque uma praxe correu mal na praia. Eles não têm já maus exemplos para fazerem estas merd@s na praia à noite?” gente estúpida mãe, saiu-me.

Agora pensando melhor… há gente muito estúpida mesmo, ainda não consegui perceber bem se mais são quem manda praxar se quem tem a dignidade de se deixar enterrar na praia, à noite e enxofrar álcool como se não houvesse amanhã.

Esperem, esta caloira num amanhã será uma “doutora” com um curriculum pessoal/social muito mais abonatório com o facto de ter feito esta praxe. 5 valores a mais. Digo eu, mas isto é atirar para o ar, não sei bem porque não estou a par da diferença de qualificação dada à estupidez e à verdadeira importância de ser-se bom no curso que se faz.

“Ahh mas tu não percebes Maria, faz parte. As praxes fazem parte da caminhada universitária.” Pois diz que sim. Mas desde quando é que uma praxe tem que passar por pôr em risco a saúde, o bem-estar, o respeito por nós, a nossa dignidade?

" A praxe consistia em enterrar os jovens na areia próximo da água de forma a que pudessem estar imobilizados enquanto lhe eram dadas, à boca, bebidas alcoólicas.

A jovem sentiu-se indisposta e teve de ser transportada de ambulância para o Centro Hospitalar do Algarve. À hora de fecho desta edição, estava na urgências a ser avaliada.

(...)

"A preocupação deles era tapar os buracos que fizeram na areia antes da chegada da GNR e da Polícia Marítima. A maré entretanto subiu e levou parte do vestígios", garantiu. Nas imediações, nos caixotes do lixo, eram visíveis dezenas de garrafas de bebidas alcoólicas."

daqui

Depois trazem-nos memórias do ainda não tão longínquo e trágico acontecimento do Meco. As pessoas morrem, ninguém é culpado e a estupidez humana aumenta a milhas.

03
Set15

O naufrágio da humanidade _ #KiyiyaVuranInsanlik

Maria

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Não há muito a dizer. As imagens são fortes? São. São reais. São de uma realidade dura que está a existir cada vez mais neste mundo que habitamos e em que muitos não querem ver porque custa. Adormecemos ou acordamos com esta fotografia que está a correr mundo, de uma criança que tentou  chegar a um lugar longe do lugar que certamente lhe traria a sua morte, mas não conseguiu e o seu corpo deu à costa numa praia pelo sereno levar das ondas. É um bocadinho de nós que ali morre também. Perante esta tragédia que todos os dias está acontecer com estes refugiados é preciso agir e intervir para soluções eficazes. A solução não é olhar para o lado e fingir que não é nada connosco. Nunca saberemos se num futuro próximo serão outros a olhar para nós e com o mesmo "medo"  ou sentimento de impotência preferirão não ver...

11
Ago15

Eu vejo em mim uma pessoa muito má quando...

Maria

penso em dar uma lição aos incendiários deste país. Se houvesse justiça com esses animais eles não ateavam tantos fogos e punham tantas vidas em risco. A maior parte dos bombeiros são voluntários que arriscam a vida do seu coração por pessoas que não o têm. Aos incendiários? Era cercá-los de fogo e mais não digo, porque só de imaginar que esses ordinários não são punidos dá-me cá uma urticária...

Um bem haja e muita força a todo aquele que veste o fato de bombeiro e se lança por aí a ajudar.

04
Ago15

O português desaparecido nos Picos da Europa.

Maria

Foi com o mesmo título que aqui falei a primeira vez do João, a 14 de Novembro de 2014. Na semana passada foram retomadas as buscas para encontrar João Marinho, o português que estava desaparecido nos picos da Europa desde Novembro passado. Devido às condições climatéricas e à intensa neve que tem aquele local durante o inverno as buscas tiveram que ser interrompidas, então agora, que havia novamente condições favoráveis as buscas foram retomadas. No fim-de-semana encontraram um corpo com os documentos do João caído numa ravina.

Muito se fala, ouve-se de tudo, como sempre. Há sempre dois lados da mesma moeda e cada um escolhe o seu. É inevitável. Há quem condene sempre quem corra riscos, mais ou menos calculados. Há quem condene sempre quem tenha uma paixão e viva por ela. Depois há os que tentam entender porque respeitam.

Não sei bem porquê, se por ser “vizinho” de terras nortenhas, se pelo sorriso, se por me ter tocado com o seu extenso currículo de aventura por esse mundo fora nos seus 31 anos, se pela coragem de ser apaixonado. Não sei… Não sei se foi pelo que ouvi e li dele, pela esperança que via nos olhos da família e amigos… mas o que é certo é que acompanhei as notícias que iam aparecendo sobre o João. Na primeira fase pelas autoridades espanholas, pela GNR, pelo GOBS e depois pelos amigos, por outros montanhistas, por outros que tinham a mesma paixão, pela família e pelo irmão que incansavelmente e com a esperança como força nunca desistiram.

Lamento ter acontecido o pior. Lamento a vida do João ter terminado ali, quando realmente tenho a certeza que tinha tanto para nos mostrar da sua paixão. O João tem um mundo de imagens que jamais nós comuns mortais conseguiriam ter a coragem de fotografar. Espero que o seu legado seja respeitado e incentive a continuarem tantos projectos que saíram dele e que dão a conhecer principalmente estes recantos à beira Douro plantados.

Há quem acredite que ele tenha morrido feliz. Eu não. Ninguém morre feliz aos 31 anos. A não ser que padeça de uma doença que lhe faça viver infeliz. Acredito é que ele tenha vivido feliz e isso é o que importa. Porque esta vida são realmente dois dias, mas mesmo que partas infeliz, se tiveste uma vida feliz, caramba, valeu a pena.

Eu cá já juntei outro lema à vida:

"Nothing is as important as passion. No matter what you want to do with your life, be passionate.”

Também por isso o João será lembrado.

Muita força a todos aqueles que continuavam com a esperança de voltarem a ver aquele sorrisão do João. Principalmente aos amigos e família.

Nunca é demais partilhar algo que assim o merece:

Facebook: João Marinho

Página oficial: www.joaomarinho.com

O legado: www.nexplore.pt

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